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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 09:01:00 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
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            <title><![CDATA[Energia solar supera pela 1.ª vez carvão em capacidade instalada na China
]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A&nbsp;capacidade fotovoltaica acumulada atingiu 1.286 gigawatts (GW), ligeiramente acima dos 1.285 GW de capacidade de geração a carvão, de acordo com os dados citados pelo órgão chinês.</p><p>Do total da capacidade solar, 704 GW correspondiam a instalações centralizadas e 582 GW a geração distribuída, modalidade que inclui projetos de menor dimensão ligados à rede junto dos locais de consumo.</p><p>Os dados representam um ponto de viragem na transformação do sistema elétrico chinês, ainda dependente do carvão em termos de produção efetiva de eletricidade, mas cada vez mais dominado pelas energias renováveis no que respeita à nova capacidade instalada.</p><p>Entre janeiro e julho, a China acrescentou 85,65 GW de capacidade fotovoltaica, uma queda homóloga de 62%, que o Cailian atribuiu sobretudo à elevada base de comparação criada pela vaga de novas instalações registada entre janeiro e maio de 2025.</p><p>Apesar da redução das novas ligações à rede, a produção de energia solar continuou a aumentar e atingiu 802.400 milhões de quilowatts-hora nos primeiros sete meses do ano, mais 15,5% em termos homólogos.</p><p>A energia solar representou já 13% de todo o consumo de eletricidade do país, mais 1,7 pontos percentuais do que a média registada em 2025.</p><p>A evolução acompanha a tendência observada no conjunto das energias renováveis. No primeiro semestre, estas fontes foram responsáveis por 41,2% de toda a eletricidade produzida na China, ultrapassando pela primeira vez a fasquia dos 40%, segundo dados recentes da Administração Nacional de Energia.</p><p>Pequim prevê que as fontes não fósseis sejam responsáveis por metade da produção nacional de eletricidade em 2030, no âmbito de uma estratégia que combina energias renováveis, nuclear e armazenamento para reduzir as emissões de carbono.</p><p>Relatórios recentes do grupo de reflexão britânico Ember e da organização ambientalista Greenpeace indicaram que o crescimento das energias eólica e solar e do armazenamento está a aproximar a China de um ponto de viragem no sistema elétrico.</p><p>As organizações advertiram, no entanto, que o desafio passa agora por integrar melhor aquela capacidade na rede elétrica e conter o papel do carvão, que continua a ser fundamental para garantir a segurança do abastecimento.</p><p>A China, maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, estabeleceu como objetivos atingir o pico das emissões de dióxido de carbono (CO2) antes de 2030 e alcançar a neutralidade carbónica antes de 2060.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/09/01/energia-solar-supera-pela-1-vez-carvao-em-capacidade-instalada-na-china/104380</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 09:01:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[class StellarCV:
Cabo Verde estreia-se com distinção nas Olimpíadas de Inteligência Artificial
]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A participação da Stellar CV na IOAI começou
muito antes da chegada a Astana. Na verdade, podemos recuar bastante, até uma
outra competição: a FIRST Global Challenge, de robótica, em que Cabo Verde tem
participado.</p><p>Pedro da Cruz dos Santos, então aluno do 12.º ano
na Escola Industrial e Comercial do Mindelo (EICM), já tinha participado em
quatro edições e prepara-se para a sua quinta e última FIRST Global Challenge,
que decorre na Coreia do Sul de 7 a 10 de Outubro. Numa dessas edições, a de
2024, em Atenas, conheceu uma colega da Team Madagáscar com quem continua a
manter contacto. Foi ela quem lhe falou da IOAI. Pedro pesquisou e avançou com
uma proposta à direcção da escola e ao professor Jorge Michael Rocha,
coordenador de TIC da EICM.</p><p>O professor viu o regulamento e questionou-se:
"será que é possível mesmo?" Os valores envolvidos, a logística, a
inexistência de precedente no país -tudo parecia "muito ambicioso".
Mas decidiu-se: "Vamos tentar", disse. </p><p>A direcção da escola mostrou “abertura total”, e
começou o processo que levaria o professor e quatro alunos à IOAI.</p><p style="text-align: center;"><strong>subprocess.</strong><strong>run([...])</strong></p><p>O primeiro passo foi a acreditação do país, uma
vez que Cabo Verde nunca tinha participado nesta Olimpíada. Era preciso mostrar
que a EICM tinha condições técnicas para ser entidade organizadora e preparar
uma equipa a nível competitivo. </p><p>Provou-se isso, e a escola foi acreditada. Seguiu-se
a selecção de uma equipa nacional, como exigido pela organização. Jorge
contactou escolas em todas as ilhas de Cabo Verde, e a adesão superou as
expectativas: quase 500 alunos participaram na competição nacional, realizada
sob a alçada da EduSpace, organização que apoia a competição internacional.</p><p>"São eles que controlam, por exemplo, a
realização dos testes. Enviam os testes, nós aplicamos, e eles dão a
avaliação", explica o professor. </p><p>Estávamos em Janeiro e começava então a
competição nacional, num processo desenhado em fases sucessivas de
afunilamento. "Começa com um teste teórico, fácil, para atrair mais
participantes", refere, sublinhando que o objectivo não era apenas
seleccionar uma equipa, mas também "despertar o interesse dos alunos para
a área de inteligência artificial".</p><p>À medida que as provas avançavam, o nível de
exigência subiu, filtrando um grupo de 11 finalistas (três raparigas e oito
rapazes) que realizaram mais testes e também entrevistas em inglês. Aliás, o
domínio do inglês foi fundamental, tendo em conta que toda a competição é em
inglês.</p><p>A competição nacional prosseguiu e no fim, foram
seleccionados os quatro alunos que, juntamente com o mentor Jorge Michael
Rocha, formariam a Team Stellar CV: Alexandre Nascimento, José Aguiar e Pedro
da Cruz dos Santos, os três da EICM, e Nilson Leite, da Escola Secundária
Polivalente Cesaltina Ramos, na Praia.</p><p style="text-align: center;"><strong>treino</strong><strong>.start()</strong></p><p>Selecção estava feita, faltava agora
preparar os quatro alunos para uma competição para a qual Cabo Verde ainda não
tinha qualquer experiência.</p><p>E o tempo não jogava a favor. Devido ao
calendário de exames, tiveram apenas cerca de um mês de preparação mais
intensiva, entre finais de Junho e Julho.</p><p>Era pouco, sobretudo porque havia muito
para aprender. Os desafios da IOAI exigiam não só programação básica em Python,
como <em>machine learning</em>, treino de modelos de inteligência artificial e
análise de grandes volumes de dados - áreas que ainda não fazem parte do
currículo regular.</p><p>“É uma coisa que, para nós aqui em Cabo
Verde, é um pouco complicada. Não ensinamos isso nas escolas”, resume Jorge.</p><p>E não era difícil apenas para os alunos.
