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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:15:13 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[Ébola: Um morto no Quénia, o primeiro caso de sempre registado no país ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O ministro da Saúde do Quénia, Aden Duale, declarou que o cidadão queniano que chegou ao país no sábado, vindo da RDCongo, tinha sido isolado e tratado num hospital na capital, Nairobi.</p><p>O doente, que vivia na RDCongo, apresentou um resultado positivo para o vírus do Ébola após desenvolver sintomas associados à febre hemorrágica.</p><p>As autoridades de saúde colocaram o país em alerta máximo e estão a monitorizar a possibilidade de novos casos.</p><p>Duale disse ainda que foram identificados 28 contactos, incluindo familiares e profissionais de saúde que prestaram cuidados ao doente, estando também a serem localizados outros 23 passageiros que viajaram no mesmo voo proveniente do Uganda.</p><p>Os contactos permanecerão em isolamento durante 21 dias e serão libertos após apresentarem resultados negativos para o vírus, afirmou o diretor do ministério queniano, Patrick Amoth.</p><p>O doente vai ser enterrado no prazo de 24 horas, segundo os protocolos de segurança pública recomendados.</p><p>A RDCongo está a enfrentar a 17.ª epidemia de Ébola, que, em poucos meses, se tornou a mais mortífera de sempre neste país da África Central.</p><p>Até à data, foram registados 8.300 casos, dos quais mais de quatro mil mortes, segundo os dados mais recentes das autoridades congolesas.</p><p>O Quénia é o quarto país a registar um caso de Ébola na atual epidemia, que foi declarada no leste da RDCongo em meados de maio.</p><p>O Uganda registou 20 casos e a França um.</p><p>Antes de o Quénia ter comunicado o seu caso, não havia casos ativos fora da RDCongo desde que o Uganda declarou o fim da epidemia no país desde o final de agosto.</p><p>Na segunda-feira, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para uma "epidemia preocupante" de casos de Ébola no Kivu do Norte, região a leste da RDCongo, na fronteira com o Uganda, onde, segundo a organização, são agora registados cerca de 40% dos novos casos.</p><p>A epidemia de Ébola não está a recuar, mas sim a "deslocar-se", afirmou a MSF.</p><p>A Organização Mundial de Saúde alertou que poderá tornar-se o mais mortífero, uma vez que continua a ultrapassar os esforços para o rastrear e conter.</p><p>O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existe vacina nem tratamento aprovados, sendo que estão em curso ensaios de vacinas e tratamentos na província de Ituri, na RDCongo, o epicentro da epidemia.</p><p>Foto:&nbsp;<a href="https://depositphotos.com/photos/ebola.html?filter=all&qview=55579831">depositphotos</a></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/mundo/2026/10/06/ebola-um-morto-no-quenia-o-primeiro-caso-de-sempre-registado-no-pais/104959</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:15:13 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[OMS tranquiliza Europa após morte suspeita de peste pneumónica na Rússia ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"A avaliação inicial do risco realizada pela OMS, com base nas informações disponíveis, estima que este seja entre moderado e baixo em Irkutsk, baixo para a Rússia no seu conjunto e muito baixo para a Europa", afirmou o porta-voz da organização Christian Lindmeier.</p><p>A OMS foi informada pelas autoridades russas da morte, em 2 de outubro, da trabalhadora de um laboratório que investiga agentes patogénicos perigosos na região de Irkutsk, na Sibéria.</p><p>As autoridades russas classificaram até agora o caso como uma "pneumonia de etiologia não estabelecida".</p><p>Lindmeier afirmou que a OMS está a acompanhar de perto a situação e a trabalhar para manter outros países informados.</p><p>O porta-voz explicou que o laboratório "estuda agentes patogénicos perigosos, incluindo a peste, numa parte da Sibéria onde esta ocorre naturalmente em animais selvagens".</p><p>Segundo a OMS, as autoridades russas identificaram todas as pessoas que estiveram em contacto com a vítima e estão a acompanhá-las, não tendo sido detetados sintomas até ao momento.</p><p>"Com base nas informações não oficiais disponíveis, o risco para a saúde pública da população em geral parece baixo", afirmou Lindmeier.</p><p>A OMS pediu, ainda assim, às autoridades russas informações adicionais sobre o caso, que ainda não foi oficialmente notificado através do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).</p><p>A organização contactou as autoridades russas em 3 de outubro, depois de o caso ter sido detetado pelo seu sistema interno de vigilância, mantendo desde então contactos com Moscovo.</p><p>O Governo norte-americano emitiu no domingo um alerta relacionado com o caso, tendo o Kremlin respondido na segunda-feira com um apelo à calma e pedido que sejam consideradas apenas as informações divulgadas pelo serviço russo de defesa do consumidor.</p><p>Segundo meios de comunicação russos, vários hospitais de Irkutsk, incluindo uma unidade pediátrica, terão sido colocados em quarentena devido às suspeitas de peste pneumónica, informação que a OMS não confirmou.</p><p>Foto:<a href="https://depositphotos.com/photos/hospital-russia.html?filter=all&qview=360468110"> dpeositphotos</a></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/mundo/2026/10/06/oms-tranquiliza-europa-apos-morte-suspeita-de-peste-pneumonica-na-russia/104960</link>
