Artigos sobre paigc
Morreu Amélia Araújo, a “Voz da Luta” da Libertação Nacional
Faleceu, aos 92 anos, Amélia Rodrigues de Sá e Sanches de Figueiredo Araújo, combatente da Liberdade da Pátria e uma das figuras marcantes da luta pela independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.
Opositor Simões Pereira ouvido como "declarante" no Tribunal na Guiné
O principal opositor na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, foi hoje ouvido pelo Tribunal Militar na qualidade de declarante sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado em Outubro de 2025, de acordo com os advogados.
Grupo do PAIGC confirma libertação hoje de Domingos Simões Pereira
O presidente do PAIGC da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, será libertado no final do dia de hoje e ficará em prisão domiciliária, segundo o porta-voz de um grupo de dirigentes, que pede uma direção transitória no partido.
A luta na Guiné-Bissau e os países de Leste - Cabral: bom diplomata mau estratega
Em meados da década de 1960, os soviéticos tinham desenvolvido uma relação próxima com Cabral. Moscovo estava empenhada em facilitar uma vitória militar na Guiné-Bissau e continuou a fornecer armas cada vez mais sofisticadas, treino e dinheiro ao PAIGC. Como os conselheiros militares queriam garantir a vitória, surgiram intensos desentendimentos sobre a estratégia de guerrilha. Embora muitos detalhes dessas discussões ainda não estejam claros, conselheiros soviéticos, checos e cubanos partilhavam críticas à estratégia militar de Cabral.
Não é inocente a procura do controlo do passado
Terminou no passado dia 22 a XV Semana da República organizada pela presidência da república. Mais uma vez, como qualquer observador pôde constatar, os eventos organizados para supostamente conciliar os dois feriados nacionais, o 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia e o 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais, pouco mais serviram do que dividir o país e agitar os ânimos à volta da história dos últimos cinquenta anos.
A outra face da luta na Guiné (I) - A presença cubana na Guiné-Bissau que o PAIGC quis esconder
Muitos países ajudaram o PAIGC na sua luta. Mas Cuba fez muito mais e o seu papel foi único. Apenas os cubanos lutaram na Guiné-Bissau ao lado dos guerrilheiros do PAIGC. Na Guiné-Bissau, Cuba seguia a sua própria política, as origens da relação de Cuba com o PAIGC não tinham nada a ver com a União Soviética; estavam enraizadas na viagem de Guevara a África e no crescente interesse de Cuba pela África subsaariana.
Os silenciados do Tarrafal
Há 51 anos, o fim do jugo português não significou uma independência plural e democrática, mas o início da ditadura do partido único. No período de transição, marcado pela repressão, cerca de 70 cabo-verdianos, acusados de se oporem ao modelo de independência imposto, foram presos, 58 deles no Tarrafal e mais tarde enviados para Portugal. Em tempo de liberdade, Chão Bom teve mais presos cabo-verdianos do que durante todo o período colonial. Esta é uma dessas histórias.
PAICV apela à libertação imediata de Domingos Simões Pereira
O PAICV apelou sábado à “imediata libertação” do presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, e de todos os outros detidos no seguimento dos últimos acontecimentos no país, bem como ao respeito pelos resultados eleitorais.
Eleições marcadas por exclusões e realinhamentos sem o (histórico) PAIGC
A exclusão do histórico partido da libertação da Guiné-Bissau, o PAIGC, das eleições gerais de 23 de novembro é o facto político do processo eleitoral marcado por realinhamentos no cenário político guineense.
O sonho e o silêncio: As duas faces do 5 de Julho
A 5 de Julho de 1975, Cabo Verde tornou-se independente. A bandeira foi hasteada, o hino entoado, e nasceu um sonho colectivo de dignidade e soberania. Mas, com a liberdade, chegou também o silêncio. A mesma data que simbolizou a emancipação marcou o início de uma nova forma de dominação – interna, ideológica e centralizadora. Instalou-se um regime de partido único que reprimiu o pluralismo, silenciou o debate e reduziu a cidadania à obediência. A esperança transformou-se em vigilância, e o Estado confundiu-se com o partido. A independência celebrou a soberania, mas condicionou a liberdade. Reconhecer essa ambivalência é essencial para compreender plenamente a história de Cabo Verde.
Celebrar o 5 de Julho com um olhar de esperança no futuro
Nas vésperas do feriado nacional de 5 de Julho que no corrente ano corresponde ao 50º aniversário da Independência percebe-se que as celebrações continuam subordinadas a uma narrativa única da história de Cabo Verde.