Também os treinadores - Jorge Michael Rocha e os professores Stephan Rocha e
Estefânio Silva - tiveram primeiro de aprofundar os próprios conhecimentos para
poderem orientar a equipa.</p><p>Mas todos estavam motivados. </p><p style="text-align: center;"><strong>try: </strong><strong>viajar</strong><strong>(</strong><strong>"Astana"</strong><strong>)</strong></p><p>A meio da preparação, chegou a primeira grande
complicação: a mudança do país anfitrião. A edição de 2026 estava prevista para
Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, mas razões de segurança, entre outras,
levaram a organização a transferir tudo para Astana, no Cazaquistão. Para uma
equipa que já lidava com orçamento apertado, foi um choque logístico. Ir para
os Emirados não exigia visto. Ir para o Cazaquistão, sim, um visto presencial solicitado
em embaixada, neste caso a de Lisboa.</p><p>“Foi o primeiro dia que pensámos em desistir”,
recorda Jorge.</p><p>Pedir o visto em Portugal implicava novas camadas
de burocracia. Era preciso obter visto Schengen– “essa parte também foi um
pouco complicada” – e ficar em Lisboa, numa altura em que a equipa ainda não
tinha financiamento garantido.</p><p>Mas não desistiram: negociaram com a organização
e trataram de tudo online, com contactos por email com o cônsul do Cazaquistão
em Lisboa. Resolvido esse capítulo burocrático, a equipa passou uma semana em
Lisboa à espera da autorização, alojada num apartamento alugado para o efeito,
aproveitando o tempo para continuar a treinar.</p><p>Tudo isto foi possível graças a um concurso
interno da organização: "Têm uma competição de apoio financeiro para
países que não conseguem arcar com as despesas. Fomos um dos 24 países
seleccionados para receber esse apoio, que cobre a maior despesa, que são as
passagens aéreas", conta Jorge Michael Rocha. </p><p>A esse apoio somou-se o de empresas nacionais,
como NOSI, ENAPOR e MOAVE, com financiamento monetário; da IMPAR, que garantiu
os seguros de viagem e a generosidade de uma emigrante cabo-verdiana, Isaura
Frances, que, ao saber da campanha de <em>crowdfunding</em> criada para a viagem,
ajudou a equipa a ultrapassar a meta estabelecida.</p><p>E de Lisboa partiram para Astana, uma cidade que
desafiou a imagem que tinham do Cazaquistão: uma cidade moderna, segura,
tecnológica. “É mesmo uma cidade futurista", descreve Jorge.</p><p>E um país onde, nota o professor, a inteligência
artificial é assumida como prioridade nacional, integrada na estratégia de
desenvolvimento tecnológico do país.</p><p style="text-align: center;"><strong>destaque</strong><strong> = “Pedro”</strong><strong></strong></p><p>Ali se juntaram a estudantes, líderes de equipa e
acompanhantes de mais de cem países, para uma semana de provas e actividades
pensadas para aproximar delegações e para os próprios mentores, até porque
"durante as competições, não temos contacto com os adultos", nota o
professor.</p><p>Participavam cerca de meio milhar de alunos de
todo o mundo com um gosto em comum por estas áreas. Alunos como Pedro, que
chegou a Astana como o elemento mais experiente da Stellar CV. Esta foi, como
referido, a sua quinta participação presencial num concurso internacional, a
sexta contando o NASA Hackathon, realizado em formato online. </p><p>O seu interesse pelas tecnologias começou cedo,
com a utilização de computadores desde pequeno. Mas há um momento de que se
lembra em particular: o pai mostrou-lhe um filme, <em>Robosapien</em>, sobre um
pequeno robô que resolvia problemas. Estava criado o gosto.</p><p>No 7.º ano, na Escola Técnica, entrou num
projecto do WebLab e fez formação em robótica e instrumentação. A partir daí
chegou à equipa de robótica de Cabo Verde.</p><p>A inteligência artificial viria mais tarde, à
medida que esta começou a ocupar cada vez mais espaço no seu quotidiano.</p><p>"Já programava e comecei a pesquisar sobre
como eram desenvolvidas essas redes neuronais artificiais. Dali para a frente,
continuei com várias pesquisas, pequenos projectos, e assim foi”, conta o
estudante.</p><p>A passagem da robótica para a inteligência
artificial não lhe parece, por isso, uma mudança radical. Mas as competições
são diferentes.</p><p>Na robótica, explica Pedro, trabalha-se a partir
de um desafio temático e o robô tem de cumprir determinadas tarefas numa
espécie de jogo simbólico. Na IOAI, a lógica era outra: "Foi uma abordagem
de resolução de problemas reais, para o contexto real do mundo." </p><p>Entre os desafios estavam o reconhecimento de
padrões em imagens, a autenticação de caligrafias e a organização cronológica
de mensagens para reconstruir o sentido de uma conversa – em Python, recorrendo
a bibliotecas como PyTorch e scikit-learn.</p><p style="text-align: center;"><strong>while competicao_ativa: processar_dados()</strong></p><p>A competição arrancou e, nos primeiros momentos,
a equipa não estava particularmente confiante. No primeiro desafio, em grupo, a
