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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Thu, 26 Mar 2026 17:04:44 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[Maio: CV interilhas anuncia viagens extra para ilha durante a Páscoa]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A
iniciativa, segundo a companhia, visa reforçar a mobilidade dos passageiros
numa altura marcada pelo convívio familiar e maior circulação de pessoas e
carga entre as ilhas.</p><p>De
acordo com a programação, estão previstas ligações adicionais na rota
Santiago/Maio/Santiago nos dias 31 de Março, 1, 3 e 5 de Abril.</p><p>No
dia 31 de Março, as viagens realizam-se às 14h00 (Santiago/Maio) e 17h00 (Maio/Santiago).
Já no dia 1 de Abril, as partidas estão marcadas para as 07h00 (Praia) e 10h00 (Maio),
respectivamente.</p><p>Para
os dias 3 e 5 de Abril, a companhia programou duas ligações em cada sentido,
com partidas às 09h00 e 17h00 de Santiago para o Maio, e às 12h00 e 20h00 no
sentido inverso.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2026/03/26/maio-cv-interilhas-anuncia-viagens-extra-para-ilha-durante-a-pascoa/102078</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 26 Mar 2026 17:04:44 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[PGR espera consenso para resolver mandatos expirados]]></title>
            <description><![CDATA[<p>“Eu espero que
haja alguma aproximação em termos de ideias, mas nesta altura é mais
complicado”, referiu Luís Landim, numa alusão ao período pré-eleitoral, com o país
a realizar eleições legislativas e presidenciais em 2026.</p><p>“Os órgãos já
estão com mandatos expirados, seria bom que houvesse esse consenso, mas,
aproximando-se tudo da época eleitoral, temos consciência que não vai ser
fácil”, referiu.</p><p>No seu caso,
disse “aguentar [no cargo] até que seja nomeado o novo” PGR. </p><p>“Não estou à
força, o termo ‘aguentar’ é no sentido de ter de aguardar até à nomeação de um
outro”, após um mandato de cinco anos, que terminou em Outubro de 2024.</p><p>Há cargos
externos que dependem do parlamento, mas, no caso do Procurador-Geral da
República, o nome é proposto pelo Governo, seguindo para aceitação pelo
Presidente da República. </p><p>“Disponível,
estou sempre, para continuar como magistrado, agora, como Procurador-Geral da
República é outra questão, teremos de ver, porque há que criar condições”,
disse.</p><p>“Não pensamos
nisso, ainda. A nível político, na verdade, pode estar a haver movimentações
nesse sentido, mas não temos informações concretas sobre o que se passa. É
deixar as coisas andarem”, referiu.</p><p>O tema da
renovação de mandatos caducados arrasta-se há algum tempo, em Cabo Verde.</p><p>O antigo
Presidente da República Jorge Carlos Fonseca apelou, na última semana, a um
diálogo entre as forças políticas para renovar os mandatos de vários órgãos
nacionais e assim garantir eleições livres e fortalecer a democracia, a menos
de um ano das legislativas.</p><p>"Deve
haver um esforço acrescido por parte de todos para que as forças políticas
cheguem a entendimentos e possamos ter órgãos renovados, como a Comissão
Nacional de Eleições, a Comissão de Protecção de Dados, a Autoridade Reguladora
para a Comunicação Social, mas também outros órgãos fundamentais para o Estado
de direito democrático", alertou Jorge Carlos Fonseca, após um encontro
com o Presidente, José Maria Neves, no âmbito do ciclo de auscultações
promovido pelo chefe de Estado junto de entidades nacionais.</p><p>O antigo
Presidente considerou que "não é normal" que vários órgãos continuem
em funções, com o mandato caducado.</p><p>"Evidentemente
que isso não põe em causa a legitimidade ou a validade das decisões proferidas.
