<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
    <channel>
        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
        <link>https://expressodasilhas.cv</link>
        <generator>EI</generator>
        <lastBuildDate>Mon, 11 May 2026 12:12:13 GMT</lastBuildDate>
        <atom:link href="https://expressodasilhas.cv/cultura/rss" rel="self" type="application/rss+xml"/>
        <pubDate>Mon, 11 May 2026 10:54:01 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[​Festival Kontornu arranca esta segunda-feira com espetáculo no Auditório Nacional]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo a organização,
a abertura do Festival Kontornu marca o início de uma celebração vibrante
da dança e das artes performativas em Cabo Verde, reunindo artistas,
comunidades e públicos num momento de encontro, partilha e afirmação cultural.</p><p>“Esta noite
inaugural propõe um diálogo entre tradição e contemporaneidade, entre memória e
futuro, posicionando o corpo como espaço de criação, resistência e imaginação”,
afirma.</p><p>O evento, que
decorre até dia 16 deste mês, está centrado na Cidade da Praia, com uma
extensão especial na Cidade Velha e o seu encerramento no Tarrafal de Santiago.</p><p>O Festival
Kontornu reúne nesta edição cerca de 80 participantes provenientes de vários
países, entre artistas, programadores, investigadores e profissionais das artes
performativas de Portugal, Brasil, Grécia, Suíça, República Dominicana,
Espanha, Senegal, França e Itália. </p><p>Nesta edição, o
festival associa-se à campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, que celebra 10 anos
de existência.</p><p>O festival
volta a acolher o Kopano – Encontro Internacional de Programadores, um espaço
de reflexão, networking e cooperação entre profissionais das artes.</p><p>A cerimónia
inclui ainda uma homenagem especial a Marlene Monteiro Freitas, figura
incontornável da dança contemporânea internacional, cuja obra tem expandido os
limites da linguagem coreográfica e inspirado novas gerações de criadores
cabo-verdianos e além-fronteiras.</p><p>Durante o
festival, os participantes estarão em residência no Estádio Nacional,
desenvolvendo práticas intensivas de formação, criação e intercâmbio. Esta
iniciativa visa investir na próxima geração de artistas, promovendo o encontro
entre culturas, linguagens e experiências.</p><p>O festival
encerra com o Kontornu Dance Battle, uma grande celebração das danças urbanas,
que terá lugar no Tarrafal. Esta actividade é realizada em parceria com o
Festival IUFA (Açores), reforçando pontes entre territórios insulares e
comunidades artísticas. A batalha promete reunir bailarinos, público e energia
coletiva num momento de partilha, competição saudável e celebração da cultura
urbana.</p><p>O Festival
Kontornu é um evento dedicado à dança e às artes performativas, que promove a
criação contemporânea, o intercâmbio internacional e a valorização das práticas
artísticas africanas e da diáspora.</p><p><strong>Espectáculos</strong></p><p>A peça “CV
Matrix” do grupo Raiz di Polon, que será apresentada na abertura do festival, é
uma criação que mergulha nas múltiplas camadas da identidade cabo-verdiana,
cruzando referências tradicionais com imaginários futuristas.</p><p>“Através de uma
linguagem física intensa e simbólica, o espectáculo constrói um universo em que
corpo, som e tecnologia dialogam, evocando memórias colectivas e projetando
novas possibilidades de existência”, indica. </p><p>Conforme a
organização, a “CV Matrix” propõe uma reflexão sobre o presente e o
futuro, num território em que o ancestral e o digital coexistem em constante
transformação.</p><p>Ainda na
abertura do festival estará a peça “Dançando Vila”, da companhia de dança
de Curitiba. Trata-se de um espectáculo que nasce do encontro com a comunidade,
celebrando o quotidiano, as histórias e as energias da vila.</p><p>Neste
espectáculo, em cena, os diferentes corpos e gerações partilham experiências,
revelando a riqueza das expressões locais através da dança.</p><p>“Entre gestos
simples e momentos de grande intensidade, 'Dançando Vila' constrói uma
narrativa sensível sobre pertença, convivência e identidade, transformando o
espaço performativo num lugar de memória viva e de criação colectiva”, realça.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/11/festival-kontornu-arranca-esta-segunda-feira-com-espetaculo-no-auditorio-nacional/102688</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/11/festival-kontornu-arranca-esta-segunda-feira-com-espetaculo-no-auditorio-nacional/102688</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 11 May 2026 10:54:01 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778496451767.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Mizé Sanches transforma fibra de sisal em arte ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O percurso de Mizé Sanches
no artesanato começou de forma espontânea, após tentar recriar colares que
havia recebido de uma prima, dando início a uma actividade que rapidamente
despertou o interesse de colegas e amigos.</p><p>“A primeira peça que produzi
surgiu porque a minha prima veio da Suécia e trouxe-me
colares chokers, que, na altura, estavam na moda. Com o tempo, esses colares
estragaram-se, então fui a uma loja no Plateau, que vende materiais para
produção artesanal, comprei o necessário e fiz as minhas primeiras peças.
