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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Mon, 03 Oct 2016 17:00:48 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[Abstenção não coloca em causa legitimidade do Presidente - analistas Rádio Morabeza]]></title>
            <description><![CDATA[<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal"><strong>Depois de confirmada da vitória de Jorge Carlos Fonseca, nas presidenciais de domingo, os analistas em estúdio, na Rádio Morabeza, defenderam que Jorge Carlos Fonseca tem “toda a legitimidade” para exercer as funções de Presidente da República, cargo para o qual foi reeleito com 74 por cento dos votos.</strong></p>

<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal"> </p>
<p class="gmailmsg1">Alfredo Machado e José Almada Dias são unânimes ao considerar que a taxa de abstenção, situada nos 64%, não coloca em causa o exercício da presidência.   </p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">A questão da legitimidade foi levantada pelo candidato Albertino Graça. Numa análise ao discurso do candidato derrotado, José Almada Dias sublinha que não há presidentes mais ou menos legítimos e aponta o dedo àquilo que classifica de incoerência no discurso do candidato derrotado, Albertino Graça.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">“Não pode haver legitimidade para ele e não haver legitimidade para quem vence, com 74 %, que não é um resultado qualquer. Eu acho que é uma interpretação enviesada da democracia”, observou.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">Na mesma linha, Alfredo Machado crítica o discurso adoptado pelo candidato derrotado.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">“É legítimo que ele queira vencer em São Vicente. Agora, numa coisa que eu acho que ele está a pecar: o ataque que ele está a fazer ao indivíduo que saiu vencedor” apontou.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">A taxa de abstenção nestas eleições atingiu os 64 %. Para Alfredo Machado, este valor deve-se, para além de outros factores, à descredibilização da classe política nacional. </p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">“As pessoas estão a pensar que a política é uma agência de emprego. Pensam que vão entrar no MpD ou PAICV para conseguirem um emprego com um bom salário, isto é mau numa sociedade, porque o Estado não pode funcionar desta forma”, afirmou.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">Sobre os desafios do Presidente da República, reeleito, José Almada Dias diz esperar um chefe do Estado mais activo no plano económico.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">“Estamos a exigir diplomacia económica aos nossos embaixadores, espero que o Presidente faça também essa diplomacia. Ele tem essa função e tem que ser o campeão da diplomacia económica. Isto não quer dizer que ele vai interferir na área de governação. Deve haver uma articulação com o primeiro-ministro para todos fazerem esse papel, bem como a defesa do empresariado nacional que tem sido muito maltratado nos últimos anos”, notou.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal">O combate à criminalidade,  sobretudo na ilha de Santiago, é outra área onde o analista espera ver uma acção assertiva de Jorge Carlos Fonseca.</p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal"> </p>
<p class="m4959355219756434641inbox-inbox-msonormal"><img src="images/0.png" border="0" alt="" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" /></p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Lourdes Fortes]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 03 Oct 2016 17:00:48 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Presidenciais: Jorge Carlos Fonseca reeleito na primeira volta das eleições]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>O candidato Jorge Carlos Fonseca que concorre à sua própria sucessão, foi reeleito logo à primeira volta, com mais 70% dos votos, com uma abstenção acima de 60 %, nas eleições que aconteceram este domingo, 2 de Outubro.</strong></p>

<p> </p>
<p>Jorge Carlos Fonseca venceu em todas as ilhas, e vai a frente na diáspora.  </p>
<p>De acordo com os resultados provisórios, Jorge Carlos Fonseca conseguiu 74% ( 91,320) dos votos, Albertino Graça com  22,6% (27.866) e Joaquim Jaime Monteiro com 3.4%<strong> </strong>(4.228). A abstenção é de 64%.</p>
<p>Com esses resultados, Albertino Graça que concorre nessas eleições pela primeira, conseguiu ficar em segundo e Joaquim Jaime Monteiro em terceiro e último lugar.    </p>
<p>Para estas eleições presidenciais um total, de 314 mil e 73 eleitores foram inscritos no território nacional e 47 mil 133 na diáspora. Foram constituídas mil e 19 assembleias de voto no território nacional e 247 na diáspora.   </p>