Talvez seja difícil fazer a renovação antes das eleições [legislativas de
2026], mas é necessário que haja um esforço neste sentido", acrescentou.</p><p>Em Novembro do
ano passado, José Maria Neves já tinha pedido a substituição de titulares com
mandatos caducados, "por falta de consensos entre os partidos ou por
omissão de quem tem competência constitucional para propor os nomes".</p><p>Ainda em Outubro
de 2024, o Conselho de Administração da Presidência da República pediu a
nulidade de um relatório do Tribunal de Contas, que detectou despesas
irregulares na chefia de Estado, alegando que os juízes "deixaram de ter
legitimidade, desde que cessaram os respectivos mandatos, no dia 13 de Novembro
de 2023".</p><p>Confrontado
com o argumento, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que
alguns cargos externos dependem do parlamento e de maioria qualificada, o que
torna difícil a nomeação por consenso.</p><p>Ulisses
Correia e Silva deu o exemplo da Comissão Nacional de Eleições, que "tem
mandatos caducados, mas o órgão tem de funcionar, porque todos os titulares
permanecem em funções até à substituição. Não pode haver interrupções no
exercício das competências. Isto aplica-se a qualquer órgão".</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2025/09/22/pgr-espera-consenso-para-resolver-mandatos-expirados/99105</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 22 Sep 2025 16:52:23 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Dead Combo em Cabo Verde para o AME 2017]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>A banda portuguesa Dead Combo estará em Cabo Verde para dois concertos integrados na V edição do Atlantic Music Expo. Os espectáculos na Praia (dia 10) e em Mindelo (dia 13) dão arranque a uma tour internacional da dupla de guitarristas que passará também pela Turquia, Brasil e Estados Unidos.</strong></p>

<p> </p>
<p>Os Dead Combo, que integram a comitiva do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, em visita a Cabo Verde a partir de 09 de Abril, inauguram a extensão do AME a São Vicente onde irão actuar no Centro Cultural do Mindelo.</p>
<p>Antes, no dia 10, Tó Trips e Pedro Gonçalves dão música aos praienses na Praça António Lereno (Pracinha da Escola Grande) e, num showcase mais restrito, a bordo da Fragata da Marinha Portuguesa "Álvares Cabral", que entretanto já chegou a Mindelo.</p>
<p>A banda Dead Combo, formada unicamente pelos dois músicos que se conheceram em 2001, formou-se em 2002 e viria a assinar o seu primeiro trabalho em 2003 quando, a convite do radialista Henrique Amaro (da Antena 3) compuseram e gravaram o tema “Paredes Ambience” para o disco “Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes”, em homenagem ao guitarrista português.</p>
<p>Do primeiro disco da dupla (Vol.1, de 2004) ao último (A Bunch of Meninos, 2014), permeados por dois álbuns ao vivo (em 2009 e 2014), os Dead Combo cimentaram o seu lugar na cena musical portuguesa, onde têm sido elogiados pela sua originalidade, eclectismo e ainda pelo “ambiente” cinematográfico das suas composições.</p>
<p>Não por acaso a banda sonora de filmes westerns estão entre as influências musicais assumidas pelo duo. Nestas também entram o rock, o fado, música africana e sul-americana.</p>
<p>Mas o apreço pelos Dead Combo não se fica pelo seu país de origem, onde têm recebido prémios e distinções. A banda é também apreciada e elogiada além-fronteiras, tendo três dos seus álbuns  figurado no Top 10 de vendas de discos “World Music” no iTunes norte-americano e, em 2015, as suas músicas Lisboa Mulata e Rumbero integraram a banda sonora do filme “Focus”, protagonizado por Will Smith. Antes disso, em 2012, já tinham actuado no Festival de Cannes, na estreia do filme “Cosmopolis” (de David Cronenberg).</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2017/04/05/dead-combo-em-cabo-verde-para-o-ame-2017/52715</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 05 Apr 2017 17:03:15 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Mário Lúcio Sousa: “Na cultura é preciso crer para ver”]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>O terceiro Atlantic Music Expo está quase a começar e tem características especiais: será o último de Mário Lúcio Sousa enquanto Ministro da Cultura e será igualmente o último sob o controlo do Estado. Três anos de AME, as conquistas e o futuro, são os temas desta conversa com o governante que em 2011 escandalizou o país quando cantou na tomada de posse.</strong></p>

<p> </p>
<p><strong>Expresso das Ilhas – Estamos à porta da terceira edição do Atlantic Music Expo, já podemos afirmar que é um evento que veio para ficar?</strong></p>
<p><strong>Mário Lúcio Sousa – </strong>Como se costuma dizer, à terceira é de vez. Embora, as segundas edições sejam sempre mais difíceis. O segundo AME foi uma prova muito boa de que conseguimos passar da primeira edição e a terceira já é a consolidação do evento, tanto é que aqui confluem vários pontos: é a edição última em que o Estado é o único promotor, é também a minha última edição enquanto ministro da cultura e também é a edição que vai ter o maior número de participantes nacionais e internacionais. Dou ênfase aos participantes nacionais porque resulta de um trabalho que foi feito com os municípios, com os produtores, com os músicos, com a comunicação social. Esta terceira edição continua a trazer os parceiros iniciais e são esses parceiros que asseguram a saúde do AME para o futuro.</p>
