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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Sun, 17 May 2026 13:02:45 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
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            <title><![CDATA[Observadores da CPLP destacam normalidade e transparência nas primeiras horas de votação]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Em declarações à Inforpress, Carlos Carreiras disse que a equipa já tinha visitado cerca de 30 mesas de voto durante esta manhã, estando em articulação com outras nove equipas espalhadas pelo país.</p><p>Segundo o responsável, todas as observações recolhidas apontavam no mesmo sentido, e sublinhou que “tudo está a funcionar como deve ser”.</p><p>“As urnas abriram à hora prevista, com as mesas devidamente constituídas, equipadas com o material necessário e com a presença dos delegados das principais forças partidárias concorrentes”, sintetizou.</p><p>Carlos Carreiras referiu ainda que o processo de votação decorria “de forma natural”, com participação tranquila dos cidadãos eleitores, sem registo de incidentes relevantes.</p><p>“Não registámos rigorosamente nada”, afirmou, acrescentando apenas a ocorrência de uma pequena situação relacionada com um edital afixado à porta de uma mesa de voto, onde constava o número de boletins recebidos em vez do número de eleitores inscritos.</p><p>O erro, segundo explicou, foi rapidamente corrigido.</p><p>Questionado sobre se Cabo Verde reúne condições para eleições livres e transparentes, o chefe da missão da CPLP respondeu que até ao momento tudo decorre “dentro de uma normalidade democrática”.</p><p>Carlos Carreiras evidencia “um forte espírito de cidadania” por parte dos eleitores e dos membros das mesas de voto.</p><p>Para o chefe da missão de Observação Eleitoral da CPLP, o dia eleitoral está a ser vivido como “uma grande festa e uma grande celebração da democracia”, e salientou o ambiente de tranquilidade e civismo observado nas assembleias de voto.</p><p>O responsável mostrou-se confiante de que o mesmo espírito se manterá até ao encerramento das urnas, frisando que não foi identificada qualquer irregularidade significativa durante as primeiras horas.</p><p>A missão da CPLP, que integra 21 elementos representativos de todos os Estados-membros da organização — num total de cerca de 160 observadores —, encontra-se em Cabo Verde para acompanhar as eleições legislativas de 2026.</p><p>Nas eleições legislativas de hoje, cinco partidos políticos (PAICV, MpD, UCID, PTS e PP) concorrem aos 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, dos quais dez no território nacional e três na diáspora.</p><p>As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram a 18 de abril de 2021, tendo o Movimento para a Democracia (MpD) vencido com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/17/observadores-da-cplp-destacam-normalidade-e-transparencia-nas-primeiras-horas-de-votacao/102775</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 17 May 2026 13:02:45 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Legislativas 2026]]></title>
            <description><![CDATA[<iframe name="lb24" frameborder="0" height="960px" loading="lazy" width="100%" class="lb24-iframe" scrolling="auto" src="//v.24liveblog.com/iframe/?id=4109764315577831774">
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 17 May 2026 08:30:00 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[Presidente da República apela ao “voto massivo” e enaltece maturidade democrática do país]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Numa mensagem centrada no dever cívico e na coesão nacional, José Maria Neves apelou a uma participação expressiva nas urnas, tanto nas ilhas como na diáspora, classificando a abstenção como um “factor de fragilização” do sistema democrático.</p><p>"Neste domingo, exorto todos os cidadãos, nas ilhas e na diáspora, a uma grande participação no acto eleitoral. A abstenção fragiliza a democracia, o voto exprime a nossa liberdade de escolha e fortalece-a. Se não exercermos o nosso direito de voto, alguém decidirá por nós, e isso significa abdicar da nossa voz e da nossa responsabilidade. O voto é um dever cívico que não pode ser negligenciado", sublinhou.</p><p>O Chefe de Estado elogiou o ambiente de serenidade, diálogo e maturidade que caracterizou o debate político, sublinhando que o país quase não registou incidentes que pudessem beliscar o processo.</p><p>Com a abertura das urnas iminente, o Presidente da República lembrou que o período de debate terminou, dando lugar ao tempo da decisão individual e da consciência.</p><p>"O voto é livre e nenhum eleitor deve ser coagido ou pressionado. Estamos perante mais uma eleição, e não perante uma batalha que divide o país. O voto é um acto individual, íntimo e soberano, que deve ser exercido com serenidade e com sentido de responsabilidade. Só o voto livre de cada cidadão pode contribuir para a construção do futuro coletivo”,defendeu.</p><p>O Chefe de Estado enalteceu ainda o trabalho da Comissão Nacional de Eleições (CNE) no desenvolvimento de mecanismos que assegurem que as pessoas portadoras de deficiência possam exercer plenamente o direito de voto.</p><p>“Devo realçar os esforços da Comissão Nacional de Eleições e de outras autoridades no sentido de serem garantidas todas as condições para que os cidadãos portadores de alguma condição especial possam exercer em pleno o seu direito de voto. A democracia só é plena quando é inclusiva, e só é justa quando garante igualdade de acesso a todos”, concluiu.</p><p>José Maria Neves recorda que a maturidade política é a marca identitária de Cabo Verde, apontando que o processo democrático não termina no fecho das urnas, mas sim “na capacidade de o país se manter unido na diversidade após o apuramento dos votos”.&nbsp;</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 16 May 2026 17:04:46 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Debate e acusações dominam a última semana da campanha]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O momento alto da campanha, até agora, foi o
