Durante os últimos 15 dias, seis partidos políticos e cinco grupos de cidadãos independentes, totalizando 57 candidatos à presidência das câmaras, percorreram os respectivos municípios de uma ponta a outra para levar as suas mensagens e propostas e pedir o voto dos eleitores.
Os candidatos colaram cartazes, distribuíram beijos, abraços, sorrisos, desceram e subiram vales, ribeira e cutelos, realizaram carreatas, fizerem contactos porta a porta, organizaram comícios, entre muitas outras acções de campanha.
Para estas eleições, que serão também para as assembleias municipais, apenas o partido no poder, Movimento para a Democracia (MPD, que detém 14 das 22 câmaras), concorre em todos os 22 municípios.
O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, maior da oposição e com 08 câmaras) concorre em 21 municípios e apoia um candidato independente na ilha do Maio.
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, terceiro no país e com três assentos no parlamento), concorre na Praia, Maio, Ribeira Grande e Paul (Santo Antão), Sal e São Vicente, onde o líder do partido, António Monteiro, é candidato pela quarta vez seguida.
Nos partidos sem assento parlamentar, apenas o Partido Popular (PP) concorre em dois municípios (Praia e Calheta de São Miguel), enquanto o Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) concorre na Praia e o Partido Social Democrata (PSD) entra na corrida no Sal.
Há ainda outras candidaturas independentes que saíram do seio dos dois maiores partidos, como é o caso de Luís Pires, em São Filipe (Fogo,), que avançou porque o PAICV, que o apoiou há quatro anos, decidiu voltar a depositar a confiança em Eugénio Veiga, que tinha sido preterido em 2012.
Na ilha da Boavista, o deputado José Luís Santos também avançou como independente, ao afirmar que conquistou 40% das intenções de voto numa sondagem realizada pelo MpD, mas que voltou a apoiar José Pinto Almeida.
Há ainda candidaturas independentes de Pedro Centeio nos Mosteiros (Fogo) e de Pedro Morais na Ribeira Brava de São Nicolau.
As autárquicas dão continuidade ao ciclo de eleições este ano em Cabo Verde, depois das legislativas em março último e das presidenciais marcadas para 02 de Outubro próximo.
Estas serão as sétimas eleições autárquicas no país em 25 anos de municipalismo, depois de 1991, 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012.
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