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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 19:00:48 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
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            <title><![CDATA[COMISSÃO NACIONAL DE ELEIÇÕES -
Deliberação n.º 01/Eleição Presidencial/2026 - 
CALENDÁRIO ELEITORAL]]></title>
            <description><![CDATA[<iframe class="scribd_iframe_embed" title="Caderno CNE - Calendário Eleição Presidencial" src="https://www.scribd.com/embeds/1070226207/content?start_page=1&view_mode=scroll&access_key=key-dUspyJlilN2bdziJhlel" tabindex="0" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.8476011288805269" scrolling="no" width="100%" height="600" frameborder="0">
</iframe><p style="margin: 12px auto 6px auto; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size: 14px; line-height: normal; display: block;">
	 <a title="View Caderno CNE - Calendário Eleição Presidencial on Scribd" href="https://pt.scribd.com/document/1070226207/Caderno-CNE-Calenda-rio-Eleicao-Presidencial#from_embed" style="color: #098642; text-decoration: underline;"> Caderno CNE - Calendário Eleição Presidencial </a> by <a title="View Claudia Sofia Mota's profile on Scribd" href="https://pt.scribd.com/user/582428103/Claudia-Sofia-Mota#from_embed" style="color: #098642; text-decoration: underline;">Expresso das Ilhas</a></p><p>
	<em style="background-color: initial;"><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1288
de 05 de Agosto de 2026.
	</strong></em></p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Conteúdo patrocinado]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CNE]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 19:00:48 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Esclarecimentos da Unidade de Gestão de Projetos Especiais]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A qualificação do
contrato como "ilegal" não corresponde aos factos nem ao
enquadramento jurídico aplicável ao procedimento em causa.</p><p>A contratação do
Consultor Coordenador da Equipa de Serviço Digital do Governo insere-se no
Projeto Digital Cabo Verde (P171099), financiado pela Associação Internacional
de Desenvolvimento - IDA/Banco Mundial no valor total de quarenta milhões de
dólares ($40.000.000), que tem como objetivo de contribuir para transformar o
país num hub digital regional para acelerar sua economia digital por meio de
uma infraestrutura digital aprimorada e uma demanda fortalecida de serviços e
habilidades digitais.</p><p>A seleção do
Consultor Coordenador da Equipa de Serviço Digital e de mais 4 consultores foi
integralmente regida pelo “Regulamento de Aquisições para Mutuários de
Financiamento de Investimentos” do Banco Mundial, edição de julho de 2016,
revisado em setembro de 2025. Consequentemente, o procedimento não está sujeito
aos limites nem às regras previstos no Código da Contratação Pública invocados
na referida notícia.</p><p>Nos termos do
parágrafo 7.39(d) do Regulamento de Aquisições do Banco Mundial, é admissível a
contratação direta de consultores individuais quando a natureza da função exige
experiência e qualificações de relevância excecional para a missão. Foi
precisamente esse o enquadramento adotado neste processo.</p><p>A contratação dos
consultores foi precedida da elaboração dos respetivos Termos de Referência, da
fundamentação técnica da necessidade da contratação, da verificação das
qualificações profissionais do consultor e da respetiva situação laboral, tendo
todo o processo obtido a não objeção do Banco Mundial. Trata-se, por isso, de
um procedimento formal, documentado, rastreável e sujeito aos mecanismos de
supervisão e auditoria da instituição financiadora.</p><p>Importa igualmente
esclarecer que esta contratação corresponde a uma prestação de serviços de
consultoria especializada, não configurando qualquer nomeação, provimento ou
vínculo à Administração Pública. </p><p>Contrariamente ao
que é sugerido na publicação, a necessidade desta contratação não surgiu em
contexto eleitoral. A estrutura técnica que suporta a transformação digital do
Governo antecede esse período e decorre da implementação continuada do Projeto
Digital Cabo Verde. O percurso profissional do consultor iniciou-se no apoio ao
desenvolvimento do Portal Consular, evoluindo posteriormente para a coordenação
técnica do Portal Único dos Serviços Digitais, pela gestão do projeto de
transformação digital da missão diplomática de Cabo Verde bem como para a
integração de diferentes plataformas e serviços digitais do Estado. </p><p>De salientar que o
Projeto de Aceleração do Processo da Disponibilização Integrada de Serviços
Digitais do Estado, foi criado através da Resolução nº42/2024 de 13 de maio e a
Equipa do Serviço Digital foi criada conforme o despacho n.º 13/2024, de 7 de
junho de 2024. Posteriormente, o Despacho n.º 26/2024, de 18 de setembro,
publicado no Boletim Oficial, de 2 de outubro de 2024, nomeou Octávio Avelino
Correia como Coordenador do Projeto da Equipa. Acresce-se, ainda, conforme o
despacho n.º 13/2024, que a Equipa de Serviço Digital, está organicamente
dependente do primeiro-ministro e do Ministro da Modernização do Estado.</p><p>O crescimento das
responsabilidades técnicas, a expansão das reformas digitais em curso e a
necessidade de assegurar uma coordenação dedicada justificaram a contratação
especializada. Antes da celebração do contrato de consultoria foram igualmente
cumpridas as formalidades necessárias relativamente à situação laboral do
consultor, em conformidade com as exigências aplicáveis.</p><p>De referir que a
contratação dos cinco consultores está integrada numa estrutura técnica
composta por uma equipa de cerca de 33 profissionais envolvidos na
implementação das reformas digitais apoiadas pelo Projeto Digital Cabo Verde.</p><p>Importa, ainda, ressaltar
que todos os processos referentes a esta atividade, no âmbito das relações
institucionais, foram devidamente partilhados com o Governo ora empossado,
imediatamente após a entrada em funções para conhecimento e os efeitos tidos
por convenientes.</p><p>Por fim, a UGPE
refuta qualquer insinuação de favorecimento. A relação familiar mencionada na
notícia não constituiu, nem poderia constituir, critério de seleção, tendo a
contratação sido fundamentada exclusivamente em requisitos técnicos,
experiência comprovada e necessidades operacional e estratégica da Equipa de
Serviço Digital do Governo, em conformidade com as normas e procedimentos do
Banco Mundial.</p><p>A UGPE reafirma o
seu compromisso com a legalidade, a transparência, a boa governação e a correta
aplicação dos recursos públicos, mantendo-se disponível para prestar todos os
esclarecimentos necessários com base em factos e na documentação do processo.</p><p>Praia, 22 de julho de 2026</p><p>Unidade de Gestão de Projetos Especiais
(UGPE)</p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[UGPE]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Jul 2026 12:22:00 GMT</pubDate>
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        </item>
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            <title><![CDATA[Carta aberta a Vozinha - 
De um bairro na Ilha de São Vicente para o mundo, sem nunca esquecer as suas origens]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A tua história
começou muito antes das luzes do Mundial, antes de milhões de pessoas
aprenderem o teu nome e antes de o mundo inteiro descobrir que existia um
guarda-redes capaz de defender uma baliza como se, atrás dela, estivesse a sua
casa, a sua família, a sua infância e cada uma das ilhas de Cabo Verde.</p><p>Começou no
Mindelo. No teu bairro. Nessas ruas onde os milagres não têm representantes nem
contratos. Onde uma bola não é apenas uma bola, mas uma forma de viver. Onde se
aprende muito cedo que, para chegar longe, é preciso primeiro compreender que o
mais importante são aqueles que sempre estiveram por perto.</p><p>Saíste de Cabo
Verde. Jogaste em Angola, na Moldávia, em Portugal, no Chipre e na Eslováquia.
