Artigos de Jorge Montezinho no nosso arquivo

Daniel Innerarity: “A democracia não pode funcionar com base em sucessos passados, tem de oferecer um futuro”
Filósofo político espanhol considerado um dos 25 grandes pensadores do mundo pelo Le Nouvel Observateur, autor de obras como A Liberdade Democrática, Uma Teoria da Democracia Complexa, O Futuro e os Seus Inimigos, ou Inteligência Artificial e Cultura, Daniel Innerarity esteve em Cabo Verde – Praia e Mindelo – onde foi orador nas conferências: Inteligência Artificial e Democracia, As “fragilidades” e o Futuro da Democracia e Os Desafios da Democracia nos Tempos Actuais, temas para esta conversa com o Expresso das Ilhas.

Carbonatito no Fogo: Terras raras em Cabo Verde
O arquipélago aparece sinalizado no mapa global de terras raras – carbonatito na ilha do Fogo – mas há jazidas em mais ilhas. São minérios vitais para a transição para energias limpas e usadas em indústrias e produtos como smartphones, televisores ou turbinas eólicas. A China domina mercado de metais usados em diversos produtos, incluindo os considerados cruciais para a segurança nacional dos países.

Economia abranda no terceiro trimestre de 2024
Os dados do Banco de Cabo Verde mostram uma evolução moderada, em Julho, Agosto e Setembro do ano passado. A procura interna em queda contribuiu para este resultado. Entretanto, para o quarto trimestre de 2024, os indicadores disponíveis já apontam para um crescimento da actividade económica nacional.

Maioria dos americanos apoia cortes a ajuda externa
A campanha de intoxicação da opinião pública está a dar resultado, pesquisa revela que mais de 60% dos norte-americanos afirma que o financiamento para ajuda humanitária é “desperdiçado em corrupção ou taxas administrativas”. Mas os Estados Unidos não são caso único, em Portugal, um dos principais parceiros de Cabo Verde no apoio público ao desenvolvimento, um estudo mostra que apesar de considerarem que ajudar os países mais pobres é importante, a maioria dos portugueses quer alguma coisa em troca.

Um mundo de ofendidos desconfiados
Os tempos para a economia são incertos, mas para a sociedade o cenário não é diferente, como mostra o último Barómetro de Confiança Edelman, que avalia, há 25 anos, a confiança das pessoas. E em quem confiamos afinal? Não é nos governos, nem nas instituições; nestes tempos inconstantes, confiamos em marcas e em empresas. Por outro lado, indica também esta recolha que aconteceu em 28 países, há um crescente sentimento de injustiça e desigualdade e isso leva às queixas. Um cenário global já espelhado também em Cabo Verde, como revelou, há pouco tempo, um estudo da Afrosondagem.

Dívida das empresas estatais ultrapassa os 8% do PIB
As empresas públicas são um dos riscos assinalados pelo Fundo Monetário Internacional o documento que resultou da quinta avaliação da Linha de Crédito Ampliada (ECF) e a segunda avaliação do Financiamento para a Resiliência e Sustentabilidade (RSF). Cabo Verde é vulnerável a choques externos e internos e as reformas das empresas estatais (SOE) continuam a ser essenciais, diz o FMI, para melhorar o desempenho financeiro e reduzir os riscos fiscais e do sector financeiro.

“O empresário tem de ser optimista, mas com os pés assentes no chão”
Planear numa época de incertezas é um dos desafios que os empresários cabo-verdianos enfrentam, mas não é único, como explica o presidente da ACEC nesta entrevista ao Expresso das Ilhas. Perspectivas, macroeconomia, a subida das taxas de juro, a fuga da mão-de-obra qualificada, mas também as oportunidades de investimento e a melhoria das ligações aéreas internas, são alguns dos temas desta conversa com Paulo Figueiredo.

“Se tudo correr como o previsto, poderá haver uma estabilização das taxas de juro no segundo semestre do ano” - Governador do BCV
Os juros, o crescimento económico esperado, os riscos que a economia cabo-verdiana enfrenta, a inflação, a situação internacional, os impactos nos bolsos nacionais. Os temas desta primeira grande entrevista do governador do Banco de Cabo Verde sobre o ano que agora começa.

“Sou candidato à presidência do PAICV”
As recordações mais recentes são do Spencer Lima empresário, presidente da Câmara de Comércio Indústria e Serviços de Sotavento, ou presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde. Mas o seu percurso político é muito anterior, começou em 1974, e desde aí foi responsável pelo partido no Sal e na Boa Vista, foi Secretário de Estado do Comércio e Turismo, secretário-geral do PAICV, membro do Conselho Nacional e membro da Comissão Política do PAICV. E agora regressa com o objectivo de tomar as rédeas do partido.

“Estamos contentes com as nossas taxas de crescimento e isso não é bom”
Economista e consultor internacional, especialista na área do turismo, Victor Fidalgo falou com o Expresso das Ilhas sobre a economia para este ano que agora começa. Os cenários interno e externo, a atração de investimento directo estrangeiro – ou a falta de – o aumento das taxas de juros, a diversificação e, claro, o turismo.