debate da noite de 8 de Maio, que, pela primeira vez neste pleito, reuniu os
líderes das cinco forças políticas num frente-a-frente de mais de duas horas
transmitido pela TCV e RCV.</p><p>Ulisses Correia e Silva (MpD),
Francisco Carvalho (PAICV), João Santos Luís (UCID), Jónica Brito (PTS) e
Amândio Barbosa Vicente (PP) mediram forças numa discussão marcada pelo
financiamento das políticas públicas, o legado da governação e as desigualdades
sociais.</p><p>O debate evidenciou leituras políticas distintas: Ulisses Correia e Silva
ancorado nos dados e na continuidade da governação; Francisco Carvalho apostado
numa agenda de ruptura assente na gratuitidade de serviços essenciais; e Jónica Brito a capitalizar o descontentamento jovem com um
discurso fora do eixo habitual. UCID e PP apresentaram
propostas estruturais, mas com menor impacto
mediático no confronto directo entre os adversários.</p><p style="text-align: center;"><strong>Estabilidade <em>vs </em>Ruptura</strong></p><p>O crescimento económico foi um dos
temas centrais. Ulisses Correia e Silva, candidato ao seu terceiro mandato consecutivo,
construiu a estratégia na continuidade. "Mais um mandato para consolidar
os ganhos conseguidos até agora", pediu o Primeiro-ministro, sem que, nas
suas intervenções, reconhecesse erros nos seus dois mandatos anteriores.</p><p>Entre esses ganhos de
economia resiliente, apontou o crescimento de 7,3% em 2022, a taxa de
desemprego mais baixa da história (4,9%), a certificação de Cabo Verde como
país livre de paludismo em 2024, a autonomia em diálise alcançada, e um Parque
Tecnológico com mais de 350 empresas.</p><p>Os números apresentados foram contestados pelos outros candidatos. Amândio
Barbosa Vicente criticou o impacto desigual do crescimento económico, referindo
a perda de poder de compra das famílias desde 2015. "O elevador social que
combate as desigualdades em Cabo Verde está avariado", afirmou o líder do
PP.</p><p>Na mesma linha, João Santos Luís (UCID) argumentou que as taxas de
desemprego oficiais não reflectem a precariedade real, com cabo-verdianos a ver
os filhos emigrar por falta de perspectivas.</p><p style="text-align: center;"><strong>Metáfora da banana</strong></p><p>Do lado do maior
partido da oposição, Francisco Carvalho (PAICV) protagonizou
um dos momentos mais comentados da noite, que as redes sociais receberam
com ironia, ao recorrer a uma metáfora para explicar o que considera estar errado na leitura
oficial da economia. Se uma pessoa tem
duas bananas e outra não tem nenhuma, estatisticamente cada uma tem, em média,
uma banana. O número parece equilibrado, mas na realidade só uma pessoa come e
a outra fica sem nada. Para Carvalho, é o que acontece com o crescimento: os
números agregados escondem uma concentração de rendimento que deixa a maioria
fora dos ganhos.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778845215974.normal.jpeg"></p><p>Noutros momentos do debate, Carvalho criticou o governo central, listando o
Hospital da Praia, o aeroporto de Santo Antão e o terminal de passageiros de
São Vicente como promessas "copy paste" repetidas desde 2016 e 2021
que ainda aguardam concretização. </p><p style="text-align: center;"><strong>Gratuitidade</strong></p><p>Uma boa parte do debate girou em torno das propostas de
Francisco Carvalho. O candidato do PAICV apresentou um programa centrado na
gratuitidade da saúde, do ensino superior e da formação profissional, e na
redução dos custos dos transportes interilhas, com passagens de avião a 5.000
escudos e de barco a 500 escudos. O financiamento viria do corte nas chamadas
"gorduras do Estado", nomeadamente consultorias e despesas de
funcionamento.</p><p>Os restantes candidatos contestaram a viabilidade dos
cálculos, considerando as medidas financeiramente insustentáveis.</p><p>Ulisses Correia e Silva quantificou os custos: as
subvenções nos transportes representariam 2,5 milhões de contos anuais (1,3
para as ligações marítimas e 1,2 para as aéreas). Adicionando o ensino superior
gratuito e a saúde sem taxas, o total ultrapassaria os 4 milhões de contos por
ano. "É fácil fazer o populismo, é fácil vender tudo que é
facilidade", afirmou o líder do MpD, classificando as propostas como
palavras “sem conteúdo".</p><p>Amândio Vicente considerou a
proposta dos 500 escudos "inviável". Jónica Brito foi a voz do
cepticismo jovem: os jovens não acreditam nessas promessas, disse, e pediu que
Carvalho explicasse a “dinâmica de financiamento” por trás de preços tão
baixos.</p><p>Carvalho respondeu com números
daquilo a que chama de “gorduras do Estado”: mais de 3 milhões de contos gastos
em consultorias, mais de 1 milhão de contos em viagens oficiais, e cerca de 2
milhões de escudos pagos por dia em indemnizações à concessionária marítima.
"Somente cortando ao nível dos estudos e das consultorias nós temos como
financiar os custos da saúde", argumentou.</p><p>Ulisses contrapôs que muitas dessas consultorias
estão associadas a financiamentos externos, que o corte poderia comprometer.</p><p style="text-align: center;"><strong>A surpresa da noite</strong></p><p>Entretanto, a julgar pelas reacções nas redes sociais, a
surpresa da noite foi Jónica Brito, única mulher no painel e a candidata mais
jovem. A candidata do PTS denunciou o que classificou como “democracia de
papel” e clientelismo político, apontando a exclusão de jovens dos processos de
decisão e de oportunidades de grande monta. Nesse sentido, por exemplo,
questionou a representação de jovens nas listas dos principais partidos e
criticou o recurso a empresas estrangeiras de comunicação nas campanhas.