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            <category><![CDATA[Mundo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:13:33 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[Do 7 de Outubro à guerra no Irão: Cronologia do conflito no Médio Oriente]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Durante a devastadora campanha israelita de resposta aos islamitas no enclave palestiniano, a guerra atraiu os aliados do Irão no Médio Oriente, o chamado "Eixo da Resistência" que também integra o Hamas, arrastando vários países da região, a começar pelo Líbano.</p><p>Mas o conflito foi alargado ao longo dos últimos três anos, passando por Síria, Iraque e Iémen, até chegar ao próprio Irão e à região do Golfo.</p><p><strong>Eis uma cronologia de alguns dos principais conflitos no Médio Oriente desde o 7 de Outubro:</strong></p><p>2023</p><p>07 Out – Às primeiras horas da manhã, milhares de 'rockets' são disparadas sobre Israel a partir da Faixa de Gaza, antes de combatentes palestinianos liderados pelo Hamas romperem as linhas de separação entre os dois territórios.</p><p>Durante a "Operação Dilúvio de Al-Aqsa", cerca de 1.200 pessoas são mortas em comunidades israelitas, instalações militares e da polícia e no festival de música Nova, e outras 251 são levadas como reféns.</p><p>Os ataques mais sangrentos de sempre em Israel chocam a comunidade internacional e, no mesmo dia, Telavive lança a "Operação Espada de Ferro" na Faixa de Gaza.</p><p>08 out - O grupo xiita libanês Hezbollah dispara dezenas de projéteis contra posições militares no norte de Israel, em solidariedade com a "resistência palestiniana".</p><p>Israel responde com tiros de artilharia em zonas do sul do Líbano.</p><p>16 out - Começa a retirada de civis do norte de Israel, onde cerca de 60 mil pessoas ficarão deslocadas junto da fronteira com o Líbano.</p><p>27 out – Início da invasão terrestre do norte de Faixa de Gaza, levando mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas.</p><p>31 out – Os rebeldes Huthis, aliados do Irão no Iémen, lançam mísseis balísticos e drones contra Israel, em apoio dos "irmãos oprimidos na Palestina" e ameaçam manter os ataques até ao fim da guerra na Faixa de Gaza.</p><p>02 nov – A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança de grupos xiitas apoiados pelo Irão, reivindica o primeiro de vários ataques aéreos contra Israel.</p><p>24 nov – Primeira trégua entre Israel e Hamas: durante uma semana, são trocados 105 reféns (81 dos quais israelitas) por 240 prisioneiros palestinianos e entra ajuda humanitária no território.</p><p>Nesta altura, as autoridades do enclave palestiniano, controladas pelo Hamas, registam cerca de 15 mil mortos, na maioria civis.</p><p>2024</p><p>11 jan – Uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos lança uma ofensiva contra os Huthis no Iémen, em resposta às ameaças dos rebeldes à navegação no Mar Vermelho.</p><p>26 jan – Após uma queixa da África do Sul, o Tribunal Internacional de Justiça ordena a Israel que tome "todas as medidas possíveis para proteger a população palestiniana e evitar qualquer ato de genocídio na Faixa de Gaza".</p><p>01 abr - Um ataque aéreo atribuído a Israel atinge o consulado do Irão em Damasco e mata 16 pessoas, incluindo dois generais iranianos e outros cinco membros da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime iraniano.</p><p>13 abr – O Irão realiza o primeiro ataque direto contra Israel, disparando mais de 300 mísseis e drones.</p><p>19 abr – Teerão confirma "fortes explosões" na província de Isfahan, no centro do país, após Israel ter anunciado que iria responder aos ataques iranianos.</p><p>07 mai - O exército israelita assume o controlo do lado palestiniano da passagem fronteiriça com o Egito em Rafah, durante as operações terrestres no sul do enclave.</p><p>O balanço de mortes na Faixa de Gaza é nesta altura de cerca de 34 mil, na maioria civis, segundo as autoridades locais.</p><p>22 mai - Espanha, Irlanda e Noruega anunciam a intenção de reconhecer o Estado da Palestina, decisão formalizada dias depois, a 28 de maio.</p><p>31 jul - O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, é morto num ataque em Teerão atribuído a Israel, depois de assistir à posse do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.</p><p>25 ago – O Hezbollah desencadeia um vasto ataque com centenas de 'rockets' e drones contra o norte Israel, em retaliação pelo assassínio, em Beirute no mês anterior, de Fuad Shukr, braço direito do líder do movimento, Hassan Nasrallah.</p><p>17 e 18 set - Numa ação de sabotagem sem precedentes, Israel faz explodir simultaneamente milhares de aparelhos de comunicação e 'pagers' de membros do Hezbollah em várias partes do Líbano, causando 37 mortos e 3.000 feridos.</p><p>22 set – Após fortes ataques aéreos cruzados entre Israel e Hezbollah, a ONU alerta para "uma catástrofe iminente" na região.</p><p>No dia seguinte, o exército israelita recomenda aos habitantes do sul do Líbano que abandonem zonas próximas de potenciais alvos do Hezbollah.</p><p>28 set - Israel mata Hassan Nasrallah e outros altos dirigentes do Hezbollah num ataque à sede do movimento, em Dahieh, na periferia sul de Beirute.