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        <title><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></title>
        <description><![CDATA[Notícias de Cabo Verde]]></description>
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        <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 09:52:06 GMT</pubDate>
        <copyright><![CDATA[Expresso das Ilhas on-line. Todos os direitos reservados.]]></copyright>
        <language><![CDATA[pt-pt]]></language>
        <item>
            <title><![CDATA[Migrações - 
Menos chegadas, rotas mais perigosas ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A Rota Atlântica da África Ocidental está a
mudar. Entre Janeiro e Abril de 2026, 2.276 pessoas chegaram a Espanha através
desta rota, menos 78% do que no mesmo período de 2025 - a maior descida entre
todas as rotas migratórias monitorizadas pela OIM rumo à Europa.</p><p>A organização atribui a diminuição ao reforço da
cooperação fronteiriça entre o Senegal e a Mauritânia, que tem dificultado as
partidas a partir dos pontos tradicionais de embarque.</p><p>A redução, contudo, não traduz necessariamente
uma diminuição da pressão migratória. O reforço dos controlos fronteiriços
nesses países está a empurrar os pontos de partida para zonas mais a Sul, nomeadamente Gâmbia,
Guiné-Bissau e Guiné-Conacri. Com isso, as viagens marítimas tornam-se mais
longas e expõem os migrantes a riscos acrescidos.</p><p>Neste novo
desenho da rota Cabo Verde ganha relevância. O relatório não apresenta o país como um novo ponto de partida da rota nem
indica um aumento de chegadas ao arquipélago. A referência é outra: barcos que
enfrentem problemas de navegação ou condições marítimas adversas podem perder o
rumo e derivar para Cabo Verde ou para áreas mais distantes do Atlântico.
Viagens mais longas e precárias agravam, pois, estas situações.</p><p style="text-align: center;"><strong>Partidas cada
vez mais a Sul</strong></p><p>Tal como outras rotas marítimas para a
Europa, a Rota Atlântica da África Ocidental é muito perigosa, refere o
relatório. Entre 2022 e 2024, o número de mortes e desaparecimentos nesta rota
aumentou 95%, passando de 559 para 1.142. Em 2025, foram registadas 633 mortes.</p><p>A
rota, entretanto, já foi bem mais movimentada: depois de picos históricos em
2006 e em 2024, e
de um salto de 155% nas chegadas entre 2022 e 2023 (de 16.000 para 40.000), o
fluxo tem vindo a cair de forma acentuada desde 2025, resultado da cooperação
reforçada entre os principais países de partida - Mauritânia e o Senegal, como
referido, e também Marrocos. </p><p><img src="https://static.expressodasilhas.cv/media/2026/08/1787329263934.normal.jpeg"></p><p>Como é assinalado no documento, nos últimos anos,
Espanha e a União Europeia reforçaram as parcerias com países de origem e
trânsito da África Ocidental, incluindo esses três países. Os acordos incluem
financiamento, reforço de capacidades, vigilância costeira, patrulhamento e
medidas de gestão migratória.</p><p>Segundo a OIM, uma das consequências foi o
deslocamento das partidas marítimas para zonas costeiras mais remotas, onde os
migrantes ficam mais expostos a traficantes, condições precárias,
desinformação, extorsão, intercepção e acesso limitado à assistência.</p><p>Um exemplo apontado pela organização é a isolada ilha
de Jinack, na Gâmbia, situada na foz do rio Gâmbia. A zona terá adquirido
importância para migrantes e traficantes que procuram organizar partidas, à
medida que os controlos aumentam nas áreas tradicionalmente utilizadas, como a
costa senegalesa.</p><p>Os relatos de naufrágios mortais e de embarcações
desaparecidas ao largo da Gâmbia mostram que a rota continua perigosa, apesar
da acentuada redução das chegadas às Canárias. </p><p style="text-align: center;"><strong>Gâmbia ganha
peso na rota</strong></p><p>Entre Janeiro e Abril, cerca de 85% das chegadas às
Canárias através desta rota correspondiam a nacionais de apenas quatro países.</p><p>Os gambianos passaram a representar 27% das
chegadas, contra apenas 2% no mesmo período do ano anterior. O Mali, que
anteriormente constituía a principal nacionalidade, caiu de 47% para 17%.</p><p>Os senegaleses representaram igualmente 27% das
chegadas, embora o número absoluto tenha diminuído 73%. Já os marroquinos passaram
de 6% para 14% da distribuição por nacionalidade, apesar de uma redução de 51%
no número absoluto. </p><p>A maioria dos migrantes era constituída por
homens adultos: 72%, contra 13% de mulheres adultas e 16% de crianças.</p><p>Os motivos para a partida são sobretudo económicos. Inquéritos realizados
