Artigos sobre poder
Andrés Pastrana, Presidente da Internacional Democrata Centrista: “Bem-vindos à geopolítica da incerteza!”
O ex-presidente colombiano, e actual presidente da Internacional Democrata Centrista, Andrés Pastrana esteve em Cabo Verde, este fim-de-semana, para participar na conferência ‘Democracia em África: eleições, legitimidade e confiança democrática em África’. Nesta entrevista ao Expresso das Ilhas Pastrana traça um retrato de um mundo em transição, marcado pelo fim da hegemonia unipolar, pela ascensão de novos centros de poder e por uma crescente fragmentação global, alertando para os riscos de uma “geopolítica da incerteza”, mas mantendo uma visão optimista quanto à capacidade de cooperação e renovação da ordem internacional.
Quando um poder invade o outro: por que importa defender a separação de poderes
A CPI Amadeu Oliveira e o Acórdão 14/TC/2026: a decisão que abalou o equilíbrio institucional em Cabo Verde. A Constituição não é negociável – quando o equilíbrio falha, falha a democracia.
A conjuntura da guerra e a estrutura da visão
“Estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.” - Sun Tzu
Quando o Poder quer mandar na Lei
A democracia não cai com estrondo. Não anuncia a sua queda. Não se despede com um discurso solene nem com um decreto oficial. A democracia adoece em silêncio, enfraquece nos bastidores, é corroída pouco a pouco por aqueles que juraram defendê-la, até que um dia, quando alguém pergunta onde ela está, já é tarde demais. É exatamente este o ponto perigoso em que Cabo Verde se encontra.
Quando a justiça incomoda o poder
Há momentos em que a democracia é posta à prova não pelas decisões políticas que se tomam, mas pela forma como se reage quando as instituições cumprem o seu papel. As buscas realizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) à Câmara Municipal da Praia (CMP) inserem-se nesse tipo de momento. Não por serem excecionais, mas porque expõem, com clareza, a relação entre o exercício do poder político e o respeito pelo Estado de Direito.
Do Heroísmo ao Hedonismo
Nos últimos 50 anos, as políticas públicas e a crítica feminista pós-colonial corroeram a simbiose discursiva que personificou a sociedade cabo-verdiana no género masculino, deixando de ser o destino do homem o retrato do destino da sociedade. Uma evidência disso manifesta-se na forma como a autoridade masculina se tornou uma incongruência jurídica e moral, mesmo que ainda seja culturalmente sugerido ao homem que ele se assuma como provedor e protetor.
Cabo Verde e a nova ordem mundial
O mundo atravessa uma fase de transição e incerteza que poucos poderiam antecipar há uma década. A arquitetura internacional encontra-se em plena reconfiguração, com profundas alterações nas dinâmicas de poder e na relação entre os Estados.
“O problema em África é que temos lideranças que não se querem desapegar do poder”
De acordo com o Institute for Security Studies, a principal fonte de insegurança em África é a fragilidade do Estado, que leva à fragilidade também dos mecanismos regionais de segurança. Neste contexto, cada conflito resulta de uma complexa combinação de factores, embora tenham sido identificadas três causas principais: transições de governo, disputas entre Estados e movimentos extremistas violentos.
O populismo e a questão do poder
Muito se tem falado, neste início de milénio, de populismo. Variam as perspetivas, multiplicam-se as definições, divergem as apreciações, mas salta à vista que muito pouca gente parece ter convicções firmes acerca do fenómeno. Por isso, pretendendo falar do assunto, sinto-me obrigado a abordar o seu nexo com a questão do poder.
Soberania Popular na legitimação do Poder e edificação de um Estado de Justiça Social
1. No seu livro AMILCAR CABRAL, UM NOVO OLHAR1, uma obra incontornável, desde logo pela profundidade da investigação em que assenta e pelo rico acervo documental que coloca à disposição dos leitores, o politólogo Daniel dos Santos, apesar das imensas virtudes que credita ao Líder Nacionalista, acaba entretanto por sugerir que ele terá sido arquitecto de regime autoritário, o que nos impele a uma despretensiosa reflexão, tendente a captar a essência do ideário de Amílcar Cabral, naquilo que poderá ter alguma relevância para a ideia da Constituição.
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