</p><p>01 out - As forças israelitas iniciam uma invasão terrestre no sul do Líbano, na mesma área de atuação dos militares da missão da ONU (FINUL). Ao mesmo tempo, prosseguem os bombardeamentos intensivos em zonas do Hezbollah, eliminando vários dos seus dirigentes políticos e militares. No mesmo dia, o Irão lança bombardeamentos com 180 mísseis balísticos contra Israel, em retaliação pelos assassínios dos líderes do Hamas e do Hezbollah.</p><p>28 out – Israel responde com vagas de ataques aéreos em várias regiões da República Islâmica, incluindo Teerão.</p><p>21 nov – O Tribunal Penal Internacional (TPI) emite mandados de captura para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e contra a humanidade e uso da fome como método de guerra na Faixa de Gaza.</p><p>O TPI visa também o antigo líder militar do Hamas Mohammed Deif, que tinha sido eliminado em 13 de julho, embora a sua morte só tenha sido confirmada mais tarde.</p><p>27 nov - Israel e Hezbollah acordam um cessar-fogo, com mediação de França e Estados Unidos, que prevê a retirada das tropas israelitas e das milícias do Hezbollah no sul do Líbano.</p><p>As autoridades libanesas registam quase quatro mil mortos e perto de 1,4 milhões de deslocados até ao anúncio da trégua. Do lado israelita, são contabilizadas as mortes de 82 soldados e 47 civis.</p><p>08 dez - O Presidente sírio, Bashar al-Assad, é derrubado por uma aliança de grupos rebeldes liderada por Ahmad al-Sharaa, um ex-jihadista apoiado pela Turquia e com passado ligado a grupos terroristas, com os quais já tinha entretanto rompido.</p><p>No mesmo dia, Israel anuncia que se posicionou na zona tampão desmilitarizada no sul da Síria, com vista a proteger as suas comunidades nos Montes Golã ocupados.</p><p>Nas semanas seguintes, as forças israelitas bombardeiam centenas de alvos militares na Síria.</p><p>2025</p><p>19 jan – Entra em vigor o segundo cessar-fogo entre Israel e o Hamas, durante o qual 33 reféns são trocados por cerca de dois mil prisioneiros palestinianos.</p><p>Em menos de dois meses, o exército israelita retomará as operações militares na Faixa de Gaza.</p><p>13 jun – Israel lança uma ofensiva aérea contra o Irão, visando o seu programa de enriquecimento de urânio, incluindo cientistas e também dirigentes e altas patentes militares.</p><p>Durante a chamada "guerra dos 12 dias", os dois países lançam fortes ataques mútuos com mísseis e drones até à declaração de um cessar-fogo.</p><p>O anúncio da trégua é feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de ordenar que bombardeiros B2 atingissem três instalações nucleares na República Islâmica.</p><p>22 ago – Peritos de uma comissão independente da ONU declaram fome na Cidade de Gaza e pela primeira vez no Médio Oriente, alertando que 500.000 pessoas enfrentam uma situação catastrófica.</p><p>O primeiro-ministro israelita rejeita o que classifica de uma "mentira descarada" manipulada pelo Hamas.</p><p>09 set – Israel reivindica um "ataque dirigido" contra líderes do Hamas, sem especificar o local, pouco depois de terem sido registadas explosões em Doha, Qatar, no local onde se reuniam negociadores do grupo palestiniano.</p><p>16 set - Uma comissão internacional independente de investigação da ONU acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.</p><p>A diplomacia de Telavive "rejeita categoricamente" este "relatório tendencioso e mentiroso" e pede a dissolução imediata da comissão.</p><p>21 e 22 set – Uma dezena de países ocidentais reconhecem oficialmente o Estado da Palestina - entre os quais Portugal ao lado de potências como Reino Unido, França e Canadá.</p><p>Esta vaga de reconhecimentos ocorre em plena guerra na Faixa de Gaza e aplicação de fortes restrições impostas à população da Cisjordânia e Jerusalém Oriental desde o 07 de Outubro, acompanhadas de uma escalada de violência "sem precedentes", segundo a ONU, atribuída ao exército israelita e colonos radicais.</p><p>Em resposta a este movimento diplomático, Netanyahu comenta que se trata de "uma enorme recompensa ao terrorismo" e avisa que o Estado da Palestina "não vai acontecer".</p><p>29 set – O Presidente norte-americano anuncia um roteiro de 20 pontos para a Faixa de Gaza, que inclui um cessar-fogo e a libertação de todos os reféns, bem como a abertura do diálogo com vista a um acordo definitivo.</p><p>10 out – O cessar-fogo na Faixa de Gaza entra em vigor e, nos dias seguintes, são devolvidos os últimos 20 reféns vivos e 28 mortos, em troca de quase dois mil prisioneiros palestinianos.</p><p>O compromisso prevê também o reforço da entrada de ajuda humanitária no território e a retirada das forças israelitas para trás do que designaram como "linha amarela".</p><p>Os meses seguintes serão marcados por sucessivas acusações mútuas de violação do acordo e os ataques israelitas tornam-se quase diários.</p><p>2026</p><p>28 fev – Após uma série de ultimatos de Donald Trump ao Irão relacionados com o seu programa nuclear, os Estados Unidos e Israel iniciam uma ofensiva aérea conjunta contra a República Islâmica e matam o seu líder supremo, Ali Khamenei, e outras altas personalidades iranianas.</p><p>O Irão responde de imediato contra Israel e países do Golfo, sob o pretexto de albergarem bases militares norte-americanas.