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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:24:00 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[Os escritores do presidente]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Ora, uma candidatura pode ser legal,
legítima e perfeitamente constitucional, mas a legalidade de uma candidatura
não encerra a conversa democrática, abre-a. Depois do Tribunal Constitucional,
começa o trabalho dos cidadãos. Porque uma candidatura pode ter assinaturas e
não ter respostas; pode possuir mandatários, estruturas, discursos, fotografias
e uma quantidade respeitável de palavras bonitas e, ainda assim, deixar por
responder a pergunta mais simples de todas: o que fará com o poder que pretende
receber?</p><p>E há uma pergunta ainda mais
desconfortável para quem já exerceu o cargo: o que fez com o poder que já
recebeu?É aqui que a democracia deixa de ser solenidade e começa a ser
reminiscência. José Maria Neves não chega a esta eleição vindo de Marte, e nem
é um extraterrestre, não apareceu ontem numa esquina com uma bandeira e uma
promessa utópica: tem atrás de si décadas de vida política, foi Presidente de
câmara municipal, primeiro-ministro e exerce a Presidência desde 2021.</p><p>Isso não é acusação. Também não é
absolvição: é simplesmente memória, e a memória é uma das coisas que o poder
menos gosta de carregar. Cada político chega ao presente com um arquivo: uns
carregam decisões, outros carregam discursos, outros carregam promessas, outros
carregam vitórias, outros derrotas, e há aqueles que carregam explicações.</p><p>O problema começa quando uma vitória
eleitoral passa a funcionar como uma espécie de detergente histórico, capaz de
lavar tudo o que aconteceu antes — não lava. Uma eleição dá legitimidade para
exercer o poder, não transforma automaticamente todas as decisões anteriores em
decisões acertadas. Cinco anos de experiência podem produzir sabedoria, mas
também podem produzir apenas cinco anos de experiência: é uma diferença pequena
na frase e enorme na vida pública.</p><p>Também, por isso, chama a atenção a
palavra que tem acompanhado esta candidatura: unidade. Unidade, uma palavra tão
bonita que quase ninguém se atreve a perguntar o que ela significa: cabe numa
Constituição, num discurso presidencial, numa missa, num funeral, numa
fotografia de família e, com alguma facilidade, numa faixa eleitoral, e claro
trouxeram a maltratada palavra. Humildade. Novamente. Ô palavras <em>fonodjadu</em>.</p><p>Ninguém quer ser o homem que se levanta
numa sala e anuncia: sou contra a unidade. Seria uma maneira
extraordinariamente eficiente de perder amigos, mas a política começa
precisamente depois das palavras bonitas. Unidos para quê? Unidos em torno de
quê? Unidos para fazer o quê com o poder? E, sobretudo, unidos até onde?</p><p>Porque há uma unidade que aproxima
cidadãos e há outra que simplesmente lhes pede silêncio; há uma unidade que
permite discordar e há outra que considera a discordância uma doença — uma
democracia saudável não elimina o conflito, organiza-o. Não precisa que todos
pensem da mesma maneira, precisa que ninguém tenha poder suficiente para
decidir sozinho aquilo que todos devem pensar.</p><p>Esta é uma distinção essencial, porque
uma República adulta não precisa de um Presidente amado por todos, precisa de
instituições suficientemente fortes para que ninguém tenha de amar o Presidente
para confiar na República, e é aqui que devemos olhar não apenas para os homens
e mulheres que disputam a Presidência, mas para aquilo que a Presidência
significa: o Presidente não é Presidente apenas dos que votaram nele, é também
Presidente dos que votaram no adversário.</p><p>Dos que não votaram, dos que
protestaram, dos que desconfiaram, dos que discordaram, e até dos que
escreveram coisas que o Presidente preferiria não ler durante o pequeno-almoço.
