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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Thu, 14 May 2026 10:09:00 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[Tráfego aéreo cresce quase 19% em Março e ultrapassa 357 mil passageiros ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>De acordo com a AAC, no terceiro mês do ano foram
contabilizados 3.845 movimentos de aeronaves,  entre aterragens e descolagens,  o que representa um aumento de 9,0% face a
Fevereiro deste ano.</p><p>O crescimento foi impulsionado tanto pelo segmento
doméstico, que subiu 14,0%, como pelo internacional, que aumentou 6,2%. Em
termos homólogos, comparando com Março de 2025, verificou-se um crescimento de
16,6%.</p><p>Ainda conforme a AAC, em Março, foram registados 357.565
movimentos de passageiros, incluindo embarques, desembarques e trânsito,
traduzindo-se num aumento mensal de 8,6%. </p><p>O segmento doméstico cresceu 13,8%, enquanto o internacional
aumentou 7,1%. Em relação ao mesmo período de 2025, o aumento foi de 18,7%,
confirmando, segundo a AAC, a tendência de expansão da procura pelo transporte
aéreo.</p><p>Quanto à carga aérea, foram movimentados 149.878 quilogramas,
o que corresponde a um crescimento de 56,7% face ao mês anterior. </p><p>O tráfego internacional teve o maior peso nesta evolução,
com um aumento de 64,2%, enquanto o segmento doméstico cresceu 21,6%. Comparativamente
a Março de 2025, o aumento foi de 55,1%.</p><p>Relativamente ao correio aéreo, no total, foram movimentados
44.080 quilogramas em Março, representando um aumento de 20,3% em relação a
Fevereiro.</p><p> O tráfego doméstico apresentou
uma subida de 27,1%, ao passo que o internacional aumentou 6,6%. Em termos
homólogos, o crescimento foi de 15,0%.</p><p>Segundo a AAC, os indicadores divulgados referem-se aos
movimentos realizados por companhias aéreas nacionais e estrangeiras nas
infra-estruturas aeroportuárias do país, abrangendo voos domésticos e
internacionais.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/14/trafego-aereo-cresce-quase-19-em-marco-e-ultrapassa-357-mil-passageiros/102728</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 10:09:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Empresas crescem 2,2% em Cabo Verde e faturação sobe para 430 milhões de contos em 2024]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Os dados apontam também para um aumento do emprego e da facturação empresarial, num sinal de consolidação da recuperação económica observada nos últimos anos, particularmente nos sectores ligados ao comércio, turismo, restauração, indústria transformadora e construção.</p><p>De acordo com o INE, as empresas activas empregavam 94.470 trabalhadores em 2024, o que representa um crescimento de 4,8% em relação a 2023.  O número supera igualmente os níveis registados antes da pandemia, confirmando uma recuperação do mercado laboral empresarial depois da quebra observada em 2020 e 2021.</p><p>O volume de negócios das empresas atingiu cerca de 430 milhões de contos, traduzindo um aumento de 12% relativamente ao ano anterior.  O sector do comércio destacou-se como o principal motor da facturação empresarial, sendo responsável por 44,3% do total do volume de negócios. </p><p><strong>Turismo e comércio continuam a puxar pela economia</strong></p><p>Segundo o comunicado do INE, o crescimento empresarial foi impulsionado sobretudo pelos ramos do comércio, alojamento e restauração, indústria transformadora e construção. </p><p>A evolução acompanha a dinâmica recente da economia cabo-verdiana, marcada pela recuperação do turismo internacional, pelo aumento da procura interna e pela retoma gradual do investimento privado. O sector do alojamento e restauração continua a beneficiar do crescimento do fluxo turístico, enquanto a construção tem sido estimulada por investimentos públicos e privados, sobretudo nas ilhas mais turísticas.</p><p>Os dados revelam ainda uma forte concentração territorial da actividade económica. A maioria das empresas está localizada nos concelhos da Praia, São Vicente, Sal, Santa Catarina e Boa Vista, que se mantêm como os principais polos empresariais do país. </p><p>A predominância destes municípios reflecte o peso das actividades urbanas, comerciais e turísticas, bem como a concentração de infra-estruturas, serviços financeiros e oportunidades de investimento.