Conheceste outras línguas, outras cidades, outros invernos e outras formas de
se sentir estrangeiro. Continuaste quando ninguém falava de ti. Continuaste
quando o sonho de levar Cabo Verde a um Mundial parecia demasiado grande para
um país tão pequeno.</p><p>E então, aos
quarenta anos, quando, para muitos, uma carreira já deveria estar a terminar, a
tua começou a ser escrita diante dos olhos do mundo. Veio o Mundial. Veio a
Espanha. Veio o Uruguai. Veio a Argentina. Chegaram os melhores jogadores, os
estádios cheios, as câmaras, a pressão e aquele tipo de jogos que parecem
reservados apenas a alguns.</p><p>Cada defesa foi
muito mais do que uma defesa. Foi uma mãe a olhar para o seu filho à distância.
Foi um pai a acompanhá-lo com orgulho e carinho em cada passo. Foi um irmão a
celebrar a sua história como se fosse sua, e foram os amigos de infância a
recordar onde tudo começou.</p><p>Fizeste com que
milhões de pessoas procurassem Cabo Verde num mapa. Que conhecessem a sua
bandeira. Que perguntassem pelas suas ilhas, pela sua música, pelo seu povo e
pela sua história. Essa é a verdadeira dimensão do que fizeste. Porque foste de
um bairro da ilha de São Vicente para o mundo sem nunca esquecer as tuas
origens.</p><p>Por isso, esta
carta não serve apenas para te agradecer pelo que fizeste dentro de campo.
Serve para te agradecer pelo que fizeste fora dele.</p><p>Obrigado por teres
chegado ao maior palco de todos sem nunca esqueceres aquela primeira rua,
aquela primeira baliza e aquele primeiro bairro.</p><p>Obrigado por
confiares em nós e por teres usado as nossas chuteiras em todos os jogos e em
cada uma dessas defesas incríveis.</p><p>E obrigado por
teres feito com que Cabo Verde deixasse de ser uma surpresa para passar a ser
uma certeza.</p><p><strong>Com orgulho,
admiração e gratidão,</strong></p><p><strong>A Equipa da Senda.</strong></p><p><img 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            <dc:creator><![CDATA[Senda]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:29:00 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[​Ao Povo de Cabo Verde – no Arquipélago e em todo o mundo]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Quando iniciámos esta parceria, acreditávamos nos jogadores, na Federação e no futuro do futebol cabo-verdiano. O que não poderíamos ter imaginado plenamente era o extraordinário orgulho, a paixão e a união do povo cabo-verdiano, tanto nas dez ilhas como em toda a diáspora espalhada pelo mundo.</p><p>Obrigado por nos terem recebido de braços abertos.</p><p>Cada jogo recordou ao mundo que a grandeza não se mede pela dimensão de um país, mas pela grandeza do seu coração. Milhões de pessoas viram a vossa seleção competir com coragem, dignidade e convicção. Aqueles que tivemos o privilégio de estar ao vosso lado vivemos algo ainda mais especial: o amor inabalável que os cabo-verdianos sentem uns pelos outros e pela sua pátria.</p><p>Sinto-me profundamente honrado por a Capelli Sport ter feito parte desta jornada histórica.</p><p>Este Mundial não representa o fim da nossa história em conjunto. É apenas o começo. Em nome de toda a equipa da Capelli Sport, obrigado pela vossa confiança, pela vossa amizade e por acreditarem em nós.</p><p>Parabéns por fazerem história.</p><p>Muitu obrigadu, Cabo Verde. Nôs stâ djuntu.</p><p>Com gratidão e profundo respeito,</p><p>George Altirs</p><p>Fundador e CEO</p><p>Capelli Sport</p><p><img width="73" height="73" src="http://eu.wps.com/api/v3/office/copy/office/docs/eFFab1FqeGNydFNRQ0IrQ3NqYlFZZTdCbnFNWmRKeG0wMzFlNnROanNIN0xNeHh3ZHhLQlN6bjJtRGU5cjR2Skw3N3pWaXBEMitPSVNqclQ2bC9BUE03eG82STZyYTNLOTlUVGloOGY0QU5IaEhWeUNoYysxMjNsdjVRVGY4Vm5zVHpwS25oTEpKdCtnL1dvbytvcXduenFTeGV0cjVNQ0xmWWdkdHVuZitJWXpvVk5sYkUya0prSkU0NkYyUWpzRU92Tmd6bjl3bjhrdnY0RDBqZjVlYVFjRko5a083VkpCL1F4RVZCMm1UaUJQbGJPSGZNcitnT2d6bU1IUytxbG41RkpXZHlrcXBKSjBPTT0=/attach/object/d48f890a9a69bb90822b9fdabd806fce4f28806f?"></p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[Capelli Sport]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 09:44:48 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[O TRATADO DAS ÁGUAS DO INDO]]></title>
            <description><![CDATA[<p><em style="background-color: initial;">Há pouco mais de um ano, o Comité de Segurança do
Conselho de Ministros da Índia decidiu, na sequência do ataque terrorista de 23
de abril em Pahalgam, suspender a aplicação do Tratado das Águas do Indo (IWT,
na sigla inglesa) de 1960 até que o Paquistão renunciasse, de forma credível e
irrevogável, ao seu apoio ao terrorismo transfronteiriço. O Dr. Pradeep Kumar
Saxena, antigo Comissário indiano para as Águas do Indo, explica a assimetria
do tratado e como este obrigava apenas uma das partes a cumprir a sua parte do
acordo.</em></p><h3 style="text-align: center;"><strong><em>Parte I: A arquitetura da desigualdade — Como a boa
vontade da Índia foi codificada em concessões</em></strong></h3><h3 style="text-align: center;">Contexto:
A partilha de um sistema hidrográfico</h3><p>O Sistema Hidrográfico
do Indo é constituído por seis rios principais — Indo, Chenab, Jelum, Rauí, Beás
e Sutle — que atravessam territórios da Índia e do Paquistão. Este sistema
garante água potável, sustenta a agricultura e permite a produção de
eletricidade em toda a Bacia do Indo, da qual dependem centenas de milhões de