É precisamente por isso que a relação entre política e cultura merece atenção.</p><p>José Maria Neves tem contado, neste
percurso, com figuras de reconhecido peso intelectual e cultural, como Germano
Almeida ou Mário Lúcio Sousa, que assumiu a função de mandatário da sua
candidatura em 2026. Nada há, por si só, de estranho em escritores participarem
na vida pública, pelo contrário: escritores são cidadãos e têm todo o direito
de escolher os lugares onde colocam a sua voz, mas a literatura deveria
conservar uma coisa que a política frequentemente perde: a capacidade de fazer
perguntas quando todos já decidiram as respostas.</p><p>Um escritor próximo do
poder não deixa, por isso, de ser escritor, e um escritor que critica o poder
não se transforma automaticamente num grande escritor só porque aprendeu a
dizer “não” com a gravata apertada. A literatura não distribui medalhas de
pureza ideológica, mas o problema começa quando a cultura deixa de ser
consciência e passa a ser decoração de sala: uma planta bonita junto à janela
do poder, regada com convites, fotografias e pequenos favores institucionais.</p><p>Um escritor não
deveria ser chamado pelo poder apenas para o legitimar; deveria conservar a
liberdade de, quando necessário, lhe estragar o discurso. A literatura que
nunca incomoda ninguém talvez seja literatura, mas também pode ser apenas
mobiliário. Germano Almeida, às vezes, incomoda o poder, e isso já é alguma
coisa; mas ninguém maltrata o poder como José Luiz Tavares, ele que negou
candidatar, apesar dos apelos fervorosíssimos, e adianta que, se tivesse
candidatado, negaria a votação nele por abuso e por recomendação —  <em>kusas di
pueta</em>, o nosso maior POETA e <em>salbaxu</em>.
Mas José, o recandidato, possui outra especialidade: sabe adaptar-se ao
ambiente com a elasticidade de quem nunca deixa o fato político amarrotar o
fato pessoal, se a sociedade está suja, ele encontra maneira de comer sem sujar
a gravata; se está limpa, consegue descobrir uma nódoa que justifique a sua
intervenção; se o mar está calmo, observa; se está revolto, escreve sobre a
tempestade, e se a ocasião permitir, sopra-lhe discretamente para cima.</p><p>Há nisso uma espécie
de talento nacional: transformar a sobrevivência política em virtude e a
adaptação em inteligência. O povo, que já viu quase tudo e ainda conserva a
extraordinária capacidade de se surpreender, olha para essas manobras e, muitas
vezes, sente-se representado, talvez porque também tenha aprendido que, numa
pequena República, convém não fechar demasiadas portas, nunca se sabe quem
estará do outro lado quando chegar a hora de pedir um favor.</p><p>E José, o recandidato,
sabe navegar nessas águas, e talvez seja esse o seu verdadeiro talento
político: não ser apenas homem do tempo, mas homem da meteorologia, sabe quando
levar o guarda-chuva, quando abrir o guarda-sol e, sobretudo, quando aparecer
na fotografia depois da tempestade. </p><p>Agora, em setembro de
2026, José Maria Neves anunciou a sua recandidatura à Presidência da República,
apresentando-a sob as ideias de “serenidade, confiança e sentimento do dever
cumprido”. E eis que regressa o anjo. Não exatamente o anjo bíblico, desses que
descem do céu para anunciar verdades; este é mais moderno: vive na terra,
conhece os corredores do poder, sabe mandar e desmandar, sabe aproximar-se e
afastar-se, sabe quando falar em nome da República e quando deixar que a
República fale por ele; um anjo político, portanto. Só que os anjos, desde que
começaram a ter eleições, também aprenderam uma coisa extraordinária: precisam
de votos para voltar ao céu, e neste país, até o céu já tem campanha eleitoral.