</p><p>Ao mesmo tempo, impõem um bloqueio naval no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais, fazendo disparar os preços dos combustíveis.</p><p>02 mar – O Hezbollah retoma os ataques aéreos contra o norte de Israel, em solidariedade com o Irão.</p><p>18 mar – O Irão lança bombardeamentos contra Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Qatar, onde atinge a principal instalação de gás qatari, em Ras Laffan.</p><p>Os ataques contra instalações energéticas no Golfo surgem em resposta a bombardeamentos israelitas do campo de gás de South Pars, integrado no maior complexo do mundo e partilhado com o Qatar.</p><p>Além daqueles três países, as forças iranianas atacam em várias ocasiões ao longo do conflito o Iraque, Omã, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Síria, visando não só alvos relacionados com os Estados Unidos, mas também infraestruturas económicas, sobretudo petrolíferas.</p><p>12 abril – Delegações dos Estados Unidos e do Irão terminam horas de negociações históricas frente a frente na capital do Paquistão mas não chegam a acordo sobre os temas essenciais do programa nuclear e de produção de mísseis de Teerão. As conversações também são infrutíferas ao nível do apoio iraniano a grupos armados no Médio Oriente, em troca da suspensão de sanções.</p><p>No dia seguinte, o Presidente norte-americano ordena um bloqueio naval aos portos iranianos.</p><p>14 abr – Representantes do Líbano e Israel, países sem relações diplomáticas, realizam um primeiro encontro de paz em Washington. O Hezbollah não reconhece este diálogo, tal como rejeita o seu desarmamento ordenado por Beirute.</p><p>31 mai – Após várias semanas de bombardeamentos intensivos no Líbano, Israel alarga as posições militares que mantinha desde o conflito anterior no sul do país para zonas que não ocupava há mais de um quarto de século.</p><p>O novo conflito aberto repete o cenário já vivido em 2024, provocando nos meses seguintes mais de 4.300 mortos, segundo as autoridades de Beirute, e acima de 1,2 milhões de deslocados.</p><p>17 jun – Estados Unidos e Irão acordam um memorando de entendimento, que inclui um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval norte-americano.</p><p>No entanto, o memorando vai colapsar com os dois lados a retomar os respetivos bloqueios, sem que prossigam negociações previstas no memorando para um acordo de paz definitivo em menos de dois meses.</p><p>26 jun – Israel e Líbano aceitam um acordo-quadro, que prevê o posicionamento de forças regulares libanesas em zonas-piloto no sul do país, das quais os militares israelitas deverão retirar-se.</p><p>Os confrontos entre Israel e o Hezbollah prosseguem.</p><p>08 jul – Donald Trump declara que o cessar-fogo com o Irão "acabou", mas que as negociações podem continuar.</p><p>Seguem-se vários dias de novos bombardeamentos contra a República Islâmica, que responde contra países árabes da região.</p><p>04 ago – O chefe do Governo israelita recusa retirar as suas tropas da Faixa de Gaza até ao completo desarmamento do Hamas, em reação ao acordo anunciado na semana anterior pelo líder da Casa Branca, entretanto já aceite pelos islamitas palestinianos.</p><p>Em pausa, ficam os 15 pontos previstos no roteiro (que inicialmente eram 20 pontos) apresentado pelo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, que, além da retirada israelita e desmilitarização do enclave, inclui a criação de um governo tecnocrático palestiniano, uma força internacional de estabilização e a reconstrução do território.</p><p>07 ago – Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinam um acordo de defesa mútua para fazer face à escalada de confrontação militar no Médio Oriente.</p><p>19 ago – Benjamin Netanyahu avisa a Turquia que não vai permitir o aumento da presença militar turca na Síria, um dia depois de Israel bombardear uma base aérea no norte do país, sob justificação da alegada presença de uma delegação de Ancara.</p><p>25 ago - O líder das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança de maioria curda, anuncia a dissolução do grupo armado que lutou contra a organização terrorista Estado Islâmico e a integração dos seus combatentes no exército regular, adiando a aspiração a uma autonomia alargada no norte do país.</p><p>25 ago – O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, apresenta a "Operação Pária Económico", que procura isolar a economia iraniana, através de sanções secundárias a entidades e indivíduos que desenvolvam relações comerciais com Teerão.</p><p>27 ago - Irão e Omã declaram progressos nas negociações da gestão conjunta do estreito de Ormuz, com eventual cobrança de portagens, mas o acordo fica por formalizar.</p><p>08 set - Doze países ocidentais, na maioria europeus e incluindo Portugal, anunciam a preparação de sanções contra colonos israelitas na Cisjordânia</p><p>Segundo as Nações Unidas, a escalada de violência nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, resultaram na morte de mais de 1.100 palestinianos desde 07 de outubro de 2023, dos quais 250 eram crianças.</p><p>10 set - Os Huthis conquistam a cidade de Moka, numa vasta operação militar contras as tropas governamentais, e alargam o seu controlo no oeste do Iémen junto ao mar Vermelho e estreito de Bab el-Mandeb, que serve de alternativa a Ormuz.