pessoas de ambos os lados da fronteira.</p><p>Quando a Índia
Britânica foi dividida em 1947, também o Sistema Hidrográfico do Indo ficou
repartido entre os dois Estados sucessores. A realidade geográfica era
gritante: a Índia, o Estado ribeirinho a montante, controlava as nascentes da
maioria dos rios; enquanto o coração agrícola do Paquistão (a parte ocidental
do antigo estado do Panjabe, do lado paquistanês) dependia de forma crucial do
fluxo contínuo de água proveniente da Índia. A Índia necessitava de acesso ao
sistema para concretizar os seus objetivos de desenvolvimento no Panjabe e no
Rajastão, ao mesmo tempo que procurava alcançar a estabilidade e normalizar as
relações com o seu novo vizinho ocidental. Apesar das necessidades internas
prementes, a Índia celebrou, em 19 de setembro de 1960, um acordo de partilha
de água altamente favorável com o Paquistão, um acordo facilitado pelo Banco
Mundial.</p><h3 style="text-align: center;">Negociações
— A Índia pagou o preço por ser razoável</h3><p>A trajetória das
negociações foi marcada, desde o início, pela assimetria entre a abordagem razoável
e construtiva da Índia e as exigências maximalistas, por vezes irracionais, do
Paquistão — uma assimetria que conduziu a resultados muito mais favoráveis ao
Paquistão do que a equidade teria justificado. A primeira proposta substantiva
do BM, de 5 de fevereiro de 1954, ilustra isso claramente. Logo na fase
inicial, exigia concessões unilaterais significativas por parte da Índia:</p><p>Todos os projetos
de desenvolvimento previstos pela Índia nos troços superiores do Indo e do
Chenab teriam de ser abandonados.</p><p>A Índia teria de
prescindir do desvio de cerca de 6 milhões de acres-pés (MAF) do rio Chenab.</p><p>Não seria
permitido qualquer aproveitamento, em Kutch, das águas do sistema hidrográfico.</p><p>A Índia aceitou a
proposta de boa-fé, apesar das condições consideráveis que lhe foram impostas,
demonstrando assim o seu desejo genuíno de chegar rapidamente a uma solução.
Como consequência desse gesto de boa vontade da Índia, as restrições passaram a
recair sobre ela, enquanto o Paquistão continuou a desenvolver novas utilizações
dos rios Ocidentais sem limitações equivalentes. O Paquistão aprendeu, assim,
que a obstrução compensa e a cooperação tem custos — lição que tem aplicado de
forma constante desde então.</p><h3 style="text-align: center;">O
que a Índia perdeu: A dimensão do sacrifício</h3><p>Nos termos da fórmula
de distribuição prevista no Tratado, a Índia recebeu direitos exclusivos sobre
os três rios Orientais — Sutle, Beás e Rauí — enquanto o Paquistão recebeu
direitos sobre as águas dos três rios Ocidentais — Indo, Chenab e Jelum. A Índia
ficou autorizada a fazer apenas certas utilizações limitadas e não consumptivas
dos rios Ocidentais no seu próprio território, sobretudo para produção hidroelétrica
a fio de água, sujeita a amplas restrições de projeto e de funcionamento.</p><p>Em termos de
volume, os rios Orientais atribuídos à Índia transportam cerca de 33 MAF por
ano, ao passo que os rios Ocidentais atribuídos ao Paquistão transportam cerca
de 135 MAF. Na prática, o Paquistão ficou com aproximadamente 80% da água do
sistema, e a Índia com 20%, em troca da renúncia a qualquer reivindicação sobre
o sistema Ocidental, muito mais vasto. O ponto crucial é que a Índia não obteve
água com o acordo. Tudo o que a Índia recebeu foi o reconhecimento formal dos
caudais a que já tinha acesso, em troca de renunciar aos seus direitos sobre o
sistema ocidental, de maior dimensão.</p><p>Uma anomalia
grave do Tratado esteja na sua disposição financeira. A Índia aceitou pagar
cerca de £ 62 milhões (US$ 2,5 bilhões em valor atual) como compensação ao
Paquistão, para a construção de infraestruturas hídricas na Caxemira ocupada
pelo Paquistão. Trata-se de um precedente singular: o país a montante, que já estava
a ceder a maior parte da água do sistema, pagou ainda ao país a jusante pelo «privilégio»
de o fazer. Na prática, a Índia subsidiou a aceitação, pelo Paquistão, de um
acordo que já o favorecia amplamente na questão central da repartição da água.<strong></strong></p><p style="text-align: center;"><strong>A desigualdade
estrutural do Tratado</strong></p><p>O Tratado impõe à
utilização indiana dos rios Ocidentais uma série de restrições específicas de
projeto e de funcionamento que não têm correspondência em obrigações
equivalentes para o Paquistão:</p><p>A Índia só pode
desenvolver uma área limitada de cultivo irrigado (ICA) no seu território.</p><p>A Índia está sujeita
a limites rigorosos quanto ao volume de água que pode ser armazenado em
qualquer infraestrutura de armazenamento nos rios Ocidentais.</p><p>A Índia deve
cumprir critérios específicos de projeto em qualquer
instalação hidroelétrica nos rios Ocidentais, incluindo restrições à regularização
de caudais e à capacidade de armazenamento.</p><p>Estas restrições
funcionam num só sentido: limitam o desenvolvimento legítimo, pela Índia, dos
recursos existentes no seu próprio território.</p><h2 style="text-align: center;"><em>Parte II: Obstrução, exploração e o
acerto de contas há muito devido</em></h2><h3 style="text-align: center;">A
instrumentalização do Tratado pelo Paquistão</h3><p>Desde a
assinatura do Tratado, o Paquistão tem utilizado sistematicamente as disposições