</p><p><strong>Recuperação acima dos níveis pré-pandemia</strong></p><p>A evolução apresentada pelo INE mostra também uma trajectória de crescimento consistente desde 2022. Em 2019, Cabo Verde tinha pouco mais de 11 mil empresas activas, número que sofreu oscilações durante o período da pandemia antes de saltar para mais de 18 mil empresas nos últimos três anos. </p><p>O emprego empresarial seguiu tendência semelhante. Depois da quebra provocada pela crise sanitária internacional, o número de trabalhadores nas empresas voltou a crescer, aproximando-se agora dos 95 mil empregados. </p><p>Para o INE, os resultados confirmam “a trajectória de crescimento da actividade empresarial em Cabo Verde” e evidenciam a necessidade de continuar a promover políticas públicas voltadas para a formalização, inovação, competitividade e sustentabilidade das empresas. </p><p><strong>Desafios persistem apesar do crescimento</strong></p><p>Apesar dos indicadores positivos, os números também evidenciam alguns desafios estruturais da economia cabo-verdiana. A elevada concentração empresarial em poucos concelhos mostra as assimetrias regionais existentes, enquanto a forte dependência do comércio e do turismo continua a expor o país a choques externos.</p><p>Além disso, o crescimento do número de empresas nem sempre significa aumento da produtividade ou fortalecimento do tecido empresarial. Grande parte das empresas cabo-verdianas continua a ser composta por micro e pequenas estruturas, muitas delas vulneráveis a oscilações económicas, dificuldades de financiamento e custos elevados de operação.</p><p>Outro ponto relevante é o desafio da formalização. Embora o aumento do número de empresas activas possa indicar uma maior integração no sector formal, persistem actividades económicas informais com peso significativo em vários sectores.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 09:50:26 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[BCV prevê abrandamento da economia para 5% em 2026 devido à instabilidade internacional]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo o banco central, apesar de a economia nacional continuar a crescer acima da média internacional, o ritmo de expansão deverá perder força devido à moderação do consumo privado, ao fraco desempenho do investimento e ao abrandamento da procura externa, sobretudo no turismo. O BCV antecipa, ainda assim, uma recuperação moderada em 2027, quando o Produto Interno Bruto (PIB) poderá voltar a acelerar para 4,9%.</p><p>O relatório aponta que, em 2025, Cabo Verde registou um crescimento económico de 6,3%, abaixo dos 7% alcançados em 2024. A desaceleração foi explicada principalmente pelo enfraquecimento da procura externa líquida, devido ao menor crescimento das exportações de serviços, particularmente do turismo, e ao aumento das importações de bens. </p><p>Do lado da oferta, o BCV destaca a contracção da actividade nos sectores de “Comércio e reparação” e o abrandamento em “Alojamento e restauração”, embora a construção tenha apresentado uma recuperação significativa, crescendo 11,8% em 2025 após a retracção registada no ano anterior. </p><p>O investimento teve igualmente um comportamento de recuperação, crescendo 13,1% em 2025, impulsionado sobretudo pelo investimento público, incluindo a aquisição de uma aeronave para as Forças Armadas. Já o consumo privado cresceu apenas 2,9%, bastante abaixo dos 8,6% observados em 2024, reflectindo a inflação mais elevada e o crescimento mais moderado das transferências sociais para as famílias. </p><h3 style="text-align: center;">Inflação sobe e poderá agravar-se em 2026</h3><p>A inflação média anual aumentou para 2,3% em 2025, contra 1% em 2024, pressionada sobretudo pela subida dos preços dos produtos alimentares importados e pelo aumento dos custos de transporte marítimo internacional. </p><p>Os maiores aumentos verificaram-se nas classes de “Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”, “Vestuário e calçado” e “Restaurantes e hotéis”. O BCV refere ainda que os custos de frete aumentaram 21,4% em 2025, enquanto os custos com seguros cresceram 69,6%, devido à instabilidade geopolítica e à insegurança nas rotas marítimas internacionais. </p><p>Para 2026, o banco central prevê novo agravamento da inflação para 2,7%, impulsionado pela subida dos preços da energia e dos alimentos no mercado internacional, antes de uma desaceleração para 1,8% em 2027. </p><p>O relatório alerta que os riscos inflacionistas poderão intensificar-se caso o conflito no Médio Oriente se prolongue e provoque perturbações persistentes nos mercados energéticos. O BCV admite mesmo um cenário severo em que o aumento prolongado dos preços do petróleo teria impactos mais fortes sobre a inflação, o crescimento económico e as reservas externas do país. </p><h3 style="text-align: center;">Turismo continua a crescer, mas perde dinamismo</h3><p>O turismo continuou a ser um dos principais motores da economia cabo-verdiana em 2025, mas registou sinais claros de desaceleração. As