</p><p>Os Huthis alegam que os seus avanços militares no Iémen não procuram atingir a navegação comercial, exceto para os navios da Arábia Saudita, aliado do Governo iemenita, que estão sujeitos a um bloqueio dos rebeldes desde julho.</p><p>O reacendimento da guerra civil no Iémen leva a uma sequência de bombardeamentos entre Huthis e Arábia Saudita.</p><p>22 set – O Departamento do Tesouro norte-americano anuncia uma proibição dos voos de companhias aéreas iranianas. Apesar de as ligações com China e Rússia, parceiros próximos da República Islâmica, continuarem, vários países do Médio Oriente aderem às novas sanções, que Teerão classifica como "desumanas".</p><p>23 set – Mais de 1.400 palestinianos foram mortos em ataques israelitas desde a entrada em vigor do cessar-fogo na Faixa de Gaza, segundos dados das autoridades do território considerados fiáveis pela ONU, elevando o total de vítimas mortais para acima de 74 mil.</p><p>24 set - Dezenas de delegações abandonam a sala plenária da 81.ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, e boicotam o discurso de Benjamin Netanyahu.</p><p>Antes de começar a sua intervenção, o líder israelita convida os "cobardes morais" que ainda não tinham saído do local a fazê-lo naquele momento.</p><p>30 set – O copiloto de um avião da FlyDubai com destino a Telavive, com 180 passageiros israelitas a bordo, ataca o comandante, supostamente com a intenção de derrubar o aparelho.</p><p>Os relatos descrevem que só a resistência do comandante e a ação de vários passageiros impediram os planos do copiloto, um cidadão de Omã com registos de radicalismo islâmico, e permitiram uma aterragem de emergência na Arábia Saudita com todos os ocupantes a salvo.</p><p>O caso é tratado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos e de Israel como um ato terrorista e ocorreu um dia depois de Netanyahu ter alertado para a possibilidade de um ataque ao seu país até às eleições legislativas de 27 de outubro.</p><p>30 set - Os Estados Unidos concluem a sua retirada militar oficial do Iraque, país que invadiram há mais de 20 anos para derrubar o regime de Saddam Hussein e onde liderava uma coligação internacional de combate ao Estado Islâmico.</p><p>A saída é celebrada em Teerão, que vê uma oportunidade de alargar a sua influência num país de maioria xiita, e ocorre a par do objetivo do Governo de Bagdad de desarmar os grupos integrados na Resistência Islâmica no Iraque, que, ao longo do conflito no Golfo, atacaram Estados vizinhos, em apoio a Teerão.</p><p>04 out - O Irão está a analisar a mais recente proposta feita pelos Estados Unidos, através do Qatar e adverte para a impossibilidade de uma "solução militar" para a guerra.</p><p>Dias antes, Donald Trump tinha rejeitado uma proposta iraniana para reabrir o estreito de Ormuz e discutir o programa nuclear de Teerão, em troca do levantamento das restrições à economia iraniana.</p><p>Durante a Assembleia-Geral da ONU, o líder da Casa Branca disse que tinha de escolher entre "aniquilar" o Irão ou chegar a um acordo, advertindo que uma solução diplomática só seria possível após as eleições intercalares para o Congresso norte-americano, agendadas para 03 de novembro.</p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 09:14:16 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[Von der Leyen alerta para risco de grandes cortes no orçamento da UE]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"Estou consciente de que não é fácil equilibrar todas as limitações. Estou também consciente da difícil situação orçamental dos Estados-membros, mas gostaria de alertar para os riscos de grandes cortes", disse Ursula von der Leyen.</p><p>Intervindo num debate no Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, sobre a preparação da próxima reunião do Conselho Europeu, marcada para meados deste mês, a líder do executivo comunitário salientou que "isso poderia significar cortes profundos em prioridades fundamentais" acordadas por todos.</p><p>"É por isso que propusemos um pacote significativo de novos recursos próprios e sei que este Parlamento me apoiará nesta matéria", recordou, numa alusão às novas receitas propostas pela instituição.</p><p>Ursula von der Leyen classificou a atual crise energética de preços como "mais um lembrete de que o próximo orçamento de longo prazo precisa de estar à altura dos muitos desafios que a Europa enfrenta".</p><p>Em causa está o Quadro Financeiro Plurianual (QFP), que define as prioridades e os limites de despesa da UE, para o período 2028-2034.</p><p>"Acredito que as prioridades que propusemos no QFP são as prioridades certas e, se queremos preservar as nossas prioridades e o nível de ambição que temos para a Europa, temos de fazer o trabalho difícil do lado das receitas", apelou a presidente da Comissão Europeia, quando se espera nos próximos dias uma proposta revista da presidência irlandesa do Conselho da UE que vai incluir novos recursos próprios.</p><p>Von der Leyen enumerou entre as prioridades para o próximo QFP o reforço do investimento na defesa e segurança, na competitividade e na inovação, salientando porém a necessidade de salvaguardar que as prioridades tradicionais de coesão e agrícola "não são postas em causa". Portugal também pede tais garantias.