relativas à resolução de litígios como uma ferramenta estratégica para atrasar
e, na prática, impedir o desenvolvimento. Praticamente todos os projetos
hidroelétricos de grande envergadura propostos pela Índia nos rios ocidentais,
mesmo os <strong>expressamente permitidos</strong> pelo Tratado, têm enfrentado objeções
formais por parte do Paquistão, contestação técnica ou ou pedidos de
arbitragem.</p><p>Projetos como
Baglihar, Kishenganga, Pakal Dul e Tulbul foram todos sujeitos a impugnações
prolongadas. Em vários casos, o Paquistão reconheceu os potenciais benefícios
dos projetos indianos para a regularização dos caudais — incluindo a atenuação
de cheias, ao mesmo tempo que se lhes opôs. Este padrão mostra que as objeções
paquistanesas não dizem verdadeiramente respeito ao cumprimento do Tratado;
visam impedir o desenvolvimento indiano em Jammu e Caxemira, independentemente
do mérito jurídico dos projetos.</p><p>Simultaneamente,
responsáveis oficiais, académicos e canais diplomáticos paquistaneses têm
repetidamente agitado o espectro de a Índia «usar a água como arma» contra o
Paquistão, apontando precisamente para o Tratado que a Índia tem cumprido
escrupulosamente.</p><p>Esta narrativa,
que apresenta o Estado a montante como uma ameaça, tem-se revelado notavelmente
eficaz junto de públicos internacionais pouco familiarizados com a história do
Tratado. O Paquistão tem-na usado para gerar pressão diplomática, obter
simpatia em fóruns multilaterais e limitar a capacidade da Índia de fazer valer
os seus legítimos direitos ao abrigo do Tratado.</p><p>A ironia singular
desta estratégia é que a Índia nunca violou o Tratado: nem nas guerras de 1965
e 1971, nem durante o conflito de Kargil, em 1999, nem em qualquer outro
momento dos 65 anos de vigência do Tratado. A Índia manteve o cumprimento mesmo
quando o Paquistão utilizou o seu território para a prática de terrorismo de
Estado contra a Índia.</p><h3 style="text-align: center;">As
consequências para a Índia</h3><p>As restrições do
Tratado tiveram consequências mensuráveis e duradouras para o desenvolvimento
da Índia na Bacia do Indo. Vastas zonas do Rajastão e partes do Panjabe que
poderiam ter sido irrigadas continuam áridas ou dependentes de fontes de água
alternativas e mais dispendiosas. A produtividade agrícola perdida ao longo de
seis décadas representa uma perda económica incalculável.</p><p>O impacto em
Jammu e Caxemira tem sido particularmente agudo. Este Território da União é atravessado
pelos rios Ocidentais e dispõe de um enorme potencial hidroelétrico, em larga medida
por explorar. O desenvolvimento desse potencial é travado a cada passo pelas
restrições de projeto do Tratado, pelas objeções infundadas do Paquistão e pelo
risco permanente de mecanismos de resolução de litígios longos e em várias instâncias.
<em>As populações locais passaram a ver o Tratado não como um quadro de benefício
partilhado, mas como um instrumento da sua marginalização económica</em> — uma
imposição externa que as impede de desenvolver os recursos naturais que
atravessam o seu próprio território.</p><p>A impossibilidade
de a Índia desenvolver de forma ótima o potencial hidroelétrico dos rios
Ocidentais tem implicações diretas para a segurança energética nacional. As
restrições do Tratado significam que uma fonte potencial de energia limpa,
renovável e economicamente eficiente foi sacrificada apenas devido à obstrução
deliberada, por parte do Paquistão, dos direitos limitados que a Índia detém no
âmbito do acordo assimétrico.</p><h3 style="text-align: center;">O
argumento da Índia</h3><p>O Tratado visava
alcançar «a utilização mais completa e satisfatória das águas do sistema de
rios do Indo», num «espírito de boa vontade e amizade», um contexto que deixou
de existir.</p><p>A legitimidade
dos tratados não decorre apenas da força da lei, mas também da execução de
boa-fé dos seus termos por todos os signatários. A
utilização documentada e persistente, pelo Paquistão, do terrorismo de Estado
como instrumento de política externa contra a Índia — culminando em atrocidades
como o ataque ao Parlamento em 2001, os atentados de Mumbai em 2008 e, mais
recentemente, o ataque de Pahalgam, em abril de 2025 — põe em causa de forma
estrutural a premissa em que assenta a continuação do cumprimento, pela Índia,
do IWT. Um Estado não pode violar as normas fundamentais das relações entre
Estados e, ao mesmo tempo, exigir que o seu parceiro de negociação cumpra
obrigações convencionais que beneficiam de forma desproporcionada quem as
viola. A decisão da Índia afirma algo que há muito se impunha: os acordos
internacionais exigem reciprocidade.</p><h3 style="text-align: center;">Conclusão</h3><p>O Tratado das Águas do Indo tem sido frequentemente
celebrado como um triunfo da diplomacia internacional. Esta descrição deturpa
profundamente o que realmente aconteceu: um processo negocial em que a
intransigência do Paquistão foi recompensada com concessões, e a boa vontade da
Índia foi explorada para produzir um acordo desigual.</p><p>A Índia cedeu 80
% da água, pagou 2,5 mil milhões de dólares (em valor atual) para facilitar o
acordo; aceitou restrições operacionais unilaterais no seu território; e
manteve um cumprimento escrupuloso durante 65 anos, apesar das múltiplas
guerras impostas pelo Paquistão e do apoio a atos de terrorismo transfronteiriço.