E José sempre encontrou cabos eleitorais entre escritores, chamem-se ele
Germano (Almeida) ou Mário (Lúcio).</p><p>O céu havia de
tornar-se lugar de verdadeira humanidade se um outro José, não o anjo, mas o
poeta, fosse esse cândido candidato.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/opiniao/2026/09/23/os-escritores-do-presidente/104753</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Mário Loff]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:24:00 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Benefícios da salsa para a saúde ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>De acordo com o site The Healthy, a salsa apresenta os
seguintes benefícios para a saúde:</p><p><strong>Pode reduzir o risco de
cancro da mama</strong></p><p>A salsa tem na sua composição elementos protectores
específicos contra o cancro da mama. De acordo com um estudo de 2017, publicado
na revista Geroscience, a apigenina, uma substância natural presente no
condimento revelou ser promissora como tratamento não tóxico de tumores
mamários.</p><p><strong>Previne o
aparecimento de linhas de expressão e de rugas</strong></p><p>Comer salsa melhora a aparência da tez. A erva é rica em
vitamina C, que por sua vez produz colagénio, propriedade que dá à pele a sua
estrutura e força. O colagénio ajuda a eliminar as linhas finas e rugas, sendo
o segredo para a manutenção de uma pele saudável e jovem.</p><p><strong>Ajuda a prevenir infecções
urinárias</strong></p><p>Os homeopatas usam a salsa para tratar infecções do trato
urinário, da bexiga e pedras nos rins. A planta contém produtos químicos que
causam a contracção muscular do intestino, bexiga e útero. Como tal, há
milénios que é usada não só para tratar essas infecções, como para aliviar
problemas gastrointestinais e cólicas menstruais.<strong></strong></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2021/04/26/beneficios-da-salsa-para-a-saude/74498</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 26 Apr 2021 10:36:30 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[PAICV sofreu uma hecatombe eleitoral - Analistas]]></title>
            <description><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Para os analistas em estúdio na Rádio Morabeza, durante a emissão especial "A Hora da Decisão", a noite eleitoral de domingo foi uma “verdadeira hecatombe” para o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).</strong></p>

<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: left;">Alfredo Machado e José Almada Dias são unânimes ao considerar que o maior partido da oposição sofreu uma pesada derrota.</p>
<p style="text-align: left;">O PAICV conseguiu vencer apenas duas Câmaras Municipais, nos Mosteiros, na ilha do Fogo, e em Santa Cruz, em Santiago. Segundo Alfredo Machado, é inegável o impacto destes resultados no partido.</p>
<p style="text-align: left;">“Com a derrota nas legislativas, e com esta derrota nas autárquicas, o PAICV até podia desaparecer", afirmou.</p>
<p style="text-align: left;">Para José Almada Dias, os fracassos eleitorais do partido Tambarina são o reflexo dos últimos 15 anos da governação do José Maria Neves, que segundo diz, é o maior derrotado deste escrutino.</p>
<p style="text-align: left;">“Continuamos a ter um pais com mais de um terço da população a viver na pobreza, o que já não é aceitável, 41 anos depois da independência. Os anseios maiores das pessoas não foram resolvidos ao longo dos 15 anos”, notou.</p>
<p style="text-align: left;">O Movimento para a Democracia (MpD) conseguiu um marco histórico, ao conquistar dezanove municípios (número ainda por confirmar).</p>
<p style="text-align: left;">José Almada Dias entende que estes resultados devem-se, por um lado, “ao mérito do MpD, na forma como comunicou e se organizou, e por outro, ao demérito do PAICV”.</p>
<p style="text-align: left;">O analista mostra alguma reticência quanto ao cenário politico resultante destas eleições.</p>