<p> </p>
<p><strong>A continuidade dos parceiros iniciais é sempre um bom sinal, quer dizer que eles continuam a acreditar no projecto?</strong></p>
<p>De início, claro, houve mais convicção da nossa parte e claro que isso convenceu os parceiros. Mas, também é uma enorme bênção para Cabo Verde conseguir com a sua música, com o seu povo, entrar nos grandes mercados mundiais. Todos os parceiros iniciais continuam como parceiros estratégicos do AME e os profissionais que vieram à primeira edição, continuaram a vir à segunda e estarão presentes na terceira. Tornou-se um, como eles costumam dizer, mercado dos mercados, porque é o único em que vêm todos os outros e já está a criar-se uma comunidade mundial da música.</p>
<p> </p>
<p><strong>Acha que isso se deve à proximidade que conseguem em Cabo Verde, como eles próprios referem?</strong></p>
<p>No início a WOMEX foi completamente contra o nosso estilo de mercado. Primeiro, nós queríamos um mercado aberto ao público, não existe nenhum mercado no mundo aberto ao público, mas nós quisemos que as pessoas entrassem, visitassem, percebessem o que estava a acontecer, foi também um trabalho pedagógico. Por outro lado, nunca quiseram eventos colaterais e nós temos vários como os stands dos municípios, o artesanato, a promoção do destino turístico, várias formações para os músicos, os técnicos, etc. O terceiro aspecto, nunca quiseram que tivéssemos palcos alternativos e nós insistimos que queríamos um palco para os municípios, 15 minutos de fama para cada município trazer as suas delegações, para acabarmos com a periferização. Insistimos e hoje os outros mercados já utilizam esse método. Cabo Verde deu um bom exemplo. Também criámos eventos muito próximos uns dos outros, de modo que os produtores e os profissionais estrangeiros estiveram sempre juntos e sempre com atenção no que estava a acontecer. Mesmo sendo um mercado com esta dimensão, conseguimos um programa onde não tínhamos três ou quatro coisas em simultâneo, o que faz com que o AME tenha ganho um certo afecto. Já existe um grupo dos que estiveram em Cabo Verde dentro do WOMEX e aqui também aconteceu um fenómeno engraçado: esses profissionais que vêm ao AME constataram uma coisa importante, têm tempo para ouvir as bandas e os artistas, o que está a fazer com que o AME atraia mais pessoas, porque elas sabem que aqui têm tempo para os ouvir. Houve artistas que tinham estado no WOMEX e depois vieram a Cabo Verde e só cá foram ouvidos pelos promotores internacionais. Muitos grupos, mesmo estrangeiros, começam a ver que virem a Cabo Verde beneficia-os mais, porque conseguem outra visibilidade. Basta ver a quantidade de músicos cabo-verdianos que está a circular, neste momento, pelo mundo e também os artistas estrangeiros, como a Lula Pena e o Bonga, que em Cabo Verde retomaram a carreira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quais são as novidades do AME deste ano?</strong></p>
<p>Para os mercados tudo é novo, são novos artistas e a grande, digamos assim, atracção é o crescimento do mercado. O mercado da música não precisa de cabeça de cartaz, não precisa de trazer novidades, porque são sempre pessoas diferentes que vêm: novos representantes, novos stands, novos artistas, inclusive, novo público. Portanto, a novidade é a dinâmica do próprio mercado. O que acontece é que alguns mercados tiveram alguma quebra e para recuperar tiveram de atrair grandes nomes para ver se alavancavam novamente o evento.</p>
<p> </p>
<p><strong>Isso ainda não acontece em Cabo Verde?</strong></p>
<p>Não. Claro que de vez em quando, quase como tributo, convidamos alguns artistas, mas é mais um tributo. Pela quantidade de inscrições e pelo interesse que está a despertar o AME tornou-se um espaço de descoberta. O mercado da música, essencialmente, é a descoberta de novos produtos para o negócio, que é diferente de um festival, onde aí sim é preciso um cabeça de cartaz.</p>
<p> </p>
<p><strong>Qual foi o trabalho feito desde o AME 2014 até agora para continuar a manter o interesse pelo mercado cabo-verdiano?</strong></p>
<p>O AME funciona assim: termina, normalmente, a 10 de Abril e na semana seguinte já estamos a fazer os balanços, tanto das contas como dos ganhos, para podermos quantificar quanto estamos a investir e quais são os retornos e também dar uma explicação ao país. E depois começamos a preparar o próximo. Em Outubro participamos no WOMEX e logo nessa altura faz-se o lançamento do próximo AME, que, na altura, já está a ser divulgado a nível global. Depois, trabalhamos a nível nacional e ainda é preciso mais trabalho informativo. Ainda há muitas pessoas a ligar e a pedirem para ser convidados para o AME e temos de explicar que o AME não funciona por convite, é outro tipo de evento, em que as pessoas financiam, vêm ao mercado. E durante esse tempo estamos também a preparar a imagem, toda a logística e vamos captando recursos, porque até agora o AME não tem carregado o orçamento do Estado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Em termos de procura internacional, no primeiro ano houve cerca de 90 inscritos, no ano passado passaram a 200 e este ano?</strong></p>