Em troca, o Paquistão utilizou-o como um instrumento de obstrução ao
desenvolvimento, divulgando internacionalmente uma narrativa infundada de «guerra
da água», enquanto vastas extensões do território indiano continuam privadas de
potencial de desenvolvimento.</p><p>A decisão da Índia
visa proteger os seus legítimos interesses na Bacia do Indo. Não se trata de
agressão; trata-se da correção, há muito necessária, de um acordo assimétrico
assente numa boa vontade que nunca foi retribuída. A quem pergunta por que
motivo suspender o Tratado agora, convém recordar que não há momento errado
para tomar a decisão certa.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/conteudo-patrocinado/2026/05/13/o-tratado-das-aguas-do-indo/102710</link>
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            <category><![CDATA[Conteúdo patrocinado]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Embaixada de Índia]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 13 May 2026 10:06:18 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[EDITAL Nº02/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS/2026]]></title>
            <description><![CDATA[<iframe class="scribd_iframe_embed" title="Caderno CNE - Listas Concorrentes" src="https://www.scribd.com/embeds/1036114290/content?start_page=1&view_mode=scroll&access_key=key-mhRCqyZ6qmre6W9bMFYt" tabindex="0" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.8476011288805269" scrolling="no" width="100%" height="600" frameborder="0">
</iframe><p style="margin: 12px auto 6px auto; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size: 14px; line-height: normal; display: block;">
	<a title="View Caderno CNE - Listas Concorrentes on Scribd" href="https://www.scribd.com/document/1036114290/Caderno-CNE-Listas-Concorrentes#from_embed" style="color: #098642; text-decoration: underline;"> Caderno CNE - Listas Concorrentes </a> by <a title="View Expresso das Ilhas's profile on Scribd" href="https://www.scribd.com/user/582428103/Claudia-Sofia-Mota#from_embed" style="color: #098642; text-decoration: underline;"> Expresso das Ilhas</a></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/conteudo-patrocinado/2026/05/07/edital-n02eleicoes-legislativas2026/102640</link>
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            <category><![CDATA[Conteúdo patrocinado]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CNE]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 May 2026 13:25:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Continuar a Amizade Tradicional e Abrir Juntos Novos Horizontes entre a China, Cabo Verde e África]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Na
ocasião, o membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da
China e Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, respondeu às
perguntas dos jornalistas chineses e estrangeiros sobre a política externa e as
relações exteriores da China. Ao abordar as relações China-África, Wang Yi
sublinhou que a amizade entre a China e África resistiu ao teste das mudanças
nas circunstâncias internacionais, demonstrando forte vitalidade. O Ministro
reiterou que por 36 anos, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China honrou
uma tradição diplomática ao iniciar o ano com uma visita a África. Essa
consistência ininterrupta reflete o espírito e o compromisso da diplomacia
chinesa.</p><p>O
Presidente da China, Xi Jinping, atribui grande importância às relações
China-África. Desde que a China entrou na nova era, o Presidente Xi Jinping
apresentou os princípios de sinceridade, resultados reais, amizade e boa-fé,
bem como os princípios de busca do bem maior e interesses partilhados, levando
a cooperação com África para novos patamares. Este ano, tanto as relações
China–Cabo Verde como as relações China–África acolherão uma série de novos
desenvolvimentos.</p><p><strong>Este
ano assinala-se o 70.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas
entre a China e a África</strong>. Há 70 anos, a China e os países africanos deram as
mãos na busca pela independência e autodeterminação. Ao longo desses 70 anos, a
amizade China-África fortaleceu-se nas lutas contra o imperialismo e o
colonialismo e aprofundou-se no processo de desenvolvimento e revitalização. A
amizade entre a China e África transcende o tempo e o espaço, supera as
mudanças do cenário internacional e vai além das circunstâncias momentâneas.</p><p><strong>Este
ano marca também o 50.º aniversário do estabelecimento das relações
diplomáticas entre a China e Cabo Verde</strong>. Ao longo deste meio século, a amizade
entre os dois países tornou-se cada vez mais sólida. As duas partes mantiveram
o princípio do respeito mútuo e tratamento em pé de igualdade, aprofundando
continuamente a confiança política mútua e alcançando resultados frutíferos na
cooperação pragmática em diversos domínios, trazendo benefícios concretos aos
povos dos dois países. A China está disposta a trabalhar com Cabo Verde,
aproveitando a celebração do 50.º aniversário como uma nova oportunidade para
partilhar novas perspetivas de desenvolvimento:</p><p><strong>Primeiro,
unir esforços para contribuir, com uma força inclusiva, para a construção de
uma comunidade China-África com um futuro compartilhado para a Nova Era sob
todas as condições</strong>.
