Num comunicado, o secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Vladmir Silves Ferreira, lamenta os acontecimentos recentes na Guiné-Bissau, que “colocam em causa a estabilidade institucional e a serenidade necessárias ao normal funcionamento do Estado de Direito democrático”.
O PAICV considera absolutamente necessário “o respeito pelo regular funcionamento das instituições da República, pilar essencial para a confiança dos cidadãos e para a credibilidade do país perante os seus parceiros internacionais”.
E sublinha a importância do respeito da vontade soberana do povo guineense, expressa nas urnas.
“É imperativo que o órgão nacional competente dê plena continuidade ao processo eleitoral, procedendo à apresentação transparente, célere e oficial dos resultados, de modo a tranquilizar a população e a comunidade internacional evitando especulações ou instabilidade desnecessárias”, lê-se no comunicado.
O PAICV apelou ainda à libertação de Domingos Simões Pereira, bem como de “todas as demais individualidades atualmente privadas de liberdade no âmbito destes acontecimentos”.
As eleições, que decorreram sem registo de incidentes no passado dia 23, realizaram-se sem a participação do principal partido da oposição, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e do seu candidato, Domingos Simões Pereira, excluídos da disputa e que declararam apoio ao candidato opositor Fernando Dias da Costa.
Dias tinha reclamado vitória na primeira volta sobre o Presidente Embaló, candidato a um segundo mandato. A divulgação dos resultados oficiais das eleições estava agendada para quinta-feira, 27 de novembro.
Simões Pereira foi detido e o poder foi tomado pelos militares, com a destituição do Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que deixou o país. Os militares suspenderam a divulgação dos resultados das eleições.
O general Horta Inta-A anunciou que o período de transição terá a duração máxima de um ano e nomeou como primeiro-ministro e ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, antigo ministro de Embaló.
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