<p>No ano passado tivemos poucos casos de jornalistas freelancer e produtores que vieram por conta própria, este ano temos mais. Já há vários produtores, managers, publishers, que já compraram o stand, alugaram espaço, pagaram viagem e alojamento, tudo para virem ao mercado fazer negócio. Porque nos primeiros anos não funciona assim, as pessoas não pagam se não sabem se vão ter retorno e custa caro. Neste momento já há sinais que o AME continua a crescer: há mais concertos, mais profissionais, mais stands, mais artistas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Já é rentável apostar no AME?</strong></p>
<p>Temos o exemplo dos municípios. Na primeira edição financiámos totalmente os municípios e fizemos questão que estivessem cá. Na segunda edição do AME os municípios já tiveram algum retorno, grande parte dos profissionais que estiveram cá ficaram mais dias e foram à Brava, a São Nicolau, Maio, São Vicente e Santo Antão, porque viram os stands e gostaram e quiseram conhecer. Para este ano temos um sinal positivo: enquanto no ano passado, até aos últimos instantes, não tínhamos todos os municípios confirmados, este ano, um mês antes, já recebemos cartas dos municípios a confirmarem a presença e a não solicitarem comparticipação financeira, quer dizer que também sentem que ganham com isso.</p>
<p> </p>
<p><strong>A comunidade internacional já deixou de ver o AME como uma excentricidade de uns rapazes de umas ilhas no meio do Atlântico?</strong></p>
<p>(Risos). O próprio WOMEX, que é o mercado número um de World Music, no início não fazia parcerias, porque achava que outros mercados podiam fazer concorrência. Depois, viram que afinal o WOMEX é um parceiro dos outros mercados, não há concorrência. E hoje estão a fazer também o Porto Musical, no Recife, o Visa for Music, em Marrocos, criou também um mercado para a música clássica, outro para o jazz, e é parceiro do mercado chinês. Sim, foi uma excentricidade, mas acho que foi mais uma fé do ilhéu. Hoje em dia há respeito e penso que o Prémio WOMEX foi um sinal desse respeito.</p>
<p> </p>
<p><strong>E provavelmente um reconhecimento também dessas parcerias, que afinal começaram aqui.</strong></p>
<p>Cabo Verde tem vocação de ser o laboratório de algumas coisas no mundo e desta vez funcionou, estamos a ser o laboratório de um tipo de mercado colaborativo a nível mundial. E por isso, há outros mercados que vêm aqui.</p>
<p> </p>
<p><strong>Este ano, no primeiro dia, vamos ter duas conferências sobre cultura – Como a cultura está a construir o novo futuro e O impacto dos eventos culturais num território – são reflexões que se exigem em Cabo Verde?</strong></p>
<p>Na cultura, ao contrário do mundo material, é preciso crer para ver. No mundo material é preciso ver para crer, aqui é ao contrário. Os conceitos são muito importantes porque podemos ou realmente construir, ou podemos estar a construir uma perversão. É fundamental que todos os profissionais percebam hoje qual é o valor da cultura no mundo, para direccionar os investimentos públicos e privados, mas também para que haja um maior respeito no mundo. Um país pode fazer grandes investimentos, se houver uma guerra étnica lá se vai o investimento. No fundo, construíram-se grandes torres de metal e não se construíram alicerces culturais. Hoje no mundo, mais do que nunca, vê-se que os seres humanos se matam por pequenas diferenças culturais. Por isso colocamos essas questões para discussão. Em Cabo Verde também é importante. Fizemos apenas um percurso, mas é preciso ainda mais debate para que não seja confundida cultura com gestão cultural. A cultura é inatacável. Já a gestão pode ser atacada, pelas opções que toma. A cultura deve ser consensual, para que haja essa consensualidade tem de haver conceitos claros, por isso esses fóruns são sítios ideais para corrigir, aprender com os outros e vermos que falamos na mesma linguagem.</p>
<p> </p>
<p><strong>E já existe essa nova linguagem cultural, pensá-la de forma mais séria?</strong></p>
<p>Trabalhei para que isso acontecesse. Muita gente envolveu-se também nisso e acho que sim. Quando eu digo levar a sério, não quer dizer que antes isso não acontecesse, mas é um termo comum e as pessoas percebem o que queremos dizer com isso. Mas, há alguns exemplos: em 2010, a cultura constava sempre nos últimos parágrafos do programa do governo; em 2011, a cultura passou a ser um dos pilares do desenvolvimento de Cabo Verde, estampado no documento estratégico para o crescimento e diminuição da pobreza, foi um grande passo. Mas, também termos tido, em plena crise, um sinal do ministério das finanças, que aumentou o orçamento do ministério da cultura em 55 por cento, em 2012, um claro sinal político. Um país doador internacional, neste caso o Luxemburgo, pegou em 750 mil euros e destacou-os para a área da cultura, fora do plano educativo da cooperação, é inédito. A cultura foi à Organização Mundial do Comércio, como aconteceu em Genebra, em 2013, é também um sinal. Termos recebido uma delegação do FMI, aqui no meu gabinete, para nos debruçarmos sobre a visão do investimento que se faz no intangível é outro ganho. Tudo isso junto mostra que, globalmente, fizemos algum trabalho para que isto acontecesse. Participei por duas vezes na Assembleia Geral das Nações Unidas em debates sobre a cultura, duas primeiras edições em toda a história da ONU, para se preparar uma agenda pós 2015 e onde a cultura é o foco do desenvolvimento. A nível mundial, quase que estamos a perceber que homem é sinónimo de cultura e que a única coisa que temos é cultura. A acção e a inacção cultural depende da compreensão da nossa cultura.</p>
