Artigos de Luís Carlos Silva no nosso arquivo
13 de Janeiro: Valores que não se negociam
O 13 de Janeiro representa muito mais do que uma ruptura política ocorrida num momento específico da nossa História. Representa a escolha fundadora que Cabo Verde fez pela liberdade, pelo pluralismo, pela autonomia da Justiça e pelo Estado de Direito Democrático. Princípios que se tornaram, ao longo das décadas, a base segura sobre a qual o país construiu o seu desenvolvimento.
2025: um ano charneira, 2026: uma escolha de rumo
O ano de 2025 ficará registado como um ano charneira na história política recente de Cabo Verde. Não apenas pelos acontecimentos que o marcaram, mas sobretudo pelo lugar que ocupa no ciclo democrático: entre as eleições autárquicas de dezembro de 2024 e as eleições legislativas de 2026, este foi um ano de transição, de ajustamentos, de reposicionamentos e, inevitavelmente, de tensão política. Um ano em que o tempo político começou, cedo, a sobrepor-se ao tempo da governação.
Quando a justiça incomoda o poder
Há momentos em que a democracia é posta à prova não pelas decisões políticas que se tomam, mas pela forma como se reage quando as instituições cumprem o seu papel. As buscas realizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) à Câmara Municipal da Praia (CMP) inserem-se nesse tipo de momento. Não por serem excecionais, mas porque expõem, com clareza, a relação entre o exercício do poder político e o respeito pelo Estado de Direito.
A Paz das Urnas e a Turbulência do Pós-Eleitoral: Uma Reflexão Fraterna sobre a Guiné-Bissau
Ao escrever estas linhas, é impossível não sentir uma certa impressão de déjà vu. Para quem acompanha a vida política da Guiné-Bissau, a sucessão de crises institucionais cria a sensação de que estamos sempre a revisitar velhos capítulos com novos protagonistas. Esta percepção tornou-se ainda mais marcante para mim depois de ter sido, em duas ocasiões, observador internacional da CPLP no país. Nessas missões testemunhei uma das maiores riquezas da democracia guineense: a extraordinária paz do seu processo eleitoral. Filas serenas, um civismo irrepreensível e um profundo orgulho no ato de votar. O povo guineense é, sem exageros, dos mais pacíficos e cordatos do espaço lusófono.
Mudanças Climáticas: São Vicente, Santiago Norte e Orçamento do Estado 2026
Se o clima mudou, a governação tem de acompanhar.
Cabo Verde, Uma Data Island No Atlântico
Tenho acompanhado com especial atenção o impacto da Inteligência Artificial (IA) sobre a economia global. O tema fascina-me pela sua complexidade e pela oportunidade que representa para os países em desenvolvimento saltarem etapas e fazerem o leapfrogging que tantas vezes lhes foi negado por constrangimentos estruturais.
Desta vez vamos ser Cabo Verde
Havia algo de particular em ser cabo-verdiano durante um Mundial. Quase todos nós crescemos a escolher uma seleção que não era a nossa: o Brasil, Portugal, Itália, Argentina ou alguma equipa africana que nos inspirava.
A lição de São Vicente
Visitar São Vicente, depois da tempestade de agosto, foi muito mais do que uma deslocação política. Foi uma experiência reveladora e transformadora. Para além da dor (visível em cada esquina, em cada rua e em cada rosto) algo muito maior se impunha: uma força serena, quase obstinada, de seguir em frente.
Babilónia: para lá da mentira e da corrupção
Na tradição bíblica e histórica, Babilónia ficou como um símbolo da corrupção e da decadência. Foi a cidade do esplendor e da arrogância, onde a opulência convivia com a injustiça e onde o poder se julgava acima da lei divina e humana.
Sou a favor do Monumento à Liberdade e Democracia
Há debates que revelam mais sobre a forma como comunicamos do que sobre o tema em si. O caso do Monumento à Liberdade e Democracia é um deles. De repente, a narrativa digital transformou um projeto pensado e preparado há mais de cinco anos numa decisão apressada, associada ao desastre em São Vicente. O que devia ser discutido com base em factos passou a ser julgado por percepções fabricadas, alimentadas pelo imediatismo das redes sociais e pelo contexto pré-eleitoral.