<p>De referir que nas eleições presidenciais de 2011, na segunda volta, Jorge Carlos Fonseca obteve 54,26% dos votos, derrotando Manuel Inocêncio Sousa (PAICV). A abstenção esteve a rondar os 40,13%.  </p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Dulcina Mendes]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 03 Oct 2016 00:25:17 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Jorge Carlos Fonseca reeleito. Abstenção rouba a atenção]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>Com 74% dos votos a seu favor Jorge Carlos Fonseca é novamente eleito como Presidente da República de Cabo Verde, deixando para trás os candidatos independentes Albertino Graça (22.6% - 27.620 votos) e Joaquim Monteiro (3.4% - 4.204 votos).</strong></p>

<p> </p>
<p>“Era uma vitória esperada. Sempre disse que tinha a convicção de que ganharia na primeira volta de forma clara, mas em democracia não há vitórias antecipadas”, declarou na sua sede de campanha, passavam pouco das 22horas.</p>
<p>Jorge Carlos Fonseca considera a sua vitória a mais expressiva, por ter conseguido mais de 70% dos votos e garantiu ainda que saberá honrar “de forma integral e permanente o mandato que me foi confiado".</p>
<p>"Continuarei a ser um presidente fiel a Constituição de Cabo Verde, fui julgado positivamente pelo mandato que acabou", afirmou na sua declaração de vitória.</p>
<p>Antes, cerca das 20h30, o seu director de campanha já tinha reconhecido a vitória. "Ganhamos esta eleição em toda a linha", declarou António Santos, reconhecendo no entanto a alta taxa de abstenção.</p>
<p>Um cenário antecipado por todos já durante a campanha eleitoral, e que levou hoje os candidatos e personalidades de vários quadrantes a apelarem intensivamente aos cidadãos que se dirigissem às urnas para votarem.</p>
<p>Ainda assim, para 63.6% dos eleitores inscritos nas 1265 mesas de votos, espalhadas pelas ilhas e pela diáspora, o apelo terá sido em vão e a abstenção acabou por agigantar-se e roubar as atenções.</p>
<p>“Penso que há algo de profundamente errado quando vivemos num país cheio de desafios a vencer, um país com muita gente e muitas classes a reclamarem diariamente por melhores condições de vida, por mais emprego, por mais segurança e mesmo assim temos quase de implorar aos cidadãos para irem votar”, manifestou Abraão Vicente, ministro da Cultura e Industrias Criativas.</p>
<p>Também os candidatos derrotados manifestaram-se desagradados com os altos números da abstenção. Albertino Graça declarou-se “preocupado”, enquanto Joaquim Monteiro analisou que o povo “não acredita nos políticos”.</p>
<p>Monteiro, na sua declaração pós-resultados, considerou que quem venceu a eleição foi o MpD e que por isso estas eleições foram “fraudulentas”. Anunciando nova candidatura para 2021 “Djack” Monteiro  deixou o desafio aos seus futuros adversários para se apresentarem sem o apoio de partidos políticos.</p>
<p>Já Albertino Graça aproveitou a reacção pós-derrota para queixar-se das intervenções de Ulisses Correia e Silva e Augusto Neves na campanha eleitoral. “A entrada do Primeiro-ministro em directo numa eleição que parecia claramente definida, e também fica por explicar a entrada de forma incompreensiva do presidente da Câmara de São Vicente, Augusto Neves. Nunca vou compreender os ataques que ele me dirigiu, quando ele não faz parte deste combate”, manifestou.</p>
<p>Graça, que reconheceu a vitória de Jorge Carlos Fonseca, preferiu parabenizar a todos, de forma geral, mas não o vencedor em particular.</p>
<p>Jorge Carlos Fonseca, 66 anos, é eleito pela segunda vez consecutiva, depois de uma candidatura falhada em 2001. Fonseca é o terceiro presidente eleito por sufrágio universal directo nesta que foi a 6ª eleição democrática. </p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Chissana Magalhaes]]></dc:creator>
            <pubDate>Mon, 03 Oct 2016 00:20:43 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[O filme do dia das presidenciais]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p><iframe src="http://v.24liveblog.com/live/?id=1350687" frameborder="0" scrolling="auto" width="100%" height="960px"></iframe></p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/presidenciais-2016/2016/10/02/o-filme-do-dia-das-presidenciais/50399</link>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 02 Oct 2016 21:00:11 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Abstenção preocupa a todos]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p>Não obstante os apelos das candidaturas, da Comissão nacional de Eleições e de vários actores políticos, advinha-se que os números da abstenção nesta que é a terceira eleição no período de seis meses vão ser elevados.</p>
<p>Todos os candidatos votaram durante a manhã e todos eles apelaram à população que fosse às urnas exercer o seu direito de voto.</p>