<p> </p>
<p><strong>Numa entrevista em 2012 ao Expresso das Ilhas disse que tinha o sonho que a cultura fosse um discurso de Estado. Esse objectivo foi conseguido?</strong></p>
<p>Penso que sim. Lembre-se que quando cantei no Parlamento em 2011 foi um escândalo nacional. Hoje, nas cerimónias oficiais, o Presidente da República recita poesia, e em todas as cerimónias a cultura tem um peso importante, tornou-se assumidamente um discurso de Estado. É um trabalho colectivo, mas eu acho que o povo cabo-verdiano ao encontrar a porta aberta para mostrar todo o valor que temos em casa, fê-lo e fez com que fosse respeitado pela sua criatividade. Basta ver o peso da música e dos músicos, do carnaval e das pessoas que fazem o carnaval, do artesanato e dos artesãos, a forma de comunicação que mudou, quase todos os jornais têm uma agenda cultural, há cada vez mais artigos e muito bem-feitos. A cultura tornou-se um dos focos da imagem de Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Curiosamente, no segundo dia do AME vai ser analisado o caso de Cabo Verde e os benefícios da economia criativa. Em que ponto estamos?</strong></p>
<p>Há dois estudos sobre a cultura em Cabo Verde. Um foi financiado pela União Europeia e chegou a conclusões interessantes. Não chega à conclusão de qual é a percentagem no PIB, por meros dados estatísticos, mas também achei bem que não tivesse chegado, porque a cultura não se materializa a todo o tempo. O número é abstracto, mas não é transcendental. A cultura não é abstracta, é transcendental. Portanto, não se pode jogar com os mesmos meios, não são compatíveis. Os dados que nos deram sobre os trabalhadores na área da cultura, por exemplo, deixou-os espantados: Cabo Verde tem 10,6 por cento da sua força de trabalho na área da cultura, os outros países têm 4 por cento, 3 por cento, 6 por cento. Per capita, ultrapassamos os Estados Unidos, a Inglaterra. A nós não surpreendeu, porque este é um país onde todos os dias, a qualquer momento, há algo cultural, nem que seja nos ensinamentos que se passam aos filhos, na maneira como se cozinha, como se cumprimenta, como as pessoas se relacionam entre si, a forma de sentir saudade, todos os traços que foram formando este povo. O segundo estudo é uma tese de mestrado, de um cabo-verdiano que estava a estudar em Portugal. Começou a ouvir falar da economia criativa em Cabo Verde e veio ao AME, focalizando o estudo no AME. E mostrou todo o impacto que o AME tem na economia cabo-verdiana. Neste momento, a percepção que tenho do que leio e dos contactos com todos os municípios é que a cultura tem impacto na qualidade de vida: já se vende mais artesanato, mais música, mais gastronomia, o nome Cabo Verde é uma marca mais apetecível, valorizam-se os produtos made in Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Disse que ao fim de três anos o AME deveria ser assumido pela sociedade civil. Como vai ser a partir de agora?</strong></p>
<p>Já apresentei esta ideia ao Conselho de Ministros, que a partir de 2016 o Estado é apenas um parceiro, continuando a assumir o papel da diplomacia cultural internacional, de captação de recursos, segurança, assistência protocolar às entidades e fiscaliza, porque o Estado continua como dono da marca AME. Mas, o Estado vai buscar o parceiro inicial – o WOMEX – e pede que continue como expert para os nossos produtores nacionais e todos eles levarão o AME avante. Isto implica um caminho longo e vagaroso, mas essa orientação já existe, assim como uma equipa de trabalho conjunta dos ministérios da cultura, das finanças e do turismo para criar uma comissão de acompanhamento dessa parceria público/privada.</p>
<p> </p>
<p><strong>Por falar em parcerias, e para terminarmos, o AME e o Kriol Jazz, pode-se dizer que são já eventos irmãos, é também um exemplo de parceria entre poder local e poder central, de cores partidárias diferentes, é algo que deveria ser seguido por outras instituições?</strong></p>
<p>Penso que sim. Por vezes não é fácil, evidentemente, mas acho que o país exige, a humanidade exige, que façamos tudo para o bem dos outros. Porque só há desavença – e falo de desavença e não de desacordo – só há bruscos desentendimentos na política quando olhamos para os nossos próprios interesses. Mas, se olharmos para o bem comum, só haverá diferença do ponto de vista de orientações, de formas de actuação, mas o consenso sobre o produto e o valor está lá. Fizemos esse trabalho intencionalmente, porque não é possível fazer cultura em Cabo Verde sem os municípios. E hoje devo dizer que todos os presidentes de todas as câmaras do país são institucionalmente amigos do ministério da cultura e cada um dos presidentes são amigos pessoais do Mário Lúcio. De início havia desconfiança, mas olhamo-nos nos olhos e dissemos que ou havia confiança ou não se conseguiria trabalhar. Hoje falamos e resolvemos vários problemas com a maior discrição, mesmo quando há impacto político forte no terreno. Chegamos a ter saudades uns dos outros quando não há actividades conjuntas. Entre o AME e o Kriol Jazz foi uma visão estratégica muito interessante. Quem vem a Cabo Verde não fica apenas uns dias para o AME fica uma semana também para o Kriol Jazz, os jornalistas que vêm ao AME cobrem o Kriol Jazz e os artistas que vêm sabem que têm um público específico do mercado e um séquito de jornalistas próprios do mercado. Ganhamos os dois, ganha a cidade, porque no fundo os municípios são territórios de acontecimentos culturais. O governo central faz o traçado, mas quando chega o momento da implantação é com os municípios.</p>
