Notícias de Opinião
Tony Leite, o eterno repouso na terra que o viu nascer
Hoje [ontem 30 de Janeiro], Ponta do Sol amanheceu de luto. Sem Tony Leite, um dos seus mais diletos filhos.
Não é inocente a procura do controlo do passado
Terminou no passado dia 22 a XV Semana da República organizada pela presidência da república. Mais uma vez, como qualquer observador pôde constatar, os eventos organizados para supostamente conciliar os dois feriados nacionais, o 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia e o 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais, pouco mais serviram do que dividir o país e agitar os ânimos à volta da história dos últimos cinquenta anos.
Governança Nacional, integração regional e multilateralismo: que papel para a democracia?
Cabo Verde vai a votos para eleições legislativas e presidenciais em 2026 e este facto sugere algumas reflexões sobre o estado da democracia no Mundo. Após vagas de democratização nos finais do século XX, eis que movimentos inversos ao longo do primeiro quarto do século XXI têm colocado a democracia em crise ao nivel nacional, regional e global.
Quando Pensar Era Já um Acto de Liberdade
Entre 1901 e 1909 nasceu a geração que deu forma à modernidade literária cabo-verdiana e ensinou o país a pensar-se antes mesmo de existir como Estado. Às vésperas das celebrações de 2026–2027, importa aprofundar esse tempo fundador – não como exercício memorialista, mas como critério para pensar a liberdade, a cultura e a democracia.
A vida “dupla” do músico cabo-verdiano e a força do palco
Na sua aceção mais ampla, o conceito de músico enquanto objetivo sociológico define-se como o ator que, na sua interação com o contexto social e através da arte musical, compõe, toca, domina e interage com um instrumento qualquer, de forma mais ou menos profunda, permanente e sistemática, canta e arranja, seja a título profissional, semiprofissional ou por hobby, podendo, todavia, ter ou não formação académica.
UM OLHAR SOBRE O ANO 2026 - Perspetivas e mudanças
Para seguir em frente com leveza e intencionalidade será preciso desatar dois dos principais elementos limitantes: sentimentos neutralizadores e pensamentos negativos.
Em defesa da Democracia
É deveras notória como a ideia da democracia é altamente atractiva para toda a gente, até para os seus inimigos. Os mais radicalmente contra a democracia não se privam de chamar os seus regimes de “democracia popular”, “nova democracia”, “democracia nacional revolucionária” e de “democracia bolivariana”.
O Impacto Sistémico de 13 de Janeiro
Entende-se que, por mais tradicional que seja uma sociedade, é impensável não existirem no seu seio exigências de racionalidade que estabelecem com as exigências da tradição uma relação tensional, o que faz com que a modernidade seja uma modalidade de experiência que existe em todas as sociedades e em todos os tempos.
35 Anos de Democracia: entre a Defesa da Liberdade e a Ambição Do legado da democracia à audácia de sermos um "Big Ocean State".
Diz-se frequentemente que a geografia é o destino. Para Cabo Verde, essa máxima nunca foi tão vibrante e, simultaneamente, tão desafiante como no amanhecer deste ano de 2026. Neste novo ano, ao celebrarmos os 35 anos do 13 de Janeiro, não estamos apenas a comemorar uma data no calendário ou a vitória de um modelo político sobre outro. Estamos a celebrar o momento em que os cabo-verdianos decidiram que o seu destino não seria escrito por imposição, mas por escolha.
13 de Janeiro: Valores que não se negociam
O 13 de Janeiro representa muito mais do que uma ruptura política ocorrida num momento específico da nossa História. Representa a escolha fundadora que Cabo Verde fez pela liberdade, pelo pluralismo, pela autonomia da Justiça e pelo Estado de Direito Democrático. Princípios que se tornaram, ao longo das décadas, a base segura sobre a qual o país construiu o seu desenvolvimento.
