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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Wed, 06 Oct 2021 18:37:45 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[Cabo Verde com mais 52 casos de COVID-19 e 53 recuperados ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O boletim epidemiológico mostra que do total de 604
amostras analisadas, somam-se 52 casos positivos. 19 novos casos foram
diagnosticados na ilha de Santiago (Praia 12, Santa Catarina 2, São Salvador
do Mundo 2, Tarrafal 1 e São Miguel 2). A ilha do Fogo conta com mais 2 doentes,
todos no concelho de São Filipe. Santo Antão tem mais 14 (Ribeira Grande 2 e Porto Novo
12), São Vicente 12, Sal 1 e Tarrafal de São Nicolau 4.</p><p>As ilhas da Brava, Maio e Boa Vista não registaram nenhum
caso.&nbsp;</p><p>A taxa de positividade ronda os 8,6%, a nível nacional.  </p><p>Entretanto, hoje mais 53 pessoas tiveram alta (Praia 10,
Santa Catarina 2, São Salvador do Mundo 3, São Miguel 6, São Lourenço dos
Órgãos 1, São Filipe 3, Santa Catarina de Fogo 1, Ribeira Grande de Santo Antão
18, São Vicente 5, Tarrafal de São Nicolau 3 e Boa Vista 1).</p><p>Com esses casos novos, o país passa a contabilizar 460 casos
activos 36941 casos recuperados, 345 óbitos, 15 óbitos por outras causas e 9
transferidos, perfazendo um total de 37770 casos positivos acumulados.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2021/10/06/cabo-verde-com-mais-52-casos-de-covid-19-e-53-recuperados/76913</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 06 Oct 2021 18:37:45 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Xadrez: O mestre que tinha mandíbulas de cristal]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Uma das personalidades mais populares da cidade ucraniana de Odessa durante a segunda metade do século XX foi um xadrezista: “The Chess King of Odessa”, assim se intitulava numa revista holandesa um artigo dedicado à memória de Efim Geller (1932-1998), um dos aspirantes ao ceptro de Campeão do Mundo entre os anos 50 e 70 do século passado. Várias características da sua personalidade sustentavam esta ambição: sua incansável capacidade de trabalho (comum a todos os aspirantes), uma férrea estabilidade nos seus princípios xadrezísticos, uma confiança inquebrantável em si mesmo e nos seus esquemas bem trabalhados de aberturas. Isto dava-lhe uma grande força, por ser quase o único, graças aos seus aturados trabalhos de investigação, inume aos vaivéns da moda. Muitos sistemas, como muitas linhas da Defesa Índia do Rei, da Defesa Scheveningen, Tartakower, ou a Variante Najdorf, baseiam-se em ideias ou partidas suas. Karpov fez largo uso deles com estrondoso êxito quando Geller era seu secundante nos anos 70 e 80. Segundo seus contemporâneos, o trabalho analítico de Geller tenha uma única finalidade: encontrar a melhor jogada, não apenas uma boa jogada, mas a melhor, aquela que punha a nu a verdadeira essência da posição. O grande mestre americano, também de origem ucraniana, disse do seu compatriota que se existe a  expressão “mergulhado nas profundezas da terra”, Geller estava ‘mergulhado nas profundezas do xadrez”. Passamos a palavra a seus colegas de então. Botvinnik : “Não compreendíamos certas posições da Defesa Índia do Rei antes da chegada de Geller”. Korchnoi, o terrível, excedeu o seu rival em termos de reverência: “Nas suas melhores partidas Geller estava muito próximo do nível de génio; era um jogador brilhante e introduziu muitos sistemas novos nas aberturas”. Por último oiçamos o autor do acima citado artigo, Genna Sosonko: “Em muitas partidas de Geller pode-se aprender o mais alto nível da técnica do xadrez, técnica essa, que na definição de Vladimir Horowitz, nada mais é que ter uma clara ideia do que se quer obter e o pleno potencial para alcançá-lo. A definição da técnica não é apenas aplicável à música, como também ao xadrez. Geller dominava essa técnica”. A enumeração de todas essas virtudes leva-nos a questionar porque Geller nunca chegou a ostentar o título de campeão do mundo: é certo, seus êxitos foram muitos, entre eles duas vezes campeão da ex-URSS ( no seu tempo,  o certame mais difícil do mundo) e 6 vezes candidato oficial ao campeonato do mundo. A resposta pode estar noutros factores que também influem no jogo. O xadrez como desporto está longe de ser algo matemático; é uma luta e exige sentido pragmático. Era notório que a busca da verdade em Geller virava-se, não raro, contra ele. Como se sabe o óptimo é inimigo do bom. Buscando o óptimo durante as partidas Geller pensava demasiado e o seu número de partidas perdida por causa do tempo foi alto. Outro factor acentuado por Spassky é de foro psicológico. “Geller”, analisa o ex-campeão do mundo, “tinha mandíbula de cristal; depois de perder uma partida baixava seu rendimento – exactamente a característica oposta a grandes campeões como Karpov, Korchnoi e Kasparov, em que ânsia de ganhar é maior depois de uma derrota. Não fosse esse handicap bem outra seria a biografia que aqui traçámos.                         </p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Problema da semana</strong></p>
<p>               </p>
<p align="center"> </p>
<p align="center">(As brancas jogam e dão mate em dois)</p>
<p> </p>
<p><strong><em>Texto originalmente publicado na edição impressa do </em></strong><strong>Expresso das Ilhas</strong><strong><em> nº 835 de 29 de Novembro de 2017. </em></strong></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/30/xadrez-o-mestre-que-tinha-mandibulas-de-cristal/55563</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[António Monteiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Nov 2017 11:32:54 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Falucho: O Falucho das Estórias]]></title>