<p> </p>
<p> </p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2015/03/31/mario-lucio-sousa-na-cultura-e-preciso-crer-para-ver/44304</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Jorge Montezinho]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 31 Mar 2015 01:00:32 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Atlantic Music Expo Cabo Verde 2015: última gestão de Ministério da Cultua]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>A 3ª edição do Atlantic Music Expo Cabo Verde 2015 é a última sob gestão do  ministério da Cultura pois em 2016 o evento passará para mãos privadas</strong>.</p>

<p> </p>
<p>O ministro da Cultura Mário Lúcio Sousa afirmou hoje num encontro realizado no Palácio da Cultura  que o seu ministério irá retirar-se no próximo ano da organização do Atlantic Music Expo.</p>
<p>“O Estado vai enveredar por uma parceria público/privado para o AME 2016 e  escolhemos o Womex como parceiro internacional, para fazer uma parceria público/privado com o Estado cabo-verdiano para que os produtores possam gerir o AME a partir do próximo ano”.    </p>
<p>Mário Lúcio Sousa informou que o Womex aceitou fazer a gestão do AME no próximo ano com o mesmo formato dos anos anteriores. “Grande parte do trabalho do AME-CV será feito dentro do ministério mas o Womex passará a assessorar o colectivo dos privados que têm trabalhado com o AME-CV desde de 2012”.   </p>
<p>Para a edição deste ano que acontece de 6 a 9 de Abril, o ministro indicou que da África virão artista da África do Sul, Congo, Camarões, Senegal, Mali, Gana, Guiné-Bissau e Moçambique.</p>
<p>Já os Showcase não se realizarão no Palácio da Cultura como nos outros anos. Conforme ministro o espaço tem-se revelado muito pequeno, então esta edição será em espaço aberto.</p>
<p> “Haverá um palco urbano na Pracinha da Escola Grande e haverá um palco dos Nightcase na Rua Pedonal como nos anos anteriores”.  </p>
<p>Em relação aos participantes, aquele governante disse que “o AME neste momento é o mercado mundial que conta com maior participação de profissionais e artistas africanos; já há uma programação, mas como sabem é típico dos mercados da música haver desistência até a última da hora, por causa de doença, voos cancelados, etc”.</p>
<p>O ministro da Cultura avançou ainda que o AME-CV  têm capacidade para se tornar  num dos primeiros mercados da World Music devido à nossa situação geográfica, pelo nome que já tem, pelo prestígio e pelo afecto.</p>
<p>Questionado se os artistas cabo-verdianos estão a investir na formação para acompanharem a evolução do AME-CV, Mário Lúcio Sousa sublinhou que os artistas cabo-verdianos em geral estão a nível de qualquer músico do mundo. “Agora é preciso  formação, temos que formar os nossos músicos nas escolas, para que sejam mais universais e que tenham capacidade de leitura e conheçam outros músicos”.  </p>
<p>O ministro assegurou que é também necessário formar produtores no negócio, na legislação, nos contactos, no marketing e nos direitos.</p>
<p> De referir que o Atlantic Music Expo é uma plataforma de encontro entre profissionais  da música, managers, produtores, jornalistas, empresários, directores de salas e de festivais, agentes, bookers, distribuidores, publishers, sociedades de autores, consultores, advogados, contabilistas, videastas, fotógrafos, fabricantes de instrumentos, equipamentos e acessórios diversos, de todo o mundo, se encontram para expor os seus produtos e fazerem reflexões sobre a sua área de actividade.  </p>
<p>O AME-CV acontece em três ambientes: mercado<strong> </strong>(stands e exposição, Cd’s DVD, Flyers, divulgação e amostras, showroom de instrumentos e equipamentos de música);  conferências, workshopos, formação, palestras, debates, showcases, concertos de duração máxima de 40 minutos para o público profissional; e rodadas de negócios (encontros directos entre interessados).</p>
<p> </p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2015/03/12/atlantic-music-expo-cabo-verde-2015-ultima-gestao-de-ministerio-da-cultua/44209</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 12 Mar 2015 20:31:34 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Atlantic Music Expo Cabo Verde 2015 já tem programação]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>Jenifer Solidade, Ary Morais, Rapaz 100 Juiz, Elida Almeida, Olavo Bilac, Cremilda Medina, Bob Mascarenhas são algumas das novidades do Atlântic Music Expo Cabo Verde 2015, AME-CV que acontece nos dias 6 a 9 de Abril, na Cidade da Praia.  </strong></p>

<p> </p>
<p>Estará ainda neste evento Jonh D Brava, Albertino Évora, Bitori, Alberto Koenig, Shokanti, Juary Livramento,</p>