exportações de serviços turísticos cresceram 9,6%, abaixo dos 19,1% registados em 2024. </p><p>Segundo os dados citados pelo BCV, o número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros aumentou 8,5%, também abaixo dos 9,6% do ano anterior. A redução da procura proveniente da Bélgica e da Holanda, assim como o abrandamento dos mercados britânico e francês, contribuíram para esta evolução. </p><p>Ainda assim, o Reino Unido manteve-se como principal mercado emissor de turistas para Cabo Verde, representando 33,5% da procura turística total, seguido de Portugal e Alemanha. </p><p>As remessas dos emigrantes também continuaram a crescer, embora de forma mais moderada, aumentando 2,5% em 2025, contra 5,5% no ano anterior. </p><h3 style="text-align: center;">Reservas externas atingem máximo histórico</h3><p>Apesar do abrandamento económico, as contas externas apresentaram um desempenho considerado “muito favorável” pelo banco central. A balança corrente registou um excedente de 3,7% do PIB e as reservas internacionais líquidas aumentaram para 1.064,5 milhões de euros, suficientes para garantir 8,8 meses de importações, acima dos 6,5 meses registados em 2024.  </p><p>O BCV atribui esta evolução ao crescimento das receitas do turismo, das remessas dos emigrantes, das transferências privadas e do investimento directo estrangeiro (IDE), que aumentou 39,7% em 2025, atingindo 14,8 mil milhões de escudos. </p><p>Grande parte desse investimento concentrou-se nos sectores do turismo e imobiliária turística nas ilhas de Santiago, Sal e Boa Vista, com capital proveniente sobretudo de Portugal e Itália. </p><h3 style="text-align: center;">Contas públicas regressam ao excedente</h3><p>As finanças públicas também registaram melhorias em 2025. O Estado fechou o ano com um superavit de 3,18 mil milhões de escudos, equivalente a 1,1% do PIB, revertendo o défice de 2024. </p><p>O resultado foi impulsionado pelo aumento das receitas fiscais, que cresceram 17%, beneficiando do crescimento económico, da introdução de uma taxa específica sobre o álcool, do agravamento da tributação sobre o tabaco e da cobrança de dívidas fiscais negociadas em prestações. </p><p>Ao mesmo tempo, a dívida pública reduziu-se para 101,1% do PIB, abaixo dos 111,4% registados em 2024. </p><h3 style="text-align: center;">BCV mantém taxas de juro</h3><p>Perante o contexto internacional incerto, o BCV decidiu manter as taxas de juro de referência nos níveis actuais. O banco central considera que o diferencial entre as taxas nacionais e as do Banco Central Europeu continua favorável à economia cabo-verdiana e sublinha que as reservas externas permanecem robustas. </p><p>O relatório indica igualmente que os ativos externos líquidos dos bancos comerciais inverteram a tendência de crescimento desde abril de 2025, refletindo os efeitos das medidas monetárias adotadas pelo BCV desde 2023 para tornar as taxas internas mais atrativas do que as da Área Euro.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/13/bcv-preve-abrandamento-da-economia-para-45-em-2026-devido-a-instabilidade-internacional/102714</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 13 May 2026 12:53:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Oásis Atlântico lança Salinas Residence com investimento de 25 milhões de euros na ilha do Sal]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo a empresa, o&nbsp;<a href="https://www.salinasresidence.com/" target="_blank">Salinas Residence</a> surge num contexto de crescente procura internacional por Cabo Verde enquanto destino turístico e de investimento imobiliário. O empreendimento pretende posicionar-se no segmento médio-alto, apostando em apartamentos com design contemporâneo, amplos espaços interiores e soluções arquitectónicas orientadas para a valorização da luz natural.</p><p>O projecto inclui cozinhas totalmente equipadas e acabamentos de alta qualidade, desenvolvidos em parceria com a NS Contract. O grupo destaca ainda a intenção de criar uma experiência residencial integrada com os serviços turísticos característicos da hotelaria premium.</p><p>A sustentabilidade ambiental é apresentada como um dos elementos centrais do empreendimento. De acordo com o Grupo Oásis Atlântico, o Salinas Residence irá incorporar painéis fotovoltaicos, sistemas de iluminação LED de baixo consumo, mecanismos de gestão eficiente de águas e medidas para redução do uso de plástico descartável. O projecto prevê igualmente a construção de uma passarela ecológica destinada a facilitar o acesso à envolvente natural da zona, minimizando o impacto ambiental.