            <description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 110%; vertical-align: middle; text-align: left;" align="right"><em><span lang="PT">“E ele vai baloiçando como um mastro </span></em><em><span lang="PT">Aos seus ombros apoiam-se as esquinas” </span></em><em><span style="font-size: 10.0pt; line-height: 120%; font-family: 'Minion Pro','serif'; mso-bidi-font-family: 'Minion Pro'; mso-style-textoutline-type: solid; mso-style-textoutline-fill-color: black; mso-style-textoutline-fill-alpha: 100.0%; mso-style-textoutline-outlinestyle-dpiwidth: .75pt; mso-style-textoutline-outlinestyle-linecap: flat; mso-style-textoutline-outlinestyle-join: round; mso-style-textoutline-outlinestyle-pctmiterlimit: 0%; mso-style-textoutline-outlinestyle-dash: solid; mso-style-textoutline-outlinestyle-align: center; mso-style-textoutline-outlinestyle-compound: simple; mso-style-textfill-type: none; mso-style-textfill-fill-gradientfill-shadetype: linear; mso-style-textfill-fill-gradientfill-shade-linearshade-angle: 0; mso-style-textfill-fill-gradientfill-shade-linearshade-fscaled: no;">– Sophia de Mello Breyner</span></em></p>
<p align="right">Dobrada a “Esquina do Tempo”, o cronista decidiu ser marinheiro de “Falucho”, criar um novo projecto de escrita e viajar pelos mares das ilhas à procura de estórias e de fixar hábitos e costumes das suas gentes. É que os faluchos, que faziam trafego entre as ilhas, guardam no seu bojo lendas e estórias que valem a pena recordar e partilhar. É disso e muito mais que se irá falar neste novo espaço.</p>
<p align="right"><em>À memória do Mestre Apolinário e do Falucho “Belmira”</em></p>
<p align="right"> </p>
<p>Soprando de barlavento, o vento é de feição… e o falucho, com velas enfunadas e rumo traçado, lá vai na sua viagem inaugural.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Serei marinheiro.</em></p>
<p><em>Navegarei</em></p>
<p><em>nos rumos longínquos</em></p>
<p><em>de todos os mares.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>[…]</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Nos intervalos curtos de regresso</em></p>
<p><em>contar-vos-ei tudo o que eu vi:</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>[…]</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Mas ninguém acreditará</em></p>
<p><em>nas minhas histórias.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p align="right">– Jorge Barbosa, in <em>Caderno de um Ilhéu</em>, 1955</p>
<p> </p>
<p>Morreu, em finais de Outubro de 2017, o último mestre-carpinteiro naval, construtor de faluchos e botes do estaleiro da Praia da Gambôa. Apolinário Lopes Fortes, melhor, Fefé di Nhanha, faleceu aos 92 anos, na Achada de Santo António (cidade da Praia), zona do Brasil, bairro dos pescadores.</p>
<p>Viajo no tempo. Chegam-me de longe ecos da toada da canção da minha infância, “Que linda falua” – <em>Que linda falua/ Que l</em>á<em> vem,</em> <em>lá vem,/ é uma falua/ que vem de Bel</em>ém<em>/ […]/ Passará, não passará,/ algum deles ficará,/ se não for a mãe à frente,/ é o filho lá de trás.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Que linda falua</strong></p>
<p>Nos anos 40 os faluchos [as faluas] e os botes de São Vicente eram construídos ou reparados nos estaleiros das zonas da Ribeira Bote e da Fonte de Inês que, depois, eram puxados ou arrastados sobre troncos. À medida que os homens iam puxando o navio que rolava sobre toros, outros mudavam os troncos para a frente. De modo que havia homens à frente puxando e homens lateralmente segurando as cordas até chegar à Praia de Bote, junto à réplica da Torre de Belém, passando pela Fontinha, cruzando o Largo da Salina até desembocar na praia e serem lançados ao mar.</p>
<p>Nos anos 50 era eu muito criança, mas lembro-me da festa que fazíamos cada vez que chovia na ilha. Faltávamos a escola, juntávamo-nos em grupo e íamos, nus ou só com <em>trousses</em>, conforme a idade, brincar na chuva. Corríamos, metíamos os pés nas poças de água atirando-a para os companheiros de brincadeira, mas o que gostávamos, mesmo, era de irmos pôr-nos por debaixo das bicas das empenas das casas e receber a água da chuva no cocuruto da cabeça.</p>
<p>Passada a chuva, íamos brincar nas poças de água e na zona alagada da Salina. Fazíamos barquinhos de cana-de-milho, púnhamo-lo uma pena de galinha como mastro ou um pauzinho com uma tirinha de pano a servir de vela, e um pedacinho de arco em formato triangular a fazer de quilha para lhe dar equilíbrio. E lá íamos nós felizes brincar de marinheiro empurrando os nossos barquinhos. Os mais crescidos, um tantinho assim mais que nós, faziam barquinhos de lata e promoviam corridas de barquinhos de cana-de-milho e de lata.</p>
<p>Os faluchos e os barcos costeiros já são memórias de uma outra época. Recordo-me do “Carvalho”, do “Nauta” e do “Gavião dos Mares”, cuja relação com Porto Grande (São Vicente) e Porto Novo (Santo Antão) era a mesma que o “Belmira”, o “Aleluia” e o “Cruz de Cristo” com Pedra Badejo (Santiago) e Porto Inglês (Maio), para as gentes de Santiago.</p>
<p>Desaparecidos que estão os faluchos das ilhas, seria de se preservar essa construção e essa memória e a praticabilidade da ligação entre as ilhas próximas, inclusivamente para fins turísticos com a reconstituição dessas viagens, agora em melhores condições.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Navegação à vista</strong></p>
<p>Em Janeiro de 1981 o falucho “Belmira” perdeu-se no trajecto Pedra Badejo – Porto Inglês e foi parar à Guiné-Bissau.</p>