Naquela altura, estava no primeiro ano da licenciatura e comecei a produzir
peças para uso próprio.”</p><p>Com o tempo, os colegas começaram a mostrar interesse
e perguntavam onde tinha comprado os colares. Mizé explicou que era ela própria
quem os produzia.</p><p>A partir daí, os colegas começaram a fazer encomendas. “Comecei a produzir e a vender tudo. Foi
assim que comecei, numa brincadeira. Mas, com o tempo, percebi que não basta
apenas criar; é preciso saber gerir o dinheiro, vender, lidar com clientes e
uma série de outras competências que fui aprendendo ao longo do percurso.”</p><p>A artesã conta que aquilo
que começou como uma brincadeira acabou por se transformar num negócio. Por
isso, investiu em formações que a ajudaram a estruturar melhor a sua
actividade.</p><p>“Com o passar do tempo,
participei em vários tipos de formação para capacitar a minha mente, não só
sobre como produzir as peças, mas também sobre como gerir a minha própria
empresa”, explica.</p><p style="text-align: center;"><strong>Fibra de sisal</strong></p><p>Em 2018, produziu a sua
primeira bolsa com fibra de sisal, inicialmente apenas para uso pessoal. Com o
tempo, as pessoas viam-na a utilizar aquele material e perguntavam onde poderiam
adquirir uma peça semelhante.</p><p>Na altura, ainda não possuía
experiência nem domínio técnico, pois a bolsa foi criada de forma intuitiva,
sem bases estruturadas que sustentassem uma produção continuada.</p><p>Só em 2020, durante a
pandemia da COVID-19, sentiu necessidade de criar algo diferente.</p><p>“Na altura, a minha produção
de bolsas era feita com tecido africano, como acontecia com a maioria dos
artesãos em Cabo Verde. Tendo em conta que já tinha produzido uma primeira bolsa
em 2018, pensei em desenvolver melhor essa ideia. Como estávamos em plena
pandemia e eu não tinha acesso ao ateliê no Palácio da Cultura Ildo Lobo, que
permaneceu fechado durante três meses, decidi investir no desenvolvimento da
produção de bolsas com sisal.”</p><p>Inicialmente, os trabalhos
com sisal não tinham nome; eram fruto de curiosidade e experimentação.</p><p>“Tive um mentor que
considero um mestre, um senegalês chamado Daniel. Ele trabalha na criação de
bolsas e também com batique. Durante três meses, abdicou do seu tempo para me
ensinar a cortar moldes e a criar peças.”</p><p>Mizé sublinha que o mentor
lhe ensinou as bases da produção de bolsas, embora ele próprio não trabalhasse
com fibra de sisal.</p><p>“Ele disse-me que bastava
dominar a base; depois, poderia aperfeiçoar ao longo do tempo. Fiquei seis
meses focada em testar como produzir bolsas com fibra de sisal, para garantir
que, mesmo após dois ou três anos de uso, mantivessem a qualidade inicial”,
relata.</p><p>A artesã realça que, quando
alcançou o resultado pretendido, decidiu apostar definitivamente nesta técnica.</p><p>“Foi assim que nasceu a
colecção ‘Siza Karapati’, marcando uma nova fase na minha carreira.”</p><p>Inicialmente, utilizava
sisal importado, mas um incentivo do então Ministro da Cultura levou-a a
procurar matéria-prima nacional.</p><p>“Essa decisão revelou-se
desafiante, sobretudo devido à escassez de produtores e à desvalorização
histórica do trabalho ligado ao sisal.”</p><p>Actualmente, Mizé trabalha
com fornecedoras locais, com o objectivo de contribuir para a valorização de
uma prática tradicional.</p><p>“A minha ideia é trabalhar
com o nosso sisal e também resgatar uma actividade que, em tempos, foi fonte de
rendimento para comunidades como Fonte Lima, no interior de Santiago.”</p><p>A artesã revela que as suas
criações têm sido muito bem recebidas pelo público, sobretudo pela
sua originalidade.</p><p>“Muitas pessoas ficam
surpreendidas ao descobrir que as bolsas são feitas de fibra de sisal, e ainda
mais por ser um material nosso.”</p><p style="text-align: center;"><strong>Exposição</strong></p><p>Mizé Sanches destaca que,
desde 2020, tem participado em diversas exposições, tanto nacionais como
internacionais.</p><p>Entre as participações
internacionais, sublinha a presença na Índia, no Festival Internacional da Moda
Africana, em Marrocos, e apresentações em Portugal.</p><p>Em Maio deste ano, participará
na CPLP Fashion Week, em Portugal. Posteriormente, levará as suas peças a uma
exposição no Luxemburgo, integrada num evento anual organizado pela comunidade