</p><p>No plano comercial, o empreendimento aposta num modelo de investimento turístico dirigido tanto a compradores nacionais como internacionais. Os apartamentos poderão integrar um sistema de exploração turística gerido pelo grupo, permitindo aos proprietários obter rendimentos anuais progressivos. Segundo os promotores, a rentabilidade poderá atingir seis por cento a partir do terceiro ano de operação, mantendo os proprietários a possibilidade de utilização pessoal até quatro semanas por ano.</p><p>O Grupo Oásis Atlântico considera que Cabo Verde, particularmente a ilha do Sal, continua a consolidar-se como um dos principais destinos turísticos atlânticos, beneficiando da proximidade à Europa, da estabilidade política e da paridade fixa do escudo cabo-verdiano com o euro. O grupo acredita que estes factores continuam a reforçar a atractividade do país para investimento turístico e imobiliário.</p><p>Com mais de 25 anos de actividade na hotelaria e no imobiliário turístico, o Grupo Oásis Atlântico mantém presença em Cabo Verde através de várias unidades hoteleiras e projectos ligados ao sector do turismo.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/11/oasis-atlantico-lanca-salinas-residence-com-investimento-de-25-milhoes-de-euros-na-ilha-do-sal/102693</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 11 May 2026 15:02:03 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[BCV prevê crescimento económico de 5% e inflação de 2,7% em 2026]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Em comunicado divulgado esta sexta-feira, após reunião
ordinária realizada a 5 de Maio, e sob recomendação do Comité de Política
Monetária, o banco central anunciou a manutenção da taxa directora nos 2,5%, da
facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,75% e da facilidade
permanente de absorção de liquidez em 2,25%.</p><p>Segundo o BCV, a decisão surge num contexto em que a
economia cabo-verdiana registou um desempenho positivo em 2025, com o Produto
Interno Bruto (PIB) a crescer 6,3% e a inflação média anual a fixar-se em 2,3%,
mantendo-se em níveis considerados compatíveis com a estabilidade de preços.</p><p>O banco central refere ainda que o crédito à economia
cresceu 4,8% em 2025, enquanto o sistema bancário manteve indicadores
prudenciais sólidos, nomeadamente em termos de solvabilidade e liquidez. </p><p>As reservas internacionais líquidas atingiram níveis
historicamente elevados, ascendendo a cerca de 1,1 mil milhões de euros, o
equivalente a aproximadamente nove meses de importações.</p><p>Segundo a mesma fonte, as contas externas também
apresentaram uma evolução favorável no ano passado, com a balança corrente a
registar um excedente de 3,7% do PIB, impulsionado pelo aumento das receitas do
turismo, das remessas dos emigrantes e das transferências privadas.</p><p>No entanto, o BCV alerta que o cenário internacional se
tornou mais incerto em 2026, devido ao agravamento das tensões geopolíticas,
incluindo o início de um conflito no Médio Oriente, situação que tem provocado
perturbações nos mercados energéticos e pressionado os preços do petróleo, da
energia e dos produtos alimentares.</p><p>Para uma economia aberta e dependente das importações, como
a cabo-verdiana, o banco central considera que estes choques externos poderão
reflectir-se nos preços internos, aumentando as pressões inflacionistas.</p><p>As projecções actualizadas apontam, por isso, para um
abrandamento da actividade económica nacional em 2026, prevendo-se um
crescimento de 5%, próximo do potencial da economia, enquanto a inflação deverá
aumentar para 2,7%, sobretudo devido à evolução dos preços das importações.</p><p>Apesar do contexto externo menos favorável, o BCV prevê que
as contas externas continuem globalmente equilibradas e que as reservas
internacionais líquidas permaneçam em níveis confortáveis, garantindo cerca de
8,4 meses de importações em 2026.</p><p>Perante este cenário, o banco central considera adequada a
manutenção das taxas de juro de referência nos níveis actuais.  A próxima reunião do Comité de Política
Monetária está marcada para 7 de Julho de 2026.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/08/bcv-preve-crescimento-economico-de-5-e-inflacao-de-27-em-2026/102667</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 15:48:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Estado passa a contabilizar como despesa pública apoios ao SEE sem garantia de recuperação do investimento ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O diplomado foi aprovado pelo Conselho de Ministros e define
as novas regras para a concessão, monotirização e reporte dos apoios públicos
ao Sector Empresarial do Estadp (SEE).</p><p>O objectivo é reforçar a transparência das contas públicas,