<p>Um despacho da Inforpress de 15/01/2015, invocando essa data, explicava que “Belmira”, capitaneado por Tchico Tuda, que fazia a ligação frequente entre a então vila de Pedra Badejo e o Porto Inglês, tinha perdido o rumo por causa de um temporal e do tempo brumoso que fazia, tendo passado a ilha do Maio sem dar por ela. Quando amanheceu, “Belmira” estava afastado da costa.</p>
<p>O falucho, que tinha seis tripulantes e levava cinco passageiros, incluindo uma criança de 6 anos, esteve à deriva durante 14 dias. Durante esse período sentiram falta de água, mas conseguiram sobreviver porque, entretanto, choveu, tendo eles colocado uma lona por cima do porão para a recolha da água.</p>
<p>Samuka, o contramestre, contou que tinham sido surpreendidos por um mau tempo e bruma seca que se fazia sentir no momento mas, caso fosse feita a busca de forma objectiva, poderiam ser resgatados no mesmo dia, pois ainda estavam perto da ilha do Maio.</p>
<p>“Quando se passaram mais de cinco dias sem ver terra, os passageiros começaram a desanimar, mas como o capitão já conhecia a rota porque fazia viagens de longo curso, ele encorajava-nos dizendo que iríamos encontrar terra firme, e assim os dias foram passando até que fomos parar à Guiné-Bissau e à ilha do Como, onde encontramos pessoas que nos acolheram conforme puderam”.</p>
<p>Da ilha guineense foram levados para a vizinha República do Senegal onde estiveram por dois dias até apanharem o voo de regresso para a ilha do Sal e, no mesmo dia, seguiram para o Maio, com escala na Cidade da Praia, onde foram recebidos com muita alegria.</p>
<p>Urge escrever a história marítima, por vezes trágico-marítima, e a história dos capitães-das-ilhas, dos veleiros e palhabotes e dos intrépidos marinheiros. <strong></strong></p>
<p><strong><em> <img src="images/moeda-de-05-escudos.jpg" border="0" width="603" height="300" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></em></strong></p>
<p><em><strong><br /></strong></em></p>
<p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do </strong></em><strong>Expresso das Ilhas</strong><em><strong> nº 834 de 22 de Novembro de 2017. </strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/30/falucho-o-falucho-das-estorias/55485</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 30 Nov 2017 07:58:55 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Empresária recusa nepotismo por ter sido nomeada pelo pai para a Sonangol]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p>A posição está expressa num direito de resposta a um editorial do Jornal de Angola - assinado pelo seu novo director, Victor Silva -, divulgado pela ex-presidente do conselho de administração da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), nomeada para o cargo por José Eduardo dos Santos, em Junho de 2016, e exonerada este mês pelo novo chefe de Estado, João Lourenço.</p>
<p>"A sua afirmação, de que o meu estatuto de 'filha de um chefe de Estado' teria sido uma desvantagem para garantir o financiamento necessário para a reestruturação da Sonangol, é contrariada por factos facilmente verificáveis. De destacar que trabalhei ao longo da minha carreira profissional (20 anos) com esse estatuto, sendo que o mesmo nunca me impediu de desenvolver relacionamentos bancários com as principais instituições financeiras internacionais", acusa a empresária, no direito de resposta que divulgou hoje.</p>
<p>"A palavra nepotismo significa a promoção de uma pessoa incompetente para um determinado cargo pelo único facto de ser membro da sua família. Como a minha competência não está em questão, não será apropriado tentar estabelecer um vínculo entre as minhas relações familiares e os resultados do meu mandato", critica ainda.</p>
<p>Em causa está o primeiro artigo de opinião assinado pelo novo director do Jornal de Angola, publicado a 19 de Novembro, poucos dias depois de ter sido empossado pelo chefe de Estado, João Lourenço, como presidente do Conselho de Administração da empresa "Edições Novembro", que publica aquele diário estatal.</p>
<p>No artigo, Victor Silva relacionava a exoneração de Isabel dos Santos da Sonangol por ser uma "pessoa politicamente exposta [PEP]", recusando que haja um conflito político entre o Presidente angolano e o ex-chefe de Estado José Eduardo dos Santos, que se mantém como líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).</p>
<p>Afirmou ainda que "a questão não deve ser posta no facto de Isabel dos Santos ser filha do ex-Presidente da República", o que dificultou que a petrolífera nacional conseguisse "os financiamentos externos necessários ao seu desenvolvimento por saber-se que no combate ao branqueamento de capitais há pessoas politicamente expostas" e que "estão sob o radar do mundo financeiro mundial".</p>
<p>Críticas infundadas, segundo a posição divulgada por Isabel dos Santos, que acusa "haver uma profunda confusão entre o significado de nepotismo e o significado de PEP, tornando-se a mesma cada vez mais comum no debate público".</p>
<p>"Deveria caber à comunicação social informar e educar a opinião pública sobre temas desta natureza de forma responsável, em vez de incendiar polémicas infames que têm em si motivações políticas. Esse é o papel desempenhado pelas redes sociais", critica, por seu turno, a empresária.</p>
<p>Refere ainda que o conceito de PEP é usado no editorial em questão "de uma forma tendenciosa": Por definição, todos os membros dos Conselhos de Administração das empresas públicas, incluindo da Sonangol, são PEP's, o que não afecta a sua capacidade de gerir relações bancárias em nome das empresas que representam".</p>