</p><p>Acresce o reforço da capacidade financeira da UE para responder a crises, como catástrofes naturais e migração ilegal, sendo que "este verão nos recordou quão críticos são estes instrumentos e este financiamento", adiantou a líder do executivo comunitário.</p><p>De acordo com a responsável, o debate é sobretudo "uma questão de ambição".</p><p>A discussão sobre o orçamento deverá estar entre os temas da agenda europeia nos próximos meses.</p><p>O acordo final exige unanimidade dos países e consentimento do Parlamento Europeu.</p><p>A proposta da Comissão Europeia para o QFP 2028-2034 prevê um orçamento de quase dois biliões de euros a preços correntes, equivalente a 1,26% do rendimento nacional bruto (RNB) da UE, incluindo o reembolso da dívida do NextGenerationEU.</p><p>Bruxelas propõe também cinco novos recursos próprios - provenientes do mercado europeu de carbono, do mecanismo de ajustamento carbónico nas fronteiras, dos resíduos eletrónicos, do tabaco e das grandes empresas - para financiar as novas prioridades.</p><p>Por seu lado, o Parlamento Europeu defende um orçamento de 1,27% do RNB, quer o reembolso da dívida do NextGenerationEU fora do teto orçamental e reclama pelo menos 60 mil milhões de euros anuais em novas receitas próprias, provenientes de novas fontes de tributação e de receitas ligadas ao mercado de carbono, às grandes empresas e ao setor digital.</p><p>Ao nível do Conselho, a proposta apresentada em junho pela presidência cipriota da UE apontou para 1,73 biliões de euros, uma redução de 32,8 mil milhões face à proposta da Comissão, e equivalente a 1,23% do RNB.</p><p>A presidência irlandesa do Conselho da UE deverá, nos próximos dias, aproximar as posições dos Estados-membros, com os recursos próprios entre os dossiês mais sensíveis da negociação.</p><p>A decisão sobre novas fontes de receita exige unanimidade no Conselho e ratificação pelos Estados-membros.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Mundo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 09:11:09 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Alemanha alerta para risco de "conflito violento" com a Rússia ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"O confronto que enfrentamos com a Rússia assumiu uma nova dimensão. É mais perigoso. A Alemanha corre o risco de se envolver num conflito violento com a Rússia", salientou o presidente do BND, numa audição na câmara baixa do parlamento (Bundestag), em Berlim.</p><p>A Rússia está a "travar uma guerra secreta" contra a Alemanha, avisou Martin Jäger, para quem este conflito não declarado "não pode ser categorizado dentro das estruturas militares ou jurídicas habituais".</p><p>"Com base em todos os dados atualmente disponíveis, o que consideramos plausível - e digo expressamente plausível - são, sem dúvida, ações russas seletivas e de baixo impacto contra certos Estados-membros da NATO", declarou o presidente do BND, ao salientar que o país do Presidente Vladimir Putin tem estado no centro do trabalho desenvolvido pelo serviço de informações externas alemão.</p><p>O risco de ataques contra alvos na Alemanha "continua a ser real e atual, alertou ainda Martin Jäger, aludindo ao facto de a Alemanha se encontrar numa "zona cinzenta" face à ameaça russa, uma posição também partilhada por outros parceiros da NATO, como os Estados bálticos.</p><p>Jäger avisou também que "a conceção revisionista e expansionista da política externa e de segurança russa vai para além da Ucrânia", reconhecendo que os países bálticos estão a "vivê-la em primeira mão".</p><p>"Podemos extrapolar algo semelhante para a região do Mar Báltico e, no flanco sudeste da NATO, a situação não é muito diferente", acrescentou o responsável do BND, sugerindo que a Rússia está atualmente a testar os parceiros da Aliança Atlântica com ações como as recentes violações do espaço aéreo aliado.</p><p>Martin Jäger enfatizou que nem a Alemanha, nem os seus países parceiros, procuraram um confronto com a Rússia.</p><p>"É a Rússia que nos está a obrigar a isso", sublinhou, reiterando que o apoio à Ucrânia é um dos principais interesses da Alemanha no atual contexto geopolítico.</p><p>"O apoio à Ucrânia é um interesse fundamental da Alemanha. Se não o fornecermos — e isto aplica-se não só à Alemanha, mas também a outros parceiros europeus e à NATO — teremos de enfrentar consequências graves", alertou.</p><p>A Alemanha tem sido alvo de sobrevoo de drones, sabotagem e campanhas de desinformação, ações que as autoridades alemãs têm ligado a Moscovo.</p><p>O chanceler alemão Friedrich Merz, em visita a Kiev no domingo, prometeu continuar a apoiar a Ucrânia para também proteger a Europa, enquanto o AfD, um partido de oposição pró-Rússia e de extrema-direita que exige o fim da ajuda a Kiev, ganha terreno na Alemanha.</p><p>Foto:&nbsp;<a href="https://depositphotos.com/photos/alemanha-militar.html?filter=all&qview=301524080">depositphotos</a></p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Mundo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:08:58 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Tensão entre EUA e África do Sul aumenta. Embaixador diz-se insultado ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"Mais um insulto pessoal do ministro Lamola dirigido a um líder norte-americano desta vez a mim, que, ao ser denunciado, como estou a fazer agora, levará a uma 'démarche' [protesto diplomático formal] na qual serei repreendido por 'quão pouco diplomático' sou", declarou Bozell na plataforma de redes sociais X, segundo relatos da imprensa local.