prevenir riscos discais e evitar o financiamento continuado de empresas
públicas consideradas financeiramente insustentáveis.</p><p>De acordo com o documento, qualquer operação de aumento de
capital, prestações suplementares, suprimentos, assunção de passivos ou
instrumentos equivalentes realizados pelo estado em favor de empresas públicas
será avaliada  com base na sua substância
económica efectiva.</p><p>Deste modo, para que estas operações sejam consideradas
financeiras e não despesa pública, terá de existir demonstração suficiente da
viabilidade económica da empresa, possibilidade de recuperação do valor
investido e da adequação do risco asusmido pelo Estado.</p><p>“Na ausência dos pressupostos previstos no número anterior,
a operação é tratada como apoio público com impacto orçamental, devendo essa
qualificação refletir-se de forma transparente no Orçamento do Estado, com as
inerentes consequências ao nível do apuramento do défice e do escrutínio das
contas públicas”, lê-se no Boletim Oficial.</p><p>A resolução prevê ainda que os desembolsos possam ser feitos
de forma faseada, dependendo do cumprimento de metas previstas nos planos de
sustentabilidade das empresas beneficiárias, da apresentação períodica de
informação financeira actualizada e de parecer favorável da Unidade de
Acompanhamento do Setor Empresarial do Estado.</p><p>O diploma estabelece igualmente critérios mais rigorosos
para empresas com histórico de prejuízos ou dependência recorrente de
financiamento público, exigindo fundamentação reforçada para novos apoios e
admitindo mesmo a recusa de financiamento em casos de reincidência grave no
incumprimento das condições estabelecidas.</p><p>Entre outras medidas, o Governo passa também a exigir
contratos específicos para compensações por obrigações de serviço público,
separação contabilística entre actividades comerciais e serviços públicos e a
publicação anual de um relatório consolidado sobre todos os apoios concedidos
às empresas estatais.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/08/estado-passa-a-contabilizar-como-despesa-publica-apoios-ao-see-sem-garantia-de-recuperacao-do-investimento/102654</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 10:58:31 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Governo garante que aval de 37 milhões de euros à CV Telecom não terá custos para o Estado ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O esclarecimento do Governo surge na sequência do posicionamento da Unitel T+, que apelou a que, face à dimensão dos investimentos, a questão não seja analisada apenas na óptica do investimento, mas enquadrada por princípios rigorosos de concorrência, transparência e interesse público.</p><p>Em comunicado, o Executivo explica que a garantia soberana,
na modalidade de aval, foi concedida à CV Telecom - empresa concessionária do
serviço público de comunicações electrónicas, da qual o Estado detém, directa e
indirectamente, 82% do capital social - para viabilizar um financiamento junto do
Banco Europeu de Investimento (BEI) destinado à modernização de infraestruturas
críticas de telecomunicações no país.</p><p>O financiamento, refere o Governo, permitirá reforçar a conectividade entre as ilhas, aumentar a resiliência das comunicações e consolidar o posicionamento de Cabo Verde como um hub digital no Atlântico.&nbsp;Trata-se, acrescenta o Executivo, de uma intervenção de elevado interesse público, com impacto na coesão territorial, na resiliência digital e na competitividade da economia nacional.</p><p>No comunicado, o Governo reforça que o aval constitui apenas
um instrumento para facilitar o acesso da empresa a condições mais favoráveis
de financiamento para projetos considerados estruturantes e de interesse
nacional.</p><p>O Executivo reafirma ainda que a sua atuação nesta matéria
assenta numa visão de longo prazo, orientada para a criação de infraestruturas
críticas que beneficiem o país, promovendo um ecossistema digital mais robusto,
inclusivo e preparado para os desafios do futuro.</p><p>“Neste contexto, o Governo valoriza o papel desempenhado por
todos os operadores no desenvolvimento do setor das telecomunicações em Cabo
Verde, em particular o contributo relevante da UNITEL T+ na dinamização da
concorrência, na expansão do acesso e na introdução de inovação tecnológica ao
longo dos anos (...) reitera-se, igualmente, a total abertura do Estado para
avaliar e apoiar, nos termos da lei e do interesse público, projectos
estruturantes promovidos por diferentes operadores, desde que contribuam para o
desenvolvimento do país e assegurem a assunção das respectivas
responsabilidades financeiras”, lê-se.</p><p>No passado mês de Abril, o Governo aprovou uma garantia