Liberdade, Palavra e Futuro: datas que nos obrigam a pensar
Em 2026, Cabo Verde assinalará 35 anos de Liberdade e Democracia, marco decisivo da consolidação do Estado de Direito democrático, e 90 anos da Revista Claridade, acto fundador da modernidade literária cabo-verdiana. Em 2027, evocaremos duas datas centrais do nosso património cultural e intelectual: os 120 anos do nascimento de Baltasar Lopes da Silva e os 80 anos da publicação do romance Chiquinho, obra maior da literatura cabo-verdiana.
O fim anunciado da Corrida da Liberdade — uma morte política premeditada
A Corrida da Liberdade, criada há 17 anos, não morreu por acaso. Foi assassinada lentamente. O seu fim não resulta de fatalidade, desinteresse popular ou esgotamento natural. Foi o produto de um processo consciente, gradual e politicamente orientado, iniciado no primeiro ano do mandato de Francisco Carvalho como Presidente da Câmara Municipal da Praia e agora consumado sem pudor.
2025: um ano charneira, 2026: uma escolha de rumo
O ano de 2025 ficará registado como um ano charneira na história política recente de Cabo Verde. Não apenas pelos acontecimentos que o marcaram, mas sobretudo pelo lugar que ocupa no ciclo democrático: entre as eleições autárquicas de dezembro de 2024 e as eleições legislativas de 2026, este foi um ano de transição, de ajustamentos, de reposicionamentos e, inevitavelmente, de tensão política. Um ano em que o tempo político começou, cedo, a sobrepor-se ao tempo da governação.
O Mundo mudou mesmo
Logo a seguir às eleições presidenciais americanas de 5 de Novembro do ano passado, em editorial com o título de “O Mundo mudou”, já se antevia que, com o regresso de Donald Trump, os Estados Unidos e o mundo inteiro iriam sofrer mudanças profundas.
Quando o Poder quer mandar na Lei
A democracia não cai com estrondo. Não anuncia a sua queda. Não se despede com um discurso solene nem com um decreto oficial. A democracia adoece em silêncio, enfraquece nos bastidores, é corroída pouco a pouco por aqueles que juraram defendê-la, até que um dia, quando alguém pergunta onde ela está, já é tarde demais. É exatamente este o ponto perigoso em que Cabo Verde se encontra.
O Silêncio do Presidente da República como Método
Diz-se que, numa aldeia à beira-mar, havia um sino tão educado que só tocava quando a verdade passava pela praça. Durante anos, ninguém ouviu nada. Um dia, a justiça tropeçou na soleira da Câmara, fez barulho, pediu explicações. O sino permaneceu imóvel, contemplativo, talvez a pensar se aquele som era digno de perturbar o silêncio. Os habitantes, homens de fé e de ruído fácil, aplaudiram o silêncio: afinal, também ele parecia uma forma elevada de discurso. Só mais tarde perceberam que o sino não era prudente, era seletivo. Tocava apenas quando já ninguém precisava de ouvir.
#ELASnaTech:De processos a pessoas - o papel feminino na construção da Justiça Digital
Como a presença feminina aproxima a transformação digital do seu propósito maior: servir o ser humano
Algas arribadas em Cabo Verde: problema ambiental ou recurso sustentável?
As praias de Cabo Verde nas últimas semanas estão a ser confrontadas com a deposição e o acumulo de toneladas de algas arribadas, sobretudo do género Sargassum. Este fenómeno natural tem despertado preocupação entre a população, pescadores, turistas e autoridades, levando a um conjunto de questões, designadamente se estamos perante uma ameaça ambiental e sobre a possibilidade do seu aproveitamento e transformação.
Não normalizar práticas políticas disruptivas
Nas vésperas da celebração do Natal e dos apelos à Paz e ao Amor, os ânimos na sociedade têm-se exaltado com actos extremos e declarações de partidos e de titulares de órgãos de poder político e com a tensão política daí resultante.
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