<p>A 3ª edição do AME-CV contará ainda com a participação da cantora guineense Karyna Gomes, Pura Fé de Estados Unidos de América, Toques do Caramulo de Portugal, Banda Kakana de Moçambique, Roberto Mendes e GOG do Brasil, KUKU dos EUA, DJ Preto El do Brasil, Proveta &amp; Penezzi, Proveta &amp; Penezzi e UHF Stereo. <strong></strong></p>
<p>Para além dos concertos o AME-CV recebe ainda conferências, workshops, ateliers, formação, palestras e debates.</p>
<p>O evento é uma produção do Ministério da Cultura em parceria com a World Music Expo (Womex), a Harmonia e outras entidades nacionais.  </p>
<p> </p>
<p>Leia mais na edição desta semana</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2015/03/11/atlantic-music-expo-cabo-verde-2015-ja-tem-programacao/44199</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 11 Mar 2015 12:32:35 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Abertas as inscrições para a próxima edição do AME]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>As inscrições para a III edição do Atlantic Music Expo – Cabo Verde (AME-CV), que se realiza de 06 a 09 Abril de 2015, na Praia, já se encontram abertas, sendo 31 de Outubro o limite para artistas internacionais.</strong></p>

<p> </p>
<p><span>Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Cultura, as inscrições para os artistas, agentes, produtores, realizadores e promotores de eventos e outras categorias de participantes a nível internacional decorrerão até 31 de Outubro.</span></p>
<p>Para os artistas e homens da cultura nacionais, as inscrições vão estar abertas até 10 de Janeiro de 2015, refere o documento a que a Inforpress teve acesso.</p>
<p>Os seleccionados para participar na III edição do AME-CV devem enviar a informação do seu passaporte e detalhes antes do dia 10 de Março de 2015.</p>
<p>O site www.atlanticmusicexpo.com informa que os artistas e/ou grupos e participantes são responsáveis pelas suas despesas de viagem e que os mesmos não receberão ‘cachet’ pela actuação, devendo ser seleccionados para um ‘showcase’ e não para um concerto completo.</p>
<p>O AME-CV é uma feira mundial da música, onde profissionais da música, 'managers', produtores, jornalistas, empresários, directores de salas e de festivais, agentes, 'bookers',</p>
<p>distribuidores, videastas, fotógrafos, fabricantes de instrumentos, equipamentos e acessórios diversos, de todo o mundo, expõem os seus produtos e reflectem sobre a sua área de actividade.</p>
<p>Promovido pelo Ministério da Cultura de Cabo Verde, o Atlantic Music Expo tem sido palco de amostras de CD, DVD e ‘flyers’, e para demonstração de instrumentos e equipamentos musicais. Haverá conferências, ‘workshops’, ateliês, formação, palestras, debates, sem esquecer os ‘showcases’ e concertos para o público profissional.</p>
<p>De acordo com a mesma fonte, os encontros directos entre empresários previstos farão de Cabo Verde uma plataforma mundial de negócios da cultura, com especial atenção para o sector da música nesta III edição da AME-CV, já considerada  uma vitrina de Cabo Verde ao mundo.</p>
<p>Na Cidade da Praia, são esperados dezenas de jornalistas representantes de cadeias de televisão, além de outros jornalistas que virão por iniciativa própria e a título pessoal.</p>
<p>As edições do AME-CV antecedem a realização do Kriol Jazz Festival, tendo a primeira tido lugar entre 08 e 10 de Abril de 2013, na capital do país.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2014/09/23/abertas-as-inscricoes-para-a-proxima-edicao-do-ame/43060</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 23 Sep 2014 15:52:28 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[A festa do fim do AME]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>Foi com a música de fusão entre a cumbia (música tradicional da Colômbia), o rock e o jazz que o Atlantic Music Expo se despediu, ontem à noite, da Rua Pedonal. Os últimos em palco foram os M.A.K.U. Sound System, colectivo formado por músicos sul-americanos a residirem em Nova Iorque e “pela primeira vez a actuar em África”, como disse o vocalista Juan Ospina.</strong></p>

<p> </p>
<p> </p>
<p>Antes já se tinham ouvido os sons do cabo-verdiano Totinho e do marroquino Mehdi Massouli, que trouxe os ritmos do Sahara até à cidade da Praia.</p>
<p> </p>
<p>Mais uma vez, a Pedonal encheu, com um público que soube acompanhar o clima de festa dado pelos compassos da World Music. “Este festival devia acontecer, pelo menos, duas vezes por ano”, dizia um comerciante ao Expresso das Ilhas.</p>
<p> </p>
<p>O AME deste ano chegou ao fim, mas a música vai continuar a ouvir-se no Plateau. Esta sexta-feira começa mais uma edição do Kriol Jazz Festival. Na Praça Luís de Camões actuam Carlos Mendes/Cândida Rose, o angolano Bonga, Habib Koite do Mali, o senegalês Ismael Lo e o Marly Quintet, do Luxemburgo.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2014/04/11/a-festa-do-fim-do-ame/41864</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[André Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 11 Apr 2014 13:40:25 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[AME: Dois dias de festa no Plateau]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>O Plateau teve ontem uma das grandes enchentes dos últimos tempos, com o público a cruzar a zona histórica por várias vezes para assistir aos concertos que decorriam nos palcos da Rua Pedonal e do Parque Diogo Gomes, inseridos no Atlantic Music Expo.</strong></p>