<p>O candidato à Presidente da República, Albertino Graça exerceu o seu direito de voto as 10h:25, na Escola Valentina Lopes da Silva, em São Vicente. Depois do acto, o concorrente ao Palácio do Plateau disse que o sentimento é de missão cumprida.</p>
<p>“Fizemos o que tínhamos a fazer, foram dias intensos de trabalho, mas eu penso que a missão está cumprida e agora resta esperar o veredicto popular”, realça.</p>
<p>O candidato Jorge Carlos Fonseca votou depois das 10:40, na Escola Grande, Achada de Santo António.</p>
<p>Jorge Carlos Fonseca disse que já cumpriu o seu dever como cidadão e que espera o mesmo de todos os cidadãos.</p>
<p>“Teremos eleições num ambiente sem conflitos e problemas, terminaremos um ciclo de ano com eleições e preparados para quatro anos sem ter eleições e trabalhar mais para que Cabo Verde tenha mais progresso, bem-estar, mais qualidade de vida e que construamos um país mais junto”, declarou.</p>
<p>Eram 11h20 quando o candidato Joaquim Jaime Monteiro votou, no Liceu Domingos Ramos, no Plateau.</p>
<p>Joaquim Monteiro disse que vai ficar tranquilo a espera dos resultados. “Estou a 200 por cento, e ainda aguentaria mais duas eleições seguidas”, garantiu.</p>
<p>Também o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, manifestou a sua preocupação com o espectro da abstenção e apelou ao voto. Ulisses exerceu o seu direito de voto no liceu Abílio Duarte, na Praia, quando eram cerca das 11h30 e, ao declarar que as eleições presidenciais são tão importantes como as autárquicas ou as legislativas, pediu às pessoas  que não se abstenham de votar. </p>
<p>Janira Hopffer Almada, que votou ao final da manhã, alinhou, também, pelo apelo ao voto, chamando os eleitores à participação ao reconhecer que a adesão parece estar "abaixo do esperado".</p>
<p> </p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 02 Oct 2016 16:00:35 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Eleitores em Portugal dizem que Presidente deve desenvolver país]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p>"Eu espero que o Presidente (...) respeite a Constituição e, no âmbito deste respeito da Constituição, desenvolva toda a sua magistratura de influência no sentido de ajudar a resolver os grandes problemas que se impõem em Cabo Verde, nomeadamente que se prendem com o desenvolvimento não só económico, mas social e em todas as formas de desenvolvimento para Cabo Verde", disse à Lusa Lucas da Cruz, um advogado de 85 anos.</p>
<p>Os cerca de 15 mil eleitores cabo-verdianos registados em Portugal vão poder votar nas presidenciais de hoje em 52 mesas de voto localizadas nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, nas regiões Norte e Sul, além dos Açores.</p>
<p>Para Lucas da Cruz, que está em Portugal desde 1958, "os Presidentes em funções até agora têm efectivamente apoiado de alguma forma a comunidade, desde logo, estando presentes em todas as deslocações que fazem aos vários países que têm comunidade, estando presente com eles, ouvindo as suas preocupações e transmitindo a sua visão de como Cabo Verde vai desenvolver-se".</p>
<p>"Por outro lado, no contacto que os Presidentes têm com as entidades públicas de cada um dos países (de acolhimento da diáspora), deve desempenhar o papel de chamar a atenção das autoridades para aquelas questões que já ouviram da população", afirmou ainda Cruz, que votou na embaixada em Lisboa, onde pela manhã a afluência às urnas era baixa.</p>
<p>Cruz referiu ainda que o Presidente pode "exercer a sua magistratura de influência em Cabo Verde e também nos países onde a diáspora está a viver".</p>
<p>De acordo com um comunicado do Consulado Geral de Cabo Verde em Portugal, as mesas de voto estarão a funcionar entre às 08:00 e às 18:00.</p>
<p>Em Portugal, os cabo-verdianos são a segunda comunidade imigrante mais representativa, com cerca de 50 mil pessoas.</p>
<p>Nas eleições presidenciais de Cabo Verde estão aptos a votar 361.206 eleitores, 314.073 registados em território nacional e 47.133 no estrangeiro.</p>
<p>Concorrem a estas eleições três candidatos: o actual Presidente, Jorge Carlos Fonseca, que conta com o apoio do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), o reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça, apoiado pelo Partido Popular e por destacadas figuras do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), e Joaquim Monteiro, antigo combatente pela liberdade da pátria.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 02 Oct 2016 14:15:27 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Presidenciais: 361.206 eleitores chamados a votar pela terceira vez este ano]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p>Jurista, Jorge Carlos Fonseca concorre com o reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça, que recolheu durante a campanha, o apoio do Partido Popular (0,34% de votos nas legislativas) e teve na apresentação pública da sua candidatura a presença de destacadas figuras do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).</p>