pela OIM junto de pessoas que chegaram a Espanha em 2025 indicaram dificuldades
económicas em 66% dos casos, seguidas de guerra e conflitos (35%), acesso
limitado a serviços básicos (27%) e violência pessoal ou dirigida (20%).</p><p>Entre Janeiro e Abril, foram registadas 155
mortes e desaparecimentos na Rota Atlântica da África Ocidental, menos 48% do
que no período homólogo. A redução, porém, foi inferior à queda das chegadas. O
afogamento continuou a ser a principal causa de morte, enquanto a OIM considera
que as viagens mais longas tornaram a rota mais perigosa. </p><p style="text-align: center;"><strong>Visão global</strong></p><p>No documento,
a OIM analisa<strong></strong>sete principais rotas migratórias inter-regionais em todo o
mundo e destaca cinco conclusões. </p><p>Uma
conclusão central é a de que a migração continua a ser, na sua maioria, um
fenómeno de proximidade. Quase metade dos migrantes internacionais no mundo
vive dentro da sua própria região de origem, uma proporção que sobe para 64% na
África Subsariana. A maioria das pessoas desloca-se, afinal, entre países
vizinhos, e não rumo a destinos distantes como a Europa.</p><p>O
clima surge como um factor cada vez mais determinante. Eventos extremos, como o
ciclone Harry, reduziram o volume de travessias em várias rotas, mas tiveram o
efeito inverso na mortalidade: as mortes duplicaram no Mediterrâneo Central e
triplicaram no Oriental. Paralelamente, conflitos em curso continuam a alterar
quem migra, de onde parte e por que caminhos passa.</p><p>O
relatório mostra ainda como o reforço do controlo fronteiriço tende a deslocar
a pressão migratória em vez de a resolver. Na América Central, os fluxos para Norte através do Darién
caíram 95%, dando lugar a movimentos no sentido inverso. Na África Ocidental,
como referido, mais vigilância nos pontos tradicionais de partida empurrou as
rotas para Sul.</p><p>Por fim, a OIM aponta uma lacuna que atravessa todas
estas dinâmicas: apesar de quase todos os países (99%) participarem em diálogos
regionais sobre migração, pouco mais de metade (52%) tem em vigor acordos formais
de mobilidade. É nesse espaço entre o discurso diplomático e a prática que
continuam a faltar vias seguras e regulares para quem migra.</p><p><em><strong>Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1290
de 19 de Agosto de 2026.</strong></em></p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Sara Almeida]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 09:52:06 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Pescadores e peixeiras da Boa Vista capacitados  com técnicas de  primeiros socorros e salvamento aquático]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A acção , de acordo com Câmara Municipal da Boa Vista, integra a programação dos pré-eventos da V Conferência da Década do Oceano.</p><p>Dentro dos temas abordados incluem-se o reconhecimento de situações de afogamento, técnicas de salvamento e resgate, a utilização segura de equipamentos de flutuação, como bóias de salvamento, bem como procedimentos de primeiros socorros e de reanimação cardiopulmonar (RCP).</p><p>Segundo a edilidade, a iniciativa justifica-se pelo papel fundamental que pescadores e peixeiras desempenham nas zonas costeiras.</p><p>"Estes profissionais, pela sua proximidade e presença constante no litoral, são muitas vezes os primeiros a prestar auxílio em situações de emergência marítima", salientou a Câmara Municipal da Boa Vista.</p><p>A componente teórica decorreu nos Paços do Concelho, enquanto a sessão prática teve lugar na Praia d'Diante. No local, os formadores realizaram demonstrações no mar, simulando diferentes cenários de afogamento e aplicando diversas técnicas de salvamento, permitindo aos participantes consolidar os conhecimentos adquiridos.</p><p>De acordo com a autarquia, os participantes acompanharam a formação com grande interesse e entusiasmo, reforçando competências essenciais para a protecção da vida humana no mar.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2026/07/17/pescadores-e-peixeiras-da-boa-vista-capacitados-com-tecnicas-de-primeiros-socorros-e-salvamento-aquatico/103695</link>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Anilza Rocha]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:20:33 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​AdS anuncia normalização do abastecimento de água na Praia  ]]></title>
            <description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&nbsp;Em
comunicado, a empresa explicou que, após a recuperação parcial da capacidade de