Defendeu ainda políticas de incentivo à juventude, foco na industrialização da
pesca e no apoio a startups, entre outras medidas, sempre procurando
posicionar-se fora da lógica dos partidos tradicionais.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778845304973.normal.jpeg"></p><p style="text-align: center;"><strong>UCID e PP</strong></p><p>UCID e PP tiveram uma
performance mais discreta. João Santos Luís posicionou-se como alternativa
estruturada ao bipartidarismo, e uma proposta concreta foi entregar 10% do
Orçamento do Estado directamente aos municípios. O candidato criticou o modelo
actual de transportes interilhas, denunciando que “o Estado compra navios para
entregar a privados que não cumprem”, e defendeu que a nomeação de magistrados
seja desvinculada do poder político.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778845171754.normal.jpeg"></p><p>Amândio Barbosa Vicente
centrou a sua intervenção na justiça e na soberania económica. O líder do PP
defendeu a redução da dívida pública como prioridade, argumentando que o
endividamento compromete a capacidade do Estado para investir. Propôs ainda uma
empresa pública de transportes marítimos com lógica de “lucro zero”, tratando a
mobilidade interilhas como uma questão de soberania nacional e não de mercado. </p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778845189610.normal.jpeg"></p><p>Este foi o segundo debate da
campanha. No primeiro, a 28 de Abril, Francisco Carvalho esteve ausente por se
encontrar em deslocação pelas ilhas, e Jónica Brito faltou devido a uma
intoxicação alimentar.</p><p style="text-align: center;"><strong>Balanços e denúncias</strong></p><p>Depois do debate, os dois maiores
partidos, o MpD e o PAICV, convocaram a imprensa para fazer um balanço a meio
percurso da campanha. Ambas as forças políticas classificaram, esta
segunda-feira, as respectivas campanhas como positivas, mas, mais do que um
balanço, as conferências foram uma troca pública de acusações.</p><p>O PAICV, pela voz de Carla
Lima, denunciou um "bloqueio burocrático" das alfândegas a materiais
de campanha retidos há 20 dias. "Sempre que uma exigência é cumprida,
surge imediatamente outra", apontou. A candidata acusou também o MpD de
manipulação de imagens e de desinformação. </p><p> Já o MpD, através de
Abraão Vicente, contrapôs com denúncias de distribuição de materiais de
construção e bens alimentares pelo PAICV para condicionar votos e alegada
utilização de meios municipais na campanha do PAICV. Apontou ainda a circulação
de sondagens não autorizadas pela ARC, que classifica de  "um crime contra a República", e
denunciou a intimidação de militantes em vários bairros da capital.</p><p>O ex-ministro apelou ainda
directamente ao PTS e ao PP para que garantam delegados nas mesas de voto,
denunciando tentativas de os desmobilizar.</p><p style="text-align: center;"><strong>São Martinho</strong></p><p>Entretanto, um dos episódios
mais graves da semana, também referido em ambas as conferências, foi o
confronto físico entre militantes em São Martinho.</p><p>As duas versões são contraditórias. Carla Lima acusa uma
caravana do MpD de parar de forma "provocatória" em frente à sede do
PAICV, o que o que gerou violência, com dois apoiantes a ficarem feridos. O MpD
apresentou vídeos para provar que os seus militantes foram bloqueados por um
carro de som do PAICV, e que Abraão Vicente interveio para separar os grupos. O
bloqueio, acusa ainda, foi ordenado por um dirigente local do PAICV para
impedir a passagem da arruada, resultando num confronto "corpo a
corpo". Ambos os partidos apresentaram queixas. </p><p>O tom da campanha preocupou os
partidos mais pequenos. A UCID denunciou a existência de violência eleitoral,
apelando à serenidade. O PTS instou os grandes partidos a controlarem os seus
apoiantes. O PP criticou a excessiva politização das instituições.</p><p style="text-align: center;"><strong>Por onde andaram os candidatos</strong></p><p>Com
a campanha a entrar na recta final, os líderes partidários multiplicaram as deslocações pelas ilhas, num sprint de comícios, arruadas e
contactos porta a porta.</p><p>Ulisses Correia e Silva percorreu várias ilhas. Sentiu-se
"em casa" no Maio, terra do avô, prometeu desencravar os três
concelhos do Fogo e transformar Chã das Caldeiras numa referência turística, e
chegou a São Nicolau com promessas de melhoria nos transportes.</p><p>Francisco Carvalho, após o
debate de 8 de Maio, voltou a Santiago Norte, atravessou para São Vicente onde
defendeu uma descentralização "sem imposições" e seguiu para Santo
Antão, onde assumiu vários compromissos: hospital no Porto Novo, aeroporto,
solução para a praga dos mil pés.</p><p>João Santos Luís, na Praia,
falou de segurança urbana e saneamento, esteve em Assomada e seguiu para São
Vicente, onde é cabeça de lista, a pedir votos para reforçar a UCID no
Parlamento. </p><p>Amândio Vicente percorreu as
ruas do Tarrafal, defendendo um "choque de investimento" no concelho,
e esteve também na Praia a denunciar a disparidade de serviços entre bairros.</p><p>Jónica Brito visitou as
periferias, de São Domingos a Alto da Glória (Praia), e prometeu levar as
dificuldades encontradas nessas zonas para o Parlamento.</p><p>______________________________________________________________</p><h3 style="text-align: center;"><strong>PAICV apresenta Plataforma Eleitoral&nbsp;</strong></h3><p>Na semana passada, sete dias depois do MpD ter
apresentado a sua plataforma eleitoral, foi a vez do PAICV. No dia 7, Francisco
Carvalho apresentou a proposta, assente na visão de "Cabo Verde para
Todos" e numa crítica aos dez anos de governação do MpD.</p><p>O programa
aposta na redução das chamadas “gorduras do Estado”, com menos agências
públicas e cortes em despesas de funcionamento. As poupanças, tal como viria
depois a assinalar no Debate, seriam canalizadas para a gratuitidade da saúde,
do ensino superior e da formação profissional, além da redução dos custos dos
transportes interilhas.</p><p>Na economia, o
partido propõe ainda a redução do IRPC para 17%, a criação de uma “autoestrada
das ilhas” para reforço das ligações marítimas e um Banco de Investimento
Agroazul para apoiar agricultura e pescas.</p><h3 style="text-align: center;"><strong>CNE desmente
desinformação </strong></h3><p>A Comissão Nacional de
Eleições desmentiu informação falsa divulgada pela página “Onda Amarela” no
Facebook segundo a qual teria proibido Buguin Martins num comício do PAICV e
autorizado Dimas Fernandes num evento do MpD no Fogo.</p><p>A CNE explicou que recebeu do
MpD uma queixa sobre a actuação de Buguin Martins. Durante a apreciação
preliminar, foi assinalada a possibilidade de violação do Código Eleitoral. O
PAICV desistiu da actuação antes de qualquer deliberação. Quanto a Dimas
Fernandes, a CNE não recebeu qualquer queixa nem tomou qualquer decisão sobre o
assunto.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1276
de 13 de Maio de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/15/debate-e-acusacoes-dominam-a-ultima-semana-da-campanha/102746</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sara Almeida]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 15 May 2026 14:55:54 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Legislativas 2026: MpD aposta na estabilidade e PAICV na ruptura]]></title>
            <description><![CDATA[<p>O partido liderado por Ulisses Correia e Silva
apresenta-se como garante da estabilidade, da previsibilidade e da consolidação
do crescimento económico registado nos últimos anos. Já o PAICV assume um
discurso de ruptura, defendendo uma nova agenda nacional assente em reformas
estruturais, redistribuição territorial do poder e promessas de maior inclusão
social.</p><p>A diferença entre as duas plataformas começa logo pela leitura que cada
partido faz dos últimos dez anos de governação.</p><p>O MpD constrói uma narrativa centrada na resiliência do país perante crises
sucessivas, desde a pandemia da COVID-19 até aos impactos da inflação
internacional e das secas prolongadas e agora a guerra no Médio Oriente. O
partido destaca os indicadores macroeconómicos, sublinhando o crescimento
económico, a redução do desemprego, a recuperação do turismo e a melhoria das
contas públicas como prova de que Cabo Verde avançou apesar de um contexto
internacional adverso. </p><p>O PAICV descreve exactamente o cenário oposto. No programa intitulado “Cabo
Verde Para Todos”, o maior partido da oposição classifica as IX e X
legislaturas como “um tempo desperdiçado”, acusando o governo de ausência de
visão estratégica, incapacidade de concretizar projectos estruturantes e
promoção de um crescimento económico sem impacto real na vida da maioria da
população. </p><p>Ao longo do documento, o PAICV insiste na degradação dos transportes, no
aumento do custo de vida, na emigração jovem, nas dificuldades do sistema de
saúde e no abandono do mundo rural como sinais de um modelo de governação
falhado. O partido procura explorar o desgaste social acumulado após uma década
de governação do MpD e posicionar-se como alternativa de transformação
estrutural.</p><p>As diferenças entre os dois programas tornam-se ainda mais evidentes na
abordagem económica.</p><p>O MpD aposta claramente na continuidade de uma agenda liberal orientada para
o investimento privado, a competitividade e a atracção de capital estrangeiro.