de São Vicente residente naquele país, no mês de Julho.</p><p>A nível nacional, refere já
ter participado em várias exposições promovidas pelo Governo, entidades
privadas e câmaras municipais.</p><p>A artesã confessa que o seu
trabalho tem conquistado sobretudo cabo-verdianos na diáspora. Apesar de
reconhecer que o mercado nacional ainda apresenta limitações em termos de poder
de compra, defende o justo valor das peças artesanais.</p><p>“Uma peça de arte tem o seu
valor, porque envolve tempo, técnica e identidade.”</p><p>Actualmente, Mizé dispõe de
um ateliê no Plateau, onde trabalha com uma equipa de três pessoas.</p><p>Para o futuro, ambiciona
expandir a utilização da fibra de sisal para outras áreas, explorando o
potencial deste material em diferentes segmentos, desde a decoração ao
vestuário.</p><p>“Quero consolidar a marca e
levar o sisal cabo-verdiano ainda mais longe.”</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1275
de 06 de Maio de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/10/mize-sanches-transforma-fibra-de-sisal-em-arte/102672</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/10/mize-sanches-transforma-fibra-de-sisal-em-arte/102672</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 May 2026 14:02:53 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778256383325.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Estatuto do Artista entra em vigor]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O diploma, aprovado por unanimidade no Parlamento cabo-verdiano, foi promulgado pelo Presidente da República a 5 de maio, depois de vários meses de discussão política e socialização junto da classe artística. Segundo o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, trata-se de um “marco histórico” que inaugura “uma nova era” para a cultura nacional.</p><p>Na prática, a legislação reconhece oficialmente a atividade artística como profissão, permitindo que músicos, atores, escritores, produtores culturais e outros profissionais do setor possam beneficiar de mecanismos formais de Segurança Social, assistência médica, proteção na doença, maternidade, paternidade, acidentes de trabalho e reforma. </p><p>O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, classificou a aprovação da lei como “uma grande vitória” para os artistas cabo-verdianos, defendendo que o diploma responde a uma reivindicação antiga da classe e representa um passo decisivo para a profissionalização do setor. </p><p>Além da vertente social, o Governo enquadra a medida numa estratégia mais ampla de valorização das indústrias criativas enquanto motor económico. O comunicado sublinha que o Estatuto reconhece a cultura como “setor estratégico da economia nacional” e instrumento de desenvolvimento do país. </p><p>A aprovação do Estatuto do Artista surge num momento em que Cabo Verde procura reforçar a internacionalização da sua produção cultural e consolidar a chamada economia criativa. O Executivo acredita que a formalização do setor poderá facilitar o acesso a financiamento, contratos mais transparentes e maior organização institucional das atividades culturais.</p><p>Ainda assim, o verdadeiro impacto da lei dependerá da sua regulamentação e implementação prática. Entre os principais desafios estarão a integração efetiva dos profissionais no sistema de Segurança Social, a definição de critérios de reconhecimento profissional e a capacidade financeira do Governo para sustentar os novos mecanismos de proteção.</p><p>Para muitos agentes culturais, contudo, o diploma representa sobretudo um reconhecimento simbólico há muito esperado: a consagração legal de que a arte é trabalho e de que os artistas devem ter os mesmos direitos sociais e laborais de qualquer outro profissional.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/09/estatuto-do-artista-entra-em-vigor/102681</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/09/estatuto-do-artista-entra-em-vigor/102681</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 09 May 2026 08:32:00 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778315526545.thumb.png" length="0" type="image/png"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Elly e Djary Paris juntam-se num novo single]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo
