Operação Zorro: Local onde a droga estava escondida impediu detecção por cães farejadores

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,15 mar 2018 6:51

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Veleiro Rich Harvest
Veleiro Rich Harvest(Rádio Morabeza)

Na tarde terceiro dia de julgamento da Operação Zorro, o juiz Antero Tavares, os advogados e o Ministério Público efectuaram uma visita ao veleiro, de nome Rich Harvest, onde foi apreendida mais de uma tonelada de cocaína, no diz 23 de Agosto de 2017.

Na visita estiveram também dois peritos cinotécnicos, que explicaram ao tribunal qual a possibilidade de a droga, escondida no casco do navio, poder ser encontrada por cães farejadores.

De regresso ao Palácio da Justiça, o perito da Polícia Judiciária, proposto pelo próprio tribunal, disse que o local onde a droga estava é de difícil acesso e com pouca ventilação, pelo que seria complicada a sua detecção por farejadores. Também foi ouvido um médico veterinário, proposto pela defesa, que corroborou a ideia de que seria difícil a detecção da cocaína, tendo em conta o local onde esta se encontrava acondicionada.

Segundo a PJ, foi preciso retirar dois tanques de fibra que continham água, além de rebentar uma estrutura metálica e outra de madeira, para assim se ter acesso ao esconderijo da droga. Esse local ficava no interior do casco do veleiro, debaixo dos camarotes do capitão Olivier Thomas e do velejador Daniel Guerra.

Tribunal nega apelo dos advogados

O tribunal negou, na tarde desta quarta-feira, o recurso interposto pelo advogado do arguido Rodrigo Dantes, depois de, durante a manhã, o juiz ter indeferido o pedido da defesa para incluir nos autos o inquérito vindo do Brasil. O tribunal também negou provimento ao o requerimento da defesa para solicitar a audição, por video-conferencia, do delegado da Polícia Federal de Salvador, André Rocha Gonçalves, responsável pelo inquérito produzido naquele país, e de duas outras pessoas.

O juiz do processo afirma que não aceitar as audições e o documento é um poder que o Código de Processo Penal concede ao Tribunal, reafirmando que a sua inclusão poria em causa o bom andamento dos trabalhos.

Em resposta, Félix Cardoso considerou a decisão ilegal, entendendo que a mesma viola o direito do arguido à defesa. A defesa poderá agora apelar ao Tribunal da Relação.

O julgamento dos quatro brasileiros e o francês, acusados de tráfico internacional de droga e associação criminosa, prossegue esta quinta-feira, dia em que se devem iniciar as alegações finais. A defesa acredita que a sentença possa ser conhecida dentro de uma semana.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,15 mar 2018 6:51

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  18 nov 2018 3:23

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