O programa enfatiza a modernização da economia, a digitalização, a melhoria do
ambiente de negócios e a expansão do turismo e da economia digital. A ideia
central é a de um Estado facilitador, capaz de criar condições para o
crescimento liderado pelo sector privado.</p><p>O PAICV, embora também valorize o papel das empresas, coloca maior ênfase na
redistribuição dos benefícios do crescimento e na intervenção estratégica do
Estado. O documento insiste no combate às desigualdades, no desenvolvimento
regional, na industrialização, na agricultura, na economia azul e na
necessidade de um crescimento mais inclusivo. </p><p>A visão do Estado constitui, aliás, uma das maiores linhas de separação
entre os dois programas.</p><p>Enquanto o MpD privilegia uma abordagem mais tecnocrática e funcional,
focada na eficiência administrativa e na digitalização dos serviços públicos, o
PAICV propõe uma reforma política e institucional. O partido defende
regionalização, redistribuição territorial do poder, redução do custo da
governação e reorganização da administração pública. </p><p>A questão dos transportes surge como um dos campos de batalha mais
relevantes da campanha. O PAICV dedica largas páginas do seu programa à crítica
da gestão dos TACV/Cabo Verde Airlines e da concessão do transporte marítimo
interilhas, acusando o governo de privatizações falhadas, degradação do
serviço, aumento dos preços e perda de soberania nacional. </p><p>O MpD, pelo contrário, enquadra os transportes numa lógica de modernização
da conectividade e integração territorial, associando-os ao crescimento
económico e ao desenvolvimento turístico. </p><p>A juventude também ocupa lugar central nos dois documentos, embora com
abordagens diferentes. O MpD insiste na formação profissional, na
empregabilidade, nos estágios e no empreendedorismo jovem, enquanto o PAICV
adopta um discurso mais político e social, focado na emigração, na falta de
oportunidades, na gratuitidade do ensino superior público e na necessidade de
devolver perspectivas à nova geração cabo-verdiana.&nbsp;</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/15/legislativas-2026-mpd-aposta-na-estabilidade-e-paicv-na-ruptura/102750</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Andre Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 15 May 2026 12:13:19 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Governo aprova resolução sobre pagamentos do Estado]]></title>
            <description><![CDATA[<p>“Quando uma empresa espera até seis meses por um pagamento, está, na prática, a financiar o Estado com recursos próprios”, indicou, dizendo “pôr fim a esta realidade, criando um processo com prazos definidos para cada etapa e responsabilidades atribuídas a todos os intervenientes”.</p><p>A medida foi publicada em Boletim Oficial e entrou em vigor a poucos dias das eleições legislativas, marcadas para domingo.</p><p>Sempre que algum prazo não for cumprido, “tal será refletido na avaliação de desempenho dos gestores responsáveis, podendo implicar responsabilização disciplinar e financeira”, acrescentou.</p><p>“Além disso, será publicada trimestralmente uma lista com os tempos de processamento de cada entidade pública, garantindo maior transparência e reduzindo o espaço para justificações vagas ou atrasos injustificados”, indicou o Governo, que faz alusão ao “contexto internacional marcado por incerteza”.</p><p>O Governo cabo-verdiano anunciou também, na quarta-feira, uma resolução que estabelece novas regras para a atribuição de apoios públicos às empresas do Estado, exigindo maior transparência, controlo financeiro e planos de sustentabilidade para acesso a novos financiamentos.</p><p>Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro desde 2016 e presidente do Movimento para a Democracia (MpD), candidata-se a um terceiro mandato consecutivo, enquanto o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) tenta ainda cavalgar na vitória autárquica de dezembro de 2024 para voltar ao poder com o presidente do partido e da câmara da capital, Francisco Carvalho.</p><p>O MpD e o PAICV alternam-se na governação em Cabo Verde desde 1991 e detêm atualmente 38 e 30 deputados na Assembleia Nacional, respetivamente, enquanto a UCID tem quatro.</p><p>Sem representação parlamentar, o Partido Popular (PP) e o Pessoas Trabalho e Solidariedade (PTS) concorrem em seis dos 13 círculos eleitorais.</p><p>A ilha de Santiago elege 33 dos 72 deputados, cabendo outros 33 às restantes ilhas e seis à diáspora.</p><p>O número de eleitores cresceu cerca de 7% face a 2021, para 419.755 inscritos.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/15/governo-aprova-resolucao-sobre-pagamentos-do-estado/102738</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 15 May 2026 08:55:36 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Legislativas 2026: Diáspora terá 84 mesas de voto em Portugal - embaixada]]></title>