uma nota da Harmonia, “Pretin” retrata a infidelidade e a complexidade das
relações amorosas, nas quais o homem faz um jogo duplo.</p><p>“Com
o tempo, as envolvidas nesta relação, cada uma por seu lado, percebem o
afastamento e começam a questionar, colocando em pauta suas falhas e motivos
que levaram à infidelidade por parte do parceiro”, aponta.</p><p>A
mesma fonte sublinha que a música faz referência ao sofrimento de duas
mulheres, que não competem entre si, de quem é a primeira ou a outra, muito
menos dependem da aprovação masculina, mas que o foco está em mostrar o quanto
é doloroso e pode machucar quando situações deste tipo ocorrem.</p><p>No
que diz respeito à colaboração inesperada entre as duas cantoras, a mesma fonte
enfatiza que serve para ironizar as especulações que surgiram após o término da
dupla, incluindo um possível triângulo amoroso.</p><p>“O
featuring vem para mostrar aos fãs que sim, ainda existe uma ligação e é
possível fazer outras músicas juntas. Assim como as especulações,
o ´Pretin´ é também ´Fake´ e não tem uma face que seja
verdadeira”, aponta.</p><p>De
realçar que as “Divas Paris” são autoras de temas de grande sucesso, como:
“Lembrança”, “Pensa na Bo” e “Sap Boy”.&nbsp;</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/elly-e-djary-paris-juntam-se-num-novo-single/102677</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/elly-e-djary-paris-juntam-se-num-novo-single/102677</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 16:30:00 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778257750191.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​IPC realiza os primeiros trabalhos arqueológicos no Campo de Concentração de Presos Políticos do Tarrafal ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo o IPC, esta intervenção enquadra-se no processo de candidatura do Campo do Tarrafal a Património Mundial da UNESCO, promovido pelo governo enquanto prioridade estratégica para a valorização, preservação e projeção internacional do património histórico nacional.&nbsp;</p><p>
A mesma fonte explica que a iniciativa visa reforçar o reconhecimento deste lugar de memória como símbolo da resistência, da liberdade, da dignidade humana e da defesa dos direitos fundamentais.&nbsp;</p><p>
“Os trabalhos arqueológicos têm como objectivo identificar vestígios da antiga ‘frigideira’, cela de isolamento utilizada como instrumento de punição, valorizar áreas actualmente desqualificadas e aprofundar o conhecimento sobre as transformações arquitetónicas e espaciais ocorridas no complexo ao longo da sua existência”, destaca.&nbsp;</p><p>
De recordar que o Campo de Concentração do Tarrafal funcionou em duas fases distintas sob a administração colonial portuguesa, entre 1936 e 1954 e, posteriormente, entre 1961 e 1974.</p><p>Conforme o IPC, ao longo destes períodos, o espaço conheceu diversas alterações estruturais e funcionais, cuja compreensão histórica e material constitui agora um dos principais objectivos desta investigação arqueológica.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/ipc-realiza-os-primeiros-trabalhos-arqueologicos-no-campo-de-concentracao-de-presos-politicos-do-tarrafal/102673</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/ipc-realiza-os-primeiros-trabalhos-arqueologicos-no-campo-de-concentracao-de-presos-politicos-do-tarrafal/102673</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 16:29:57 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778256652093.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Zulu no concerto de lançamento do álbum “Povo Brasileiro” do colectivo Rua das Preta]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo uma nota da produtora Harmonia, este evento será uma verdadeira celebração da
música negra brasileira e da lusofonia.</p><p>A mesma fonte cita que o álbum é uma curta metragem, com sambas
de roda, ijexás, mornas, fados, capoeira e pontos de candomblé se entrelaçam
sem hierarquia. Além do Brasil, Cabo Verde e
Portugal no itinerário percorrido na última década pelo
colectivo, na aproximação dos nossos sotaques,  base da nossa formação.<br>
“Povo Brasileiro conta com
participações da cantora cabo-verdiana Zulu (Boa Vista), a fadista portuguesa
Ana Margarida Prado, o multi-instrumentista Nilson Dourado (São Paulo/Bahia/Sintra),