<p>Jorge Carlos Fonseca conta com o apoio do Movimento para a Democracia (MpD). Conta ainda com o apoio pessoal do líder do terceiro maior partido cabo-verdiano, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).</p>
<p>O terceiro candidato é Jaime Joaquim Monteiro, antigo combatente pela liberdade da pátria, que entra pela segunda vez consecutiva na corrida presidencial.</p>
<p>Jorge Carlos Fonseca venceu as eleições presidenciais de 2011 com 54,3 por cento dos votos na segunda volta que disputou com Manuel Inocêncio Sousa, apoiado pelo PAICV.</p>
<p>Nestas eleições, o PAICV deu liberdade de voto aos seus militantes.</p>
<p>Nas eleições presidenciais estão aptos a votar 361.206 eleitores, 314.073 registados em território nacional e 47.133 no estrangeiro.</p>
<p>Foram impressos cerca de 485 mil boletins de voto e constituídas 1.019 mesas de voto no território nacional e 274 no estrangeiro.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 02 Oct 2016 08:36:17 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[50 observadores da CEDEAO acompanham presidenciais em Cabo Verde]]></title>
            <description><![CDATA[

<p> </p>
<p>Com o objectivo de assegurar o bom desenrolar do processo eleitoral “com vista a eleições livres, transparentes e credíveis” a missão é composta de 50 observadores, sendo que 10 desses observadores permanecem por longo período no país e os restantes 40 têm uma estadia mais curta.</p>
<p>A missão de curta duração inclui como membros embaixadores dos estados membros acreditados junto à CEDEAO, representantes de organizações da sociedade civil, jornalistas, e também órgãos de gestão eleitoral em África Ocidental.</p>
<p>Quanto aos 10 observadores que estarão em Cabo Verde por um período maior, são especialistas em análise política, género, prevenção de conflitos, comunicação e operações eleitorais.</p>
<p>As duas missões serão apoiadas no terreno por uma equipa de assistência técnica da comissão da CEDEAO, composta pelo presidente e também pela comissária encarregue dos Assuntos Políticos, da Paz e da Segurança da dita comissão, respectivamente Marcel Souza e Halima Ahmed.</p>
<p>Os observadores serão distribuídos pelas nove ilhas habitadas para acompanharem e seguirem todas as operações pré-eleitorais, eleitorais e pós-eleitorais e, pontualmente, irão se pronunciar sobre o desenrolar do processo. A observação efectuada vai incidir sobre a regularidade, transparência, a equidade e o bom desenrolar da votação. Ao final do processo, caso necessário, serão formuladas recomendações às várias partes envolvidas nos processos eleitorais.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas hoje, na cidade da Praia, Yayi Boni reiterou que Cabo Verde  pela sua evolução a nível da democracia e pelo histórico de processos eleitorais é um exemplo a ser observado.</p>
<p>Concorrem às eleições de domingo três candidatos: o actual Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que é candidato a sua própria sucessão, Albertino Graça, reitor da Universidade do Mindelo, e o combatente da liberdade da pátria, Joaquim Jaime Monteiro. Este último já tinha concorrido às eleições de 2011 em que saiu vencedor Jorge Carlos Fonseca.</p>
<p>CEDEAO deixa um apelo aos 3 candidatos, aos lideres partidários, aos militantes e simpatizantes, no sentido de que a eleição presidencial de 2 de Outubro de 2016 “se desenrole em paz e tranquilidade e coesão nacional”.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/presidenciais-2016/2016/09/30/50-observadores-da-cedeao-acompanham-presidenciais-em-cabo-verde/50392</link>
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            <category><![CDATA[Presidenciais 2016]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 30 Sep 2016 17:48:01 GMT</pubDate>
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        <item>
            <title><![CDATA[Joaquim Monteiro:  “Eu não existo. É o povo que vai administrar estas ilhas”]]></title>
            <description><![CDATA[<p><strong>Porque é que decidiu avançar com esta candidatura?</strong></p>
<p>Decidi avançar porque foi uma promessa feita em 2011. Logo após a votação, prometi ao povo de Cabo Verde que seria candidato em 2016. Neste momento, estou em plena campanha e também estarei em 2021.</p>
<p> </p>
<p><strong>Entre os quatro candidatos, em 2011, o Joaquim Monteiro foi o menos votado.</strong></p>
<p>Em 2011 apresentei-me ao povo cabo-verdiano porque devia e podia ser candidato presidencial. Fui um candidato que anunciou a sua candidatura no espaço de quase 48 horas, fazendo a recolha das assinaturas e foi aceite pelo Supremo Tribunal de Justiça.</p>