<p>Neste direito de resposta - que segundo a empresária não foi publicado pelo Jornal de Angola, que alegou exceder, em tamanho, o artigo que lhe deu origem e factos não visados no mesmo -, Isabel dos Santos acrescenta que foi durante a vigência do Conselho de Administração que liderou que a Sonangol "conseguiu finalmente estabelecer ligações bancários e ter contas abertas nos Estados Unidos de América".</p>
<p>"Situação que não havia sido possível durante muitos anos", enfatizou.</p>
<p>Isabel dos Santos foi substituída na administração da Sonangol, este mês, por Carlos Saturnino, indicado pelo novo chefe de Estado, João Lourenço.</p>
<p> </p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/29/empresaria-recusa-nepotismo-por-ter-sido-nomeada-pelo-pai-para-a-sonangol/55556</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Nov 2017 12:21:45 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Organização Nacional Antidopagem começa o controlo dos atletas nacionais]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p>Em comunicado de imprensa divulgado hoje, a ONAD-CV deu a conhecer que para se proceder “à realização de tais controlos, a organização conta com a parceria das agências de doping como a ORAD, ADOP e AMA”.</p>
<p>O presidente deste organismo, Emanuel Passos, considera que esta iniciativa representa um marco enorme para a organização, por ser a primeira a ser realizada no território nacional.</p>
<p>A ONAD-CV afigura-se como uma organização pública de natureza especial e a sua criação tem por objectivo primordial assegurar que o desporto em Cabo Verde seja livre de dopagem.</p>
<p>Pretende-se com esta iniciativa, impulsionar, de forma activa, a igualdade e a saúde nas competições, disseminando, ao mesmo tempo, a ética e os valores do jogo limpo em todas as manifestações desportivas.</p>
<p>No desempenho das suas funções, cita o comunicado, a ONAD-CV tem agendada várias acções de controlo do “doping” a atletas que competem a nível nacional e representam Cabo Verde a nível internacional.</p>
<p>A ONAD-CV tem definido a prevenção, através da educação e sensibilização, como prioridade, ainda que a realização do controlo antidoping também faz parte da sua missão.</p>
<p> </p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/28/organizacao-nacional-antidopagem-comeca-o-controlo-dos-atletas-nacionais/55541</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 28 Nov 2017 13:15:31 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Ricky Boy: “A música vai continuar a ser uma prioridade”]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>O artista da Broda Music, Ricky Boy, lançou no mercado, no dia 16 de Outubro, o seu mais novo álbum intitulado “Festa Bedju”. Este 4º álbum deste artista cabo-verdiano é formado por dez temas, conta com participação de Djodje, Loony Johnson, Dj Télio e o rapper Jay Yo. O disco que já está disponível nas plataformas digitais, possui ainda oito videoclipes. A tour de apresentação de “Festa Bedju”, arranca esta semana em Portugal, depois passa por Cabo Verde, Suíça, França e Luxemburgo. E o cantor cabo-verdiano que reside em Portugal, esteve em conversa com o Expresso das Ilhas, onde falou do seu novo trabalho discográfico e da saudade que sente do grupo TC.</strong></p>

<p> </p>
<p><strong>“Festa Bedju” é o teu 4º disco, que já está no mercado. Como é que surgiu esse título?</strong></p>
<p>Como fiz um disco muito mais dançante do que os anteriores e andava à procura de um nome para o disco, resolvi chamá-lo de “Festa Bedju”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Porquê “Festa Bedju”?</strong></p>
<p>(risos) Porque é um disco com mais temas dançantes.</p>
<p> </p>
<p><strong>Este disco é diferente dos outros? </strong></p>
<p>Existe uma diferença, que acho que é notória Neste disco gravei um tema com Deejay Télio, que é o “Fofokero”, que é um afro. O tema “Festa Bedju” é uma fusão do funaná, caneca e ferrinho com elementos de house e afro. Tem “Sabura”, que é um tema dançante, pois é um remix da música da cantora Maria de Barros, que é uma coladeira. Fiz uma versão tipo dancehall do tema. Mesmo as kizombas têm uma versão mais “club”, como costumámos dizer. Tem músicas românticas, como nos anteriores. Apenas “Nha Kretxeu”, e “Ami Nsabi” é que são música acústica. De resto, são músicas mais dançantes. </p>
<p> </p>
<p><strong>Além de ser um disco dançante é também mais maduro…</strong></p>
<p>Acho que é mais maduro, a nível das composições. No segundo disco abordei temas mais sensíveis, como violência doméstica, e tentei explorar temas mais complexos. Neste álbum a ideia foi fazer um álbum mesmo dançante e normalmente quando o disco é dançante leva-nos a ter uma linguagem mais simples das coisas.</p>
<p> </p>
<p><strong> É o primeiro álbum que lanças depois de seres pai, a responsabilidade aumenta? </strong></p>
<p>Eu não relacionei uma coisa com a outra. Este disco tem oito videoclipes e a minha filha participou num dos vídeos, no tema “Nha Kretxeu”. E fiz este videoclip para ela e para a mãe dela.  </p>
<p> </p>
<p><strong>Este álbum levou mais tempo? </strong></p>
<p>Este disco levou mais tempo porque durante todo esse tempo estive a ponderar se fazia um disco ou um EP, visto o mercado ter mudado muito.</p>
<p> </p>
<p><strong>E acabaste por fazer um disco e não um EP?</strong></p>
<p>Como tinha muitos temas resolvi fazer um disco.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pela primeira vez fizeste um álbum com muitos vídeos.</strong></p>