produção, deu início ao processo de restabelecimento da distribuição regular de
água aos consumidores da capital.</p><p>No
entanto, a concessionária alertou que a estabilização operacional do sistema
deverá ocorrer apenas nas próximas horas, devido aos efeitos da redução da
disponibilidade de água registada nos últimos dias, situação que provocou
constrangimentos no abastecimento em várias zonas do município.</p><p>A
empresa agradeceu a compreensão dos clientes e reiterou o compromisso de
continuar a melhorar os serviços prestados. Segundo a AdS, a prioridade passa
por garantir uma distribuição de água cada vez mais eficiente e capaz de
responder às necessidades da população do município da Praia.</p><p>Nos últimos dias, a
redução da produção de água obrigou a ajustes na distribuição, afectando o
abastecimento em algumas localidades da capital. Com o aumento da
disponibilidade do recurso, a empresa espera agora repor gradualmente a
normalidade no serviço</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2026/06/17/ads-anuncia-normalizacao-do-abastecimento-de-agua-na-praia/103231</link>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Edisângela Tavares]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 11:29:34 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​Achada de São Filipe acolhe feira de saúde no  âmbito das comemorações do patrono do bairro ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>De acordo com um comunicado da&nbsp;Associação de Promoção e Educação para Saúde Preventiva (APESP), a iniciativa tem um carácter social e humanitário, visando não só a promoção da saúde preventiva, mas também o reforço do acesso da comunidade a informações e serviços básicos.</p><p>A actividade terá lugar na Escola do Ensino Básico Júlia Costa, entre as 09h00 e as 13h00, e contará com um conjunto alargado de serviços de rastreio e aconselhamento à população.</p><p>Durante a iniciativa, serão disponibilizadas consultas e observações médicas, incluindo recolha de sangue, para o controlo de indicadores como hipertensão arterial, frequência cardíaca, glicémia, saturação de oxigénio e anemia falciforme, entre outros. As acções serão acompanhadas de sessões de esclarecimento e aconselhamento, com o objectivo de promover uma maior consciencialização sobre a importância da prevenção.</p><p>A organização assegura ainda o transporte de pessoas mais debilitadas, de forma a garantir o acesso de todos aos serviços disponibilizados.</p><p>A iniciativa assinala igualmente o início de uma intervenção conjunta entre a APESP e o Laboratório Bio-Analítica, recentemente instalado no bairro, no âmbito de uma parceria centrada em acções sociais e de promoção da saúde. Conta ainda com a participação de uma psicóloga e de uma nutricionista, reforçando a abordagem multidisciplinar.</p><p>A iniciativa é promovida pela Associação de Promoção e Educação para Saúde Preventiva(APESP), em parceria com o Laboratório Bio-Analítica e diversas entidades ligadas ao sector da saúde, incluindo autoridades públicas, a Escola do Ensino Básico Júlia Costa e outras organizações locais. A actividade enquadra-se nas comemorações da festa de “Nhu São Filipe Apóstulu”, celebrada a 1 de Maio.</p><p>Sob o lema “Bu meresi vivi dretu. Portantu, saúdi sta na bu mó”, os organizadores apelam à participação da população, destacando a importância da mobilização comunitária para a promoção da saúde.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Edisângela Tavares]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:45:49 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[Falhas na articulação e falta de dados condicionam combate ao tráfico de pessoas em Cabo Verde - Observatório
]]></title>
            <description><![CDATA[<p>A preocupação foi manifestada pelo presidente do Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas (ONTP), José Luís Vaz, na abertura de uma acção de capacitação em matéria de tráfico de pessoas, em São Vicente.</p><p>“É que o nosso objectivo é claro: garantir que cada potencial vítima seja identificada e que receba o devido encaminhamento e protecção. Isto é fundamental para nós. Mas importa também reconhecer, com realismo, os desafios que ainda enfrentamos. Temos desafios ao nível da articulação interinstitucional, que nem sempre ocorre com a fluidez desejada, na identificação precoce de vítimas, muitas vezes por falta de instrumentos práticos e conhecimento específico no terreno. Enfrentamos ainda limitações na recolha e gestão de dados, o que condiciona, amiúde, a produção de informações fiáveis para a tomada de decisão”, nota.