<p style="text-align: left;">“Eu digo que não sou fã desse tipo de cenário hegemónico. O povo votou, quer assim, mas pessoalmente defenderia mais equilíbrio. De qualquer forma, isso traz uma enorme responsabilidade ao MpD, porque o poder tem também as suas facetas más e colocar muito poder nas mãos das pessoas nem sempre resulta bem”, frisou.</p>
<p style="text-align: left;">José Almada Dias defende que o maior desafio do governo liderado por Ulisses Correia e Silva vai ser a “governação imparcial do país”.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Reacções à demissão da líder do PAICV</strong></p>
<p style="text-align: left;">Com o anúncio da saída de cena de Janira Hopffer Almada que, depois de duas derrotas seguidas, pôs o cargo de presidente do PAICV à disposição, os convidados da Morabeza entende que o partido precisa de uma "profunda reflexão".</p>
<p style="text-align: left;">De acordo com Alfredo Machado o maior partido da oposição terá que fazer uma travessia no deserto.</p>
<p style="text-align: left;">“Neste momento, o problema vai ser encontrar um individuo disposto a se sacrificar nos próximos 4 anos à frente do partido que está num deserto e precisa de um líder forte”, observou.</p>
<p style="text-align: left;">Para Machado, a solução passa por “encontrar um líder evidente, que será preparado pela velha guarda do partido”</p>
<p style="text-align: left;">Na mesma linha seguiu Almada Dias, que descarta, contudo, a “morte política” de Janira Hopffer Almada.</p>
<p style="text-align: left;">“Mediante os resultados, ela não tinha outra saída. Agora, é uma pessoa ainda jovem, a vida política não termina. Vai fazer a sua travessia no deserto, aprender com tudo isto".</p>
<p style="text-align: left;">José Almada Dias e Alfredo Machado foram dois dos convidados da noite eleitoral, na Rádio Morabeza, numa emissão especial que se prolongou por seis horas, desde o fecho das urnas, até ao apuramento dos vencedores e reacções dos protagonistas.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/09/05/paicv-sofreu-uma-hecatombe-eleitoral-analistas/50066</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Lourdes Fortes]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 05 Sep 2016 17:22:41 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[EUA felicitam Cabo Verde por eleições "livres e justas"]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p><span>"Os Estados Unidos felicitam Cabo Verde pelas bem-sucedidas eleições legislativas de 20 de Março, que foram uma vez mais livres e justas. As eleições e a mudança de poder que trouxeram reafirmam a posição de Cabo Verde como um modelo de democracia em África", adianta o departamento de Estado norte-americano numa nota de imprensa.</span></p>
<p><span>Na mesma nota, o departamento responsável pela política externa norte-americana, felicita também o presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, "pela sua vitória histórica" nas eleições de domingo.</span></p>
<p><span>"Os Estados Unidos desejam prosseguir a parceria com Cabo Verde para fortalecer a governação, promover o crescimento económico e o desenvolvimento e estabelecer uma cooperação duradoura em matéria de segurança regional", acrescenta a nota.</span></p>
<p><span>O Movimento para a Democracia (MpD), na oposição desde 2001, ganhou domingo com maioria absoluta as eleições legislativas de Cabo Verde.</span></p>
<p><span>Segundo os dados oficiais, quando ainda faltam apurar, nos círculos da emigração, quatro do total de 72 assentos parlamentares, o MpD conta 122.092 votos (53,5%) e 38 deputados. </span>O Partido Africano da Independência da Cabo Verde (PAICV), no poder com maioria absoluta há 15 anos, conquistou 85.580 votos (37,5%) e 27 deputados. A União Cabo-Verdiana Democrática e Independente (UCID) teve 15.530 votos (6,8%) e três deputados. Os restantes três partidos concorrentes - PTS, PP e PSD - representam 0,5% dos votos no conjunto das suas votações.</p>
<p><span>Votaram nas eleições legislativas de domingo 228.194 eleitores dos 347.828 inscritos nos cadernos eleitorais.</span></p>
<p><span>A abstenção provisório foi de 34,1%.</span></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/25/eua-felicitam-cabo-verde-por-eleicoes-livres-e-justas/48122</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 25 Mar 2016 12:57:49 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Abstenção: Estamos a votar menos?]]></title>
