Artigos de Jorge Montezinho no nosso arquivo
A luta na Guiné-Bissau e os países de Leste - Cabral: bom diplomata mau estratega
Em meados da década de 1960, os soviéticos tinham desenvolvido uma relação próxima com Cabral. Moscovo estava empenhada em facilitar uma vitória militar na Guiné-Bissau e continuou a fornecer armas cada vez mais sofisticadas, treino e dinheiro ao PAIGC. Como os conselheiros militares queriam garantir a vitória, surgiram intensos desentendimentos sobre a estratégia de guerrilha. Embora muitos detalhes dessas discussões ainda não estejam claros, conselheiros soviéticos, checos e cubanos partilhavam críticas à estratégia militar de Cabral.
A outra face da luta na Guiné (I) - A presença cubana na Guiné-Bissau que o PAIGC quis esconder
Muitos países ajudaram o PAIGC na sua luta. Mas Cuba fez muito mais e o seu papel foi único. Apenas os cubanos lutaram na Guiné-Bissau ao lado dos guerrilheiros do PAIGC. Na Guiné-Bissau, Cuba seguia a sua própria política, as origens da relação de Cuba com o PAIGC não tinham nada a ver com a União Soviética; estavam enraizadas na viagem de Guevara a África e no crescente interesse de Cuba pela África subsaariana.
Paulino Dias, economista: “As palavras-chave para 2026 são adaptação e resiliência”
Que economia vamos ter ao longo do ano que agora começa? Quais serão as oportunidades? E os desafios? Aviso à navegação, não será fácil controlar o barco porque as incertezas regressaram e o país continua – muito – sujeito aos choques externos.
O ano em que Cabo Verde passou a país de rendimento médio-alto
Em 2025, mudou a classificação do país, mas foi também o ano – finalmente – do início dos voos low cost, do acordo para a venda do BCA e foi também o ano em que, pela primeira vez, as reservas externas superaram os mil milhões de euros.
Reservas externas em máximo histórico
Cabo Verde superou, pela primeira vez, a fasquia dos 1.000 milhões de euros em reservas externas líquidas. No dia 11 de Dezembro, o stock de reservas situou-se em 1.019,8 milhões de euros, um patamar considerado robusto e compatível com a estabilidade macroeconómica, assegurando a sustentabilidade do regime cambial de indexação ao euro.
Os silenciados do Tarrafal
Há 51 anos, o fim do jugo português não significou uma independência plural e democrática, mas o início da ditadura do partido único. No período de transição, marcado pela repressão, cerca de 70 cabo-verdianos, acusados de se oporem ao modelo de independência imposto, foram presos, 58 deles no Tarrafal e mais tarde enviados para Portugal. Em tempo de liberdade, Chão Bom teve mais presos cabo-verdianos do que durante todo o período colonial. Esta é uma dessas histórias.
Artur Correia, especialista em Saúde Pública - “Em Cabo Verde não há uma saúde para ricos e outra para pobres”
Assinala-se hoje, 12, o Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde, este ano com o lema: Custos de saúde inacessíveis? Chegamos ao limite! [no original, em inglês: Unaffordable health costs? We’re sick of it!]. Hoje, mais da metade da população mundial ainda não tem acesso a serviços essenciais de saúde. E um quarto dessa população enfrenta dificuldades financeiras ao ter que pagar por cuidados de saúde do próprio bolso, muitas vezes em detrimento de alimentação, educação ou habitação. Para perceber o cenário cabo-verdiano actual, o Expresso das Ilhas falou com Artur Correia, que além de ter sido Director Nacional de Saúde, ocupou, entre outros cargos, o de director do Hospital Agostinho Neto, de secretário executivo do Comité de Coordenação de Combate à Sida (CCS-Sida), e de Director Nacional do Programa de Combate a Doenças de Transmissões Vectoriais.
A desigualdade é uma escolha política
É um relatório histórico, publicado na última reunião do G20, na África do Sul, e liderado pelo Prémio Nobel Joseph Stiglitz, e faz soar o alarme sobre a "emergência da desigualdade". A boa notícia é que apesar de ser uma opção, a desigualdade não é inevitável e pode ser revertida.