a flautista Letícia Malvares (Rio de Janeiro/Madrid), Jurema De Candia (Rio de
Janeiro) que se encontram com uma ala do consagrado Cordão do Boitatá, dirigido
por Kiko Horta”, destaca.</p><p>Natural ilha da Boa Vista, Zulu traz
uma nova força à música do arquipélago, mesclando os ritmos ancestrais
cabo-verdianos com a liberdade do jazz, e cria um som que é ao mesmo tempo
familiar e inesperado.</p><p>A cantora,
compositora e instrumentista Zulu assina as músicas do seu primeiro EP “Briza”,
dando vida a cada nota com autenticidade e emoção.</p><p>A sua primeira
ligação à música nasceu em casa, através do pai, que tocava violão e cantava.</p><p>Recorda com
nostalgia as noites de lua cheia, em que o pai organizava grupos de tocatina e
serenatas na comunidade, momentos que inspiraram Zulu, ainda adolescente, a
aprender violão e a seguir os passos da irmã, já conhecida pela sua bela voz e
habilidade com o instrumento.</p><p>Em Agosto de
2015, Zulu partiu para a Cidade da Praia, determinada a ampliar os seus
conhecimentos. Completou com distinção o curso superior de Gestão de Hotelaria
e Turismo, avançando em seguida para uma formação em Engenharia Civil.</p><p>No entanto, a
sua caminhada foi desafiante: conciliava a maternidade, os estudos e o
trabalho, longe da sua família e da rede de apoio.</p><p>A música,
porém, revelou-se uma bênção neste percurso, tornando-se uma fonte essencial de
rendimento. Através das suas actuações em restaurantes, casas de música,
eventos institucionais e outros palcos da cidade da Praia, Boa Vista e noutras
ilhas, Zulu encontrou não apenas um meio de sustento, mas também uma maneira de
dar vida ao seu talento e à sua voz, potente e única, que conquistou públicos e
novos caminhos.</p><p>Em 2024, Zulu
assina contrato com a Harmonia Lda, uma das maiores empresas de música de Cabo
Verde, liderada por José (Djô) da Silva. Numa dessas apresentações no
restaurante Poeta, em Achada Santo António, na cidade da Praia, o produtor Djô
da Silva percebeu que era o momento certo para contratar Zulu.</p><p>O ano de 2024
marca uma nova etapa na carreira de Zulu, que se vincula a uma das maiores
empresas de música de Cabo Verde, Harmonia Lda, liderada pelo empresário mais
renomado do país.</p><p>Em Abril de
2025, Zulu estreou na 11ª edição do Atlantic Music Expo e na 14ª edição do
Kriol Jazz Festival. </p><p>De recordar que a cantora está nomeada na 15.ª gala dos Cabo
Verde Music Awards (CVMA), que acontece no dia 6 de Junho, na ilha de São
Vicente.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/zulu-no-concerto-de-lancamento-do-album-povo-brasileiro-do-colectivo-rua-das-preta/102655</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/zulu-no-concerto-de-lancamento-do-album-povo-brasileiro-do-colectivo-rua-das-preta/102655</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 11:01:09 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778237980191.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Sérgio Figueira em concerto no Centro Cultural de Cabo Verde, Portugal ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Este concerto
acontece neste sábado, 09, no âmbito do projecto "Kriolo Sounds - Cada Nota, Uma
Estória". Neste concerto, Sérgio Figueira vai estar acompanhado
de Humberto Ramos na guitarra e Denys Stetsenko no violino, para apresentar o
seu disco “Seréna”.</p><p>Segundo uma nota da
embaixada de Cabo Verde em Portugal, “Seréna” é
um álbum conceptual que celebra o feminino através da música de autoria de
Sérgio Figueira e que se inspira no universo poético e visual da artista
plástica luso-cabo-verdiana
Luísa Queiroz.</p><p>“Trata-se
de uma obra que tem como personagem central uma sereia, esse ser mágico que
habita o nosso imaginário e que, segundo a estória, costumava aparecer nas
praias de Cabo Verde, encantando a população com a sua beleza e seu cântico de
encantamento, fazendo as pessoas sentirem-se mais humanas e empáticas entre si”, aponta.</p><p>O repertório tem como base a fusão de
elementos da música tradicional cabo-verdiana com o jazz, a música erudita e a
world music, criando assim uma linguagem contemporânea, sofisticada e
universal.</p><p>“Kriolo Sounds – Cada
Nota, Uma Estória” é um projecto musical cuja finalidade é apoiar artistas de
