Artigos sobre Política
A conjuntura da guerra e a estrutura da visão
“Estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.” - Sun Tzu
Política personalista nos partidos bloqueia o diálogo, reforça a dependência e ameaça as instituições
Esta segunda-feira, dia 9 de Março, a directora do FMI, Kristalina Georgieva, numa conferência em Bangkok, Tailândia, caracterizou a actualidade como o tempo de choques e incertezas e de grandes transformações na tecnologia, demografia, comércio e geopolítica.
Eleições livres e justas exigem verdade e política com princípios
Em alguns momentos eleitorais em Cabo Verde, particularmente nas eleições legislativas, notam-se tentativas de fazer crer que o acto eleitoral poderá não ser tão livre e justo como se propagandeia.
Governação: do Compromisso ao Top 30 Mundial
De promessa política a ativo estrutural do desenvolvimento Cabo-Verdiano
Responsabilidade política e sentido de Estado
Na semana passada todo o país regozijou-se com a pontuação de Cabo Verde no Corruption Perception Index (CPI) de 2025 da Transparência Internacional. Ficou em primeiro lugar entre os países de língua oficial portuguesa e o segundo da África, atrás das Seicheles.
Representantes juvenis defendem criação de espaços estruturados de participação cívica e política
Representantes de associações juvenis defenderam hoje, na cidade da Praia, a criação de espaços de participação cívica e política, essenciais para integrar a juventude nos centros de decisão e combater a abstenção eleitoral.
Desafios do dia a dia inquietam mais os cabo-verdianos do que a política
Apesar da imagem de estabilidade política, são as dificuldades concretas do dia a dia que mais preocupam os cabo-verdianos. Educação, acesso à água e à energia, segurança e custo de vida surgem no topo das inquietações nacionais, segundo o Barómetro da Lusofonia, apresentado na passada quarta-feira na sede da CPLP, em Lisboa.
Carlos Silva, presidente da CM de Santa Cruz - “A política é uma questão de relações. Um município sozinho não progride rapidamente”
Decano dos autarcas de Santiago e no terceiro mandato consecutivo à frente de Santa Cruz, Carlos "Sueck" Silva defende que o futuro do poder local passa por mais articulação e menos dependência do centro. Nesta conversa sobre municipalismo cabo-verdiano, o edil reflecte sobre os desafios do financiamento e a urgência de pensar local para construir um país mais equilibrado. "Cabo Verde é a soma dos seus 22 municípios", lembra, exortando à articulação e sinergia entre municípios, associações e Governo. Sobre Santa Cruz - o "celeiro de Santiago" -, traça uma agenda ambiciosa de atracção de investimento, diversificação económica, e o fim de modelos que perpetuam a pobreza, num concelho agrícola que celebra 55 anos.
O Impacto Sistémico de 13 de Janeiro
Entende-se que, por mais tradicional que seja uma sociedade, é impensável não existirem no seu seio exigências de racionalidade que estabelecem com as exigências da tradição uma relação tensional, o que faz com que a modernidade seja uma modalidade de experiência que existe em todas as sociedades e em todos os tempos.
Júlio Correia: “A estabilidade política de que falamos, não é luxo, é condição da nossa sobrevivência”
Com eleições previstas para 2026, Cabo Verde entra num ano que Júlio Correia classifica como particularmente exigente, não apenas do ponto de vista político, mas também económico, num contexto internacional marcado por instabilidade, conflitos e incerteza, em que a preservação da estabilidade política assume, nas suas palavras, a dimensão de uma condição de sobrevivência para um país estruturalmente vulnerável.
Por Mais Mulheres no Parlamento, por uma Mulher Presidente da Assembleia Nacional
Eu, Lígia Dias Fonseca, mulher, mãe, advogada e cidadã de 62 anos, escrevo este manifesto movida pela urgência e justiça de ver mais mulheres nos espaços de tomada de decisão do nosso país. É tempo de os partidos políticos assumirem um compromisso real com a igualdade de género, designando mais mulheres para cargos elegíveis nas próximas eleições legislativas de 2026 e, sobretudo, apresentando candidatas para a presidência da Assembleia Nacional.
Cabo Verde não precisa de resgate: precisa é de mais sentido de responsabilidade da sua classe política
As chuvas torrenciais no Tarrafal, S. Miguel e Santa Cruz, que provocaram a morte de uma pessoa e estiveram na origem de perdas diversas de animais e de outros bens da população, também ainda causaram estragos consideráveis nas casas, nas propriedades agrícolas e nas infraestruturas rodoviárias e outras.