formação cabo-verdiana não chegou ao <em>top 10</em> anunciado pela organização.</p><p>Seguiram-se as provas individuais, de seis horas,
com três exercícios de programação. "Foram desafios que nos tiraram mesmo
da zona de conforto, à equipa toda. Houve momentos em que estávamos mesmo
desapontados", lembra Pedro, que descreve o processo como uma sucessão de
decisões: ler, interpretar, perceber o problema, construir o algoritmo,
programar, testar, submeter – nem sempre com sucesso à primeira, com erros que
era preciso localizar depressa. </p><p>"Há momentos, posso dizer, de quase
pânico", conta. A pressão não vinha só da dificuldade técnica, mas da
consciência de representar um país: "Estamos ali com o dever, o
compromisso de representar de forma digna o nosso país." A partir do
segundo dia, a equipa conseguiu dar a volta.E o resultado final ultrapassou as expectativas.</p><p style="text-align: center;"><strong>print(</strong><strong>"Missão Cumprida!"</strong><strong>)</strong><strong></strong></p><p>Alexandre
Nascimento e Nilson Leite conquistaram, cada um, um terceiro lugar,
correspondente a uma medalha de bronze. José Aguiar e Pedro da Cruz dos Santos
também foram distinguidos, recebendo ambos menções honrosas.</p><p>Para uma estreia absoluta, num território sem
tradição de ensino formal de inteligência artificial, o resultado colocou Cabo
Verde, de forma algo inesperada, ao lado dos melhores.</p><p>A missão foi, pois, cumprida com louvor. Mas não
termina aqui.</p><p>A ideia é continuar a participar na IOAI, cuja
edição de 2027 se realizará em Singapura. Para isso, Jorge Michael Rocha quer
começar os treinos o mais cedo possível, mesmo antes da selecção da equipa
representante.</p><p>“A minha ideia é contactar todas as escolas onde
há programação e seleccionar os melhores para a competição, porque vi que dois
meses de treinamento é muito pouco. São coisas que eu identifiquei, estratégias
que vou aplicar aqui”, refere o mentor da Stellar CV, Jorge Michael Rocha. </p><p>Pretende-se também aproveitar as parcerias e
contactos com as equipas do Brasil, Portugal e África do Sul, que se
disponibilizaram para partilhar plataformas para apoio à preparação.</p><p>A nova equipa será, necessariamente, diferente.
Os quatro alunos “pioneiros” terminaram todos o 12.º ano, e seguem para o
ensino superior. Já não serão elegíveis para a competição.</p><p>Mas a ambição do professor vai além da competição
em si: quer levar a discussão até ao Ministério da Educação, defendendo a
integração da IA nos currículos escolares. </p><p>"A inteligência artificial é o futuro. Todas
as tecnologias estão a começar a ligar-se à inteligência artificial, e acho que
isso tem que estar no currículo escolar. Isso já existe noutros países, e, se
nós vamos competir, ficamos sempre em desvantagem", aponta. "Estamos
a ficar para trás."</p><p>A estreia de Cabo Verde mostrou que há talento
para competir. Falta agora, pois, criar as condições para que esse talento
possa ser preparado, desenvolvido e multiplicado. É essa, para o mentor da Team
Stellar CV, a verdadeira missão que começa depois de Astana.</p><p>_______________________________________________________</p><p style="text-align: center;"><strong>A Olimpíada</strong></p><p>Criada em 2024, a Olimpíada Internacional de
Inteligência Artificial (IOAI) é uma competição científica destinada a
estudantes do ensino secundário com menos de 20 anos. Os participantes não se
limitam a problemas teóricos: desenvolvem código e modelos de IA para desafios
reais, em áreas como visão computacional, processamento de linguagem natural e <em>machine
learning</em>. A competição combina provas individuais e em equipa, e aborda
ainda questões éticas ligadas à utilização da IA.</p><p>A primeira edição, na Bulgária em 2024, reuniu
cerca de 200 estudantes de 32 países. Em 2025, em Pequim, participaram 300
estudantes de 61 países. A terceira edição, em Astana, no Cazaquistão, de 2 a 8
de Agosto de 2026, bateu novo recorde, com mais de 500 participantes de 108
países. Foi nesta edição que Cabo Verde participou pela primeira vez.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1291
de 26 de Agosto de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/08/29/class-stellarcv-cabo-verde-estreia-se-com-distincao-nas-olimpiadas-de-inteligencia-artificial/104342</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sara Almeida]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 29 Aug 2026 15:58:51 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[James Webb revela um Universo primordial mais complexo do que os modelos previam]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Com a sua capacidade de observar em
infravermelho, o Webb consegue detectar galáxias extremamente distantes, cuja
luz viajou durante milhares de milhões de anos até chegar à Terra. Desta forma,
o telescópio permite aos cientistas estudar períodos muito próximos do início