Cabo Verde e dos restantes países da CPLP e dar a conhecer ao público a música
destes países. Mensalmente, um artista faz uma apresentação intimista para uma
pequena plateia.</p><p>O artista não recebe
cachê, mas o valor da entrada paga pelo público é-lhe entregue diretamente, sem
a intermediação ou intervenção de qualquer agência de representação.</p><p>A participação no
“Kriolo Sounds” é feita por convite do CCCV dirigido diretamente ao artista ou
através de manifestação deste junto do CCCV.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/sergio-figueira-em-concerto-no-centro-cultural-de-cabo-verde-portugal/102651</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/08/sergio-figueira-em-concerto-no-centro-cultural-de-cabo-verde-portugal/102651</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 09:49:15 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778233324470.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Irina Barros primeira convidada especial da 15ª gala dos CVMA]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo a organização, a presença de Irina Barros nos Cabo Verde Music Awards 2026 representa o encontro entre diferentes geografias da música lusófona e reforça a missão dos CVMA de celebrar a música cabo-verdiana em diálogo com artistas, públicos e sonoridades que fazem parte do mesmo espaço cultural.</p><p>A mesma fonte indica que em palco, Irina Barros levará ao público uma actuação inédita que viajará por alguns dos temas mais marcantes do seu repertório, num momento que promete juntar talento, emoção e celebração.</p><p>“Com uma presença cada vez mais afirmada no panorama musical lusófono, Irina Barrostem conquistado o público pela sua voz, carisma e versatilidade artística, cruzandosonoridades do pop, R&B e influências afro-lusófonas”, refere.</p><p>Nascida e criada em Portugal, com raízes angolanas, Irina começou a partilhar covers nas redes sociais em 2012, construindo gradualmente uma comunidade de fãs que hoje a acompanha em diferentes plataformas digitais.</p><p>Actualmente, soma mais de 69 milhões de visualizações no YouTube, tendo alcançado grande projeção com o single “Só Love”, que ultrapassou os 15 milhões de visualizações e foi distinguido com disco de platina em Portugal.</p><p>Ao longo do seu percurso, a artista tem colaborado com vários nomes de referência da música lusófona, entre os quais Djodje, Prodígio, Denis Graça, Dynamo, Landrick, NelsonFreitas e Matias Damásio, criando diferentes registos musicais que evidenciam a sua identidade e capacidade de adaptação artística.</p><p>Em 2026, deu um passo marcante na sua carreira com o lançamento do álbum de estreia “Ciclos” que contém o hit “Tu e a Lua”.</p><p>Neste ano, foi também anunciada no cartaz do Rock in Rio Lisboa 2026, reforçando a sua projecção junto de um público cada vez mais amplo.</p><p><strong>Votações Populares Abertas</strong></p><p>A organização afirma que neste momento a Academia CVMA já está a trabalhar na votação dos vencedores da 15ª edição.</p><p>Ao mesmo tempo, a organização avisa que as votações populares nas categorias Revelação do Ano, Artista em Palco do Ano e Música Popular do Ano já estão a decorrer, através do site oficialdos CVMA.</p><p>De lembrar que já são conhecidos os nomeados desta edição.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/07/irina-barros-primeira-convidada-especial-da-15-gala-dos-cvma/102648</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/07/irina-barros-primeira-convidada-especial-da-15-gala-dos-cvma/102648</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 May 2026 18:19:00 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778177869426.thumb.png" length="0" type="image/png"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​“As Marias” de Florizandra Porto lançada em Lisboa]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo uma nota enviada, a obra
relata as marcas que ficam na pele e na memória, como a violência contra a
mulher, constantemente presente nas notícias, que representa apenas uma pequena
parte do que acontece dentro de muitas famílias cabo-verdianas.</p><p><em>“</em>As Marias acompanham mulheres de diferentes
origens, gerações e histórias de vida que, apesar das suas diferenças, carregam
um fardo semelhante: a violência, o sofrimento e a necessidade extrema de se