soberana, na modalidade de aval, até ao montante máximo de 37 milhões de euros
à Cabo Verde Telecom, S.A., para viabilizar investimentos na modernização das
infraestruturas de telecomunicações.</p><p>A operação financeira terá um prazo máximo de maturidade de
15 anos para cada tranche desembolsada, contado a partir da respectiva data de
desembolso.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/07/governo-garante-que-aval-de-37-milhoes-de-euros-a-cv-telecom-nao-tera-custos-para-o-estado/102639</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 07 May 2026 13:25:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Preços das importações aumentaram 0,3% em Março — INE  ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Os resultados do&nbsp;Índice de preços do Comércio Externo divulgados pelo
 INE indicam que a variação mensal dos
preços das importações representa um aumento de 1,5 pontos percentuais face ao
mês de Fevereiro, quando se tinha registado uma descida de 1,2%. Apesar desta
recuperação mensal, em termos homólogos, os preços dos produtos importados
diminuíram 10,4% em relação a Março de 2025.</p><p>O Índice de Preços da
Importação fixou-se em 122,4 em Março, reflectindo comportamentos distintos
entre as várias categorias de bens. A categoria “Bens de Consumo” registou uma
diminuição de 2,2%, impulsionada sobretudo pela descida dos preços dos
“Produtos alimentares transformados” (-2,7%) e dos “Outros bens de consumo
semiduradouros” (-26,3%). Esta evolução foi parcialmente compensada pelo
aumento de 14,2% nos “Outros bens de consumo não duradouros”.</p><p>Segundo o INE, a
categoria dos “Bens Intermédios” apresentaram uma redução de 3,6%, devido
principalmente à queda dos preços de “Peças para material de transporte”
(-15,3%) e de “Partes para máquinas” (-24,5%). Ainda assim, a subida de 0,8%
nos “Produtos transformados para a construção” atenuou essa descida.</p><p>Em sentido contrário, os
“Bens de Capital” aumentaram 3,4%, com destaque para a subida de 1,6% nos
preços das máquinas. A categoria dos “Combustíveis” registou igualmente um
acréscimo de 3,5%.</p><p>Por secções do Sistema
Harmonizado, nos resultados apresentados pelo INE destacam-se aumentos nos preços
dos “Produtos minerais” (3,4%), “Produtos das indústrias químicas” (18,6%) e
“Material de transporte” (2,9%). Já as maiores quedas foram registadas nas
“Máquinas e aparelhos, material eléctrico” (-10,7%), “Produtos das indústrias
alimentares” (-4,1%) e “Produtos do reino vegetal” (-3,1%).</p><p>No que se refere às
exportações, o índice de preços fixou-se em 147,9, registando um aumento mensal
de 0,2%, o que representa uma subida de 2,2 pontos percentuais face ao mês
anterior, quando se tinha observado uma variação negativa de 2,0%. Em termos
homólogos, os preços das exportações diminuíram 2,5%.</p><p>O Índice Subjacente das
exportações aumentou 2,3% em relação a Fevereiro, enquanto o Índice Volátil
registou uma diminuição de 6,2%. Comparando com Março de 2025, verificaram-se
reduções de 0,7% e 8,2%, respectivamente.</p><p>Relativamente ao Índice
de Termos de Troca, a variação mensal foi de 0,0%, mantendo-se o índice em
120,9, o mesmo valor de Fevereiro. Ainda assim, registou-se uma melhoria de 0,8
pontos percentuais face ao mês anterior, quando a variação tinha sido negativa
(-0,8%). Em termos homólogos, o indicador apresentou um crescimento de 8,8%.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/05/precos-das-importacoes-aumentaram-03-em-marco-ine/102599</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Edisângela Tavares]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 05 May 2026 11:01:15 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[China consolida presença em países lusófonos africanos - estudo
]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Um relatório, assinado por investigadores da Universidade de Georgetown e do think tank The Digital Economist, destacou que estes Estados, "historicamente marcados pela fragilidade económica e política", encontram na parceria com a China uma alternativa às "tradicionais ligações com o Ocidente".</p><p>"Estes pequenos países contam uma história grande e globalmente significativa sobre a melhor forma de prosseguir o desenvolvimento internacional nos mercados emergentes", escrevem os autores, William Vogt (The Digital Economist), Guilan Massoud-Moghaddam e Robert Miles Chong (Universidade de Georgetown).</p><p>Em declarações à Lusa, Vogt sublinhou que “a China está a construir relações mais estreitas com os países de língua portuguesa através da ligação cultural partilhada com Macau” e recordou que Pequim “tem também um historial de apoio a camaradas comunistas em alguns destes países durante os primeiros anos das respetivas independências”.