            <description><![CDATA[<p><span><strong>Das eleições de domingo, e para lá da alegria de uns e tristeza de outros, resultou uma outra discussão, em torno da taxa de abstenção registada. Será que os eleitores estão mais distantes da política? Ou estarão os números dentro do intervalo habitual? Fizemos as contas.</strong></span></p>

<p> </p>
<p><span>À hora a que escrevemos este artigo, ainda estão por apurar 19 mesas de voto, de um total de 1.241. Todas na emigração. Faltam distribuir quatro mandatos. Apesar disso, já é possível ter uma ideia bastante aproximada do comportamento eleitoral dos cabo-verdianos na chamada às urnas do último domingo. </span></p>
<p><span>De acordo com a Direcção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral, dos 346.743 inscritos nas mesas já publicadas (de um total de 347.828 eleitores constantes dos cadernos), foram às urnas 228.349. Este número significa que mais de 118 mil votantes (118.394) ficaram em casa no dia da votação. Traduzindo em percentagem, a abstenção situa-se nos 34,1%, o número da discussão. </span></p>
<p><span>Se limitarmos o cálculo da taxa de abstenção aos círculos nacionais - até porque a tendência é para que a diáspora vote menos - o número desce para os 29.9%.</span></p>
<p>O politólogo Odair Barros Varela entende que o valor está dentro da média das abstenções registadas em Cabo Verde, mas que revela que há uma franja significativa da sociedade que não se revê no sistema político vigente.</p>
<p><span>“Significa que [as pessoas] querem de facto outro tipo de democracia. Uma democracia mais participativa onde os vencedores podem ser escrutinados no dia-a-dia, cada ano e não só em quatro em quatro anos. Uma democracia menos burocrática, menos formalista e menos rotineira e mais próxima dos cidadãos”, avalia, citado pela Inforpress.</span></p>
<p><span>Estabeleçamos, então, uma relação directa. Nas legislativas de 2011, a abstenção fixou-se nos 23,99% (global, incluindo emigração). A percentagem baixa para os 21,92% se cingirmos o cálculo aos círculos no país. Em números absolutos, dos 298.567 inscritos (no país e no estrangeiro) de há cinco anos, 71.625 não depositaram o voto na urna. Se, mais uma vez, excluirmos da análise os três círculos da diáspora, concluímos que dos 264.220 eleitores constantes dos cadernos, 57.828 não saíram de casa.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<address style="text-align: center;"><em>Passe com o cursor sobre as barras dos gráficos para ver as percentagens</em></address>
<p><iframe style="border: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Abstenção legislativas" src="http://e.infogr.am/abstencao_legislativas?src=embed" frameborder="0" scrolling="no" width="461" height="931"></iframe></p>
<p>A comparação deve ser feita entre actos eleitorais semelhantes e historicamente as legislativas são sempre as eleições mais participadas. Como observa a cientista política Roselma Évora, “as pessoas sabem que é do governo que vai sair um conjunto de políticas públicas que vão ter intervenção directa na sua vida”.</p>
<p><span>Ainda assim, se recuarmos a 2012, nas autárquicas desse ano (participadas apenas por eleitores inscritos no país), ficaram de fora da escolha dos representantes locais 30.96% dos possíveis votantes. </span></p>
<p><span>O número de abstencionistas tinha sido ainda maior um ano antes, tanta na primeira, como na segunda volta das eleições presidenciais. A 7 de Agosto, a disputa entre Aristides Lima, Joaquim Monteiro, Jorge Carlos Fonseca e Manuel Inocêncio deixou de fora 46,5% dos eleitores inscritos, 43,81% nos dez círculos no arquipélago. Duas semanas mais tarde, a 21, a segunda volta teve uma abstenção mais baixa, mas ainda assim na casa dos 40.13% a nível global, 37.06% entre os eleitores nas ilhas. </span></p>
<p><iframe style="border: none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Copy: Abstenção legislativas" src="http://e.infogr.am/copy_abstencao_legislativas?src=embed" frameborder="0" scrolling="no" width="500" height="931"></iframe></p>