Independentemente de como o cenário internacional e regional mude, a China será
sempre o primeiro irmão a estender a mão amiga quando Cabo Verde e África
precisarem de ajuda, e o primeiro amigo a aparecer ao lado quando a África
procurar parceiros de cooperação. A China e Cabo Verde devem, sob a orientação
da construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade e
tendo a implementação das Iniciativas Globais de Desenvolvimento, Segurança,
Civilização e Governança como eixo principal, promover conjuntamente a
construção de um sistema de governança global mais justo e equitativo,
contribuindo para o progresso da civilização humana. A China continuará a
defender os interesses comuns dos países em desenvolvimento, salvaguardando
firmemente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e os direitos
legítimos dos povos africanos, incluindo os cabo-verdianos. A China apoia
firmemente Cabo Verde a desempenhar um papel mais relevante no palco
internacional, reforçando a sua representatividade e voz no sistema de
governança global e escrevendo um novo capítulo de futuro compartilhado entre a
China e Cabo Verde;</p><p><strong>Segundo,
unir esforços para contribuir, com dinamismo de desenvolvimento, para a busca
conjunta da modernização da China e de África</strong>. Apenas quando a China e África
avançarem juntas rumo à modernização será possível a modernização do mundo. Sem
a modernização de África, não haverá modernização do mundo. As propostas para a
formulação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico e Social
Nacional, na 4ª sessão plenária do 20º Comitê Central do Partido Comunista da
China, não só traçam um novo quadro para o desenvolvimento futuro da China,
como também constituem uma lista de oportunidades para os países africanos,
incluindo Cabo Verde. A China continuará a ser um motor do crescimento
económico mundial e está disposta a atuar como impulsionadora do desenvolvimento
e revitalização de Cabo Verde. Guiadas pelas seis propostas para a busca
conjunta da China e de África de uma modernização justa e equitativa, uma
modernização aberta e de ganhos compartilhados, uma modernização que coloca o
povo em primeiro lugar, uma modernização caraterizada pela diversidade e
inclusão, uma modernização ecologicamente amigável, e uma modernização baseada
na paz e segurança, as duas partes devem implementar ativamente os importantes
resultados alcançados durante a Cimeira 2024 do Fórum de Cooperação
China–África (FOCAC) em Beijing, promovendo uma integração dinâmica entre
intercâmbio humano e cooperação pragmática. A partir do 1º de maio do ano
corrente, a China implementará plenamente com tarifa zero a 100% dos itens
tarifários dos produtos originais de África, ampliando continuamente a abertura
unilateral à África, o que impulsionará as exportações de Cabo Verde e de
outros países africanos para o mercado chinês e promoverá a modernização
industrial e tecnológica de Cabo Verde e de África, para ajudar os países de
África, incluindo Cabo Verde a acessar as enormes oportunidades do mercado
chinês;</p><p><strong>Terceiro, unir esforços para contribuir, com a
força da civilização, para “o Ano China-África de Intercâmbio entre os Povos”</strong>. A realização do Ano China-África de
Intercâmbio entre os Povos constitui um importante consenso alcançado entre o
Presidente Xi Jinping e os líderes africanos. O Ano China-África de Intercâmbio
entre os Povos já foi inaugurado, tendo o Presidente Xi Jinping enviado uma
mensagem de felicitações à cerimónia de abertura, manifestando elevadas
expectativas. Neste ano, a China e África realizarão por volta de 600
atividades de intercâmbio entre os povos. Damos as boas-vindas à ampla
participação de amigos de todos os setores de Cabo Verde, dando continuidade à
corrida de revezamento da amizade China-África por gerações, fazendo com que os
povos dos dois países se aproximem ainda mais, aprofundando a amizade
tradicional e impulsionando a parceria estratégica entre a China e Cabo Verde
rumo a um novo e ainda mais promissor ciclo de 50 anos.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/conteudo-patrocinado/2026/03/16/continuar-a-amizade-tradicional-e-abrir-juntos-novos-horizontes-entre-a-china-cabo-verde-e-africa/101915</link>
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            <category><![CDATA[Conteúdo patrocinado]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Zhang Yang]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:20:27 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[MOLDANDO UM FUTURO CENTRADO NO SER HUMANO PARA A IA – CIMEIRA SOBRE O IMPACTO DA IA 2026 ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A Índia
traz escala e energia para tudo, e esta cimeira não foi exceção. Representantes
de mais de 100 nações se reuniram. Inovadores apresentaram produtos e serviços
de IA de ponta. Milhares de jovens podiam ser vistos nos salões de exposição,
fazendo perguntas e imaginando possibilidades. A participação e curiosidade
deles tornaram esta a maior e mais democratizada cimeira de IA do mundo. Vejo
isso como um momento importante na jornada de desenvolvimento da Índia, porque
um movimento em massa para a inovação e adoção da IA realmente decolou.</p><p>A
história
da humanidade testemunhou muitas mudanças tecnológicas que alteraram o curso
da civilização. A inteligência artificial pertence à mesma categoria que o
fogo, a escrita, a eletricidade e a internet. Mas, com a IA, mudanças que antes
levavam séculos
e décadas
podem se desenrolar em semanas e impactar todo o planeta. </p><p>A IA
está a tornar as máquinas inteligentes, mas é ainda mais um multiplicador
de força para a intenção humana. É vital tornar a IA centrada no ser humano, em
vez de centrada na máquina. Nesta cimeira, colocámos o bem-estar humano no
centro da conversa global sobre IA, com o princípio de <em>Sarvajana Hitaya,
Sarvajana Sukhaya</em> ou «para
o bem-estar de todos, a felicidade de todos». </p><p>Sempre
acreditei que a tecnologia deve servir às pessoas, e não o contrário. Seja em
pagamentos digitais através
da UPI «sistema
de pagamento instantâneo»ou na vacinação contra a COVID, garantimos que a
infraestrutura pública digital chegue a todos, sem deixar ninguém para trás. Pude ver o mesmo espírito
na cimeira, no trabalho dos nossos inovadores em domínios como agricultura,
segurança, assistência a pessoas com deficiênciae
ferramentas para populações multilingues.</p><p>Já existem
exemplos do potencial empoderador da IA na Índia. Recentemente, o <em>Sarlaben</em>, um assistente digital com
tecnologia de IA lançado pela cooperativa leiteira indiana AMUL, está a
fornecer orientação em tempo real a 3,6 milhões de produtores de leite, na sua
maioria mulheres, sobre a saúde e a produtividade do gado na sua própria língua.
Da mesma forma, uma plataforma <em>Bharat VISTAAR</em> fornece informações
multilingues aos agricultores, capacitando-os com informações sobre o clima,
preços de mercado, etc.</p><p>Os
seres humanos nunca devem se tornar meros pontos de dados ou matéria-prima para máquinas. Em vez disso, a
IA deve se tornar uma ferramenta para o bem global, abrindo novas portas de
progresso para o Sul Global. Para traduzir essa visão em ação, a Índia
apresentou a estrutura MANAV para a governança da IA centrada no ser humano.</p><p>M – Sistemas
<strong>m</strong>orais e éticos:
a IA deve se basear em diretrizes éticas.</p><p>A – Governança
responsável «<strong>a</strong>ccountable»: regras
transparentes e supervisão robusta. </p><p>N – Soberania <strong>n</strong>acional:
respeito pelos direitos nacionais sobre os dados. </p><p>A – <strong>A</strong>cessível e inclusiva: a IA não
deve ser um monopólio. </p><p>V – <strong>V</strong>álida e legítima: A IA deve cumprir as
leis e ser verificável. </p><p>MANAV, que significa «humano», oferece princípios que ancoram a IA
nos valores humanos do século
XXI.</p><p>O
futuro da IA assenta na confiança. À medida que os sistemas
generativos inundam o mundo com conteúdo, as sociedades democráticas enfrentam
riscos decorrentes de deepfakes e desinformação. Assim como os alimentos têm rótulos nutricionais, o conteúdo
digital deve ter rótulos
de autenticidade. Exorto a comunidade global a unir-se para criar padrões
comuns para marcação d'água
e verificação de fontes. A Índia já deu um passo nessa direção ao exigir
legalmente a rotulagem clara de conteúdo gerado sinteticamente.</p><p>O
bem-estar das nossas crianças é uma
questão que nos é muito cara. Os sistemas de
IA devem ser construídos com salvaguardas que incentivem um envolvimento
responsável e orientado pela família, refletindo o mesmo cuidado que dedicamos
aos sistemas educativos em todo o mundo.</p><p>A
tecnologia produz os seus maiores benefícios quando é partilhada, em vez de ser
guardada como um ativo estratégico.