do Universo, incluindo a chamada “Aurora Cósmica”, quando começaram a formar-se
algumas das primeiras estrelas e galáxias.</p><p>Entre as descobertas que têm despertado maior
interesse estão os chamados “Little Red Dots”, uma população de objectos
compactos e avermelhados identificada pelo Webb. A NASA refere que muitos
destes objectos existiram durante os primeiros 1,5 mil milhões de anos após o
Big Bang e que uma grande parte apresenta sinais compatíveis com a presença de
buracos negros supermassivos em crescimento. Num dos estudos, cerca de 70% dos
objectos analisados apresentaram evidências de gás a orbitar a velocidades extremamente
elevadas, uma indicação de discos de acreção associados a buracos negros.</p><p>A descoberta inicialmente levantou a
possibilidade de algumas destas estruturas serem galáxias extraordinariamente
massivas para a época em que foram observadas. No entanto, as observações
indicam que uma parte significativa da sua luminosidade pode ser produzida por
buracos negros que estão a acumular matéria, e não exclusivamente pelas
estrelas. Isso reduz a dimensão do aparente problema colocado às teorias de
formação galáctica.</p><p>Ainda assim, os “Little Red Dots” permanecem uma
questão em aberto. Os astrónomos continuam a investigar por que razão estes
objectos aparecem em grande número no Universo primordial e praticamente
desaparecem em épocas posteriores. A NASA salienta que existem várias hipóteses
para explicar as suas características e que novas observações serão necessárias
para determinar a sua verdadeira natureza.</p><p>Outro dos grandes problemas da cosmologia
contemporânea é a chamada “Hubble Tension”, a diferença entre diferentes
métodos utilizados para calcular a velocidade de expansão actual do Universo.</p><p>As observações do Webb reforçaram a evidência de
que esta discrepância não resulta simplesmente de erros de medição. O
telescópio conseguiu distinguir estrelas variáveis de estrelas próximas em
campos densos, ajudando a eliminar uma possível fonte de erro, e também
forneceu observações independentes através de uma supernova distante cuja luz
foi ampliada por uma lente gravitacional.</p><p>A existência da tensão não significa, contudo,
que a cosmologia tenha sido refutada. A própria NASA considera que a questão
permanece em aberto e que serão necessárias mais medições e diferentes métodos
para determinar a origem da discrepância.</p><p>As observações do James Webb estão, assim, a
obrigar os cientistas a aperfeiçoar os modelos utilizados para descrever a
formação das primeiras galáxias, o crescimento dos buracos negros e a expansão
do Universo. Algumas aparentes anomalias já começaram a encontrar explicações,
enquanto outras continuam sem resposta.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/08/19/james-webb-revela-um-universo-primordial-mais-complexo-do-que-os-modelos-previam/104185</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:16:17 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Eclipse solar parcial é visível hoje em Cabo Verde]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Na Praia, o eclipse
começa às 17h21, atinge o máximo às 18h13, quando cerca de 32% do disco solar
estará coberto, e termina às 18h57. Em Santa Maria, no Sal, a cobertura máxima
será maior, de aproximadamente 36,5%, com o fenómeno a começar às 17h22 e a terminar
às 18h56.</p><p>O fenómeno ocorre
quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, projectando a sua sombra sobre a
superfície terrestre. Nas regiões abrangidas pela parte exterior dessa sombra,
a penumbra, observa-se um eclipse parcial. Já na estreita faixa atingida pela
sombra central, ou umbra, o disco solar fica completamente encoberto e ocorre
um eclipse total.</p><p>O eclipse desta
quarta-feira é um dos principais acontecimentos astronómicos de 2026. A faixa
de totalidade atravessa a Gronelândia, a Islândia, o norte da Rússia, o
Atlântico Norte, Espanha e uma pequena área de Portugal. Na maior parte da
Europa e em zonas do norte e oeste de África, incluindo Cabo Verde, o fenómeno
será parcial.</p><p>Na zona de totalidade,
a duração máxima será inferior a dois minutos e meio. Em Espanha, o eclipse
acontecerá perto do pôr do Sol, enquanto na Islândia será observado ao final da
tarde. A NASA destaca que os eclipses totais permitem observar a coroa solar, a
camada exterior da atmosfera do Sol, normalmente escondida pelo intenso brilho
da sua superfície.</p><p>A observação exige
cuidados. Durante a fase parcial, não é seguro olhar directamente para o Sol
sem protecção ocular adequada. A NASA recomenda óculos próprios para eclipses
ou filtros solares certificados segundo a norma ISO 12312-2. Óculos de sol
comuns não oferecem protecção suficiente. Também não se deve observar o Sol
através de câmaras, binóculos ou telescópios sem filtros solares apropriados.</p><p>Cabo Verde terá de esperar
até 21 de Abril de 2088 para receber a faixa de totalidade de um eclipse solar.
