Artigos de Manuel Brito-Semedo no nosso arquivo
Morreu Dulce Almada, Pioneira do estudo do Crioulo
Maria Dulce Almada Duarte (São Nicolau, 20.Agosto.1933 – Praia, 19.Agosto.2019)
São Vicente, lugares de memória
“O mar vagueia onduloso sob os meus pensamentos. A memória bravia lança o leme: Recordar é preciso. O movimento vaivém nas águas-lembranças dos meus marejados olhos transborda-me a vida, salgando-me o rosto e o gosto” – Conceição Evaristo, escritora e poeta brasileira, in Cadernos Negros, vol. 15
Escola de Arte e Ofício ou Oficina de Cunke
Homenagem ao Mestre Cunke Nos anos de 1950/60, feito o exame do 2.º grau, era dzid-e-sabid que o caminho a ser seguido pelos fidjes-de-pobréza era aprender um ofício e preparar-se para uma profissão. Os filhos dos mais remediados iam para o Liceu Gil Eanes e alguns outros, de pais menos remediados, para a Escola Técnica, havendo, contudo, algumas excepções.
O Boletim dos Alunos do Liceu Gil Eanes
Homenagem ao Professor Baltasar Lopes da Silva Foi há 60 anos a publicação do primeiro e único número do Boletim dos Alunos do Liceu Gil Eanes, do Centro N.º 1 da Ala N.º 2 da Mocidade Portuguesa (São Vicente, 1959), surgido “em continuação de uma tradição interrompida com a publicação do último número de Certeza”, da iniciativa de estudantes que integravam o “Grupo Cultural do 3.º Ciclo”.
90 anos do Diário de António Pedro
Assinala-se este ano os 90 anos da publicação do Diário (Praia, Imprensa Nacional, 1929), livro de poesia de António Pedro [Costa] (Praia, 09.Dez.1909 – Moledo, 17.Agosto.1966), artista plástico surrealista, homem de teatro, escritor,poeta e jornalista.
Porto Memória: Orlanda Amarílis, A Menina da Certeza
“Nha Claridade só gostava dos filhos-machos. Não queria saber das filhas-fêmeas” – Orlanda Amarílis
Porto Memória: 75 Anos da Certeza – Fôlha da Academia
Homenagem a Arnaldo França, co-fundador e guardião da memória da Certeza
Porto Memória: Descantar Estórias & Contos
Descantes da Minha Ribeira é oratória, cântico e vivenciamento.
Reedição d’ “Os Clássicos” pela Biblioteca Nacional
Em 2011, o Ministério da Cultura criou uma central única de edições, a Editura, retirando à Biblioteca Nacional a política do livro e a função de editora do Estado, que vinha assumindo, na linha do Instituto Caboverdiano do Livro [1976-1998].
Porto Memória: O Ensino Superior do Seminário-Liceu
O ensino superior em Cabo Verde tem a sua génese no Seminário Eclesiástico da Diocese de Cabo Verde, conhecido como Seminário-Liceu de São Nicolau (1866-1917).
Razão da Amizade Cabo-verdiana pela Inglaterra
Escrevo-o para esta juventude estudiosa que precisa conhecer os assuntos de sua terra, que mais lhe interessa saber.
Datas Fundacionais das Instituições da República
É ponto assente que até 1975 Cabo Verde era uma província ultramarina de Portugal, com uma polícia de segurança pública e uma pequena guarnição militar que incluíam, tanto uma como outra, portugueses metropolitanos e cabo-verdianos.
Primeiro Escritor Cabo-verdiano
“Estou a vê-lo, bem presente, tez alourada, cabelo castanho claro e anelado, olhos da côr de certos topázios, tristes e vagos, a inseparável luneta, o chapéu de côco e o também inseparável fraque, a bengala de cerejeira e as botas fortes...” – José Lopes da Silva, “Guilherme Dantas”, in Vida Contemporânea, Junho.1935
Ilhéu de Contenda
“Entre gente de sobrado, de loja e de funco nasci e vivi. Nunca cheguei a perceber bem qual o lugar me coube nessa sociedade. Por isso, este livro é de todos e para todos” – Teixeira de Sousa, Ilhéu de Contenda, 1978
B.Léza, O Mito
Frank de Nha Rosa ou B.Léza, de seu nome próprio Francisco Xavier da Cruz (São Vicente, 03.12.1905 – 14.06.1958), rapaz de Soncent, mais precisamente, mnine do Lombo, sport de cinema, rascon, jovial, músico e boémio, era um apaixonado pela Inglaterra e pelo Brasil e por tudo o que dali vinha.
Semear livros à mão cheia
“O mar vagueia onduloso sob os meus pensamentos A memória bravia lança o leme: Recordar é preciso. O movimento vaivém nas águas-lembranças dos meus marejados olhos transborda-me a vida, salgando-me o rosto e o gosto” – Conceição Evaristo, escritora e poeta brasileira, in Cadernos Negros, vol. 15
Porto Memória: Os Seiscentistas
Com o Falucho ancorado na baía baloiçando, baloiçando…, o marinheiro-cronista desembarca no “Porto Memória”. Esta é uma nova coluna quando surge a consciência nacional de que é preciso promover o livro e estimular e criar o gosto pela leitura, com projectos de dinamização de Bibliotecas Escolares, criação de uma Rede de Bibliotecas Municipais e elaboração de Planos Municipais de Leitura e Plano Nacional de Leitura. “Porto Memória” vai ser um espaço onde se irá evocar figuras das letras cabo-verdianas, apresentar e sugerir livros e lançar pistas de leitura. Depois do navegar é preciso, recordar é preciso e ler é preciso!
Arnaldo França homenageado no Dia Nacional da Cultura
Duas iniciativas no âmbito do Dia Nacional da Cultura homenageiam o poeta, escritor e ensaísta Arnaldo França (Praia, 1925 – 2015): a inauguração da “Arnaldo França Livraria”, na Praia, no dia 16, e a entrega do Prémio Literário Arnaldo França, enquadrada no Morabeza – Festa do Livro, a ser aberto em Mindelo, no dia 19. Na Praia, a homenagem consistiu na edição fac-similada da brochura Notas sobre poesia e ficção cabo-verdianas, de autoria de Arnaldo França, um estudo inicialmente publicado em “Cabo Verde – Boletim Documental e de Cultura”, em 1962, e testemunhos de Ana Freire, uma ex-aluna de Arnaldo França no Instituto Superior de Educação, e Sara França Silva, neta do homenageado. O Prof. Brito-Semedo, da Universidade de Cabo Verde, fez o tributo literário a Arnaldo França, cujo texto aqui se reproduz na íntegra.
O Falucho balança, balança
Homenagem aos Capitães de Faluchos e Veleiros das Ilhas Ancorado na baía, sem hora marcada para a partida, o Falucho balança, balança…
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