</p><p>Segundo o académico, a situação actual nestes países “alinha-se com algumas das prioridades de investimento direto estrangeiro de Pequim, nomeadamente a promoção das inovações tecnológicas avançadas da China”. Há, acrescenta, “uma convergência na promoção da disseminação de tecnologia avançada de vigilância e na introdução de componentes, ferramentas e infraestruturas essenciais para a sua plena implementação em novos mercados”.</p><p>“Os países de língua portuguesa destacam-se neste contexto porque estão motivados a aplicar tais programas para reforçar a segurança, enquanto a China procura difundir as suas inovações tecnológicas de ponta no mercado global mais amplo”, afirmou Vogt, sublinhando que para Pequim isto tem o efeito adicional de consolidar relações económicas mais firmes e uma penetração de mercado já visível em alguns destes países.</p><p>Segundo o estudo, na Guiné-Bissau, Pequim tem investido em agricultura, energia e telecomunicações, incluindo acordos com a Huawei e apoio à produção de caju.</p><p>Na investigação recorda-se que "a combinação de 500 anos de subdesenvolvimento português e um tipo de socialismo estatal garantiu que o país nunca fosse capaz de aproveitar os seus recursos naturais e humanos".</p><p>Apesar da instabilidade política, a Guiné-Bissau aderiu à iniciativa 'Uma Faixa, Uma Rota' em 2021, procurando reforçar a cooperação com a China.</p><p>A iniciativa lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, é descrita como uma estratégia global de infraestrutura e desenvolvimento, que visa ligar a Ásia, Europa e África por meio de rotas terrestres e marítimas, fomentando o comércio, investimentos e a influência económica chinesa.</p><p>Em Cabo Verde, os investimentos chineses concentram-se no turismo e nas tecnologias de informação e comunicação. Projectos como a instalação de cabos submarinos de fibra ótica pela gigante tecnológica Huawei são apontados como exemplos da aposta de Pequim em transformar o arquipélago num destino internacional e num 'hub' digital regional.</p><p>“Cabo Verde é um país com intermediação financeira fraca e escassa diversidade de recursos naturais”, nota-se no estudo, sublinhando que o investimento externo directo tem sido uma “tábua de salvação” para a economia.</p><p>Já em São Tomé e Príncipe, Pequim tem privilegiado o sector agrícola e o desenvolvimento portuário, com vista a explorar o potencial energético e marítimo do arquipélago.</p><p>A decisão de cortar relações com Taiwan em 2016 abriu caminho a novos acordos bilaterais, incluindo projectos de TIC sustentáveis e apoio à investigação agronómica. No relatório descreve-se o arquipélago como "mais do que a terra do cacau e do café", apontando-o como o "Qatar do Golfo da Guiné" pela sua posição estratégica.</p><p>Para Vogt, o posicionamento global da China revela “uma provável compreensão das prioridades e dos caminhos de desenvolvimento enfrentados por estes países”, que podem ser atraídos pela abordagem de Pequim “enquanto potência não ocidental, sem o peso histórico dos abusos das políticas imperialistas ocidentais”.</p><p>Hoje, acrescentou, “a China oferece benefícios socioeconómicos plausíveis a estes países através de produtos, programas e iniciativas considerados úteis para um desenvolvimento digital sustentável”, ao mesmo tempo que mantém “um historial de fornecer oportunidades para desenvolver outras indústrias lucrativas através de investimento e infraestruturas turísticas”.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/02/china-consolida-presenca-em-paises-lusofonos-africanos-estudo/102571</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 02 May 2026 09:14:30 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Swissport paga 36 milhões de euros e investe 10,5 milhões de euros nos primeiros cinco anos]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Na cerimónia de
assinatura do contrato de compra e venda de acções entre a ASA e a Swissport
Holding Spain, S.L., nesta terça-feira, 28, o presidente do conselho de administração
da autoridade reguladora, Moisés Monteiro, justificou a escolha da Swissport
por ser hoje o maior prestador independente de serviços de assistência em
escala e carga aérea a nível global.</p><p>A confiança na
parceria, prosseguiu, assenta tanto na capacidade técnica como no alinhamento
estratégico.</p><p>“A proposta
apresentada não se limita a uma lógica de investimento financeiro, por sinal,
substancial. Estamos a falar de um valor de 36 milhões de euros por 51% do
capital social, a que se acrescenta 10 milhões de euros de investimentos nos
primeiros cinco anos”.</p><p>“A proposta traduz