2024: Orçamento, leilões e turismo
O maior orçamento de estado de sempre, a evolução do turismo e o que se espera para o futuro do sector, mas também os leilões do INPS, estes foram alguns dos tópicos que dominaram o ano económico nacional, tudo isto num contexto que continua a ser de grande incerteza.

2024: Eleições, presidência e partidas
Da varredela autárquica ao salário da primeira-dama, da saída e entrada de novos ministros, ao bater da porta com estrondo por parte do histórico do PAICV Júlio Correia, este foi um ano político bastante animado.

Cabo-verdianos vão pagar mais pelos empréstimos
As principais taxas de juro vão subir a partir de Janeiro. Um aumento em 50 pontos base, para manter a aproximação à Zona Euro e tentar impedir a saída de divisas, refere o Banco de Cabo Verde em comunicado.

Terceiro trimestre com crescimento mais moderado
Indicadores quantitativos acompanhados pelo Banco de Cabo Verde sugerem um crescimento comedido da procura interna. O investimento deverá encolher, já o consumo deverá continuar a crescer. Os indicadores indicam, ainda, uma melhoria mais ténue da procura externa líquida, associado ao enfraquecimento que se espera da procura turística no terceiro trimestre de 2024.

O fim do 25 de Abril em Cabo Verde (III parte)
Dia 19 de Dezembro de 1974, há 50 anos, era assinado o Acordo de Lisboa. Antes, depois de Abril, a neutralização e a repressão políticas dos adversários do PAIGC, no arquipélago, ocorrem por iniciativa do partido e de populares mobilizados pelo mesmo. Repressão que contou com a conivência política e táctica e o apoio logístico do Movimento das Forças Armadas. É o MFA em Cabo Verde, que assume a responsabilidade política e a direcção operacional da prisão dos adversários políticos do PAIGC e que pressiona Lisboa para que o processo de entrega de poder seja acelerado.

O fim do 25 de Abril em Cabo Verde (II parte)
Pressionado internamente e externamente, o Estado português vê-se encostado à parede para acelerar o processo de independência de Cabo Verde. Não querendo parecer que simplesmente abandonou tudo, o ministro Almeida Santos senta-se com Pedro Pires para redigir o acordo que, como disse o governante português, permitiria “salvar a face” de Portugal, mesmo que para isso tivesse de abdicar do referendo popular, que o PAIGC não aceitava e que o governo português queria. Dezembro de 74 e a tomada da Rádio Barlavento marcou o fim do pluralismo com que sonhava o arquipélago e que foi vivido, por pouco tempo, a seguir à Revolução de Abril.

O fim do 25 de Abril em Cabo Verde
Fez esta terça 50 anos que o ministro português Almeida Santos definiu na Assembleia Geral da ONU as linhas gerais da posição portuguesa sobre Cabo Verde, que passavam pela eleição de uma assembleia com poderes soberanos e constituintes, a quem seria entregue o poder. A fase de transferência do poder caracterizou-se por uma natureza mista: reconhecimento de um interlocutor único, mas com a garantia de uma consulta eleitoral para os representantes do povo, a quem seria entregue a soberania. Até lá chegar, aconteceu um pouco de tudo, pressão do PAIGC, ataques aos meios de comunicação que existiam, prisão de elementos de outros partidos e cumplicidade por parte dos militares portugueses estacionados no arquipélago.

Taxa de Carbono começa a ser cobrada em 2025
É um imposto que começa a ser cobrado um pouco por todo o mundo e é considerado um instrumento fundamental para reduzir as emissões de CO2 por parte de dois dos maiores poluentes: os transportes aéreos e os transportes marítimos. Em Cabo Verde, o governo espera arrecadar cerca de um milhão de contos, mas o dinheiro só poderá ser utilizado para a acção climática.

“Cabo Verde não é um país-problema, é um país de oportunidades”
Entre quarta e sexta-feira, no Parlamento, o Orçamento de Estado para o próximo ano é discutido na especialidade. O Ministro das Finanças, em entrevista ao Expresso das Ilhas, diz que há espaço para acomodar propostas dos outros partidos, mas Olavo Correia deixa também o aviso: o orçamento tem de ser equilibrado e, no essencial, ilustra o programa do governo.

“A moeda digital vai revolucionar o sector bancário cabo-verdiano”
“Cabo Verde: Os Bancos em Revista 2024” é a nova publicação da PD Consult – apresentada esta quarta, às 9h00, no Auditório da Câmara de Comércio de Barlavento, em São Vicente. O estudo, tem como objetivos: analisar a performance dos bancos em Cabo Verde, incluindo evolução comparada de indicadores relevantes nos últimos 8 anos, análises de tendências, opinião de clientes através de inquérito amostral, e entrevistas aos líderes de cada banco.; e contribuir para um conhecimento mais detalhado do sector bancário em Cabo Verde, como explica ao Expresso das Ilhas Paulino Dias, presidente executivo da PD Consult. [A edição está disponível para download gratuito em https://pdconsult.cv/revista#scrollTop=0].
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