<p>Acho que hoje em dia para as coisas funcionarem bem têm de ser assim. Há muita informação e muita gente a lançar muita coisa, pelo que hoje em dia é cada vez mais difícil prenderes a atenção das pessoas. Então por fiz esse trabalho a nível de vídeos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Neste disco, além do Djodje participaram outros artistas como Loony Johnson e Deejay Télio. Fala-nos dessas parceiras?  </strong></p>
<p>Fui escolhendo os convidados consoante a música, não planeei ter esses convidados. Por exemplo, a música “Festa Bedju” é uma composição que me deu o Djodje. Estávamos um dia no estúdio, a ouvir essa música e ele perguntou-me se queria ficar com esse tema e disse-lhe que só fazia sentido ficar com o tema, se ele cantasse comigo, daí a participação do Djodje. Como dizemos em Cabo Verde, “é quase da lei” a participação dele nos meus discos. Já o Jayyo participou na música “À toa” porque já tinha gravado a minha parte e precisava de um rapper, então convidei-o, também já tínhamos uma relação de amizade, e ele aceitou logo. O Loony Johnson é um dos melhores amigos que a música me deu e há muito que tinha vontade de fazer um tema com ele. Quando surgiu essa oportunidade, fiz a minha parte e depois convidei-o para participar e ele aceitou. O Deejay Télio foi a mesma coisa. Mas não foi nada planeado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Estás em Cabo Verde para fazer a promoção do disco ou estás de férias?</strong></p>
<p>As apresentações, por assim dizer, começam em Portugal onde tenho dois shows. O primeiro, no dia 24 deste mês, em Lisboa, e o segundo, no dia 25, no Porto.  </p>
<p> </p>
<p><strong>E em Cabo Verde quando será?</strong></p>
<p>Já está agendado para Dezembro. No dia 1, na Ilha do Sal, 8 na Boa Vista, 15 na Praia e 16 em São Vicente.</p>
<p> </p>
<p><strong>Como é que tem sido o feedback do disco? </strong></p>
<p>Até este momento está a ser muito positivo já que não há uma música que está a destacar mais que as outras, pelo menos dos quatro primeiro temas que saíram com os videoclipes. Todas as músicas estão a ser partilhadas da mesma forma. E depois há uma música que acho que vai tocar muito nas ilhas de São Vicente, Sal e São Nicolau, que é o “Sabura”, um remix da música da cantora Maria de Barros. O feedback está a ser muito positivo, mas ainda é prematuro dizer. </p>
<p> </p>
<p><strong>Mas qual é a tua expectativa com este disco? </strong></p>
<p>Quando tirámos um álbum a tendência é termos mais trabalho. A minha expectativa é que isso aconteça, que consiga levá-lo para mais sítios e que as pessoas gostem do disco.</p>
<p> </p>
<p><strong>Mudando de assunto. Como está a tua carreira artística neste momento?</strong></p>
<p>Boa pergunta, estou a desfrutar o dia-a-dia porque nunca fiz música com intuito de fazer carreira e não me considero um músico. Fiz sempre as minhas coisas e tive a sorte delas terem tido uma boa aceitação logo de início. É claro que a partir do momento que começas a viver daquilo que está a fazer, és profissional nisso, mas agradeço por cada música que sai. Não crio grandes espectativas à volta disso e tento direcionar-me para outras coisas também. Estamos a falar de um ramo que é muito volátil, que tanto pode estar alto como baixo e é importante estar sempre com os pés no chão e olhar para outros lados. </p>
<p> </p>
<p><strong>E neste momento estás mais focado na música.</strong></p>
<p>Sim, neste momento tenho uma loja de acessórios para homens em Portugal, criado há oito meses. É uma loja online, meu e da minha mulher, está numa fase embrionária, mas o meu foco é a música. A loja dá-me algum rendimento que me permite sustentar. A música vai continuar a ser uma prioridade.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Falando agora da nossa música, como vês a música cabo-verdiana, neste momento?  </strong></p>
<p>Para dar essa resposta, temos que separar as coisas, primeiramente por estilos. Por exemplo, se formos analisar o hip hop, que é um estilo que deu um “boom”, tanto a nível da aceitação como da qualidade, temos actualmente artistas que nunca pensaram em animar festivais com banda e tem tido grandes prestações e feedback muito positivo do público. Acho que o hip hop está com as portas abertas e com tudo, a nível nacional, para continuar grande e a produzir grandes frutos. Temos a questão da música tradicional, que do meu ponto de vista, tem estado a surgir uma nova geração de intérpretes, mas cada vez menos compositores e menos músicos. Quando digo menos músicos, estou a referir-me aos instrumentistas que tenham conhecimento da música tradicional e de como ela deve ser tocada. Acho que isso é grave, porque a música tradicional que é a nossa, já que os outros são fusões que vamos criando, é natural que isso aconteça. Por exemplo, o Brasil, que é uma nação muito maior do que a nossa, tem hip hop brasileiro, mas o hip hop não é oriundo do Brasil. Foram buscar o hip hop e acrescentaram o seu ADN. A verdade é que a música tradicional precisa ser valorizada e tem de partir da base, que é a educação. Hoje em dia não sei o que se passa nas escolas, nas disciplinas relacionadas com a música nem qual o seu conteúdo, mas se calhar é por ali que tem que passar. Depois, as rádios devem passar mais músicas nacionais, com primazia para a música tradicional. Isso é importante, mas a culpa não está em quem está a produzir em outros estilos. Tem surgido o kizomba, que se tornou algo global, pegaram na Passada e Cabo Love e meteram lá dentro e ficou tudo com o mesmo nome e isso acabou por ser bom até para os artistas cabo-verdianos. Acho que nesse estilo também estamos muito bem representados com alguns nomes sonantes como Nelson Freitas, Djodje e Mika Mendes. A nível geral, a nossa música está num bom caminho, mas a música tradicional deve ser mais bem cuidada. Acho que existem algumas coisas que devem ser corrigidas na música tradicional. </p>