</p><p>O embaixador, que ocupa o cargo desde fevereiro, acrescentou ainda: "E depois o Governo sul-africano interroga-se sobre o porquê de as relações se estarem a deteriorar".</p><p>O diplomata estava a responder às declarações feitas à imprensa local no passado fim de semana por Lamola, que deplorou a "conduta altamente indelicada" de Bozell III e defendeu a decisão do Governo sul-africano, tomada na semana passada, de o convocar pela segunda vez desde março.</p><p>"Não se pode ter um diplomata a dizer que o tempo para falar acabou. Falar é o nosso trabalho. Portanto, se não consegue falar como um diplomata e não consegue dialogar, então demita-se", declarou o ministro sul-africano das Relações Internacionais e Cooperação, Ronald Lamola.</p><p>O ministro reiterou que, "enquanto diplomata, não pode interferir na política interna do país anfitrião".</p><p>"Esta é a regra número um da diplomacia", disse o governante da África do Sul, acrescentando que "com a sua postura e as suas intervenções públicas [Bozell III] está a interferir" nos assuntos da África do Sul.</p><p>"Neste momento, já lhe enviámos uma nota diplomática, expressámos o nosso descontentamento com a sua conduta e instamo-lo a abster-se deste comportamento indelicado", acrescentou.</p><p>Um alto funcionário do Departamento de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul confirmou na semana passada que Pretória convocou Bozell III pela segunda vez, após a primeira convocatória em março.</p><p>Esta segunda convocatória ocorreu depois de o embaixador dos Estados Unidos ter publicado um artigo afirmando que "o governo sul-africano não deseja uma relação construtiva com os Estados Unidos".</p><p>Defendeu ainda a recente decisão dos americanos de impor restrições de vistos aos sul-africanos responsáveis por "crimes de motivação racial patrocinados pelo governo" contra africânderes, grupo étnico da África do Sul descendente de colonos europeus, principalmente dos Países Baixos, da Alemanha e da França.</p><p>O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva em fevereiro de 2025 que cortou indefinidamente a ajuda à África do Sul.</p><p>Trump tomou esta medida depois de acusar Pretória de expropriar terras e violar os direitos humanos dos africânderes, referindo-se à polémica lei promulgada pelo governo sul-africano em 2025 que facilita a expropriação de terras para uso público.</p><p>Em maio de 2025, o governo dos EUA ofereceu o estatuto de refugiado à comunidade africânder, alegando que eram vítimas de discriminação e até de "genocídio", acusações que Pretória nega veementemente.</p><p>Desde então, as tensões bilaterais continuaram a aumentar.</p><p>Foto:&nbsp;<a href="https://depositphotos.com/photos/eua.html?filter=all&qview=271201346">depositphotos</a></p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:08:48 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Primeira-ministra japonesa quer construir "relação estável" com a China]]></title>
            <description><![CDATA[<p>As relações diplomáticas entre os dois gigantes económicos asiáticos estão no seu ponto mais baixo desde que Takaichi sugeriu, em novembro passado, que Tóquio poderia intervir em caso de ataque a Taiwan, uma ilha que Pequim reivindica como parte do seu território.</p><p>"A China é um vizinho importante e, apesar das dificuldades, construímos ao longo dos anos uma relação de longa data", afirmou.</p><p>"Trabalharemos para garantir a comunicação sobre os desafios comuns, promover o diálogo para proteger os nossos interesses nacionais e construir uma relação construtiva e estável", acrescentou.</p><p>No entanto, prometeu que o Japão "afirmaria firmemente as posições" nipónicas e exigirá, "com veemência, um comportamento responsável" por parte do seu vizinho.</p><p>Além disso, a chefe do governo indicou também que o seu governo elaboraria um plano global para fazer face ao declínio demográfico, que qualificou de "crise nacional que avança silenciosamente".</p><p>Embora goze de uma opinião pública amplamente favorável um ano após a sua chegada ao poder, a primeira-ministra tem de enfrentar inúmeros desafios, nomeadamente o aumento da inflação, as preocupações dos mercados relativamente ao aumento da dívida japonesa, bem como um diferendo diplomático com a China que se tem vindo a agravar desde as declarações sobre Taiwan no ano passado.</p><p>Este discurso surge depois de um diplomata chinês ter declarado, na semana passada, que as relações com Tóquio "aguardavam por ser novamente normalizadas", durante um encontro com um antigo ministro dos Negócios Estrangeiros japonês que liderava uma delegação comercial em Pequim.</p><p>No ano passado, a China sugeriu aos seus cidadãos que não viajassem para o Japão e impôs restrições comerciais, o que teve como consequência, nomeadamente, fortes quedas nas entregas de minerais de terras raras, essenciais para as empresas japonesas.</p><p>O número de japoneses residentes no arquipélago desceu abaixo da marca dos 120 milhões pela primeira vez em 42 anos, de acordo com dados governamentais publicados em julho, e o país enfrenta um envelhecimento preocupante da sua população.</p><p>Takaichi reafirmou igualmente o seu compromisso com uma política orçamental proativa e responsável, depois de o atual programa de despesas públicas ter abalado os mercados.