As plataformas abertas podem ajudar milhões de jovens a contribuir para tornar
a tecnologia mais segura e mais centrada no ser humano. Esta inteligência
coletiva é a
maior força da humanidade. A IA deve evoluir como um bem comum global. </p><p>Estamos
a entrar numa era em que os seres humanos e os sistemas inteligentes irão
co-criar, co-trabalhar e co-evoluir. Profissões totalmente novas irão surgir.
Quando a internet começou, quase ninguém poderia imaginar as possibilidades. Acabou por criar um
grande número de novas oportunidades e o mesmo acontecerá com a IA.</p><p>Estou
confiante de que os jovens capacitados serão os verdadeiros impulsionadores da
era da IA. Estamos a incentivar a qualificação, requalificação e aprendizagem
ao longo da vida, realizando alguns dos maiores e mais diversificados programas
de qualificação do mundo.</p><p>A Índia
tem uma das maiores populações jovens e talentos tecnológicos do mundo. Com a nossa
capacidade energética
e clareza política, estamos numa posição única para aproveitar todo o potencial
da IA. Nesta cimeira, tive orgulho de ver empresas indianas lançarem modelos e
aplicações de IA nacionais, refletindo a profundidade tecnológica da nossa jovem
comunidade de inovação.</p><p>Para
impulsionar o crescimento do nosso ecossistema de IA, estamos a construir uma
base de infraestrutura robusta. No âmbito
da Missão de IA da Índia, implantámos milhares de GPUs e
estamos prontos para implantar mais em breve. Com acesso a poder computacional
de classe mundial a preços altamente acessíveis, até mesmo as pequenas startups
podem aspirar a se tornar players globais. Além disso, estabelecemos um Repositório Nacional de IA,
democratizando o acesso a conjuntos de dados e modelos de IA. De semicondutores
e infraestrutura de dados a startups vibrantes e pesquisa aplicada, estamos
focando em toda a cadeia de valor. </p><p>A
diversidade, a democracia e o dinamismo demográfico da Índia proporcionam a
atmosfera certa para a inovação inclusiva. As soluções que têm sucesso na Índia podem
servir à humanidade. É por isso que nosso convite ao mundo é: Conceber e desenvolver na Índia.
Entregar ao mundo. Entregar à humanidade.</p><p>Narendra Modi</p><p>Primeiro-ministro
da Índia</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/conteudo-patrocinado/2026/02/25/moldando-um-futuro-centrado-no-ser-humano-para-a-ia-cimeira-sobre-o-impacto-da-ia-2026/101589</link>
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            <category><![CDATA[Conteúdo patrocinado]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Embaixada India]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 25 Feb 2026 10:08:04 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Caderno Deliberação Eleições 2026]]></title>
            <description><![CDATA[<iframe class="scribd_iframe_embed" title="Caderno Deliberação Eleições 2026" src="https://www.scribd.com/embeds/1000365777/content?start_page=1&view_mode=scroll&access_key=key-CQjsHypkU53VDJBFJij7" tabindex="0" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.8476011288805269" scrolling="no" width="100%" height="600" frameborder="0">
</iframe><p style="margin: 12px auto 6px auto; font-family: Helvetica,Arial,Sans-serif; font-size: 14px; line-height: normal; display: block;">
	 <a title="View Caderno Deliberação Eleições 2026 on Scribd" href="https://www.scribd.com/document/1000365777/Caderno-Deliberac-a-o-Eleic-o-es-2026#from_embed" style="color: #098642; text-decoration: underline;"> Caderno Deliberação Eleições 2026 </a> by <a title="View Expresso das Ilhas's profile on Scribd" href="https://www.scribd.com/user/582428103/Claudia-Sofia-Mota#from_embed" style="color: #098642; text-decoration: underline;"> Expresso das Ilhas </a></p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1264
de 18 de Fevereiro de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/conteudo-patrocinado/2026/02/19/caderno-deliberacao-eleicoes-2026/101499</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/conteudo-patrocinado/2026/02/19/caderno-deliberacao-eleicoes-2026/101499</guid>
            <category><![CDATA[Conteúdo patrocinado]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[CNE]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 19 Feb 2026 16:05:54 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Dia da diplomacia da Rússia e resultados da política externa do ano 2025]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A missão da
diplomacia da Rússia estava sempre ligada à história milenar da Rússia. A
principal tarefa do nosso diplomata será sempre servir a Pátria, garantindo a
sua segurança e estabilidade por meios pacíficos, desenvolvendo a cooperação
com países estrangeiros e instituições internacionais.</p><p>Neste dia, parece-nos
apropriado resumir os resultados da política externa do ano passado. O ano passado
ficou marcado pelo 80.º aniversário da Grande Vitória. Juntamente com os países
correligionários, a Rússia reafirmou o seu compromisso com a inviolabilidade da
ordem mundial pós-guerra e com os seus fundamentos consagrados na totalidade,
agregação e interligação dos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas.</p><p>Em primeiro lugar,
gostaria de abordar o que foi feito para ampliar a cooperação com os países do
Continente Africano. Hoje os nossos países compartilhas os interesses comuns a
aspiração para alargar os laços de parceria. A Rússia e África juntos defendem
a crição de uma nova arquitectura estável e multipolar da ordem mundial.</p><p>O mais importante
evento no desenvolvimento das relações russo-africanas em 2025 foi a Segunda
Conferência Ministerial do Forum de Parceria Rússia-África, que tive lugar nos
dias 19-20 de Dezembro em Cairo, Egipto. O evento contou com a presença de
líderes e representantes dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros de 52 países
africanos, incluindo Cabo Verde, bem como de representantes de oito associações