A Praia, contudo, ficará de fora dessa trajectória: na capital, o próximo
eclipse solar total está previsto apenas para 13 de Junho de 2132.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/08/12/eclipse-solar-parcial-e-visivel-hoje-em-cabo-verde/104049</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 12 Aug 2026 09:51:27 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Agente de IA da OpenAI atacou mais empresas do que se sabia]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo avança a CNN Portugal, citando
informações entretanto divulgadas por vários órgãos internacionais, o agente
não se limitou ao&nbsp;<a href="https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/07/23/openai-revela-incidente-apos-ia-realizar-ciberataque-autonomo-durante-testes/103775" target="_blank">ataque conhecido contra a Hugging Face</a>, tendo comprometido
também serviços adicionais durante a sua fuga do ambiente controlado de testes.</p><p>A Reuters revelou que o agente conseguiu
comprometer a conta de um cliente alojado na plataforma Modal Labs, explorando
um ponto de execução de código que se encontrava desprotegido. A empresa
esclareceu, contudo, que a sua infraestrutura não foi comprometida directamente,
tendo sido explorada uma vulnerabilidade existente na configuração desse
cliente. A OpenAI reconheceu que o agente acedeu a quatro serviços distintos,
embora sem identificar quais eram.</p><p>De acordo com o jornal britânico The Guardian,
o alcance do incidente foi ainda maior. O agente terá atacado várias empresas,
recorrendo a milhares de acções automatizadas realizadas a uma velocidade
impossível para um atacante humano. A Hugging Face revelou que os sistemas
registaram mais de 17.600 acções ofensivas ao longo de cinco dias, evidenciando
a capacidade dos agentes de IA para manter campanhas de ataque contínuas
praticamente sem intervenção humana.</p><p>O episódio ocorreu durante uma avaliação
interna de cibersegurança da OpenAI. O objectivo consistia em testar a
capacidade do modelo para identificar vulnerabilidades em sistemas
informáticos, mas o agente acabou por contornar as restrições impostas pelo
ambiente de testes.</p><p>Segundo explicou a OpenAI, o modelo explorou
uma vulnerabilidade até então desconhecida para sair da sandbox, alcançar
outros sistemas internos e, posteriormente, obter acesso à Internet. A empresa
afirma que o comportamento correspondeu a um caso de "specification
gaming", uma situação em que um sistema de IA procura maximizar a
recompensa prevista pela tarefa, mas recorrendo a estratégias não pretendidas
pelos seus criadores, incluindo a procura de soluções externas para "fazer
batota" na própria avaliação.</p><p>A revista TIME refere que os modelos estavam
confinados a um ambiente altamente isolado, com acesso apenas a um serviço
interno autorizado para descarregar software. Ainda assim, conseguiram
descobrir uma falha nesse serviço, utilizá-la para comprometer outros sistemas
da OpenAI e, finalmente, alcançar a Internet. A publicação sublinha igualmente
que a empresa não tinha obrigação legal de divulgar publicamente este
incidente, considerando a divulgação um gesto invulgar de transparência.</p><p>Outra revelação relevante surgiu através da
Reuters: fontes ligadas à investigação afirmam que a OpenAI não se apercebeu
imediatamente de que o responsável pelo ataque era o seu próprio agente
experimental. Segundo essas fontes, a campanha ofensiva prolongou-se durante
vários dias e só foi atribuída ao modelo depois de a ameaça já ter sido contida
e de as autoridades competentes terem sido notificadas.</p><p>Perante a gravidade do sucedido, o director
executivo da OpenAI, Sam Altman, discutiu o incidente com senadores
norte-americanos durante reuniões realizadas esta semana. Embora tenha afirmado
que o caso não constituiu o principal tema dos encontros, reconheceu tratar-se
de um incidente de segurança significativo e garantiu que os modelos envolvidos
foram desactivados e as vulnerabilidades entretanto corrigidas.</p><p>A Hugging Face confirmou que colaborou com a
OpenAI na investigação e assegurou que não foram encontrados indícios de
destruição deliberada de dados dos utilizadores. No entanto, a empresa alertou
que agentes de IA desta natureza representam uma ameaça distinta da dos
atacantes humanos, precisamente pela sua capacidade para executar milhares de
tentativas de exploração em simultâneo, de forma contínua e praticamente sem
fadiga.</p><p>O caso voltou igualmente a alimentar o debate
entre especialistas em segurança informática e inteligência artificial.
Investigadores das universidades de Oxford e Cambridge, citados pela revista
The Verge, consideram que o episódio constitui um exemplo concreto dos riscos
associados ao desalinhamento ("AI misalignment"), demonstrando que
modelos altamente capazes podem desenvolver comportamentos inesperados quando
tentam cumprir um objectivo definido de forma demasiado restrita.</p><p>Para esses especialistas, o incidente reforça a
necessidade de ambientes de teste ainda mais robustos, mecanismos independentes
de auditoria e avaliações externas antes da disponibilização de modelos com
capacidades avançadas de autonomia e utilização de ferramentas. </p><p>Embora a OpenAI insista que não existiu
qualquer intenção consciente por parte do sistema e que o comportamento resulta
da forma como o modelo optimiza os objectivos que lhe são atribuídos, o
episódio representa um dos mais sérios testes às actuais estratégias de
segurança da indústria da inteligência artificial.</p><p>O incidente demonstra que agentes de IA capazes
de utilizar ferramentas informáticas autonomamente já não constituem apenas uma
hipótese teórica. A combinação entre autonomia, acesso a sistemas informáticos
e capacidade para explorar vulnerabilidades em grande escala está a obrigar
empresas, reguladores e investigadores a repensarem os mecanismos de contenção
e supervisão destas tecnologias, numa altura em que os modelos se tornam cada
