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​Zorro: Defesa confiante na “descoberta da verdade” após detenção de ingleses

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,6 ago 2018 13:51

Daniel Dantas, Daniel Guerra e Rodrigo Dantas
Daniel Dantas, Daniel Guerra e Rodrigo Dantas

A defesa dos velejadores condenados por tráfico internacional de droga, no âmbito da “Operação Zorro”, reafirma que os três brasileiros e o francês são inocentes e que foram usados para o transporte de droga.

Em causa a detenção, em Espanha e Itália, dos dois ingleses, alegados proprietários do veleiro Rich Harvest e supostos donos dos mais de mil quilos de cocaína apreendidos na Marina do Mindelo, em Agosto de 2017.

Em entrevista hoje, à Rádio Morabeza, Osvaldo Lopes, um dos advogados do caso, realçou a importância das detenções para o processo que se encontra em fase de recurso.

“A importância que têm essas detenções é que vêm sufragar a tese da defesa de que os arguidos são efectivamente inocentes e que foram usados. Portanto, vai ao encontro da tese defendida por nós, tanto na primeira instância, como agora, em matéria de recurso, de que os donos dessa droga existem. Foi enviado um documento que o meretíssiml juiz da primeira instância entendeu não aceitar - um relatório fundamentado da Polícia Federal que apontava como autores estes senhores que vieram agora a ser detidos pela Interpol. Estamos em crer que estamos mais perto da descoberta da verdade e da confirmação da nossa tese, defendida desde o início, de que os arguidos são inocentes”, entende.

George Eduard Soul, conhecido por Fox, um nome muitas vezes citado no processo em Cabo Verde, foi detido sexta-feira, em Itália, a mando da polícia brasileira. Já antes, em Espanha, havia sido detido um outro britânico que se suspeita possa também estar envolvido na mesma operação de tráfico.

O Brasil acredita que os ingleses fazem parte de dois cartéis internacionais de droga.

Osvaldo Lopes explica que estes factos, tecnicamente, não influenciam o recurso interposto no Tribunal da Relação, mas ainda esta semana o advogado vai entrar com um requerimento para aceitação de documentos de prova que só agora chegaram ao conhecimento da defesa.

“São provas que deitam por terra a tese da douta sentença da primeira instância, quando diz que as viagens que foram referidas e provadas pelos arguidos, feitas no Brasil, seriam meros álibis. Nós temos agora a documentação que chegou a nossa posse que pode deitar por terra essa tese sufragado, da qual discordamos desde a primeira hora e que surpreendeu muito boa gente que assistiu o julgamento”, explica à Rádio Morabeza.

O caso remonta a 23 de Agosto de 2017, quando a Polícia Judiciária, na sequência de uma denúncia que recebeu, efectuou uma busca ao veleiro proveniente de Natal, Brasil, atracado na Marina do Mindelo. A operação culminou na apreensão de 1.157 quilos de cocaína e detenção de toda a tripulação.

Os velejadores brasileiros foram acusados por tráfico internacional de droga, em co-autoria. Rodrigo Dantas, Daniel Dantas, Daniel Guerra e o capitão da embarcação, de naturalidade francesa, Olivier Thomas, foram condenados, em Março, a penas de dez anos de prisão.

A defesa sempre clamou a inocência dos arguidos e a 12 de Abril interpôs recurso no Tribunal da Relação. Segundo Osvaldo Lopes, a decisão em segunda instância deve ser conhecida até Dezembro, data em que expira o prazo da prisão preventiva. 

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,6 ago 2018 13:51

Editado porAndre Amaral  em  25 set 2018 3:22

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