<p>Será demasiado cedo para se tirar conclusões. Com duas eleições ainda este ano - autárquicas e presidências - só depois do final do ciclo será possível verificar a real dimensão de um alegadamente crescente alheamento eleitoral dos cabo-verdianos. </p>
<p>Ouvida pela Rádio Morabeza, Roselma Évora defende que os dados mais recentes mostram algum distanciamento em relação à vida política e recorda que “em 2013-2014 os relatórios que avaliam a boa governação em Cabo verde já indicavam uma descrença da população, sobretudo da população de São Vicente, que é muito crítica em relação ao funcionamento da democracia”.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/24/abstencao-estamos-a-votar-menos/48089</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Nuno Andrade Ferreira]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 24 Mar 2016 09:15:55 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Janira quer ser "oposição construtiva"]]></title>
            <description><![CDATA[

<p>Questionada sobre se equaciona colocar o lugar à disposição após a derrota eleitoral de domingo, Janira Hopffer Almada considerou que é essa é "uma questão que não se coloca".</p>
<p>"Continuarei a exercer as minhas funções como presidente do PAICV enquanto o partido entender que sou útil", disse.</p>
<p> </p>
<p align="center">UCID</p>
<p>No mesmo sentido, o líder da UCID disse ao Presidente da República não ter qualquer objecção à indigitação de Ulisses Correia e Silva para primeiro-ministro.</p>
<p>"O povo decidiu de forma muito clara e a UCID só pode esperar que se cumpra aquilo que a Constituição da República diz. Não temos nenhuma objecção a que o presidente do MpD e líder do partido que venceu as eleições, com uma diferença enorme em relação aos outros, possa ser indigitado como primeiro-ministro", disse.</p>
<p>O MpD venceu as eleições legislativas de domingo, com maioria absoluta. Quando ainda faltam atribuir quatro mandatos, todos na diáspora, o Movimento soma 38 deputados, contra 27 do PAICV e 3 da UCID.</p>
<p>Esta manhã, Jorge Carlos Fonseca manteve audiências com os partidos que elegeram deputados nas eleições de dia 20.  </p>
<p> </p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/23/janira-quer-ser-oposicao-construtiva/48088</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 23 Mar 2016 16:23:55 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[MpD indica oficialmente Ulisses como futuro primeiro-ministro]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>O Movimento para a Democracia (MpD) indicou hoje formalmente ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, o nome do seu presidente, Ulisses Correia e Silva, para o cargo de primeiro-ministro de Cabo Verde, depois de domingo o partido ter ganho as eleições legislativas com maioria absoluta.</strong></p>

<p> </p>
<p><span>À saída da audiência com o chefe de Estado, Ulisses Correia e Silva disse aos jornalistas que ainda não começou as reuniões para a transferência de pastas com o atual Governo, mas adiantou já ter algumas ideias sobre os assuntos mais complicados que o esperam.</span></p>
<p><span>"A situação da companhia [Transportes Aéreos de Cabo Verde] é muito pior do que vislumbramos sem colocar a lupa. Agora vamos ter que colocar a lupa e ter toda a informação para podermos agir com rapidez e salvar a empresa", disse Ulisses Correia e Silva.</span></p>
<p><span>O líder do MpD disse ainda que, depois de tomar posse, irá pedir auditorias externas às áreas da governação onde estas se revelarem necessárias.</span></p>
<p><span>A TACV atravessa uma situação financeira complicada, com o acumular de dívidas, que levou ao arresto na Holanda, em Fevereiro, de um dos aviões da companhia.</span></p>
<p><span>Ulisses Correia e Silva disse ainda que já está a trabalhar na constituição da equipa governamental, mas que ainda não fez qualquer convite para pastas ministeriais, e reafirmou a sua intenção de ter um governo com no máximo 12 ministros.</span></p>