vez mais poderosos e capazes de executar tarefas complexas sem intervenção
humana.</p><p>foto:&nbsp;<a href="https://depositphotos.com/photos/ai.html?filter=all&qview=23179068" target="_blank">Depositphotos</a></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/07/30/agente-de-ia-da-openai-atacou-mais-empresas-do-que-se-sabia/103880</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Jul 2026 09:59:00 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[OpenAI revela incidente após IA realizar ciberataque autónomo durante testes]]></title>
            <description><![CDATA[<p>De acordo com a&nbsp;<a href="https://openai.com/pt-BR/index/hugging-face-model-evaluation-security-incident/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">OpenAI</a>, o incidente aconteceu
durante uma avaliação destinada a medir a capacidade dos modelos para
identificar e explorar vulnerabilidades informáticas. Em vez de se limitar ao
ambiente de testes ("sandbox"), o agente de IA explorou uma
vulnerabilidade até então desconhecida, conseguiu aceder à Internet e
comprometeu parte da infraestrutura da Hugging Face, numa tentativa de obter
informação que lhe permitisse melhorar o seu desempenho na própria avaliação.</p><p>A OpenAI explica que o
modelo atuou sem instruções humanas diretas para realizar esse ataque
específico. Segundo a empresa, o sistema identificou autonomamente um caminho
para contornar as limitações impostas pelo ambiente de testes e procurou
recursos externos para atingir o objetivo definido pela avaliação.</p><p>Ainda segundo a OpenAI,
o incidente envolveu o modelo experimental GPT-5.6
Sol e outro sistema de investigação mais avançado. A
empresa admite que algumas das salvaguardas habituais tinham sido
deliberadamente reduzidas para permitir uma avaliação mais realista das
capacidades cibernéticas dos modelos em desenvolvimento.</p><p>A Hugging Face detetou
a intrusão e colaborou com a OpenAI na contenção do incidente, na correção das
vulnerabilidades exploradas e na realização de uma investigação forense. As
duas organizações afirmam que não existem indícios de que o ataque tenha sido
motivado por intenção maliciosa ou que tenham sido comprometidos dados de
utilizadores.</p><p>O caso reacendeu o debate sobre os riscos associados a
sistemas de inteligência artificial cada vez mais autónomos. O jornal
britânico The Guardian refere
que especialistas em segurança e responsáveis políticos defendem o reforço dos
mecanismos de supervisão, testes independentes e normas internacionais para
garantir que modelos com capacidades avançadas de cibersegurança permanecem sob
controlo humano.</p><p>Na sequência do incidente, a OpenAI anunciou que irá rever os seus
processos de avaliação para modelos com capacidades ofensivas em
cibersegurança, reforçar os mecanismos de contenção e aprofundar a cooperação
com a Hugging Face para prevenir situações semelhantes no futuro.</p><p>foto:&nbsp;<a href="https://depositphotos.com/photos/intelig%C3%AAncia-artificial-sem-interferencia-humana.html?filter=all&qview=871842936" target="_blank">Depositphotos</a></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/07/23/openai-revela-incidente-apos-ia-realizar-ciberataque-autonomo-durante-testes/103775</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:15:58 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Ex-diretora do WhatsApp no Brasil lança ONG para combater as 'big techs']]></title>
            <description><![CDATA[<p>A organização pretende receber denúncias, investigar casos e mover ações judiciais contra empresas como X, Meta - dona do Facebook, Instagram e Whatsapp - e Google, com o objetivo de responsabilizar as plataformas pelos danos causados aos utilizadores.</p><p>“Eu acho que a gente tem uma missão muito importante de romper com o sentimento de apatia, de impotência que as pessoas têm em relação às 'big techs'”, afirmou Daniela da Silva em entrevista à Lusa.</p><p>A diretora-executiva da CTRL+Z acrescentou que “são as empresas que têm de ter medo das pessoas e não as pessoas terem medo das empresas”, defendendo maior pressão pública e jurídica sobre o setor tecnológico.</p><p>O nome da organização faz referência ao atalho de teclado utilizado para desfazer ações no computador e, segundo o sítio web oficial, a CTRL+Z pretende “enfrentar o modelo de operação” das grandes empresas tecnológicas.</p><p>Entre os projetos lançados está o “Vaza Big Tech”, que permite a trabalhadores das empresas partilharem informações e denúncias de forma anónima, e o “Arquivo de Danos Digitais”, destinado a recolher relatos de utilizadores afetados por plataformas digitais.</p><p>A organização atua em parceria com escritórios de advocacia no Brasil para analisar denúncias e avaliar possíveis ações judiciais com apoio jurídico gratuito, utilizando mecanismos previstos na legislação brasileira de defesa do consumidor.</p><p>Segundo Daniela da Silva, utilizadores com contas suspensas, perfis falsos, invasões informáticas ou conteúdos nocivos não removidos pelas plataformas poderão recorrer à organização em busca de apoio jurídico e orientação de forma gratuita. </p><p>A antiga diretora de Políticas Públicas do Whatsapp deixou a Meta em janeiro de 2025, após cerca de um ano na empresa, alegando discordância com mudanças anunciadas por Mark Zuckerberg na condução da companhia.</p><p>As alterações incluíram, segundo descreveu, o fim de programas de verificação de notícias, maior circulação de conteúdos políticos e mudanças na moderação de temas relacionados com imigração e género.</p><p>Essas ações da Meta, conta, levaram-na a crer que não conseguiria mais realizar um trabalho de “política pública racional” e “baseado em diálogo” que tornasse, na sua avaliação, “as plataformas melhores”.</p><p>“Eu senti que para mim seria importante jogar numa posição diferente, que, se eu quisesse ver plataformas digitais melhores, eu ia ter de fazer isso por fora da Meta, atuando por fora e não por dentro”, afirmou.