É preciso saber ouvir a ciência
A catástrofe que atingiu São Vicente ficará marcada como a pior de que temos memória, não apenas pela violência das chuvas, mas pela devastação social e económica que deixou atrás de si. O país inteiro viveu dias de choque, dor e luto, unidos pela solidariedade e pelo instinto de acudir os que mais sofreram. Em circunstâncias assim, é natural que as emoções dominem e que o debate público seja atravessado pela urgência e pela comoção.
Entre Likes e Linchamentos: O Desafio da Democracia Cabo-Verdiana
Há dias que deveriam ficar gravados na memória coletiva como pontos de viragem. O lançamento do projecto do novo Hospital Central de Cabo Verde é um desses dias. O primeiro hospital a ser construído de raiz desde a independência, um investimento histórico que promete transformar o nosso sistema de saúde, ampliar valências, salvar vidas e oferecer esperança onde tantas vezes houve muita espera.
A Armadilha da Percepção: Quando a Narrativa Quer Matar a Realidade
Há dias, após a minha participação no programa Em Debate da TCV, onde fizemos a antevisão do Estado da Nação, fui interpelado por um cidadão. Fê-lo com respeito, mas também com uma inquietação que não passou despercebida. “Deputado, o nosso maior problema neste momento”, disse-me, “é que a perceção das pessoas está a ser capturada. Já não interessa o que o país está realmente a viver, interessa o que as pessoas estão a perceber.”
Graduação a País de Rendimento Médio-Alto: um marco, não um destino
Provavelmente não há melhor notícia para Cabo Verde nesta década do que o anúncio da sua graduação a país de rendimento médio-alto, reconhecida pelo Banco Mundial. Desde 1986, apenas cinco países no mundo conseguiram semelhante progressão. Em África, Cabo Verde junta-se a um grupo restrito de sete economias com esta classificação.
Quatro ciclos e uma certeza: Cabo Verde quer mais
Em vésperas do dia 5 de julho — data que marca os 50 anos da independência nacional —, a dimensão e simbologia do momento obrigam-nos à reflexão: que Cabo Verde construímos em meio século? O que falhámos em tornar realidade? E, sobretudo, que país queremos para os próximos 50 anos?
Eleições em Portugal: pistas valiosas para o nosso processo eleitoral
As recentes eleições legislativas em Portugal marcaram uma viragem política relevante. A vitória expressiva da Aliança Democrática, liderada pelo PSD, marca a consolidação do atual ciclo e lança um novo quadro político pintado com tons da hecatombe da esquerda e o fim do bipartidarismo tradicional, acompanhados por um crescimento expressivo da extrema-direita, o que coloca desafios sérios à estabilidade democrática, à governabilidade do país e o relacionamento com os PALOP.
Revolução Tecnológica
No artigo anterior, "Cabo Verde e a nova ordem mundial", destacamos a importância da transformação digital e da Inteligência Artificial (IA) como pilares fundamentais para o desenvolvimento de Cabo Verde. Retomamos agora o tema para aprofundar a compreensão sobre o impacto global da IA e a imperiosa necessidade de Cabo Verde se posicionar estrategicamente neste cenário em rápida evolução.
Cabo Verde e a nova ordem mundial
O mundo atravessa uma fase de transição e incerteza que poucos poderiam antecipar há uma década. A arquitetura internacional encontra-se em plena reconfiguração, com profundas alterações nas dinâmicas de poder e na relação entre os Estados.
Crescimento e Desenvolvimento: O caminho Cabo-Verdiano
Desde a sua fundação, o MpD tem sido o partido da mudança em Cabo Verde. Liderou a transição para a democracia, quebrou o monopólio do poder e instituiu as bases para uma sociedade plural, de economia aberta e instituições fortes. A nossa história de transformação não é recente, e o compromisso com a mudança é uma constante. A governação do MpD sempre se pautou pela modernização do país, pelo fortalecimento das instituições e pela criação de oportunidades para todos.
Cabo Verde e o Desafio do Populismo: Instituições ou Ilusões?
O mundo vive mais um momento de grande incerteza e instabilidade política. Em diferentes países, cresce a influência de movimentos populistas e extremistas com propostas de soluções rápidas para problemas complexos. Estes discursos, tanto à esquerda como à direita, têm um traço comum: rejeitam a importância das instituições e apostam na ideia de liderança salvadora.
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