<p> </p>
<p><strong>Está satisfeito com a forma como as coisas correram, nessa altura?</strong></p>
<p>Acho que sim, porque a mensagem passou e de que maneira. Mais no plano internacional do que no plano nacional. Lá fora, a minha candidatura foi enquadrada no contexto da política internacional.</p>
<p> </p>
<p><strong>Porque é que acha que foi mais aceite a nível internacional do que nacional?</strong></p>
<p>Acho que a nível internacional os meios de informação estão mais atentos, talvez mais qualificados.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quais as linhas centrais da sua candidatura?</strong></p>
<p>É continuar o trabalho desencadeado em 2011. Não mudei o meu slogan de campanha que é “uma candidatura do povo de Cabo Verde, com o povo de Cabo Verde e para o povo de Cabo Verde”. E contínuo com a mesma óptica filosófica e de terreno ao longo desta campanha.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pode falar-nos dos principais pontos da sua plataforma?</strong></p>
<p>A minha plataforma é, de uma forma geral, universal. É levar esse barco que é Cabo Verde, em tudo aquilo que me confere a Constituição, e mais além daquilo que é um candidato que não é suportado por um partido político. Vejamos que um candidato que é suportado por partidos políticos, seja de que partido for, é um candidato do partido, será um Presidente do partido e nunca um candidato do povo de Cabo Verde ou um Presidente do povo cabo-verdiano.</p>
<p> </p>
<p><strong>O facto de não ter qualquer apoio expresso de nenhum partido político pode condicionar de alguma forma os resultados?</strong></p>
<p>Não. Quando digo que a eleição está ganha é porque quem ganha com esta candidatura é o povo cabo-verdiano. É a juventude cabo-verdiana que mais precisa de ser esclarecida sobre como votar, porquê votar e para quê votar.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quando diz que quer levar este barco que é Cabo Verde a bom porto, está a referir-se exactamente a quê?</strong></p>
<p>A todos os aspectos. Vejamos a educação: precisamos de uma fórmula que se adapte bem à nossa realidade. A nível da saúde. Diria que, em Cabo Verde, é necessário fazer um trabalho atempado a todos os níveis para que o país se desencrave desse subdesenvolvimento em que se encontra. Porque apregoam um Cabo Verde que já atingiu o nível de país de desenvolvimento médio, mas isso ainda não foi atingido. Nós, quando percorremos esses bairros de pobreza e de miséria, onde ainda há gente que apanha bocados de comida nos contentores de lixo, constatamos que este país ainda não é de desenvolvimento médio. Depois temos o aspecto salarial. O salário mínimo praticado em Cabo Verde é de bradar aos céus. Nós devemos e temos de andar de forma diferente.</p>
<p> </p>
<p><strong>Que objectivo pretende alcançar?</strong></p>
<p>O meu objectivo é, num mandato de cinco anos, transformar toda a realidade cabo-verdiana. Levando os outros parceiros, que são a Assembleia Nacional e a Administração Pública Cabo-verdiana, que é liderada pelo primeiro-ministro, de mãos dadas, para que possamos planificar Cabo Verde e darmos uma orientação ao nosso país. Porque, sem dúvida, precisa.</p>
<p> </p>
<p><strong>De que nova orientação </strong>é <strong>que o país precisa?</strong></p>
<p>É fazer tudo aquilo que ainda não foi feito, em todos os sectores. Por exemplo, vemos milhares de jovens no desemprego, sem esperança, sem uma luzinha no fundo do túnel que lhes permita dizer que, afinal, valeu a pena a independência de Cabo Verde. O país tem que andar mais depressa. Já consegui provar que é um país viável e que a sua riqueza está na cabeça das pessoas. É precisamente a massa cinzenta que acaba por transformar todas as realidades dos territórios.</p>
<p><strong>Quem é que está consigo nesta candidatura?</strong></p>
<p>É o povo de Cabo Verde. Por aquilo que tem acontecido nestes dias de campanha, posso dizer que o povo está com esta candidatura. Quando disse que é a candidatura do povo de Cabo Verde, com o povo de Cabo Verde e para o povo de Cabo Verde, pressuponho que o povo do país terá que decidir o seu próprio destino, sob forma de referendo. Por exemplo, à imagem daquilo que se fez na Inglaterra ou na Suíça que é um modelo interessantíssimo. Eu sou apaixonado pela política geo-definida daquele país. Quase tudo aquilo pode ser aplicado em Cabo Verde. Só a ilha de Santa Luzia daria para se equacionar o problema do povo cabo-verdiano. A ilha tem uma área geográfica e geofísica maior do que Macau. Macau tem uma população talvez como a de Cabo Verde. Vivi lá durante dois anos e serviu-me como inspiração de que Cabo Verde é uma realidade de futuro.</p>
<p><strong>Portanto, tem ideias, também, para a ilha de Santa Luzia.</strong></p>