<p> </p>
<p><strong>O quê, por exemplo?</strong></p>
<p>A ilha de Santiago tem estado a produzir poucos músicos. Se formos ver, a maior parte dos músicos que tocam nas bandas bases dos festivais são oriundos de São Vicente, que é uma ilha pequena em relação a Santiago. </p>
<p> </p>
<p><strong>Ainda não tens nenhuma música tradicional nos teus trabalhos. </strong></p>
<p>Tradicional não, mas tenho um tema que fiz em parceira com o Djodje, que é uma fusão. O que tenho é muita coladeira. Lá está, é um estilo que não me vejo a fazer, não tenho muito jeito para compor músicas tradicionais, por isso nunca me aventurei. Mas se surgir oportunidade para gravar um tema dentro desse registo, farei com todo o prazer, desde que sinta que está a soar bem.</p>
<p> </p>
<p><strong>Alguns artistas têm estado a criticar que em Cabo Verde, a música estrangeira está a ser mais tocada do que a nacional. Sei que não vives cá, mas tens essa percepção?  </strong></p>
<p>Eu vivo em Portugal e oiço mais músicas estrangeira do que nacional (Portugal). Isso é normal, porque tem muito a ver com o poder da média. Hoje em dia, o Youtube está a ditar o mercado, o que temos que ver é o seguinte, temos que fazer com que a música nacional toque mais vezes nas rádios, mas sobretudo a tradicional. Agora, se está a passar mais vezes não sei se é bom ou se é mau, mas também temos que saber o que o povo quer ouvir. Só se gradualmente forem passando mais a música nacional e quando digo nacional estou a falar de todos os estilos, mas com mais primazia para o tradicional.</p>
<p> </p>
<p><strong>E tens saudades da época dos TC?</strong></p>
<p>Existem muitas saudades mesmo. De vez em quando eu e o Djodje falámos sobre isso. Os TC devem ser um dos poucos grupos em Cabo Verde que acabou, ao mesmo tempo acho que nunca acabou porque a amizade entre os seus elementos continua na mesma.</p>
<p> </p>
<p><strong>Por quê é que o grupo parou? </strong></p>
<p>Por causa da distância, mas continuamos a ser uma família. Neste momento há um elemento que está a viver no Brasil, dois nos Estados Unidos e eu e o Djodje em Portugal. Temos sempre saudades daquele tempo, foram bons momentos. É um sonho que dificilmente vai realizar porque cada um está a fazer a sua vida, estamos a ficar cada vez menos novos, mas as saudades são muitas.  </p>
<p> </p>
<p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do </strong></em><strong>Expresso das Ilhas</strong><em><strong> nº 834 de 22 de Novembro de 2017. </strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/23/ricky-boy-a-musica-vai-continuar-a-ser-uma-prioridade/55483</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Nov 2017 13:55:47 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Alcides 20 anos depois. E agora ao vivo na Praia]]></title>
            <description><![CDATA[<p align="right">É um disco único. Literalmente. Um ano passado do primeiro concerto comemorativo da reedição do álbum Alcides, em Lisboa, a Cidade da Praia acolhe este sábado (25) o espectáculo musical.</p>
<p>É uma história peculiar e já bem conhecida no meio artístico: Bana, uma das vozes maiores da música cabo-verdiana, teve um filho que dele herdou o talento para a interpretação musical mas que com a sua voz e estilo próprios conseguiu se distinguir do pai e ter sucesso.</p>
<p>Alcides Nascimento, assim se chama, nasceu em São Vicente mas foi ainda pequeno, com quatro anos de idade, viver para Portugal. Em Lisboa, onde cresceu, o seu talento foi capturado num disco intitulado “Pensamento”, editado em 1997 quando tinha 26 anos. O disco fez muito sucesso, esgotando-se com inusitada rapidez, e entendidos vaticinaram uma carreira internacional ao artista, na esteira do que já estava a acontecer então com Cesária Évora.</p>
<p>Porém, contrariando estas previsões, Alcides não veio a fazer uma carreira fulgurante na música. Isto porque aos 19 anos tinha sido diagnosticado com uma doença que viria a afectar-lhe a audição. Tal não o impediu de trabalhar como programador musical do mítico espaço B. Léza e de produzir discos para Nancy Vieira e Biús.</p>
<p>Mas assim ficou esse disco, que contou com a mestria de Paulino Vieira na sua produção, como único testemunho de um talento interpretativo singular. Ao músico de São Nicolau, que também participa como instrumentista, se juntam Armando Tito (viola), Nandinho (instrumentos de sopro) e Kau (bateria).</p>
<p>Passados 20 anos do lançamento do disco - que entretanto se tornou um objecto de culto entre os melómanos apreciadores da música cabo-verdiana – no ano passado, com recurso a uma campanha de crowdfounding (financiamento colectivo com recolha de fundos online) “<em>Pensamento”</em> foi reeditado, agora com o nome “<em>Alcides”</em>.</p>
<p>Rapidamente renasceu o entusiasmo à volta dos 11 temas que compõem o álbum, com a bela morna-balada “Nha Corason” a destacar-se.</p>
<p>A 26 de Novembro de 2016 fez-se em Lisboa o primeiro espectáculo com as músicas do disco. Ana Firmino, Celina Pereira, Dany Silva, os Dead Combo, Dino D’Santiago, Lucibela, Luiz Caracol, Maria Alice, Mário Marta, Rui Veloso, Sara Tavares e Tito Paris foram os intérpretes encarregues de entregar ao público que compareceu ao Centro Cultural de Belém a magia das músicas de Alcides. Com eles, nos instrumentos estiveram Paló (no baixo), Ivan Gomes (na guitarra), Zé António (cavaquinho), Nanuto (saxofones) e Miroka Paris (bateria) sob a direcção musical de Toy Vieira.</p>
<p>Agora, pela primeira vez, o disco chega a Cabo Verde. Não só estará disponível em alguns espaços da Cidade da Praia (Livraria Nhô Eugénio, Quintal da Música e Hotel Praiamar) como será apresentado num espectáculo comemorativo dos 20 anos do CD original a ter lugar no Hotel Praiamar, a partir das 21h30 de sábado.</p>