<p><span>"Queremos um governo que seja eficiente, bem coordenado politicamente, quanto menor o número melhor para a coordenação política e depois há poupanças que se conseguem, porque se reduz toda a administração ligada ao cargo político", disse.</span></p>
<p><span>"Estamos a procurar soluções que permitam que a governação seja politicamente forte, que possa liderar para a execução do programa e seja extremamente eficiente a dar respostas", acrescentou. </span></p>
<p><span>Ulisses Correia e Silva não estabeleceu prazos para a entrega do elenco governamental ao Presidente da República, adiantando que os prazos legais prevêem que os deputados tomem posse ao 20.º dia após a publicação dos resultados eleitorais e que depois haverá 15 dias para apresentação da moção de confiança ao novo governo.</span></p>
<p><span>"Dentro desse intervalo haverá a apresentação do elenco governamental e a tomada de posse", disse.</span></p>
<p><span>O Movimento para a Democracia (MpD) foi o último partido a ser recebido pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que durante a manhã manteve também audiências com o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e com a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID).</span></p>
<p><span>O MpD venceu as eleições legislativas de domingo, com maioria absoluta. Quando ainda faltam atribuir quatro mandatos, todos na diáspora, o Movimento soma 38 deputados, contra 27 do PAICV e 3 da UCID.</span></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/23/mpd-indica-oficialmente-ulisses-como-futuro-primeiro-ministro/48086</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 23 Mar 2016 16:05:07 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Novo Governo: Presidente recebe partidos esta quarta-feira]]></title>
            <description><![CDATA[

<p><strong></strong><span><br /> <br /> <span>De acordo com a agenda do Presidente, a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força política do país segundo os resultados das eleições de domingo, será o primeiro partido a ser recebido, ao início da manhã de quarta-feira.</span><br /> <br /> <span>Segue-se o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), até agora no Governo, e por último o Movimento para a Democracia (MpD), força que saiu vencedora das eleições legislativas de domingo.</span><br /> <br /> <span>O Movimento para a Democracia (MpD), na oposição desde 2001, ganhou domingo com maioria absoluta as legislativas.<br /> <br /> <span>Segundo os dados oficiais mais recentes, quando ainda faltam apurar quatro mandatos, todos na diáspora, o MpD conta 122.092 votos (53,5%) e 38 deputados. O Partido Africano da Independência da Cabo Verde (PAICV), no poder com maioria absoluta há 15 anos, conquistou 85.580 votos (37,5%) e 27 deputados.</span> A União Cabo-Verdiana Democrática e Independente (UCID) teve 15.530 votos (6,8%) e três deputados.</span></span><br /> <br /> <span>A abstenção foi de 34,1%, quando ainda falta contar os votos de 19 mesas nos círculos da emigração.</span><br /> <!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br /> <!--[endif]--></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/22/novo-governo-presidente-recebe-partidos-esta-quarta-feira/48078</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 22 Mar 2016 16:01:25 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Eleições de 20 de Março foram transparentes, pacíficas, livres e justas - observadores UA]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>A chefe da Missão dos Observadores da União Africana, <strong>Zainabo </strong>Sylvie Kayitesi , disse esta terça-feira, numa conferência de imprensa, na Praia, que as eleições foram transparentes, pacíficas, livres e justas e foram a expressão da vontade do povo de Cabo Verde.</strong></p>

<p> </p>
<p>Segundo <span>Zainabo </span>Sylvie Kayitesi, as eleições estiveram em conformidade com a Carta Africana sobre Democracia, Eleições e Governação e outros instrumentos que regem as eleições democráticas em África, bem como com o quadro jurídico em vigor em Cabo Verde.    </p>