<p>Sim. Macau não tem a potencialidade que tem Santa Luzia. Quando digo que Santa Luzia equacionaria os problemas de Cabo Verde as pessoas ficam incrédulas, mas é uma realidade.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pode explicar melhor como é que Santa Luzia poderia ser usada para a resolução dos problemas de Cabo Verde?</strong></p>
<p>Estou dando o exemplo para mostrar que nos damos ao luxo de ter uma ilha abandonada, desabitada e à espera de um dia se integrar no contexto de desenvolvimento de Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Como já referiu, o seu lema de campanha é o mesmo de 2011. Porquê?</strong></p>
<p>Quando digo o slogan, quer dizer que não sou eu a candidatar-me. É apenas uma forma de referir-me àquilo que será o meu projecto futuro. O povo de Cabo Verde é que vai beneficiar. É uma forma de levar avante todo o trabalho que se tem a fazer sob a forma de referendo. Quando o povo acaba por referendar tudo, acaba por se pronunciar sobre aquilo que se refere ao desenvolvimento do seu país, a toda a sua estrutura. Assim, é o povo a assumir o destino do país. É a forma mais bonita que se tem de governar pequenos povos ou grandes povos, em qualquer dimensão.</p>
<p> </p>
<p><strong>O Joaquim Monteiro quer dar ao povo de Cabo Verde a oportunidade de guiar o país?</strong></p>
<p>A fórmula é levar o povo a assumir as rédeas governativas do país, sob a forma de referendo. A nossa Constituição terá que ser balizada, terão que ser definidos parâmetros próprios que convirão ao país.</p>
<p> </p>
<p><strong>Que vantagens é que isso teria para o país?</strong></p>
<p>Primeiro, a Constituição terá que ser revista, porque não temos um referendo do povo de Cabo Verde. A Constituição cabo-verdiana foi elaborada, ou talvez copiada, de outras Constituições. Não foi referendada pelo povo e a nossa Constituição de futuro e para o futuro terá que ser referendada.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quer dizer que a actual Constituição não é do povo?</strong></p>
<p>Não é, porque, senão é a minha Constituição, também não é a Constituição do povo de Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Tem defendido melhores condições de vida para os cabo-verdianos. Como Presidente da República, de que forma pretende actuar para a melhoria dessas condições?</strong></p>
<p>Já disse que serei sempre um companheiro dos outros órgãos de soberania, desempenhando a minha função de presidente, o mais alto magistrado da nação cabo-verdiana. O Governo não será nada mais, nada menos, do que um parceiro. A Assembleia Nacional será sempre uma parceira, sempre de mãos dadas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Disse em São Vicente que, caso seja eleito, junto com o Governo, vai resolver a questão da habitação nos próximos cinco anos. Como?</strong></p>
<p>Esta questão será planificada, porque Cabo Verde ainda não se planificou a curto, médio e longo prazo. Todo e qualquer país deve planificar-se para saber para onde vai e como vai. Isso exige recursos que vamos viabilizar para que se faça. Não pedindo esmolas, mas sim negociando com os parceiros internacionais, sob a forma de concessão de créditos para que todo esse trabalho se faça.</p>
<p> </p>
<p><strong>Na sua perspectiva, que país é que temos neste momento?</strong></p>
<p>Temos um país desequilibrado, atrasado e aguardando por melhores dias. Se olharmos para a estrutura socioecónomica de Cabo Verde concluímos que o caminho que temos para percorrer é longo, porque há um enorme trabalho a ser feito.</p>
<p> </p>
<p><strong>A Constituição da República é que guia a acção do Chefe de Estado. Como é que pretende desempenhar o papel de defensor da Constituição?</strong></p>
<p>Ponho tónica no facto de ser necessário rever a Constituição ao longo do mandato. De forma concertada, justa e precisa para que possamos um dia dizer que já temos algo preparado para o futuro das crianças de Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Defende que a Constituição não está bem como está. Foi revista em 2010. Não ficou satisfeito?</strong></p>
<p>Não me dá satisfação. Já disse e insisto que não é a minha Constituição, porque não me pronunciei sobre ela e a forma como foi referendada.</p>
<p> </p>
<p><strong>Disse, em Santo Antão, que vai vencer as eleições se conseguir combater a máquina fraudulenta. Explique melhor.</strong></p>