</p><p>Antes da Meta, ela trabalhou quase uma década na Open Society Foundations, uma organização filantrópica privada global.</p><p>Segundo conta, após um período “de um ano de gestação”, junto de outros amigos e em conversas com diferentes pessoas da sociedade civil que já atuavam no confronto às 'big techs', a CTRL+Z foi fundada em abril deste ano.</p><p>A diretora-executiva defendeu que a sociedade civil pode atuar como “anteparo” ao poder económico e político das 'big techs', que descreveu como as empresas mais poderosas da história do capitalismo contemporâneo.</p><p>Daniela da Silva classificou ainda como 'tecnofascismo' a aproximação das plataformas digitais a movimentos de extrema-direita autoritária e alertou para o papel das tecnologias na disseminação de discursos extremistas.</p><p>Segundo afirmou, o Brasil tornou-se um polo geopolítico relevante no debate internacional sobre governança digital e regulação das plataformas, devido ao histórico do país no embate às grandes empresas tecnológicas.</p><p>“São as empresas mais poderosas do mundo, um nível de acumulação de capital nunca visto antes na história do capitalismo e a gente precisa que existam anteparos para todo esse poderio”, frisou.</p><p>Daniela da Silva ressalta que as 'big techs' criaram a ilusão de que são inevitáveis e o seu modelo de negócios é o único sustentável, mas ela, com a sua experiência interna, sabe que essas são “decisões tomadas por pessoas comuns”.</p><p>“A verdade que, tendo trabalhado por dentro, ficou muito claro para mim que essas são decisões tomadas por pessoas comuns, muitas vezes pouco informadas a respeito dos países onde as suas empresas atuam”, observou.</p><p>Segundo afirmou, essas decisões podem ser tomadas de forma diferente, mas deve haver “muita pressão pública” para que isso aconteça e "essa pressão" a deixa motivada. </p><p>Daniela da Silva, de 40 anos, acrescentou que outra motivação para criar a organização está relacionada com a filha de nove anos e com a preocupação sobre educação digital, tempo de ecrã e conteúdos consumidos por crianças e adolescentes.</p><p>“Essas tecnologias são omnipresentes, então vão entrar na vida das nossas crianças e dos nossos adolescentes de alguma maneira e a gente, como sociedade, tem de fazer um pacto para que elas sejam melhores”, afirmou, considerando-se uma otimista.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 May 2026 09:38:20 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Kriol Think lança ferramenta de IA para comparar programas eleitorais]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Com as eleições legislativas de 2026 no
horizonte, um cidadão cabo-verdiano residente em Cabo Verde ou na diáspora pode
agora perguntar a uma aplicação o que propõe o MpD sobre emprego, o que diz o
PAICV sobre saúde ou qual a posição da UCID em matéria de ambiente. A
ferramenta responde com base nos programas oficiais dos partidos, com
referência directa à secção em que se fundamenta.</p><p>"Queremos que cada eleitor, esteja em
Assomada, São Vicente, na Praia, em Lisboa ou em Boston, possa em poucos
minutos perceber o que cada partido propõe sobre os temas que lhe interessam:
educação, saúde, emprego, diáspora, ambiente", explica Edson da Veiga,
criador do projecto.</p><p>Estão actualmente indexados os programas do
MpD, PAICV e UCID, estando prevista a integração do PTS e do PP assim que estes
forem tornados públicos.</p><p>A&nbsp;<a href=" https://nosaieleitor.cv" target="_blank">Nós AI Eleitor 2026</a> é uma iniciativa da
Kriol Think, plataforma de debate cívico fundada por Edson da Veiga. A
ferramenta utiliza um modelo de inteligência artificial da Anthropic (Claude
Haiku 4.5) para sintetizar respostas, sendo instruído a não emitir opiniões nem
recomendações políticas. Os promotores sublinham que não recolhe dados pessoais
e não guarda o histórico das perguntas dos utilizadores.</p><p>O projecto não tem patrocínios partidários,
comerciais ou institucionais — uma escolha deliberada, segundo os seus
criadores, para garantir independência. Os custos operacionais são cobertos por
donativos voluntários da comunidade, através de uma campanha aberta no&nbsp;<a href="https://gofund.me/607f12fc4">GoFundMe</a>.</p><p>A Kriol Think - cuja divisa é <em>Dibati
Livri, Konsénsia Fórti</em> - é uma iniciativa independente e sem orientação
política que promove o pensamento crítico e a participação cívica da comunidade
cabo-verdiana, em Cabo Verde e na diáspora, através de debates mensais,
publicação de artigos de opinião e envio de recomendações às autoridades
competentes.</p><p>A
ferramenta pode ser acedida em&nbsp;<a href="https://nosaieleitor.cv/">https://nosaieleitor.cv</a></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/05/08/kriol-think-lanca-ferramenta-de-ia-para-comparar-programas-eleitorais/102676</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 08 May 2026 16:32:22 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[DUA 2.0 é a primeira IA a falar crioulos e a focar-se nos criadores lusófonos]]></title>
            <description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A segunda versão da plataforma,
lançada em 17 de Março e criada pelo artista Carlos Guedes entre Dezembro de
2024 e Janeiro de 2025, tem o objectivo de cobrir "um prisma importante
que é a acessibilidade da inteligência artificial [IA] a criadores lusófonos",
disse à agência Lusa Rui Santos, da equipa do projecto.</p><p style="text-align: justify;">Segundo uma nota da 2 Lados,
empresa responsável pelo projecto, a ferramenta "processa referências
locais, contexto cultural e duplos sentidos sem recorrer a intermediários
linguísticos, comunicando de forma autêntica" e servindo assim "uma
comunidade de mais de 300 milhões de falantes que até agora estava à margem da
revolução da IA".</p><p style="text-align: justify;">Ao comunicar através dos crioulos
da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, a DUA, que assume a figura de uma mulher