            <description><![CDATA[<p>"A Embaixada de Cabo Verde em Portugal torna público que em Portugal irão funcionar 84 mesas de assembleia de voto, as quais se distribuem pela Região de Lisboa e Vale do Tejo, Região Norte e Região Sul do País e Região Autónoma dos Açores", lê-se num comunicado enviado à Lusa.</p><p>De acordo com as informações consulares, os cidadãos cabo-verdianos devidamente recenseados poderão exercer o seu direito de voto exibindo qualquer documento de identificação civil emitido pelas autoridades cabo-verdianas, ainda que caducados, ou título de residência ou passaporte do país de acolhimento, válido, ou documento de identificação civil válido emitido por Estado terceiro que permita a identificação.</p><p>As mesas de voto irão funcionar domingo, 17 de maio, entre as 08:00 e as 18:00.</p><p>Segundo números provisórios divulgados pela Comissão Nacional de Eleições em Abril, em Portugal estavam inscritos para estas eleições 26.415 eleitores, o valor mais elevado na diáspora, à frente dos Estados Unidos (13.872) e de França (11.1017).</p><p>Os cidadãos cabo-verdianos encontram o seu local de voto através dos 'sites' da&nbsp;<a href="https://cne.cv/" target="_blank">Comissão Nacional de Eleições de Cabo Verde</a> e da&nbsp;<a href="https://dgape.cv/" target="_blank">Direção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral</a>. </p><p>Especificamente, segundo a nota de imprensa, na Região de Lisboa e Vale do Tejo, as mesas de voto estarão localizadas em Almada (Cova da Piedade e Monte da Caparica), Amadora (Alfornelos, Buraca, Damaia, Reboleira, Casal de São Brás e Mina), Barreiro, Cascais (São Domingos de Rana), Lisboa (embaixada), Loures (Zambujal, Sacavém e Unhos), Odivelas, Oeiras (Carnaxide e Porto Salvo), Sintra (Agualva-Cacém, Queluz e Rio de Mouro) e Vila Franca de Xira (Vialonga).</p><p>Na Região Norte, será possível votar em Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Guarda, Leiria, Mirandela, Porto, Portalegre e Viana do Castelo.</p><p>Na Região Sul, haverá mesas de voto em Beja, Évora, Faro, Portimão, Loulé (Quarteira) e Sines.</p><p>Por fim, na Região Autónoma dos Açores estarão na Ilha Terceira (Angra do Heroísmo), Ilha do Pico (Madalena do Pico) e Ilha de São Miguel (Ponta Delgada).</p><p>Para as eleições de domingo, estão registados 419.755 eleitores (dados com referência a 28 de Abril e que ainda podem ter pequenos ajustes), mais 26.802 que em 2021, ou seja, um crescimento de cerca de 7%.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/14/legislativas-2026-diaspora-tera-84-mesas-de-voto-em-portugal-embaixada/102724</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 14 May 2026 08:50:08 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[CNE nega ter proibido Buguin Martins em comício do PAICV e autorizado Dimas Fernandes em acto do MpD ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Em comunicado, a CNE explicou que recebeu da candidatura do MpD uma queixa e uma providência cautelar relacionadas com a actuação de Buguin Martins num evento de campanha eleitoral do PAICV.</p><p>Segundo a instituição, durante a apreciação preliminar da questão em plenário, foi assinalada a possibilidade de a actuação poder enquadrar-se na proibição prevista no n.º 8 do artigo 106.º do Código Eleitoral.</p><p>Na sequência dessa apreciação preliminar, refere a CNE, a candidatura terá desistido da actuação artística, sem que tenha sido tomada qualquer deliberação sobre a queixa apresentada.</p><p>Relativamente à alegada actuação de Dimas Fernandes num evento do MpD no Fogo, a CNE esclareceu que não recebeu qualquer denúncia, participação ou queixa de nenhuma candidatura, pelo que não existe qualquer decisão da instituição sobre o assunto.</p><p>A Comissão Nacional de Eleições assegurou ainda que actua com imparcialidade, neutralidade e em estrito cumprimento da lei e apelou ao tratamento rigoroso e responsável dos factos relacionados com o processo eleitoral.</p><p>O referido artigo determina que é proibido o recurso a actuação de agrupamentos musicais ou de artistas na realização de comícios ou reuniões públicas de campanha eleitoral.</p><p>Entretanto, o número 9 diz que é excepção a actuação de artistas e agrupamentos culturais tradicionais, designadamente de música e de dança, de carácter marcadamente local ou comunitário e de cariz amador.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Tue, 12 May 2026 08:38:00 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778539567037.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Campanha eleitoral ganha intensidade]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Com cinco partidos na corrida aos 72 lugares da Assembleia Nacional, o
Movimento para a Democracia (MpD), o Partido Africano da Independência de Cabo
Verde (PAICV), a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), o
Partido Popular (PP) e o Pessoas
Trabalho e da Solidariedade (PTS), o país vive uma campanha fortemente
polarizada entre continuidade e mudança, enquanto a UCID tenta reforçar a sua
posição como terceira força política nacional.</p><p style="text-align: center;"><strong>Debate televisivo marcou o arranque político</strong></p><p>O período começou a ganhar ritmo político a 28 de Abril, com um debate
transmitido pela Televisão de Cabo Verde e pela Rádio de Cabo Verde, no qual
MpD, UCID e PP apresentaram as suas principais linhas programáticas.</p><p>O MpD defendeu a continuidade governativa, argumentando que o país
atravessa um período de recuperação económica e estabilidade institucional,
enquanto a UCID criticou a governação nas áreas sociais e económicas. O Partido
Popular apelou a uma mudança política e maior abertura democrática. O PAICV e o
PTS não participaram no debate.</p><p>No mesmo dia, a Direcção-Geral de Apoio ao Processo Eleitoral divulgou o
mapa global dos eleitores inscritos para as legislativas, revelando um
crescimento significativo do eleitorado face a 2021, sobretudo na diáspora.