<p>A máquina fraudulenta instalou-se em Cabo Verde ao longo das campanhas que se têm feito. Esta máquina vai continuar a provocar danos terríveis, bloqueando todo o processo de desenvolvimento do nosso país. As pessoas de todo esse sistema fraudulento são criminosos e portanto devem ser punidos pela lei. As votações em Cabo Verde têm sido feitas de forma subornada, comprando votos e exercendo influência. Pessoalmente, tenho provas, mas são provas minhas. As instituições que se ocupam disso que façam o seu trabalho. Isso aconteceu em 2011, porque o meu score de votos não foi aquilo que o eleitorado cabo-verdiano me deu. A quantidade de votos que me foi roubada foi enorme e tenho provas disso. Mas na altura preferi esquecer isto porque não estava nos meus planos impugnar as eleições. Neste momento, tenho uma máquina chamada anti-fraude apta para detectar toda e qualquer fraude que venha a acontecer ao longo das presidenciais. E se essa máquina detectar fraude serei coagido a impugnar as próximas eleições.</p>
<p> </p>
<p><strong>Isto quer dizer que desta vez está mais preparado para a corrida presidencial?</strong></p>
<p>Estou mais preparado e mais à vontade para conseguir fazer isso. Acredito na CNE e já disse que não vou pôr fiscais a supervisionar o trabalho de uma instituição da República. A CNE que faça o seu trabalho, porque acredito que tem capacidade de desempenhar estas funções cabalmente, para o bem das eleições em Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Isto significa que está </strong>à<strong> espera que os resultados sejam diferentes.</strong></p>
<p>As eleições serão diferentes. Nas eleições do dia 2 de Outubro o sistema fraudulento não vai funcionar, porque se houver fraude a estrutura já existente vai detectar toda e qualquer tentativa. E vai impugnar as eleições e tudo será denunciado a nível universal.</p>
<p> </p>
<p><strong>Disse que se conseguir combater essa máquina fraudulenta, vence a eleição. As suas expectativas são de que vai ganhar?</strong></p>
<p>Não sou eu que digo. A máquina anti-fraude está montada, não é minha e vai funcionar para o bem de todos nós. Sei que ela existe e vai funcionar, mas não sei quem a montou. Está preparada apenas para as eleições do dia 2 de Outubro. Tenhamos em atenção que estas eleições serão determinantes para o futuro das crianças destas ilhas. Porque os resultados vão permitir ao povo de Cabo Verde beneficiar o potencial existente. Imaginemos alguém que tem um salário mínimo de 11 contos passar a receber 30, vai mudar muito a vida do agregado familiar.</p>
<p> </p>
<p><strong>Na realidade de Cabo Verde é possível aumentar, em cinco anos, o salário mínimo para 30 contos?</strong></p>
<p>Pode ser. Vemos os nossos parceiros como a Madeira, os Açores e as Canárias e o salário mínimo que praticam. Cabo Verde pode sim atingir o nível de desenvolvimento que têm esses arquipélagos. Não há um longo caminho a percorrer, porque é uma questão de ‘facultação’ de meios para se fazer esse trabalho de uma forma planificada. Eu vou fazer isso. Já prometi e o que eu prometo, cumpro. É uma questão que se desencadeia por etapas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Se for eleito Presidente da República qual vai ser o primeiro passo neste sentido?</strong></p>
<p>Há que preparar e criar condições e viabilizar meios para que tudo isso se faça em concertação com os outros órgãos existente no país.</p>
<p> </p>
<p><strong>Nos próximos cinco anos terá um Governo central e uma maioria de câmaras da mesma cor política. Sendo eleito, de que forma pretende equilibrar o poder em Cabo Verde?</strong></p>
<p>Na qualidade de um presidente não eleito com o apoio de um partido estarei à vontade para desenvolver um trabalho com as outras estruturas e de certeza que irão colaborar com tudo aquilo que será o projecto para Cabo Verde.</p>
<p> </p>
<p><strong>Não estar ligado a nenhum partido dá-lhe mais espeço de manobra?</strong></p>
<p>Dá-me espaço e sinto-me à vontade, porque estando ligado a qualquer partido fico constrangido e limitado em termos de movimentação, seja ela intelectual ou física.</p>
<p> </p>
<p><strong>Pensa que o candidato Jorge Carlos Fonseca, por ter o apoio de um partido político, pode estar concionado?</strong></p>
<p>Claro que fica.</p>
<p> </p>
<p><strong>Já visitou algumas ilhas durante a campanha, como é que tem sido o contacto com as pessoas?</strong></p>
<p>Tem sido surpreendente porque o que sinto é que, realmente, o povo está consciente da missão que tem pela frente. A recepção não se compara à de 2011. Na altura eu não era conhecido e durante este tempo estive no estrangeiro a preparar-me para estas funções que tenho que desempenhar.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quais são os principais problemas que tem encontrado?</strong></p>
<p>Os problemas que tenho constatado nas diferentes ilhas são o esboço dos problemas que existem. Há muitos recursos que têm sido disponibilizados para Cabo Verde que deviam ter sido mais bem aplicados. Deve-se pôr cobro ao estado de esbanjamento que se implantou em Cabo Verde, juntamente com a corrupção, que é um dos grandes responsáveis pela fraude eleitoral que se implantou entre nós. Cabo Verde precisa de uma instituição bancária capaz de desencadear o processo de desenvolvimento do país. O ser humano não precisa de pedir esmolas, precisa ter instituições credíveis que concedam créditos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Como é que funcionaria este banco?</strong></p>