um compromisso com o desenvolvimento do sector, assente na modernização
tecnológica, na capacitação do capital humano, na introdução de novos serviços
e no reforço da competitividade”, explicou.</p><p>O responsável
apontou ainda a integração de Cabo Verde numa rede global como um dos ganhos
esperados. “A integração numa rede global de aviação civil potenciará o
crescimento do tráfego e da conectividade”.</p><p style="text-align: center;"><strong>Investimento a
longo prazo em infra-estruturas e academia de formação</strong></p><p>Na sua declaração,
o director para a África em representação da Swissport Holding Spain, S.L.,
Christian Zweifel, afirmou que a empresa está empenhada num investimento a
longo prazo, centrado em infra-estruturas, inovação e, sobretudo, nas pessoas,
no âmbito da nova parceria para o sector da aviação.</p><p>“Estamos
comprometidos com investimentos longos, investimentos em infra-estruturas,
inovação e, o mais importante, em pessoas. Desenvolver talentos locais estará
no centro desta parceria, incluindo a criação de uma academia de formação para
apoiar competências, carreiras e liderança futura em Cabo Verde”, assegurou.</p><p>Segundo o
responsável, o acordo representa mais do que um projecto económico,
traduzindo-se no início de uma relação estratégica de continuidade.</p><p>Christian Zweifel
sublinhou ainda que a presença da Swissport no país surge no âmbito de uma
missão de cooperação internacional para o reforço da conectividade e do sector
turístico.</p><p>“É um privilégio
estar aqui hoje para marcar esta importante caminhada para o transporte suíço e
para o sector de aviação de Cabo Verde. Este acordo reflecte uma missão de
partilha para fortalecer a conectividade, suportar o turismo e contribuir para
o crescimento económico sustentável de Cabo Verde”, afirmou.</p><p>No âmbito
operacional, a Swissport irá trabalhar em articulação com a CV Handling,
combinando experiência internacional com capacidades locais e ferramentas
digitais.</p><p>“Ao apoiar-nos com
a CV Handling, estamos a unir uma forte experiência local com suporte global,
capacidades digitais e uma rede internacional. O nosso objectivo é construir
uma operação resiliente, preparada para o futuro, que entregue excelência,
segurança e eficiência em todos os sete aeroportos”, explicou.</p><p>O projecto visa também
consolidar Cabo Verde como plataforma estratégica na aviação internacional.</p><p>“Juntos, queremos
apoiar a posição de Cabo Verde como um hub de aviação em crescimento e um
destino claro para o transporte internacional. Esperamos trabalhar com o
Governo, aeroportos, companhias aéreas e comunidades locais para gerar valor
duradouro”, concluiu.</p><p style="text-align: center;"><strong>Valor do negócio
reflecte o percurso e a valorização da empresa ao longo dos anos</strong></p><p>Por seu turno, o
vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, disse que a escolha da Swissport
assentou na robustez da proposta apresentada, que inclui uma forte componente
de inovação e uma perspectiva de longo prazo.</p><p>Para o governante,
o valor do negócio reflecte o percurso e a valorização da empresa ao longo dos
anos. “Estamos a falar de um negócio cujo preço global atinge 36 milhões de
euros. Esse montante resulta do trabalho desenvolvido pela empresa e pelos seus
colaboradores”, acrescentou.</p><p>Segundo o
executivo, a operação enquadra-se numa estratégia mais ampla de investimento
privado e de reforço de parcerias internacionais. “Estamos perante uma parceria
em que Cabo Verde conseguiu atrair uma das melhores e maiores empresas de
handling a nível mundial”, referiu.</p><p>De referir que em
2024, o Governo lançou o processo de privatização dos 61% que detinha na Cabo
Verde Handling, dos quais 51% é destinado ao parceiro estratégico e 10% aos
trabalhadores da empresa e cabo-verdianos na diáspora.</p><p>Em Março, o Governo
aprovou a selecção da empresa Swissport como parceiro estratégico, num processo
em que três, dos quatro candidatos convidados submeteram propostas.</p><p>A análise foi
conduzida pela Unidade de Acompanhamento do Sector Empresarial do Estado
(UASE), com base nos critérios definidos no caderno de encargos e em resoluções
subsequentes.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1274
de 29 de Abril de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/economia/2026/05/02/swissport-paga-36-milhoes-de-euros-e-investe-105-milhoes-de-euros-nos-primeiros-cinco-anos/102550</link>
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            <category><![CDATA[Economia]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 02 May 2026 08:53:57 GMT</pubDate>
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