reconstruírem”, refere.</p><p>A mesma fonte indica que a obra
caracteriza-se por uma linguagem directa, intensa e sem censura, denunciando
situações de feminicídio, violência doméstica e violência sexual.</p><p>“Mais do que um romance, 'As
Marias' surge como um retrato social contemporâneo e um tributo à
resiliência feminina. O livro denuncia estruturas de violência e negligência,
mas também celebra a capacidade de sobrevivência, luta e reinvenção das
mulheres cabo-verdianas”, salienta.</p><p>O lançamento oficial decorrerá no dia 17 de Maio, em sessão
pública com roda de conversa, reunindo leitores, convidados e membros da
comunidade cultural. A apresentação contará com a participação de Sona Fati,Patrícia Mosso eIsabel Menezes, e terá
lugar no Palácio Baldaya.</p><p>Natural
da cidade de Mindelo, Florizandra Delgado Porto Barros fez os estudos
primários e secundários na sua ilha natal. Formou-se em Educação de Infância na
Escola de Formação de Professores, Instituto Pedagógico da Praia, e
licenciou-se em Ensino Básico, Língua Portuguesa e Estudos Cabo-Verdianos pela
UNICV-FAED. </p><p>Pós-graduada
em Gestão e Administração Escolar pela Universidade de Coimbra e mestre em
Ensino do Português como Língua Segunda pela Universidade de Santiago, Cabo
Verde.</p><p>É
professora de Ensino Básico Obrigatório. Em 2012, foi um dos integrantes do
fanzine de poesia e banda desenhada "Banda Poética". Em Junho de
2015, lança a primeira obra literária, o livro infantojuvenil "O
melhor amigo".</p><p>Foi
coautora das antologias de histórias carnavalescas e de
assombração "Ninguém leva a mal" e "Sexta-feira
13", da editora Sui-generis, Lisboa em 2017.</p><p>Em 2021,
arrebatou o 1º e 3º prémio do Concurso Dramaturgia "Festival de Teatro do
Atlântico, TEARTI", Cabo Verde. Em 2024, lançou “Vendedeiras de
Prazer”.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/07/as-marias-de-florizandra-porto-lancada-em-lisboa/102644</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/07/as-marias-de-florizandra-porto-lancada-em-lisboa/102644</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 May 2026 15:24:58 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778167390271.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Terceira edição do Festival de La Francophonie arranca esta quinta-feira ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo
uma nota da Universidade de Cabo Verde, a iniciativa resulta de uma parceria entre a Alliance Française de Mindelo,
o Instituto de Língua Francesa da Universidade de Cabo Verde, a Embaixada de
França em Cabo Verde e outras instituições.&nbsp;</p><p>Durante estes dias,
serão realizadas conferências, mesas-redondas e apresentações culturais. 
   </p><p>O festival arranca esta quinta-feira, 07, na Alliance Française de Mindelo, com uma mesa redonda dedicada às
oportunidades e perspectivas das áreas de estudos franceses no mercado de trabalho cabo-verdiano. </p><p>Na sexta-feira, 08, a programação prossegue na Escola Salesiana, com uma conferência sobre
prevenção e sensibilização relativamente ao consumo de drogas e substâncias estupefacientes.</p><p>O encerramento acontece
no sábado, 09, no espaço do Liceu
Velho – Uni-CV, com uma tarde cultural que contará com a participação de
estudantes da Universidade de Cabo Verde.</p><p>O programa inclui
apresentações de poesia, teatro e desfile de moda, promovendo o intercâmbio
artístico e cultural no âmbito da Francofonia.</p><p>A mesma fonte refere que, através desta iniciativa, pretendem estreitar os laços culturais e
académicos entre instituições, estimular o interesse pela língua francesa e
criar espaços de diálogo, expressão artística e partilha de conhecimentos.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/07/terceira-edicao-do-festival-de-la-francophonie-arranca-esta-quinta-feira/102637</link>
            <guid isPermaLink="false">https://expressodasilhas.cv/cultura/2026/05/07/terceira-edicao-do-festival-de-la-francophonie-arranca-esta-quinta-feira/102637</guid>
            <category><![CDATA[Cultura]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 May 2026 12:56:36 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778158150936.thumb.png" length="0" type="image/png"/>
        </item>
    </channel>
</rss>