José Maria Neves distinguido pela Africa World for Governance and Leadership
O Presidente da República, José Maria Neves, foi distinguido com o prémio Africa World for Governance and Leadership, uma distinção que, segundo o próprio, assume um profundo significado simbólico e representa a afirmação de que, mesmo numa região marcada por desafios históricos e estruturais, é possível construir políticas públicas coerentes que promovam estabilidade, inclusão e desenvolvimento sustentável.
O 13 de Outubro reforça a união para o país vencer
O 13 de Outubro é mais uma data que ficará inscrito na memória dos cabo-verdianos. Depois de uma sucessão brilhante de actuação da selecção nacional de futebol, a começar pela derrota infligida à equipa dos Camarões, seguida da extraordinária recuperação no jogo frente à Líbia que garantiu o empate e finalmente da retumbante vitória sobre Eswatini, consegui-se o inimaginável para um pequeno país insular: a participação no Campeonato Mundial de Futebol de 2026.
Fortalecer a sociedade e ajustar o país aos desafios actuais
Actualmente ninguém tem dúvida que os ventos da história não estão a soprar a favor do progresso geral como até recentemente se acreditava. Desde a segunda guerra mundial e da ordem económica liberal, que foi então criada, e particularmente depois da guerra fria e da derrocada da utopia comunista, instalou-se um optimismo em relação ao futuro da humanidade que agora dá sinais de soçobrar.
Cabo-verdianos queixam-se de afastamento entre debates parlamentares e problemas reais
Na véspera do arranque do ano parlamentar, na quarta-feira, há cabo-verdianos que até reconhecem a importância dos debates, mas consideram que já não reflectem os problemas reais e pedem que os deputados deixem de lado interesses partidários.
Jorge Carlos Fonseca, ex-Presidente da República: “A democracia em Cabo Verde não é perfeita, como não o é em lado nenhum”
O Dia Internacional da Democracia que se assinala no dia 15 de Setembro deu o mote a esta entrevista com o ex-Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, na qual chama a atenção para os perigos que rondam o ideário democrático, ressaltando que as democracias neste momento se encontram numa fase de resistência, procurando reorganizar forças para, no momento adequado, retomar a sua afirmação crescente no plano internacional. “Portanto, a democracia, os democratas, os regimes democráticos, têm que continuar a afirmar-se, a explicar-se, a fazer pedagogia, a defender-se, para que esse regime, esse sistema político, esta forma de vida, que é a democracia, possa continuar a ser o fundamento para a criação e desenvolvimento de sociedades livres, de sociedades de homens e mulheres livres”, defende o antigo Presidente da República, acrescentando que em Cabo Verde, a democracia é um processo irreversível e que a maioria dos cabo-verdianos tem o entendimento de que o único critério de legitimação do exercício do poder político é o critério do voto popular e o critério das urnas.
A Armadilha da Percepção: Quando a Narrativa Quer Matar a Realidade
Há dias, após a minha participação no programa Em Debate da TCV, onde fizemos a antevisão do Estado da Nação, fui interpelado por um cidadão. Fê-lo com respeito, mas também com uma inquietação que não passou despercebida. “Deputado, o nosso maior problema neste momento”, disse-me, “é que a perceção das pessoas está a ser capturada. Já não interessa o que o país está realmente a viver, interessa o que as pessoas estão a perceber.”
5 de Julho - Marcos legislativos e institucionais
O dia 5 de Julho de 1975 assinala o nascimento oficial do Estado cabo-verdiano – um marco histórico carregado de simbolismo e de expectativa. No entanto, uma leitura crítica desse momento inaugural exige o reconhecimento de que a independência foi acompanhada por um processo político que, embora pacífico na forma, rapidamente se organizou como um regime de partido único, centralizador e ideologicamente orientado.
Com outra atitude os 50 anos podiam ter sido outros
O Banco Mundial no seu último relatório de actualização económica de Cabo Verde datado de 23 de Junho voltou a chamar a atenção para os riscos para o crescimento do país nos próximos anos. Referiu conflitos globais e regionais, possibilidade de alguma travagem na dinâmica da economia mundial, aumento de preços dos combustíveis e também mudanças climáticas que, além de secas, ainda incluem a elevação do nível médio do mar e prejuízos nas regiões costeiras, afectando directamente o turismo.
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