</p><p>Segundo o responsável, estas fragilidades comprometem a eficácia das respostas no terreno.</p><p>“É precisamente aqui que esta formação assume um papel determinante. Ela vem contribuir para reduzir essas lacunas, criando uma base comum de entendimento, reforçando capacidades e promovendo uma cultura de articulação e responsabilidade partilhada. Mais do que uma acção formativa, este é um momento de construção. Permitam-me destacar um aspecto particularmente relevante. Esta formação representa também um passo concreto na implementação dos pontos focais e dos núcleos locais ou municipais de identificação e encaminhamento de vítimas”, sublinha.</p><p>A criação de pontos focais e de núcleos locais de identificação e encaminhamento de vítimas surge como uma estratégia para descentralizar a resposta e aproximá-la das populações.</p><p>“Este é um avanço estratégico. Ao descentralizarmos a resposta e ao estruturarmos o mecanismo ao nível local, estamos a dar maior capilaridade ao sistema, tornando-o mais próximo das comunidades, mais ágil e mais eficaz. Estamos, em suma, a transformar as orientações estratégicas em prática concreta”, assegura.</p><p>A formação, promovida no âmbito do projecto SIM-CV – “Promoção de uma Migração Segura, Regular e Integrada”, financiado pela União Europeia, reúne representantes de diversas instituições parceiras do ONTP, provenientes de várias ilhas. </p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2026/04/16/falhas-na-articulacao-e-falta-de-dados-condicionam-combate-ao-trafico-de-pessoas-em-cabo-verde-observatorio/102358</link>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Lourdes Fortes]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 16 Apr 2026 15:04:27 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[ICCA quer reforçar atenção aos adolescentes em casos de violência sexual]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Em declarações à Inforpress, Zaida Freitas informou que o plano contempla a materialização de vários projectos previstos para 2026, entre os quais a continuidade da “Campanha Proteja”, a introdução da campanha de responsabilidade parental e o reforço das famílias de acolhimento.</p><p>“Queremos incentivar vivamente a sociedade cabo-verdiana a inscrever-se e a disponibilizar-se para acolher as nossas crianças. Sabemos que, em algumas situações, temos de recorrer ao acolhimento institucional, o que também tem impactos negativos, uma vez que a criança deve estar inserida numa família”, afirmou.</p><p>A responsável esclareceu, no entanto, que o plano ainda não está fechado, mas garantiu que continuará, à semelhança dos anos anteriores, a ser um documento “ambicioso e exequível”.</p><p>Zaida Freitas fez ainda saber que está em curso a implementação dos estatutos do ICCA, aprovados no ano passado.</p><p>“Temos ainda por implementar o Conselho Directivo, o Conselho Consultivo e o Fiscal Único, assim como as direcções de serviço, que são extremamente importantes para o funcionamento da nossa instituição”, acrescentou.</p><p>O plano de actividades prevê igualmente o reforço dos recursos humanos, com a contratação de técnicos, monitores e condutores.</p><p>“Queremos também dar continuidade à implementação dos compromissos assumidos pelo Estado de Cabo Verde em Bogotá, com vista a acelerar a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), visando erradicar qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes”, indicou.</p><p>Por fim, destacou que o ICCA pretende dar uma “atenção especial” à primeira infância, através do mecanismo de coordenação recentemente aprovado.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2026/02/01/icca-quer-reforcar-atencao-aos-adolescentes-em-casos-de-violencia-sexual/101201</link>
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            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sun, 01 Feb 2026 17:07:27 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[CVCV realiza feira para apresentar serviços disponibilizados no sector da saúde ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Segundo o director do Departamento da Saúde e Bem-Estar da CVCV, Júlio Rodrigues, a intenção é facilitar o acesso a cuidados de saúde de qualidade e a preços acessíveis para famílias com maior dificuldade financeira, em áreas como consultas médicas, bioquímica, microbiologia, endocrinologia, imunologia e hematologia.