Segundo os dados oficiais, Cabo Verde registava mais de 419 mil eleitores
inscritos, confirmando o aumento da participação eleitoral potencial num
contexto de elevada mobilização política.</p><p>Também a 28 de Abril, a CNE confirmou a admissão de 48 listas de
candidaturas pertencentes aos cinco partidos concorrentes. O MpD e o PAICV
apresentaram candidaturas em todos os círculos eleitorais nacionais e da
diáspora, enquanto a UCID concorre em dez círculos eleitorais. No total, as
eleições contam com 556 candidatos, entre efectivos e suplentes, com uma
representação feminina superior a 47%, em cumprimento da lei da paridade.</p><p style="text-align: center;"><strong>CNE pede elevação e respeito durante a campanha</strong></p><p>À medida que se aproximava o início oficial da campanha, a presidente da
CNE, Maria do Rosário Gonçalves, apelou aos partidos para conduzirem uma
campanha “marcada pelo respeito, tolerância e elevação”, defendendo que o
debate político deve centrar-se em propostas concretas para o país e evitar
radicalizações e confrontos desnecessários.</p><p>O órgão eleitoral reforçou igualmente os apelos ao civismo e à responsabilidade
política, sublinhando a importância de preservar a estabilidade democrática
durante o período eleitoral.</p><p style="text-align: center;"><strong>MpD apresenta plataforma eleitoral</strong></p><p>A campanha arrancou oficialmente à meia-noite de 30 de Abril. Na cidade da
Praia, o líder do MpD e primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, abriu a
campanha pedindo aos cabo-verdianos “mais um mandato para consolidar os ganhos
conseguidos até agora”.</p><p>O Chefe do Governo destacou indicadores económicos positivos, redução do
desemprego, investimentos públicos nos sectores da saúde, educação e habitação, além da recuperação
do turismo após os efeitos da pandemia e das crises internacionais.</p><p>O discurso do MpD assentou fortemente na ideia de estabilidade e
continuidade. Ulisses Correia e Silva insistiu que Cabo Verde entra “na próxima
década sobre uma base sólida”, sustentada em instituições credíveis,
estabilidade política e uma economia em recuperação consistente. O líder
democrata afirmou que o país não precisa de “aventuras políticas”, mas sim de
continuidade governativa para consolidar reformas e investimentos iniciados nos
últimos anos.</p><p>Um dos momentos centrais da primeira semana de campanha foi precisamente a
apresentação da plataforma eleitoral do MpD para a legislatura 2026-2031. O
documento define como prioridades o aumento do rendimento das famílias, a criação de emprego, o
reforço da segurança, melhorias no sistema de saúde e a modernização da
educação.</p><p style="text-align: center;"><strong>Apostas económicas e sociais do partido no poder</strong></p><p>Na área económica e social, o MpD compromete-se a promover um aumento
progressivo do salário médio “em cerca de 30% ao longo da legislatura” e a
actualizar o salário mínimo nacional para 25 mil escudos. O partido promete
igualmente medidas fiscais destinadas a aliviar a pressão financeira sobre as
famílias e reforçar o poder de compra da classe média.</p><p>O programa eleitoral aposta também na criação de “emprego de qualidade”,
com especial incidência sobre os jovens. Entre as medidas anunciadas estão
programas de inserção profissional, reforço dos estágios profissionais, apoio
ao empreendedorismo e maior financiamento às pequenas e médias empresas.</p><p>O partido pretende igualmente reforçar os mecanismos de qualificação
profissional e aproximar a formação das necessidades reais do mercado de
trabalho.</p><p>Na saúde, o MpD promete reforçar o sistema nacional em todas as ilhas com
mais profissionais, melhores serviços e redução das evacuações médicas. Na
educação, o partido assume o compromisso de universalizar o ensino pré-escolar
e melhorar a qualidade do ensino técnico, profissional e superior.</p><p>A segurança interna surge igualmente como uma das prioridades centrais da
proposta eleitoral apresentada pelo partido no poder.</p><p style="text-align: center;"><strong>PAICV aposta no discurso da mudança</strong></p><p>Do lado do PAICV, o discurso centrou-se na necessidade de mudança política.
Liderado por Francisco Carvalho, o partido defendeu uma governação “sem
desculpas”, prometendo maior atenção ao custo de vida, aos salários, ao emprego
jovem e às dificuldades enfrentadas pelas famílias cabo-verdianas.</p><p>O PAICV procurou apresentar-se como alternativa capaz de responder ao
aumento dos preços e às desigualdades sociais.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778246686130.normal.jpeg"></p><p>A campanha do principal partido da oposição decorreu sob o pano de fundo da
polémica relacionada com a suspensão de funções de Francisco Carvalho como
presidente da Câmara Municipal da Praia. A decisão de suspender funções sem
renunciar formalmente ao cargo gerou debates políticos e jurídicos durante a
pré-campanha, alimentando críticas e discussões sobre a compatibilidade entre o
exercício de funções autárquicas e a liderança partidária em período eleitoral.</p><p style="text-align: center;"><strong>UCID procura afirmar-se como terceira via</strong></p><p>Enquanto MpD e PAICV disputavam o centro do debate político nacional, a
UCID intensificou acções de proximidade, defendendo-se como “alternativa
equilibrada” ao sistema bipartidário.</p><p>O partido apelou ao chamado “voto inteligente” e procurou capitalizar o
descontentamento de sectores da população em várias ilhas.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778246721854.normal.jpeg"></p><p>Em São Vicente, a UCID realizou várias acções políticas, incluindo uma
visita à localidade de São Pedro, onde o líder do partido, João Santos Luís,
acusou o Governo e a Câmara Municipal de abandono da comunidade.</p><p>O dirigente defendeu a necessidade de uma mudança política que permita
“mais equilíbrio” na governação nacional.</p><p style="text-align: center;"><strong>PP e PTS procuram afirmar-se</strong><strong></strong></p><p>O PP iniciou a campanha eleitoral para as legislativas de 2026, a 30 de
Abril, com uma mensagem centrada na justiça social, no combate ao custo de vida
e na redução das desigualdades. Em Santiago Sul, o partido procurou
apresentar-se como uma alternativa aos partidos tradicionais, defendendo
medidas de apoio às famílias e maior igualdade de oportunidades. Os dirigentes
do PP reconheceram limitações em termos de recursos e mobilização, mas
insistiram numa campanha de proximidade junto das comunidades e dos eleitores.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778246781071.normal.jpeg"></p><p>Já o PTS entrou na campanha apostando na reorganização interna e na
tentativa de regressar ao centro do debate político nacional. Liderado por
Jónica Brito Tavares, em Santiago Sul o partido apresentou candidaturas em seis
círculos eleitorais, tanto em Cabo Verde como na diáspora, defendendo uma
agenda focada no
emprego, trabalho digno e solidariedade social. O PTS procurou também reforçar
a sua visibilidade pública através de acções de contacto directo com eleitores,
destacando-se como um partido voltado para os problemas laborais e para os
jovens.</p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778246801417.normal.jpeg"></p><p style="text-align: center;"><strong>CNE alerta partidos para propaganda eleitoral</strong></p><p>Ao longo da primeira semana de campanha aumentaram também as denúncias