Olavo Correia, Ministro das Finanças: “Temos de pensar grande para sermos grandes”
Segundo o governo, o OE2026 tem como principais políticas a diversificação da economia, a consolidação da trajetória de crescimento com justiça social e o reforço do papel do Estado Social, da inclusão social e do desenvolvimento sustentável. Numa altura em que o orçamento vai estar em debate, o Expresso das Ilhas foi ouvir o ministro das Finanças.
Economia vai abrandar
São razões externas, mas também internas. A economia cabo-verdiana vai crescer menos, segundo as previsões do Banco de Cabo Verde (BCV). Apesar da continuação da incerteza, o futuro parece apresentar menos nuvens.
Pesquisa FUMI - Em São Vicente os jovens estão focados nas necessidades mais básicas da vida
O Future Migration as Present Fact (FUMI, que se pode traduzir por migrações futuras como facto actual) é um projecto de investigação sobre migração que ainda não aconteceu. Aborda a migração como uma possibilidade futura imaginada e examina os papéis que pode desempenhar na vida e nos sonhos das pessoas. A investigação centra-se nos jovens adultos de três cidades da África Ocidental e Mindelo foi uma das escolhidas.
Análise ao OE2026: Um orçamento equilibrado, mas com riscos
Conselho das Finanças Públicas (CFP) avaliou a Proposta de Orçamento do Estado para 2026 (POE/2026) que considera coerente com os princípios da responsabilidade e sustentabilidade orçamental, mantendo o equilíbrio entre consolidação fiscal, estabilidade macroeconómica e protecção social. No entanto, sublinha, persistem riscos orçamentais que continuam a exigir o reforço de uma gestão prudente, bem como a implementação de reformas estruturais. CFP critica também falta de cooperação do Ministério das Finanças (MF).
Empresas públicas com cenário sombrio
São os resultados do terceiro trimestre de 2024 e revelam uma evolução negativa na maioria dos indicadores, com exceção do Volume de Negócios (VN) e do Capital Próprio. Os principais indicadores de rentabilidade, bem como o Resultado Líquido, deterioraram-se face ao mesmo período do ano anterior, indicando desafios significativos à sustentabilidade financeira do sector.
FMI revê em alta crescimento económico de Cabo Verde
Outlook de Outubro sobe perspectivas para o arquipélago – de 5,0% em Abril, para 5,2%. Já as expectativas para a economia mundial mantêm-se sombrias. Embora a previsão de curto prazo seja modestamente revista em alta, o crescimento global permanece contido.
Médias e grandes empresas devem ser motores essenciais da produtividade e criação de emprego
A África subsaariana, refere o Africa’s Pulse, "exige um novo modelo de crescimento ancorado nas médias e grandes empresas, que são motores essenciais da produtividade e da criação de emprego". E é fundamental libertar os motores do crescimento do emprego.
As prioridades e os riscos do OE2026
Um crescimento económico esperado de 6%, uma dívida pública abaixo dos 100%, onze objectivos prioritários, as projecções para o próximo ano, segundo as directivas orçamentais para 2026, segundo um documento a que o Expresso das Ilhas teve acesso.
Pendências diminuíram a nível nacional
É pequena – 2% – mas não deixa de ser uma descida, como assinala o relatório de actividades do ano judicial de 2024/2025 do Ministério Público.
CSMJ faz balanço positivo do funcionamento dos tribunais
Mais de 25 mil processos tramitaram pela primeira vez – ou seja, estão no andamento regular – nos Tribunais e Juízos de Cabo Verde, um aumento de 520 processos em relação ao ano judicial anterior. Dados do relatório sobre o funcionamento dos tribunais Judiciais do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ).
Certificação de aeronavegabilidade - Prazo regulamentar é de dois meses
As regras de certificação são para ser seguidas à risca, garante a Agência de Aviação Civil (AAC) ao Expresso das Ilhas. O processo podia ser mais rápido se o operador demorasse menos a apresentar a documentação exigida.
O que torna os países atrativos para o investimento
O índice Doing Business foi-se, agora temos o Business Ready – ou B-READY – o novo projeto do Grupo Banco Mundial que oferece uma análise abrangente e detalhada das regulamentações, implementação e prestação de serviços que afectam o sector privado de uma economia. O primeiro relatório, 2024, analisou 50 economias – 15 africanas, 13 asiáticas, 12 europeias, 7 das américas e 3 da Oceânia – espera-se que o documento deste ano e do próximo chegue às economias de 180 países.
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