</p><p>“A Cruz Vermelha tem o seu foco nas actividades de caráter humanitário, mas no campo da saúde, em particular, nós não temos muitos serviços. A partir de agora estamos a montar serviços de laboratório, de clínicas, de fisioterapia, reabilitação, centros para atender pessoas idosas e cuidados especiais, inclusive postos móveis”, disse, realçando tratar-se este de um primeiro serviço mais concreto na área da saúde.</p><p>Conforme Júlio Rodrigues, a instituição está a trabalhar para romper a ideia de que os seus serviços estão centralizados mais nas acções humanitárias em momentos de catástrofes naturais.</p><p>“Queremos romper com esta ideia, apesar de continuarmos a fazer o nosso trabalho na vertente humanitária. Queremos, com os novos serviços apresentados, ser uma instituição também autossustentável para que possamos servir mais pessoas”, acrescentou, salientando que o serviço de laboratório montado pela CVCV quer servir pessoas que necessitam.</p><p>Júlio Rodrigues realçou ainda que o serviço de laboratório no país é deficitário, com uma lista de espera enorme e a custos elevados para os bolsos da maioria das pessoas.</p><p>Face ao objectivo da instituição no sector da saúde, o membro da direcção da CVCV afirmou que a intenção é mostrar os serviços que visam fortalecer a capacidade nacional em análises clínicas, ampliar o acesso da população aos serviços laboratoriais e contribuir para a redução das barreiras financeiras, com especial atenção voltada para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.  </p><p>Alertou ainda que só serviços gratuitos não ajudarão no funcionamento dos serviços, pelo que disponibilizam exames às pessoas que podem pagar e que não querem sujeitar-se a lista de espera nas instituições públicas de saúde.</p><p>“O nosso serviço responde a gratuitidade, em ajudar as pessoas que precisam e disponibilizar exames às pessoas que podem pagar”, ressaltou, explicando que para comprovar a não possibilidade de pagamento as pessoas têm de apresentar o cadastro social.</p><p>A iniciativa, que decorre na Rua Pedonal do Plateau, na cidade da Praia, pretende atender, até ao período da tarde, cerca de cem pessoas, permitindo reforçar a educação para a saúde, promover o rastreio precoce e sensibilizar a população para a adopção de hábitos de vida saudáveis.</p>]]></description>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Expresso das Ilhas]]></dc:creator>
            <pubDate>Sat, 24 Jan 2026 16:57:50 GMT</pubDate>
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        </item>
        <item>
            <title><![CDATA[​“Cinema na Rua” da CMP chega a Achadinha Pires com exibição do filme “Ong Bak 3”  ]]></title>
            <description><![CDATA[<p>De acordo com um comunicado da CMP, o encontro está marcado
para as 18h30, na Placa Desportiva local, e insere-se numa acção do Pelouro da
Juventude da CMP, que desde Maio do ano passado tem vindo a levar sessões de
cinema às comunidades da capital, com filmes destinados a todas as idades.</p><p>Segundo a edilidade, a
iniciativa visa resgatar a tradição do convívio comunitário, promover maior
dinâmica cultural nos bairros e reforçar os bons hábitos de socialização, da
boa conversa e da amizade, através da projecção de filmes em espaços públicos.</p><p>Refira-se que o projecto
“Cinema na Rua” já percorreu vários bairros da cidade da Praia e continua a
realizar-se com periodicidade quinzenal, levando o cinema directamente às ruas
da capital. A entrada é livre.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2026/01/16/cinema-na-rua-da-cmp-chega-a-achadinha-pires-com-exibicao-do-filme-ong-bak-3/100937</link>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Edisângela Tavares]]></dc:creator>
            <pubDate>Fri, 16 Jan 2026 11:43:25 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[​Ferimentos do Padre Pier Aldo foram causados por queda e não agressão]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Consoante o esclarecimento, o Padre Pier Aldo, membro da
Fraternidade de São Vicente, foi de facto assaltado na manhã de segunda-feira,
enquanto se deslocava para visitar doentes nas suas casas numa das zonas de
Mindelo. O meliante levou bolsa e o telemóvel do sacerdote, fugindo a seguir. </p><p>“O Padre Pier Aldo, apesar da idade, num ímpeto, pôs-se
a persegui-lo, correndo e gritando atrás dele, acabando, infelizmente, por
tropeçar e cair”, esclarecem.</p><p>No mesmo dia, o jovem assaltante foi detido Polícia Nacional
(PN), que recuperou e devolveu os pertences do Padre.</p><p>Quanto a fotografia, que circula sem autorização, os
Capuchinhos asseguraram que foi partilhada apenas num grupo restrito de amigos.