relativas à propaganda eleitoral. Diversas candidaturas apresentaram
reclamações à Comissão Nacional de Eleições, acusando adversários de ocuparem
espaços de propaganda gráfica que não lhes tinham sido atribuídos.</p><p>Perante a situação, a CNE emitiu, a 5 de Maio, um alerta formal dirigido a
todas as candidaturas, exigindo o cumprimento rigoroso das regras relativas à
distribuição de espaços e afixação de propaganda eleitoral.</p><p>A Comissão recordou que, nos termos do Código Eleitoral, os espaços para
propaganda gráfica são atribuídos por sorteio entre as candidaturas e que a
utilização indevida constitui contra-ordenação eleitoral.</p><p>Segundo a deliberação da CNE, os partidos devem ocupar exclusivamente os
espaços que lhes foram atribuídos e proceder à verificação permanente da correcta
afixação da propaganda. Caso seja identificada propaganda colocada em locais
indevidos, a candidatura responsável deve removê-la num prazo máximo de 24
horas.</p><p>A Comissão advertiu ainda que, se a remoção não ocorrer dentro do prazo
estipulado, os delegados competentes poderão retirar o material de propaganda,
sendo os custos imputados à candidatura infractora. O organismo alertou
igualmente para a possibilidade de aplicação de sanções previstas na lei
eleitoral.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1275
de 06 de Maio de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/10/campanha-eleitoral-ganha-intensidade/102662</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[André Amaral]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 May 2026 09:24:23 GMT</pubDate>
            <enclosure url="http://static.expressodasilhas.cv/media/2026/05/1778246847487.thumb.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/>
        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[João Santos Luís, Presidente da UCID - “A UCID quer um país mais descentralizado, mais produtivo e mais justo”]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong style="background-color: initial;">Quais
são as principais propostas da UCID para estas eleições legislativas?</strong></p><p>A UCID quer um
país mais descentralizado, mais produtivo e mais justo, um país que consiga
reduzir as desigualdades sociais, laborais e territoriais, um país que consiga,
enfim, promover a participação dos seus cidadãos nas decisões políticas que os
afectam no seu dia-a-dia. Temos outras ideias fundamentais como a criação de
políticas activas de emprego jovem, por forma a promover melhores oportunidades
de emprego e criar o sentimento de que o jovem cabo-verdiano pode encontrar
horizontes aqui no seu próprio país. Apostar seriamente em medidas que vão ao
encontro de uma melhor qualidade de saúde a nível nacional, apostando na
humanização e num melhor atendimento aos pacientes, na redução das listas de
espera, no reforço da instalação de equipamentos de diagnósticos adequados e
necessários à satisfação dos utentes. Conceber e reforçar uma política de
educação que promova e reforce a qualidade de ensino no país, passando,
nomeadamente, pela introdução de línguas, TIC e matemáticas, logo no primeiro
ano de escolaridade, resolver as pendências da classe educativa pendentes,
agilizar os processos de aposentadoria de toda a classe educativa. Adequar a
política de segurança do país (policiamento de proximidade, reforço de câmaras
de videovigilância, melhorar a política de reinserção social), reduzindo e
evitando as reincidências e, ainda, uma melhor adequação das políticas públicas
que beneficiem a faixa etária dos jovens em conflito com a lei. Medidas que vão
ao encontro da redução do alto custo de vida imposta actualmente às famílias
cabo-verdianas com a redução da carga fiscal, através de uma revisão da
política fiscal do país, resolvendo, igualmente, as reclamações dos agentes e
operadores económicos; melhoria dos rendimentos dos trabalhadores e das
famílias cabo-verdianas, com a implementação do salário mínimo de 25 mil
escudos, em 2026, e a actualização de 1.000 escudos ao longo da legislatura que
se inicia após as eleições de 17 de Maio de 2026; pensão social de 8.000
escudos, com actualização anual, de acordo com a taxa de inflação; para
salários de nível médio/alto, actualização de acordo com a taxa de inflação; actualização
da pensão do regime contributivo, conforme a taxa de inflação. Reestruturação
do sector Económico e Fiscal, por forma a dinamizar e incrementar o crescimento
e o desenvolvimento do país, promovendo a melhoria do ambiente de negócios,
para a geração de riqueza e a criação de emprego duráveis, com salário digno e
compatível. Reforçar a relação com a nossa diáspora, criando todas as condições
que permitam uma melhor participação dos cabo-verdianos residentes no
estrangeiro na vida política, económica, fiscal e social do país. Criar as
condições para permitir a transferência de conhecimento da nossa diáspora para
o país, em vários sectores de actividade, bem como a adopção de medidas que
permitam a massificação do investimento da diáspora em Cabo Verde, tendo em
conta a capacidade financeira que os nossos emigrantes já possuem. Resolver, de
vez, a problemática do transporte, facilitando, assim, a vida dos nossos
emigrantes. Reforçar a participação da diáspora na vida política cabo-verdiana.
Conceber uma nova política de transporte, que permita uma melhor mobilidade dos
cabo-verdianos entre as ilhas, uma melhor mobilidade dos turistas que nos
visitam e a unificação e dinamização do mercado nacional. Implementar medidas
na nova política de transportes, que reduzam o preço das passagens aéreas
interilhas.</p><p><strong>Que
modelo económico e social o seu partido defende como alternativa às políticas
em vigor?</strong></p><p>Reorientação da política económica; criação de condições
institucionais que fortifiquem o investimento no sector primário da economia;
apoio aos agricultores e pescadores, em termos de infraestruturas de
conservação, formação profissional de marinheiros e inclusão de novas
tecnologias de pesca, investimento em navios de pesca semi-industrial e
industrial, empoderamento do sector de pesca e o sector agrícola; investimento
no sector de transformação; conceber políticas adequadas de certificação de
qualidade de produtos produzidos no sector primário; criar e fomentar uma nova
política de industrialização; fortalecimento do sector terciário da economia;
redução dos constrangimentos alfandegários e melhoria da nossa oferta
turística; redução da burocracia.</p><p><strong>Quais
seriam as três prioridades imediatas da UCID num eventual cenário de
governação?</strong></p><p>Medidas sobre a
descentralização do poder, acompanhadas de uma nova repartição de competências,
recursos e autonomia, permitindo o desenvolvimento harmonioso das ilhas e dos
municípios.  Emprego-jovem e segurança, medidas de políticas
ativas que criem emprego-jovem e, igualmente, implementação de medidas
de segurança que tragam paz social às comunidades, no quadro do Estado de
direito constitucional.E a terceira, medidas de redução do alto custo
de vida, que se observa neste momento.<strong></strong></p><p><strong>Que
medidas concretas propõe a UCID para reduzir o desemprego, em particular entre
os jovens?</strong></p><p>Medidas activas de
emprego, fomentar o empreendedorismo-jovem, com possibilidade de incentivos
fiscais devidamente enquadrados, conforme os casos específicos, massificação da
formação e capacitação profissional dos jovens de todas as áreas, no contexto das necessidades do