<p> </p>
<p>Na pedonal actuaram Remna Schwarz, Manecas Costa – que chamou a comunidade guineense e que proporcionou 40 minutos de festa sem parar – Rui Cruz, Ceuzany e Mirri Lobo. Na Diogo Gomes esteve, Chachi Carvalho, Batchart e a norte-americana Akua Naru.</p>
<p>Esta quinta-feira é o último dia do AME, mas há ainda muita música para ouvir. Na Rua Pedonal, a partir das 18h, actua Totinho. Às 18h50 sobem os MAKU Sound System, banda de Nova Iorque, mas formada essencialmente por colombianos e que junta os ritmos típicos da América Latina ao rock. Uma hora mais tarde, às 19h50, é a vez do concerto do marroquino Medhi Massouli, na Praça Luís de Camões.</p>
<p> </p>
<p>O último dia do AME marca também o primeiro do Kriol Jazz festival. A abertura está marcada para as 20h30 na Assembleia Nacional.</p>
<p>Veja alguns dos artistas que acturam no segundo dia do AME:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/Tj6LLXtZPRY" frameborder="0" width="300" height="247"></iframe></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/KK6G0_25B6A" frameborder="0" width="300" height="247"></iframe></p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/AyIedV1qZ2k" frameborder="0" width="300" height="247"></iframe></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2014/04/10/ame-dois-dias-de-festa-no-plateau/41857</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 10 Apr 2014 12:52:14 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[PNUD apoia a participação de jovens artistas no Atlantic Music Expo]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>As Nações Unidas em Cabo Verde têm cooperado com o Ministério da Cultura e seus parceiros na realização do <em>Atlantic Music Expo</em> em Cabo Verde (AME-CV), que já vai na segunda edição.</strong></p>

<p> </p>
<p>A mobilização de parcerias técnicas e financeiras das Nações Unidas, através do PNUD, possibilitou a realização do AME-CV em 2013 cujos impactos económicos e financeiros foram objecto de um estudo de caso na quarta edição do <em>Global Aid for Trade Review</em> realizado pela Organização Mundial do Comércio em Julho de 2013. O AME.CV ilustra a grande potencialidade do sector das economias criativas para inserção competitiva de Cabo Verde no comércio global e para geração de riqueza e empregos decentes ao país.</p>
<p>O AME-CV e a participação de Cabo Verde em Genebra em 2013 mobilizaram também um importante interesse de doadores e parceiros nacionais e internacionais, privados e públicos, ao sector das economias criativas no país reflectindo o carácter catalisador e estratégico do apoio do PNUD ao AME-CV em 2013.</p>
<p>A experiência de Cabo Verde no sector das economias criativas foi também foi objecto de uma discussão profunda num encontro internacional de alto nível, realizado em 2013 pelo escritório regional da UNESCO em estreita colaboração do Escritório das Nações Unidas em Cabo Verde, que trouxe especialistas e autoridades de vários países para discutir a problemática da empregabilidade entre os jovens que aflige vários países do continente. </p>
<p>Este ano o Sistema da Nações Unidas apoia a realização o AME-CV assegurando a participação no evento de jovens artistas, mulheres e homens, que constituem cerca de 70% dos participantes, oriundos de várias ilhas. Além de contribuir à consolidação deste evento a nível internacional, o apoio do Sistema das Nações Unidas em 2014 visa contribuir para que os impactos positivos do AME.CV incluam os jovens e as economias de todas as ilhas do arquipélago. A participação dos jovens profissionais será uma oportunidade de aprendizagem e trocas com profissionais estrangeiros e locais e constitui assim uma possibilidade de aumentar, a nível nacional, o potencial produtivo e de criação de emprego decente, especialmente entre os jovens, no arquipélago de Cabo Verde, nos sectores da música e das artes em geral.</p>
<p>A criação de emprego decente reforça também as acções diversas do Sistema das Nações Unidas no país através de várias de suas agências, incluindo a CNUCED, ONUDI, PNUD, OIT, UNESCO, ONU Mulheres e a UNICEF, para a promoção da inclusão social dos jovens, o aumento da empregabilidade, a diminuição da taxa de evasão escolar e da criminalidade.</p>
<p>Estas acções respondem em parte ao memorando de entendimento que o Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde assinou com o país em 2013 visando um apoio sistemático aos jovens, incluindo na saúde e na educação, e reconhecendo, sobretudo, o momento único em que o país se encontra para aproveitar as mudanças demográficas de forma a impulsionar o desenvolvimento económico inclusivo com redução da pobreza no longo-prazo.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/ame/2014/04/10/pnud-apoia-a-participacao-de-jovens-artistas-no-atlantic-music-expo/41854</link>
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            <category><![CDATA[AME]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 10 Apr 2014 10:47:15 GMT</pubDate>
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    </channel>
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