<p>Nhelas Spencer, Cremilda Medina, Rui Di Bitina, Teresa Araújo, Albertino Évora, Tete Alhinho, Djoy Amado e Dulce Sequeira são os artistas que vão estar em palco para homenagear Alcides numa noite irrepetível de encontro com a boa música cabo-verdiana. A boa música de Alcides.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do </strong></em><strong>Expresso das Ilhas</strong><em><strong> nº 834 de 22 de Novembro de 2017. </strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/23/alcides-20-anos-depois-e-agora-ao-vivo-na-praia/55482</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Chissana Magalhaes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Nov 2017 13:53:21 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Alemanha proíbe venda de smartwatches para crianças]]></title>
            <description><![CDATA[<p align="right"><strong>O regulador alemão diz que os relógios são “usados para espiar”: há pais que utilizam estes dispositivos para ouvir as aulas das crianças, à distância.</strong></p>
<p>A autoridade alemã para as telecomunicações anunciou este fim-de-semana a proibição da utilização de smartwatches a todas as crianças. Aos pais, a Bundesnetzagentur pediu que destruam estes equipamentos.</p>
<p>De acordo com o portal Gizmodo, esta medida tem como alvo os relógios inteligentes para crianças, que são descritos pela agência como autênticos “equipamentos de escutas”. As escolas já foram notificadas para tomarem atenção aos alunos que estiverem a utilizar dispositivos contemplados neste segmento.</p>
<p>“A partir de uma app, os pais podem usar os relógios das crianças para ouvir o ambiente em que a criança está sem serem percebidos, e isso é considerado um sistema de transmissão não autorizado,” disse o presidente da Agência Nacional de Redes da Alemanha, Jochen Homann.</p>
<p>As funcionalidades de geolocalização e de captura de som são as características que mais preocupam o governo alemão. Recorde-se que no passado mês de Outubro, também a Organização Europeia dos Consumidores (BEUC) falou deste tema, alegando que os smartwatches para crianças representavam uma ameaça séria à privacidade dos seus utilizadores. De acordo com o grupo, estes gadgets podem ser facilmente pirateados e os atacantes podem aceder ou manipular remotamente a localização das crianças que os utilizam.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do </strong></em><strong>Expresso das Ilhas</strong><em><strong> nº 834 de 22 de Novembro de 2017. </strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/23/alemanha-proibe-venda-de-smartwatches-para-criancas/55481</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Nov 2017 13:48:36 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O primeiro objecto interestelar detectado tem a forma de um charuto]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>Um ténue ponto de luz a deslocar-se no céu no último mês de Outubro tornou-se o primeiro objecto interestelar detectado pelos cientistas. Chama-se Oumuamua (nome havaiano para “mensageiro”), a sua cor deve ser vermelha escura e será extremamente alongado – o que lhe dará a forma de um charuto.</strong></p>

<p> </p>
<p>Já a sua composição deve ser rochosa ou com elevado conteúdo em metais, refere a revista Nature, citada pelo Público, na qual foi publicado um artigo online esta segunda-feira. Ainda segundo as observações do Very Large Telescope, telescópio que o Observatório Europeu do Sul (ESO) tem no Chile, e de outros telescópios espalhados pelo mundo, este objecto viajava no espaço há milhões de anos antes de fazer uma visita ao nosso sistema solar.</p>
<p>“Tivemos que actuar muito rapidamente. O Oumuama já tinha passado o ponto da sua órbita mais próximo do Sol [em Setembro de 2017] e dirigia-se para o espaço interestelar”, diz Olivier Hainaut, membro da equipa do ESO, num comunicado de imprensa, que descreve a rapidez dos cientistas nesta missão.</p>
<p>A 19 de Outubro um telescópio no Havai detectou o tal ponto ténue de luz a deslocar-se no céu. E o que parecia ser um pequeno asteróide típico a descolar-se rapidamente era, afinal, algo bem diferente.</p>
<p>Aquele telescópio no Havai, bem como outros, continuaram a seguir o objecto e permitiram perceber que vinha de fora do nosso sistema solar, devido a cálculos mais rigorosos da sua órbita. Originalmente, havia sido classificado como um cometa, mas depois foi reclassificado como um asteróide interestelar com o nome 1I/2017 U1, ou Oumuamua. “Designado como 1I/2017 U1, este objecto é claramente de fora do nosso sistema solar, e é o primeiro objecto interestelar detectado”, lê-se no artigo científico.</p>
<p>Quando foi descoberto, o Oumuamua continuava a viajar rapidamente e a afastar-se da Terra e do Sol. Como tal, o estudo da sua órbita, cor ou brilho também teve de ser rápido. E como é ele? Estima-se que tenha pelo menos 400 metros de comprimento e varia de brilho de um factor dez, à medida que gira em torno do seu eixo a cada 7,3 horas. “Esta variação em brilho invulgarmente elevada revela-nos que o objecto é extremamente alongado: é cerca de dez vezes mais comprido do que largo, como uma forma complexa”, explica no comunicado Karen Meech, do Instituto para a Astronomia, no Havai (Estados Unidos), e primeira autora do estudo.</p>