regionais de integração.</p><p>Os participantes
"acertaram agulhas" sobre as questões prementes da agenda
internacional e russo-africana, com destaque para a aplicação integral do Plano
de Ação do Fórum de Parceria Rússia-África para 2023-2026, aprovado na 2ª
Cimeira Rússia-África, que decorreu em São Petersburgo em 2023. Foi dispensada
especial atenção ao desenvolvimento das relações nas áreas comercial, económica
e de investimento, bem como à discussão de áreas promissoras para o
desenvolvimento da cooperação.</p><p>A conferência
culminou com a aprovação de uma declaração conjunta que reflete posições comuns
relativamente à resolução de problemas globais e a determinação mútua de
fortalecer a cooperação multifacetada, com vista à preparação adequada da
terceira Cimeira Rússia-África prevista para 2026.</p><p>Alarga-se a presença
diplomática no Continente Africano. Em 2024 foram abertas as Missões
dimplomáticas em Burkina-Faso e Guiné Equatorial, em 2025 – em Niger, Serra Leoa
e Sudão do Sul. Logo se seguem Gâmbia, Togo, Ilhas Comores. Assim a quantidade
total das Embaixadas antigirá 49. Foi criado um mecanismo de diálogo entre a
Rússia e a Confederação dos Estados do Sahel, ao nível dos Ministros dos
Negócios Estrangeiros.</p><p>A Federação da Rússia
presta assistência em fortalecimento da segurança alimentar do Continente
Africano, aumenta a interacção nos tais domínios importantes como saúde,
epidemiologia, prevenção e controlo de situações de emergência, presta ajuda
aos parceiros africanos na formação dos quadros profissionais.</p><p>Continuamos como
parceiro estável e fiel para os países africanos nas questões anti-neocoloniais.
A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, por iniciativa da Rússia, o dia
14 de Dezembro como o Dia Internacional de Luta contra o Colonialismo, em todas
as suas formas e manifestações, e o dia 4 de Dezembro como o Dia Internacional
de Luta contra as Medidas Unilaterais Coercivas. Estas deliberações
estabeleceram a base política e jurídica para a adopção de medidas práticas
conjuntas com os países correligionários no combate ao neocolonialismo e às
sanções.</p><p>Entre as outras áreas
das actividades da diplomacia da Rússia é preciso  destacar os seguintes.</p><p>As relações de
parceria abrangente e de cooperação estratégica entre a Rússia e a China
receberam um forte impulso graças também atravéz da troca das visitas dos
lideres de ambos os países. No meio da pressão externa, a cooperação prática
entre Moscovo e Pequim mostrou ser resiliente, tendo sido adoptada
definitivamente a prática de pagamentos recíprocos em moeda nacional. A
cooperação com China não tem precedentes em termos de nível, profundidade e
coincidência de posições relativamente ao desenvolvimento da situação no
cenário internacional.</p><p>É preciso destacar,
em particular, a natureza estratégica e privilegiada da nossa parceria com a
Índia, que foi visitada pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Dezembro
de 2025.Os acordos assinados durante a visita do Presidente russo
à Índia, em Dezembro, confirmaram a coincidência dos objetivos estratégicos e a
solidez da confiança mútua entre os dois países, testada pelo tempo. </p><p>Após a tomada de
posse da nova administração nos EUA em Janeiro, foi retomado o diálogo com
Washington aos mais altos níveis. Durante a cimeira russo-americana em
Anchorage, a 15 de Agosto, foram alcançados entendimentos que poderiam servir de
base para a resolução do conflito em torno da Ucrânia, nomeadamente através da
eliminação das suas causas primordiais, incluindo as ameaças militares à Rússia
resultantes do alargamento da NATO, bem como da política de violação dos
direitos da população de língua russa.</p><p>No que diz respeito à
diplomacia multilateral, salientamos os êxitos na execução da tarefa de
fortalecer os BRICS, tendo em conta o interesse crescente por esta associação,
incluindo o dos países africanos. Contribuímos por todos os meios para a
presidência brasileira dos BRICS em 2025. Os nossos amigos brasileiros
continuaram a implementar muitos dos projetos lançados na Cimeira dos BRICS.</p><p>Como o Presidente da
Rússia, Vladimir Putin, salientou repetidamente, estamos empenhados em encontrar
uma solução diplomática para esta crise. Se analisarmos o seu histórico desde
2014, e especialmente a partir de 2022, verificaremos que não faltou boa
vontade por parte da Federação da Rússia no que diz respeito à celebração de
acordos políticos. No entanto, os nossos vizinhos ocidentais, principalmente os
europeus, fizeram de tudo para fazer com que estes acordos falhassem.A nossa posição em relação à Ucrânia consiste em eliminar as causas
profundas desta crise, criada de forma deliberada pelo Ocidente ao longo de
muitos anos, com o objetivo de transformar aquele país numa ameaça à segurança
do nosso país e numa cabeça de ponte contra a Rússia nas nossas fronteiras.</p><p>Em conclusão,
gostaria de salientar que a Rússiadefenderá os seus interesses de
forma consistente, sem reivindicar os direitos legítimos de ninguém nem
permitir que os nossos direitos sejam tratados de forma arbitrária. A nossa
política externa, consagrada no "Conceito de Política Externa",
aprovado pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Março de 2023, pressupõe
a defesa resoluta dos interesses vitais do nosso país e do nosso povo, bem como
a criação de condições externas favoráveis ao desenvolvimento interno
sustentável da Federação da Rússia. Neste contexto, as acções fundamentais para
o fortalecimento da soberania nacional são cruciais.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1263
de 11 de Fevereiro de 2026.</strong></em></p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[Yury Materiy]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 16 Feb 2026 10:44:00 GMT</pubDate>
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