<p>Esta é uma ideia que apresentei em 2011. Na altura, disse que as acções desse banco valeriam 100 escudos porque são pequenas acções que se transformam em grandes sonhos. Seriam essas pequenas acções a dar força e dinâmica a essa estrutura bancária. Somos um povo muito pequeno e um bom banco em Cabo Verde, bem organizado, responsabilizar-se-ia de sobra para o desenvolvimento das ilhas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Um banco desse género seria viável em Cabo Verde?</strong></p>
<p>É viável. Eu prometi e espero que um dia possa ser implementado. Sei o que devo fazer, sei o que posso fazer e sei o que deverei fazer para isto.</p>
<p> </p>
<p><strong>Estas eleições completam um ciclo três eleições no mesmo ano. Teme uma elevada abstenção?</strong></p>
<p>A abstenção é um estado de desinformação. Se não for feito um trabalho durante estes dias de campanha, e isso exige recursos avultados, a abstenção vai se situar à volta de 52%.</p>
<p> </p>
<p><strong>O Joaquim Monteiro tem dito que tem feito uma campanha pedagógica. Também tem falado com as pessoas no sentido de combater a abstenção?</strong></p>
<p>Sim, ainda ontem estive a mostrar e a ensinar algumas pessoas como votar, com o objectivo de fazer um trabalho pedagógico nessa matéria. Devemos fazer isto porque acho que nunca foi feito. Há um trabalho ‘desinformativo’. Ao que parece, há estruturas que ao longo da campanha solicitam precisamente a abstenção.</p>
<p> </p>
<p><strong>Qual é o papel do Presidente da República no combate à abstenção e na informação da população?</strong></p>
<p>O Presidente da República, ao situar-se nesse patamar que é o exercício do mais alto magistrado da nação, deve assumir as suas funções em pleno e não começar a fugir.</p>
<p> </p>
<p><strong>Defende que o voto deveria ser obrigatório?</strong></p>
<p>Sim, o eleitor devia ir votar. O eleitor tem a opção do voto nulo, mas deve participar nas eleições. Há quem não vote por estar doente ou por residir onde não está recenseado, mas estes são casos esporádicos que não têm significado nos resultados eleitorais.</p>
<p> </p>
<p><strong>Caso seja eleito, que medidas vai tomar neste sentido?</strong></p>
<p>Seria uma medida não de influenciação, mas preventiva. Tudo o que se passa em nosso benefício deve ser concertado entre o mais alto magistrado da nação e os outros órgãos que também colaboram nesse tipo de processos.</p>
<p> </p>
<p><strong>Medida preventiva, como?</strong></p>
<p>Por exemplo, há uma lei que é elaborada e muitas vezes a elaboração de uma lei custa muito. Mas havendo uma concertação prévia acabamos por não deixar que esbanjamentos aconteçam com os vetos. Se uma lei é bem-feita e referendada, nunca é vetada. Os problemas dos países se equacionam quando as leis têm aplicabilidade prática no terreno. Em Cabo Verde votam-se leis, elaboram-se leis, mas que não têm aplicabilidade prática.</p>
<p> </p>
<p><strong>Está a criticar alguns vetos que têm acontecido?</strong></p>
<p>Não, mas esses vetos que têm acontecido não deveriam existir. Simplesmente de uma forma preventiva eliminaria a hipótese que tal acontecesse.</p>
<p> </p>
<p><strong>Com o Joaquim Monteiro vai ser diferente?</strong></p>
<p>Não para mim, mas sim para o povo cabo-verdiano. Eu não existo. É o povo que vai administrar estas ilhas. Temos que levar o povo a assumir as suas próprias responsabilidades, porque quando referendamos aquilo que se deve fazer, transferimos a responsabilidade para o povo. É a forma inteligente de se transmitir o poder ao povo.</p>
<p> </p>
<p><strong>O que é que vai fazer no dia a seguir às eleições?</strong></p>
<p>Irei continuar a trabalhar inspirado como todos os dias.   </p>
<p> </p>
<p><strong><em>Texto originalmente publicado na edição impressa do </em></strong><a href="opiniao/item/48774-bob-marley-o-intemporal-poeta-crioulo-da-paz-e-da-concordia"><strong><em>Expresso das Ilhas</em></strong></a><strong><em> nº 774 de 28 de Setembro de 2016.</em></strong></p>]]></description>
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            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 30 Sep 2016 11:08:48 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[Presidencias: três candidatos, três adversários cada]]></title>
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<p><em>Conteúdo patrocinado pela Comissão Nacional de Eleições</em> </p>
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            <pubDate>Thu, 29 Sep 2016 19:38:43 GMT</pubDate>
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