<p>Além de se ter percebido que será denso e possivelmente rochoso ou com conteúdo metálico elevado, não terá quantidades significativas de água ou gelo. A sua cor vermelha escura dever-se-á ao facto de ter sido bombardeado por raios cósmicos durante milhões de anos. “Descobrimos que apresenta uma cor vermelha escura, semelhante aos objectos no sistema solar externo, e confirmámos que é completamente inerte, sem o mais pequeno traço de poeira em seu redor”, descreve ainda Karen Meech.</p>
<p>Os cientistas sugerem que este nosso visitante interestelar terá vindo dos lados da constelação da Lira, na direcção aproximada da estrela Vega, uma das mais brilhantes do nosso céu nocturno. Contudo, salienta-se ainda: “Mesmo viajando à tremenda velocidade de cerca de 95 mil quilómetros por hora, demorou tanto tempo a chegar ao nosso sistema solar que Vega já não se encontra na posição que ocupava quando o asteróide partiu de lá, há cerca de 300 mil anos. O Oumuamua deve ter vagueado pela Via Láctea, sem ligação a nenhum sistema estelar, durante centenas de milhões de anos até ao seu encontro casual com o nosso sistema solar.” <strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do </strong></em><strong>Expresso das Ilhas</strong><em><strong> nº 834 de 22 de Novembro de 2017. </strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/23/o-primeiro-objecto-interestelar-detectado-tem-a-forma-de-um-charuto/55480</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Nov 2017 13:38:58 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Incmenda d’ Cabo Verde]]></title>
            <description><![CDATA[<p align="right"><strong>Quando fazemos uma viagem ou conhecemos um lugar novo, gostamos de levar uma lembrança ou aproveitamos para comprar algumas prendas. E habitualmente  procuramos objectos ou produtos que sejam representativos do país e da sua cultura, que sejam únicos.</strong><strong> </strong><strong><br /> Aqui deixamos algumas ideias do que se produz em Cabo Verde e do que se pode levar para casa.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br /></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Vinho</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img src="images/20142811b78h.jpg" border="0" width="200" height="200" /></strong></p>
<p>Uma garrafa de vinho é sempre apreciada.</p>
<p>“Chã” Vinho do Fogo Tinto Vermelho escuro ou roxo. Paladar macio e aveludado.</p>
<p>Muito aromático, lembrando frutos silvestres. Indicado para acompanhar pratos de carne.  </p>
<p>Pode ser armazenado por quatro ou cinco anos, na posição vertical e em lugar seco e fresco.</p>
<p>Deve consumir-se no momento.</p>
<p>Também tem “Chã” Rosé, “Chã” Branco, vinho “Manecom”.</p>
<p><strong><em>Podem ser adquiridos na cidade de São Filipe na ilha do Fogo e supermercado, ou em loja de vinhos na ilha de Santiago .</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em><br /></em></strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Queijos</strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><img src="images/bede843e18dbc0e0c272a140c7b7a84d--cap-vert-cabo.jpg" border="0" width="450" height="300" /></strong></p>
<p>Na culinária caboverdiana o queijo é servido ao pequenoalmoço como fonte de proteínas, em sobre mesa, às fatias, acompanhado com doce de papaia, marmelada ou goiabada, ou então em forma de pudim de queijo, uma especialidade da cozinha de nacional das ilhas.</p>
<p>As Ilha que produsem o queijo Santo Antão, Boavista, Fogo e Maio.</p>
<p><strong><em>Podem ser adquiridos em qualquer loja, e também nos mercados Tradicionais.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Grogue</strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><img src="images/grogue.jpg" border="0" width="300" height="300" /></strong></p>
<p>A produção de grogue (aguardente de cana) inicia-se na plantação da cana-de-açúcar. A cana-de-açúcar é plantada e precisa de ser cuidada por um período de um ano. É uma cana bastante suculenta, apesar da aparência seca.</p>
<p>Uma boa cana-de-açúcar fornece seis litros de sumo de cana-de-açúcar (calda como é chamada em crioulo).</p>
<p><strong><em>Podem ser em todas as Lojas do País , mais cuidado com as imitações.</em></strong></p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Atum </strong><strong>de lata</strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong><img src="images/51lyqr7xrxl.jpg" border="0" width="400" height="254" /></strong></p>
<p align="center"><strong></strong>De fabrico semi-artesal e processamento com as mais modernas técnicas de conservação, o atum da SUCLA, conhecido como Atum de Cabo Verde, é inigualável no seu sabor,  graças a uma receita com mais de meia centena de anos.</p>
<p><strong><em>Podem ser encontradoem todo o país.</em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: center;" align="center"><strong>“Linguiça d’Terra” </strong></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: center;" align="center"><strong><img src="images/linguias.jpg" border="0" alt="" /></strong></p>
<p>E tão bom sentir aquele gosto de “Linguiça d’Terra” na cachupa, ou<strong> </strong>na companhia de pão e ou de um queijo de cabra.</p>
<p><strong><em>A venda em supermercado e mercados Tradicionais</em></strong></p>
<p> </p>
<p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do </strong></em><strong>Expresso das Ilhas</strong><em><strong> nº 834 de 22 de Novembro de 2017. </strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/news/2017/11/23/incmenda-d-cabo-verde/55479</link>
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            <category><![CDATA[News]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Rendy Santos]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Nov 2017 13:02:12 GMT</pubDate>
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    </channel>
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