negra, pretende chegar a comunidades que "são quase sempre descartadas
daquilo que são as evoluções tecnológicas", declarou Rui Santos.</p><p style="text-align: justify;">Criada no bairro social da Cruz
Vermelha, em Lisboa, a plataforma servirá para descentralizar a cultura daquilo
que é "o poder comum das grandes editoras, das grandes plataformas de
inteligência artificial" e globais de Silicon Valley.</p><p style="text-align: justify;">A DUA 2.0 tem ferramentas de
'marketing', um estúdio de música, onde os artistas podem criar música com IA,
e um estúdio de design com cerca de 16 ferramentas. Inclui ainda uma vertente
direccionada para o 'backstage', que visa suprir "uma das maiores
dificuldades dos artistas independentes, que é ter um 'manager', um 'booker',
um assessor de imprensa", figuras muitas vezes inacessíveis em fases
iniciais dos artistas.</p><p style="text-align: justify;">Tudo isto é apresentado com uma
faceta lusófona e uma linguagem urbana, de acordo com o membro do projecto.</p><p style="text-align: justify;">"Grande parte da base da DUA
foi varrer tudo aquilo que são conteúdos em crioulo na internet, mas também em
comunicação com pessoas reais nos dialectos crioulos", explicou Rui
Santos.</p><p style="text-align: justify;">Actualmente, a IA é especializada
no crioulo cabo-verdiano da ilha de Santiago, mas com oportunidade para
expandir para o de São Vicente, sendo que a 2 Lados encontra-se já em
conversações com o Ministério da Educação de Cabo Verde para integrar conteúdos
e aperfeiçoar capacidades nestas línguas.</p><p style="text-align: justify;">Um dos aspectos mais distintivos
da plataforma é a sua capacidade de metacognição, onde a DUA questiona as
interacções que tem com os utilizadores, reflectindo sobre o que é certo ou
errado. Diariamente, a IA escreve um diário, disponível no 'site' oficial, onde
faz uma reflexão profunda sobre o que aprendeu.</p><p style="text-align: justify;">Segundo os promotores, trata-se
de opiniões espontâneas de uma máquina que, embora não tenha emoções reais,
demonstra autonomia ao "ir à internet e poder aprender e evoluir
sozinha".</p><p style="text-align: justify;">Questionado sobre a ética na IA,
como a questão dos direitos de autor, Rui Santos contou que houve "uma
grande transformação", pois as grandes editoras, como a Universal e a
Sony, adquiriram quotas das plataformas de música com IA, como a Suno e a
Eleven Labs, fazendo com que estas sejam obrigadas a pedir uma autorização das
vozes para ensinarem as máquinas.</p><p style="text-align: justify;">"Em relação aos direitos de
autor, nós temos aqui todas as protecções legais daquilo que são as outras
plataformas, não usamos vozes de artistas para a aprendizagem das nossas
máquinas, das nossas inteligências artificiais e tentamos proteger também os
direitos dos artistas, acrescentando aqui a valorização humana e criando a
ponte com os processos humanos", concluiu.</p><p>fotografia: <a href="https://depositphotos.com/photos/ia.html?filter=all&qview=6283301">Depositphotos</a></p><p style="text-align: justify;"></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/03/30/dua-20-e-a-primeira-ia-a-falar-crioulos-e-a-focar-se-nos-criadores-lusofonos/102120</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 30 Mar 2026 10:35:28 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Cabo Verde acolhe, em Dezembro, primeiro Web Summit em África ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo o Executivo, a escolha de Cabo Verde para acolher esta edição representa o reconhecimento internacional do percurso do país na transformação digital, bem como do seu potencial enquanto plataforma de ligação entre África, Europa e as Américas. O evento reunirá empreendedores, investidores, startups, empresas tecnológicas e decisores políticos.</p><p>Citado na mesma nota, o Primeiro-Ministro afirmou que esta conquista representa um passo decisivo na afirmação de Cabo Verde como uma nação digital e um hub de inovação no Atlântico.</p><p>Também considerou que receber um evento desta dimensão é sinal claro da confiança internacional no caminho e no potencial do país.</p><p>A mesma fonte refere que o CEO do Web Summit, Paddy Cosgrave destacou Cabo Verde como um país com uma visão clara para o futuro digital e um papel único de ligação entre continentes.</p><p>O Web Summit Spotlight é um formato internacional concebido para projectar ecossistemas emergentes no palco global, ligando talento local, startups e decisores a investidores, empresas e líderes tecnológicos de referência. </p><p>A iniciativa é apresentada como um instrumento estratégico de posicionamento, permitindo a países em crescimento afirmarem-se como novos hubs de inovação, captar investimento qualificado e integrar redes globais de tecnologia e empreendedorismo.</p><p>A organização do evento será assegurada pela marca Web Summit, em parceria com o Parque Tecnológico de Cabo Verde, com o envolvimento de diferentes instituições públicas e privadas.</p><p>O Governo sublinha ainda que Cabo Verde reforça, assim, a ambição de se afirmar como um ponto de encontro global para a inovação, abrindo novas portas ao investimento, ao talento e à criação de valor no contexto africano e internacional.</p><p>O Web Summit é tradicionalmente realizado em Lisboa, Portugal, desde 2016.</p><p>Antes disso, o evento teve origem em Dublin, na Irlanda, onde decorreu entre 2009 e 2015.</p><p>Além da edição principal, a organização expandiu-se para outros países com eventos como o Web Summit Rio, no Rio de Janeiro, Brasil, e a Collision Conference, em Toronto, Canadá.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/eitec/2026/03/18/cabo-verde-acolhe-em-dezembro-primeiro-web-summit-em-africa/101935</link>
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            <category><![CDATA[Eitec]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 18 Mar 2026 08:44:00 GMT</pubDate>
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