Governo já mobilizou mais de 50% dos 8.8 milhões de contos para medidas de mitigação

PorSheilla Ribeiro,21 set 2022 13:23

O ministro das Finanças anunciou hoje que o governo já mobilizou, junto dos parceiros, mais de 50% dos 8.8 milhões de contos para a implementação das medidas de políticas públicas de mitigação do impacto da guerra na Ucrânia.

“Essas medidas representam qualquer coisa como 8.8 milhões de contos no total, é mais de 15% do orçamento global de 2022 e é mais de 5% da riqueza nacional. Nós já temos até esse momento, engajada como prometido, em termos de medidas de políticas públicas nesses sectores todos, mais de 50% desse valor referido. Ou seja, cerca de 4 milhões de contos já comprometidos do ponto de vista da intervenção do governo”, disse, durante uma conferência de imprensa sobre a implementação das medidas de mitigação adotadas pelo Governo nos sectores da economia, energia e o agroalimentar.

Quanto ao restante, o ministro das Finanças diz estar confiante de conseguir, apesar do contexto difícil.

Refere-se que no passado mês de Junho, o governo declarou situação de emergência social e económica em Cabo Verde derivada dos impactos da Guerra na Ucrânia.

Na altura, o Primeiro-ministro anunciou que o custo total para a implementação das medidas de mitigação dos efeitos das crises  é de 8,9 milhões de contos até o final deste ano de 2022.

Olavo Correia afirmou que o governo está a olhar, para o próximo ano, com enorme preocupação no que tange à evolução da economia internacional.

“Nós estamos perante um contexto em que podemos contar com mais desaceleração económica, a medida que mais medidas vão entrando em recessão económica. E as tendências persistem, com consequências devastadoras para os mercados emergentes, mas também para as economias em desenvolvimento e, particularmente, para as pequenas economias insulares, como é o caso de Cabo Verde”, referiu.

O aumento sincronizado da taxa de juros globais, e as suas políticas monetárias relacionadas, provavelmente continuarão no próximo ano e podem não ser suficientes para trazer a inflação de volta aos níveis vistos antes da pandemia da COVID-19.

“E este é o contexto com a qual estamos confrontados. Uma enorme crise internacional, na sequência de uma crise climática forte em Cabo Verde, as secas permanentes e profundas e continuadas, a crise provocada pela pandemia da COVID-19 e os impactos directos provocados pela guerra na Ucrânia e agora, uma possível recessão económica no próximo ano”, apontou.

Segundo o governante, ninguém pode esperar facilidades e há uma tendência para uma redução da actividade económica, uma tendência para um aumento da inflação e uma tendência para um aumento das taxas de juros no mercado internacional, com consequências também a nível nacional.

Mas, o governo tem dado respostas, conforme considerou, lembrando as medidas de políticas públicas adoptadas para actuar a vários níveis.

“Do ponto de vista da intervenção no que tange ao sistema alimentar, para garantir não só o abastecimento, mas também o nível de preço suportável para os nossos concidadãos, medidas ao nível do sector da electricidade e dos combustíveis, para fiscais financeiras entre outras, medidas para alargar a pensão social no regime não contributivo para mais 3 mil beneficiários, mas também para aumentar o número de benificiários no que tange ao rendimento social da inclusão”, indicou.

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mitigação

Autoria:Sheilla Ribeiro,21 set 2022 13:23

Editado porSheilla Ribeiro  em  21 set 2022 16:37

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