</p><p>Este discurso marcou o início de uma sessão parlamentar que se prolongará até dezembro e irá analisar vários projetos de lei, alguns dos quais visam reduzir, a partir de abril e durante dois anos, o imposto sobre o consumo aplicável aos produtos alimentares, a fim de atenuar o impacto da inflação na vida quotidiana dos eleitores.</p><p>O discurso da chefe do Governo incluiu também uma promessa de apoiar o Tribunal Penal Internacional, depois de os Estados Unidos terem imposto, em agosto, sanções à presidente japonesa do tribunal, Tomoko Akane.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Mundo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 09:33:56 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Flávio Bolsonaro e Lula disputam 2.ª volta das presidenciais no Brasil]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O candidato Flávio Bolsonaro e o atual chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, que decorrem no dia 25 de outubro.</p><p>Segundo os dados oficiais, Flávio Bolsonaro registou 47,43% dos votos válidos na primeira volta enquanto Lula da Silva obteve 44,69% quando estão contabilizadas 97,24% das secções eleitorais.</p><p>O Supremo Tribunal Eleitoral do Brasil publicou no seu site que a "eleição [está] matematicamente definida (Segundo turno)".</p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 09:29:28 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Chanceler alemão pede que "Putin pare com esta guerra sem sentido"]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"Senhor Putin, pare com esta guerra sem sentido.
Estamos prontos para falar sobre o fim da guerra, mas estes ataques bárbaros
contra a Ucrânia têm de parar", disse Merz, que fez uma visita surpresa a
Kyiv.</p><p>O governante falava aos jornalistas à porta do edifício da
Academia Ucraniana de Ciências, que foi recentemente atacado por um drone
russo.</p><p>No terceiro e último andar do edifício, localizado a poucos
metros da Embaixada da Alemanha na Ucrânia, ainda são visíveis os danos
causados pela explosão e pelas chamas provocadas pelo drone russo.</p><p>"Hoje, num domingo tranquilo, há sirenes de ataque
aéreo em Kyiv. Crimes de guerra estão a ser cometidos aqui todos os dias. A
Ucrânia está a preparar-se para o inverno. Apelo ao Presidente e aos líderes da
Rússia para que cessem esta guerra. Podemos falar, mas primeiro as armas
precisam de ser silenciadas", insistiu o chanceler alemão.</p><p>Merz chegou hoje a Kyiv, numa visita surpresa.</p><p>O itinerário da visita não foi divulgado por motivos de
segurança, confirmaram fontes da Chancelaria Federal à agência de noticias
internacional EFE.</p><p>À chegada, o chanceler alemão declarou que a sua visita,
acompanhado pela ministra da Economia e Energia, Katharina Reiche, e por uma
delegação de uma dezena de empresas dos setores do armamento e da energia, era
uma demonstração de apoio à Ucrânia.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Mundo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 15:34:09 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Irão diz que conflito com EUA não tem "solução militar", mas diplomática]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"Se os nossos inimigos voltarem a optar pela via do
confronto militar, a nossa resposta será mais forte do que antes e
defender-nos-emos com ainda mais firmeza", afirmou Araghchi, perante
embaixadores estrangeiros em Teerão.</p><p>"Não existe qualquer solução militar, nem qualquer
solução baseada em novas sanções", acrescentou no seu discurso,
transmitido pela televisão estatal.</p><p>O ministro fez esta declaração num momento em que as
negociações diplomáticas para uma resolução do conflito regional estão
estagnadas.</p><p>O site de notícias norte-americano Axios, citando três
responsáveis norte-americanos, noticiou uma reunião na sexta-feira em Camp
David entre os principais membros do gabinete de Donald Trump para discutir os
próximos passos em relação ao Irão e à situação no Iémen.</p><p>"Apenas negociações baseadas na justiça e na equidade
permitirão encontrar uma solução para pôr fim a este conflito e à agressão
ilegal e injusta contra o Irão", defendeu Araghchi.</p><p>Responsáveis norte-americanos e iranianos reuniram-se no
final de setembro em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral das Nações
Unidas, antes de o Irão propor um plano para reabrir, no prazo de sete dias, o
estreito de Ormuz — no centro do conflito —, em troca, nomeadamente, do
levantamento das sanções económicas impostas pelos EUA contra o país.</p><p>Donald Trump rejeitou essa proposta, mas deixou a porta
aberta à continuação das negociações indiretas, sem excluir um eventual
regresso dos ataques contra o Irão.</p><p>Ao mesmo tempo, Washington intensificou a sua guerra
económica contra Teerão, impondo novas sanções contra o seu setor aéreo.</p><p>No terreno, observou-se uma acalmia nas últimas semanas: os
Estados Unidos não atacaram o Irão desde 01 de setembro, embora os navios sejam
regularmente alvo de ataques no estreito de Ormuz.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Mundo]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 10:38:37 GMT</pubDate>
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