O frei, no entanto, não quis que os factos fossem divulgados, para evitar preocupações.&nbsp;</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2025/11/06/ferimentos-do-padre-pier-aldo-foram-causados-por-queda-e-nao-agressao/99810</link>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Anilza Rocha]]></dc:creator>
            <pubDate>Thu, 06 Nov 2025 17:35:23 GMT</pubDate>
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            <title><![CDATA[Moradores de Ponta d'Água há 20 dias sem água nas torneiras]]></title>
            <description><![CDATA[<p>Jair, residente na zona,
contou ao Expresso das Ilhas, que já está a cerca de 20 dias sem fornecimento.</p><p>“ Quando vem por um dia,
passamos depois passamos 7 a 8 dias sem nada” lamentou, acrescentando que
desconhece as causas desta situação.</p><p>Para driblar esta
situação, recorre à compra de junto dos bombeiros, um custo adicional de 1300
escudos por tonelada, mesmo continuando a pagar as facturas como se o serviço
de abastecimento estivesse na sua normalidade.</p><p>Djoy, outro morador,
confirmou o problema e explicou que nos raros momentos em há água na rede, se
conseguirem encher uma garrafa de 10 litros. </p><p>Segundo conta, a&nbsp; empresa Agua de Santiago (AdS), tinha feito um anúncio sobre uma avaria na rede que deveria durar apenas três
dias, mas a situação se penúria já se arrasta há meses.</p><p> “Para escapar recorro água dos bombeiros. Mas
temos moradores que não tem essa possibilidade de gastar 1300 escudos
frequentemente para adquirir agua”.</p><p>Para Djoy, não adianta
reclamar nos balcões de atendimento, pois situação fica na mesma. Continua a
pagar factura todos os meses 3 mil a 4 mil escudos, que não consumiu, com medo
de fazerem o corte de água.</p><p>Olívia, fala em pelo menos 20 dias
estamos sem água nas torneiras. Receia perder as roupas e a sua máquina de
lavar porque cada vez que há simulação de que a água vai subir, no tanque,
aproveita para colocar a máquina para trabalhar. Entretanto, antes mesmo de
terminar de lavar deixa de haver água e máquina para de funcionar.</p><p>Procurou, persistentemente, a AdS,
sendo no que último contacto informaram-lhe não haver água suficiente para
bombagem.</p><p>“Mas eu pergunto se não há água
suficiente, a distribuição não devia ser feita de forma igualitária? Até onde
sei há bairros sem nenhum problema de água”, questionou.</p><p>Lucas relatou que para
além da irregularidade, quando a água chega, vem com pouca força,
impossibilitando o Eletrobomba de encher o reservatório. Roupa e casa com
sujeira suja acumulada são resultados de todos esses mais 15 dias sem água,
conforme descreve esse pai de família. </p><p>Tal como os demais, tem
recorrido à compra de água nos tanques, continuando a apagar facturas de 3000 a
5000 mil escudos, um prejuízo para os bolsos.</p><p>A moradora, mais
conhecida como Já, compartilha do mesmo problema, mas disse desconhecer o
motivo das irregularidades. Como passou a comprar água, tenta fazer de tudo
para poupá-lo e evitar mais gastos.</p><p>  Procuramos a AdS que prometeu retornar, mas
até o fim desta matéria não obtivemos resposta.</p>]]></description>
            <link>https://expressodasilhas.cv/sociedade/2025/10/29/moradores-de-ponta-dagua-ha-20-dias-sem-agua-nas-torneiras/99674</link>
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            <category><![CDATA[Sociedade]]></category>
            <dc:creator><![CDATA[Anilza Rocha]]></dc:creator>
            <pubDate>Wed, 29 Oct 2025 17:33:23 GMT</pubDate>
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