Cabo Verde: E se a independência total e imediata não tivesse sido o único caminho possível em 1975?
Uma hipótese contra-factual como ponto de partida
19 de fevereiro de 1990: a estória do PAICV e a tentativa de apropriação da democracia
O PAICV é exímio em truncar, falsificar e apropriar-se dos factos ou episódios, elementos constitutivos da história política recente deste país porque ele próprio se considera o protagonista único e total de uma história mistificada e corporizada por um grupo que se auto-intitulou como os melhores filhos e a encarnação do povo cabo-verdiano. Assim, fizeram da independência um bem supremo para justificar a heroicidade dos "combatentes", transformando-se numa clique que se sobrepôs ao partido, ao Estado e à sociedade, assente em laços de gratidão eterna!
Ter claro a natureza e o papel das FA é fundamental para a estabilidade democrática
Os dados do estudo publicados pela Afrosondagem em Dezembro último apontavam as Forças Armadas como a instituição de maior confiança dos cabo-verdianos, apesar do nível ter baixado de 74%, em 2022, para 56%, em 2024, em linha com a queda geral de confiança nas instituições da república.
O fim do 25 de Abril em Cabo Verde (III parte)
Dia 19 de Dezembro de 1974, há 50 anos, era assinado o Acordo de Lisboa. Antes, depois de Abril, a neutralização e a repressão políticas dos adversários do PAIGC, no arquipélago, ocorrem por iniciativa do partido e de populares mobilizados pelo mesmo. Repressão que contou com a conivência política e táctica e o apoio logístico do Movimento das Forças Armadas. É o MFA em Cabo Verde, que assume a responsabilidade política e a direcção operacional da prisão dos adversários políticos do PAIGC e que pressiona Lisboa para que o processo de entrega de poder seja acelerado.
O fim do 25 de Abril em Cabo Verde (II parte)
Pressionado internamente e externamente, o Estado português vê-se encostado à parede para acelerar o processo de independência de Cabo Verde. Não querendo parecer que simplesmente abandonou tudo, o ministro Almeida Santos senta-se com Pedro Pires para redigir o acordo que, como disse o governante português, permitiria “salvar a face” de Portugal, mesmo que para isso tivesse de abdicar do referendo popular, que o PAIGC não aceitava e que o governo português queria. Dezembro de 74 e a tomada da Rádio Barlavento marcou o fim do pluralismo com que sonhava o arquipélago e que foi vivido, por pouco tempo, a seguir à Revolução de Abril.
Amílcar Cabral e o Cabralismo: uma perspectiva crítica
O centenário do nascimento de Amílcar Cabral (A.C.), que ocorre este ano, tem gerado ao longo do ano uma quantidade significativa de debates e artigos de opinião, tanto em Cabo Verde como em Portugal, com as comemorações atingindo o seu auge hoje dia 12 de setembro de 2024, a data do seu nascimento. No entanto, muitos das intervenções estão enraizadas num discurso datado, e têm refletido uma visão centrada nos conceitos dos anos 60 e 70 do século passado, em vez de considerar a problemática a partir de uma perspectiva mais moderna, consentânea com os valores democráticos do século XX e XXI. As manifestações comemorativas tendem a glorificar ou a beatificar A.C., sem, no entanto, abordar as contradições e as inconsistências do cabralismo. Promover um debate mais equilibrado e crítico sobre o legado de A.C. é fundamental do ponto de vista histórico.
Principais partidos guineenses prometem manifestações contra presidente
Duas plataformas de partidos guineenses, que representam cerca de 95% dos deputados no parlamento, anunciaram hoje em Lisboa que vão convocar "manifestações populares" na Guiné-Bissau para resistir "à contínua violação da Constituição pelo Presidente Sissoco Embaló".
PAIGC lamenta centenário de Amílcar Cabral sem comemoração oficial na Guiné-Bissau
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) lamenta que o centenário do nascimento do líder histórico, Amílcar Cabral, se cumpra este ano sem “a dignidade” de comemorações oficiais na Guiné-Bissau.
Domingos Simões Pereira disponível para nova candidatura presidencial
O presidente do Parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, manifestou hoje, em entrevista à Lusa, a sua disponibilidade para concorrer às próximas eleições presidenciais e exige que se respeitem os prazos constitucionais para a sua realização.
mais
homepage