<p>Os observadores da UA e os delegados dos partidos desempenharam as suas funções sem obstáculos ou interferências, “excepto em duas assembleias de voto na cidade da Praia, onde os presidentes das mesas não permitiram que observadores da UA observassem o processo de contagem”, referiu.</p>
<p>No dia das eleições, oito equipas da Missão de Observação da União Africana (MOEUA) presenciaram a abertura das assembleias de voto, a votação, o encerramento e a contagem dos votos nos seguintes círculos eleitorais: Santiago Norte, Santiago Sul, Santo Antão, São Nicolau e São Vicente e visitaram um total de 106 assembleias de voto em 15 municípios.</p>
<p>Face a alguns constrangimentos verificados no dia das eleições, a MOEUA recomenda à Assembleia Nacional, no quadro de uma futura revisão do Código Eleitoral, incluir disposições explícitas para actividade de observadores nacionais e internacionais.</p>
<p>À Comissão Nacional de Eleições, os observadores recomendam que garantam a pontualidade dos membros das assembleias de voto e também que os materiais eleitorais cheguem a tempo, para evitar a abertura tardia das assembleias de voto. Recomenda-se também uma melhor preparação do pessoal eleitoral, para assegurar a consistência na aplicação dos procedimentos.  </p>
<p>Aos partidos políticos sugere-se aumentar o número de mulheres candidatas, colocando-as em posições elegíveis. </p>
<p>De referir que esta Missão de Observação da União Africana é a segunda que a esta organização panafricana envia a Cabo Verde. Nesta eleição estiveram 20 observadores de países como Angola, Argélia, Burundi, Etiópia, Guiné-Bissau, Moçambique, República Democrática do Congo, Ruanda, Seychelles, Suazilândia, Togo e Tunísia.</p>
<p><strong> </strong></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/22/eleicoes-de-20-de-marco-foram-transparentes-pacificas-livres-e-justas-observadores-ua/48076</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 22 Mar 2016 15:40:25 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[União Europeia destaca "cultura democrática" demonstrada nas eleições de domingo]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>A representação da União Europeia (UE) em Cabo Verde considera que as eleições legislativas de domingo demonstram o "compromisso total" dos políticos e da sociedade com o processo eleitoral e confirmam uma "cultura democrática consolidada".</strong></p>

<p> </p>
<p>"As eleições legislativas demonstraram o compromisso total dos partidos políticos e da sociedade civil para com o processo eleitoral", adianta a delegação da União Europeia, numa declaração emitida segunda-feira com o acordo dos chefes das missões dos estados-membros residentes na Praia.</p>
<p>A União Europeia afirma ter tomado nota de que a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, que perdeu as eleições, felicitou o líder do partido mais votado, Ulisses Correia e Silva, do Movimento para a Democracia (MpD) e que este, por seu lado, saudou todos os partidos políticos que participaram nas eleições.</p>
<p>Os representantes da UE destacam ainda o facto de Ulisses Correia e Silva ter declarado que os resultados das eleições foram uma vitória de Cabo Verde, não havendo portanto vencedores e vencidos.</p>
<p>Segundo a União Europeia, estes gestos "confirmam uma cultura democrática consolidada e o elevado compromisso dos atores políticos cabo-verdianos, para com as regras do jogo democrático".</p>
<p>Na declaração, a União Europeia diz que quer, através da sua Parceria Estratégica, continuar a apoiar Cabo Verde a "prosseguir o seu desenvolvimento socioeconómico".</p>
<p>O Movimento para a Democracia (MpD), na oposição desde 2001, ganhou domingo com maioria absoluta as eleições legislativas de Cabo Verde.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/legislativas-2016/2016/03/22/uniao-europeia-destaca-cultura-democratica-demonstrada-nas-eleicoes-de-domingo/48070</link>
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            <category><![CDATA[Legislativas 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 22 Mar 2016 10:17:28 GMT</pubDate>
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