mercado nacional, atração de investimento estrangeiro, atenção especial ao
sector privado nacional </p><p><strong>Que
reformas ou investimentos prevê para melhorar sectores essenciais como a saúde,
a educação e os transportes?</strong></p><p>No sector da
Saúde, medidas de humanização no atendimento nos centros de saúde e hospitais
públicos por todo o país; exclusividade
entre 30 a 40% dos médicos dos hospitais públicos, com condições de
trabalho e salários compatíveis, garantindo uma melhor prestação dos médicos no
atendimento aos pacientes; reforço de especialistas em várias áreas do sector
de saúde; aposta na formação contínua de médicos e de toda a classe médica,
permitindo o exercício de funções nas melhores condições possíveis.  Na Educação, priorizar as melhores políticas
de educação, que possam contribuir para a qualidade do ensino no país.  Nos Transportes, conceber uma nova política,
com especial incidência na unificação do mercado, melhoria da mobilidade entre
as ilhas e redução do preço das passagens aéreas, entre as ilhas.</p><p><strong>Como
o partido interpreta os principais desafios actuais do país, nomeadamente o
aumento do custo de vida, a emigração e as desigualdades sociais?</strong></p><p>Os desafios
actuais do país, como aumento de custo do vida, a emigração e as desigualdades
sociais, nos interpelam a todos e, por isso, temos a responsabilidade de
encontrar outras soluções, e as melhores opções para equacionarmos correctamente
e ultrapassarmos estas situações.  A UCID
está consciente, obviamente, desta imensa responsabilidade e tudo fará para
repor a normalidade nos sectores acima mencionados; é preciso construir um Cabo
Verde melhor.</p><p><strong>Como
avalia o desempenho do actual Governo e o papel da Oposição?</strong></p><p>O actual Governo
teve mais de 1.000 milhões de contos à sua disposição ao longo dos últimos 10
anos, construiu parcerias com países amigos de Cabo verde, fez empréstimos
concessionais, teve à sua disposição apoios e ajudas de países amigos,
nomeadamente a República Popular da China, conseguiu melhorar os índices
macroeconómicos, tais como Taxa de Inflação, Taxa de Desemprego, Redução da
Dívida Pública, em termos do rácio do PIB e crescimento económico, em média de
4,5%.  Mas, apesar de todas as condições
que foram criadas em termos de recursos, ao longo dos seus 10 anos de mandato,
o país continua, infelizmente, com muitos problemas, a importar mais de 90% dos
produtos que consome; continua, também, a verificar-se a saída desenfreada dos
jovens, à procura de novos horizontes lá fora; há mais de 100 mil cidadãos na
situação de pobreza absoluta, o que é inaceitável; a dívida pública, que era de
200 milhões de contos em 2016, hoje, em 2026, é de 317 milhões de contos e
temos um serviço da dívida que ronda os 31 milhões de contos, em 2026.  Em termos do Ambiente, temos ainda lixeiras a
céu aberto, em quase todo o território nacional, ou aterros sanitários que não
resolvem, de forma adequada, a problemática do tratamento dos resíduos sólidos.
 Face a este cenário, podemos concluir
que o actual Governo não utilizou de forma adequada os vastos recursos que teve
à sua disposição, não definiu as prioridades de forma adequada, capaz de
satisfazer as reais necessidades dos cidadãos cabo-verdianos, ou seja, fez uma
mera governação de vaidade e cosmética, permitiu a humilhação de milhares de
cidadãos cabo-verdianos, desprezou e empurrou para a pobreza absoluta mais de
100 mil cidadãos, com as políticas, erradas, implementadas ao longo dos 10 anos
de governação.  A UCID levou ao
Parlamento todas as preocupações que afectam os cabo-verdianos, no país e na
diáspora, apresentou projectos e ideias de melhoria de várias situações
negativas, mas, infelizmente, isso não surtiu quaisquer efeitos, tendo em conta
que estamos perante um Governo autista, de maioria absoluta, e as propostas e
ideias entravam num ouvido a 10 km e saiam no outro ouvido a 100 km a hora,
mostrando, portanto, um desinteresse total e uma indiferença face ao bem-estar
dos cabo-verdianos; a governação tem de servir as pessoas, e isso não
aconteceu.</p><p><strong>Em
que aspectos a UCID se apresenta como uma alternativa distinta e credível?</strong></p><p>A UCID
apresenta-se como uma alternativa distinta e credível, na medida em que
protagoniza um país mais descentralizado, mais produtivo e mais justo, um Cabo
Verde que consiga reduzir as desigualdades sociais e territoriais e um Cabo
Verde que possa, ainda, aproximar os seus cidadãos das decisões políticas.</p><p><strong>A
UCID optou por candidatos independentes para encabeçar listas em Santiago Sul e
no Fogo. O que motivou esta decisão?</strong></p><p>A opção por
candidatos independentes reflecte a grande abertura do partido à sociedade
civil, visto que o partido deve ser visto, unicamente, como um instrumento útil
que o cidadão cabo-verdiano, seja quem for e de onde vier, possa utilizar para
fazer valer as suas ideias e os seus projectos para a continuidade do processo
de desenvolvimento do país. Esta opção traduz uma estratégia importante para
alargar e reforçar a base de apoio do partido ao nível nacional e criar,
simultaneamente, oportunidades de participação dos cabo-verdianos que não se
reveem nas políticas e opções de desenvolvimento e de consolidação do processo
democrático dos dois partidos que governaram o nosso país ao longo dos últimos
50 anos de Independência Nacional e 35 anos de Democracia.</p><p><strong>Que
medidas pretende a UCID adoptar para reconquistar ou reforçar a confiança dos
eleitores cabo-verdianos?</strong></p><p>As medidas são
apresentar as propostas que são viáveis e que promovam um melhor
desenvolvimento do país, propostas essas susceptíveis de reduzir as desigualdades
sociais e laborais e que melhorem a actuação do País nas diversas frentes e,
sobretudo, no contexto em que se vive actualmente, num cenário bastante
complexo em termos de política internacional.</p><p><strong>Como
o partido pretende afirmar-se em termos de credibilidade, transparência e
proximidade com os cidadãos?</strong></p><p>O Partido, UCID, é
uma opção credível para enfrentar os vários desafios que são impostos ao país; iremos
exigir transparência na aplicação dos recursos públicos e a necessária
proximidade com os cidadãos; isto será o nosso dia-a-dia de governação.</p><p><strong>A
UCID está disponível para integrar soluções de governação em coligação? Em que
condições?</strong></p><p>A UCID é e sempre foi um
partido sério, que sempre colocou os interesses da Nação acima de todos os
outros interesses, inclusive partidários. Seremos uma força política com
responsabilidade e utilizaremos, da melhor forma possível, a capacidade e a
responsabilidade que os cabo-verdianos entenderem nos atribuir nas urnas, no
dia 17 de Maio de 2026, com toda a transparência e em benefício do nosso país e
da sua população.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1275
de 06 de Maio de 2026.</strong></em></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/politica/2026/05/10/joao-santos-luis-presidente-da-ucid-a-ucid-quer-um-pais-mais-descentralizado-mais-produtivo-e-mais-justo/102665</link>
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            <category><![CDATA[Política]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sheilla Ribeiro]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 10 May 2026 09:23:39 GMT</pubDate>
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