Artigos sobre “Liberdade
Quando Pensar Era Já um Acto de Liberdade
Entre 1901 e 1909 nasceu a geração que deu forma à modernidade literária cabo-verdiana e ensinou o país a pensar-se antes mesmo de existir como Estado. Às vésperas das celebrações de 2026–2027, importa aprofundar esse tempo fundador – não como exercício memorialista, mas como critério para pensar a liberdade, a cultura e a democracia.
Carlos Veiga: “Não tivemos um período de liberdade antes do 13 de Janeiro"
Carlos Veiga foi uma das figuras centrais da transição democrática cabo-verdiana e o primeiro chefe de governo do Cabo Verde democrático. Nesta entrevista, realizada aos 35 anos das primeiras eleições livres e plurais, faz um balanço dos avanços e das fragilidades da democracia cabo-verdiana. Admite falhas no combate ideológico ao legado do partido único e alerta para os perigos do bloqueio partidário que hoje marcam a política do país. Entre memória e futuro, entre conquistas e desilusões, esta é uma conversa sobre o que foi, o que é e o que é preciso mudar.
35 Anos de Democracia: entre a Defesa da Liberdade e a Ambição Do legado da democracia à audácia de sermos um "Big Ocean State".
Diz-se frequentemente que a geografia é o destino. Para Cabo Verde, essa máxima nunca foi tão vibrante e, simultaneamente, tão desafiante como no amanhecer deste ano de 2026. Neste novo ano, ao celebrarmos os 35 anos do 13 de Janeiro, não estamos apenas a comemorar uma data no calendário ou a vitória de um modelo político sobre outro. Estamos a celebrar o momento em que os cabo-verdianos decidiram que o seu destino não seria escrito por imposição, mas por escolha.
Liberdade, Palavra e Futuro: datas que nos obrigam a pensar
Em 2026, Cabo Verde assinalará 35 anos de Liberdade e Democracia, marco decisivo da consolidação do Estado de Direito democrático, e 90 anos da Revista Claridade, acto fundador da modernidade literária cabo-verdiana. Em 2027, evocaremos duas datas centrais do nosso património cultural e intelectual: os 120 anos do nascimento de Baltasar Lopes da Silva e os 80 anos da publicação do romance Chiquinho, obra maior da literatura cabo-verdiana.
O Silêncio que Fala: Memória, Verdade e Liberdade
O Centro Nacional de Artesanato e Design, em São Vicente, onde foi apresentado Tarrafal, 1975 – O Campo do Silêncio, foi o lugar que, a 9 de Dezembro de 1974, se fez ouvir a tomada da Rádio Barlavento. Esse espaço guarda ainda o eco de um tempo em que a palavra se confundia com o poder e a liberdade com o risco.
Dois terços da humanidade vivem sob violações da liberdade religiosa
Quase dois terços da humanidade, mais de 5,4 mil milhões de pessoas, vivem em países com graves violações da liberdade religiosa, avança um relatório hoje publicado pela organização ACN International.
Fazer valer os 33 anos da Constituição
Hoje, 25 de Setembro, completam-se 33 anos da Constituição. Trata-se de uma data primeira desta II República que ainda está longe de ser celebrada como devia pela comunidade política nacional. Na generalidade das democracias, o Dia da Constituição é comemorado e em vários países como Espanha, Noruega, Polónia e Lituânia é mesmo feriado nacional.
Jorge Carlos Fonseca, ex-Presidente da República: “A democracia em Cabo Verde não é perfeita, como não o é em lado nenhum”
O Dia Internacional da Democracia que se assinala no dia 15 de Setembro deu o mote a esta entrevista com o ex-Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, na qual chama a atenção para os perigos que rondam o ideário democrático, ressaltando que as democracias neste momento se encontram numa fase de resistência, procurando reorganizar forças para, no momento adequado, retomar a sua afirmação crescente no plano internacional. “Portanto, a democracia, os democratas, os regimes democráticos, têm que continuar a afirmar-se, a explicar-se, a fazer pedagogia, a defender-se, para que esse regime, esse sistema político, esta forma de vida, que é a democracia, possa continuar a ser o fundamento para a criação e desenvolvimento de sociedades livres, de sociedades de homens e mulheres livres”, defende o antigo Presidente da República, acrescentando que em Cabo Verde, a democracia é um processo irreversível e que a maioria dos cabo-verdianos tem o entendimento de que o único critério de legitimação do exercício do poder político é o critério do voto popular e o critério das urnas.
País celebra hoje 50 anos de independência
Cabo Verde celebra hoje 50 anos de independência e recebe quatro chefes de Estado para as cerimónias oficiais, a par de um programa cultural alargado.
Liberdade e democracia garantem terreno seguro para construir prosperidade e combater a pobreza
Já está a compor-se o panorama para o confronto político nas legislativas no segundo trimestre de 2026. No domingo, 25 de Maio, Francisco Carvalho, actual presidente da câmara municipal da Praia foi eleito presidente do PAICV e certamente que será o candidato a primeiro-ministro. Do lado do MpD, ficou decidido numa reunião da direcção nacional, em Janeiro último, que o actual primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva procurará um terceiro mandato.
Cabo Verde no novo Mundo Digital: Preparar a Nossa Juventude para o Trabalho Global
“Quando somos jovens, temos manhãs triunfantes” - Victor Hugo
Cabo Verde: Um País Inventado
Em Cabo Verde, ser cabo-verdiano é mais do que herdar raízes: é assumir uma identidade construída na travessia, na mestiçagem e na invenção. Como desenvolvo em Ilhas Crioulas, a história do arquipélago começou sobre um vazio geográfico: sem civilizações indígenas, sem deuses tutelares, sem narrativas ancestrais.
Baixos indicadores económicos prejudicam liberdade dos media em África - RSF
Baixos indicadores económicos em África, a concentração de proprietários de meios de comunicação social e a pressão dos agentes publicitários prejudicam e comprometem a independência jornalística no continente, consideram os Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Precisa-se hoje da ousadia da sociedade civil que ditou a Declaração Política de 14 de Março
Trinta e cinco anos atrás o mundo estava a mudar rapidamente. A sensação de uma aceleração brusca na vida política tanto no interior dos Estados como nas relações inter-Estados ao nível global era similar ao que acontece hoje. A diferença é que nos primórdios da década de noventa as mudanças traziam esperança e uma perspectiva de prosperidade generalizada.
45 anos da FIR Oceânica do Sal
Cabo Verde celebra neste ano de 2025 os 50 anos da independência política. Sim independência política, porque nessa altura faltavam ainda mais duas etapas importantes para atingir as metas traçadas ainda no tempo colonial. O objetivo principal resumia-se em três D: Descolonizar; Desenvolver; e Democratizar. A revolução de 25 de abril, na opinião de várias especialistas, tinha como principal objetivo a Liberdade e Democracia, mas infelizmente não foi uma realidade imediata em Cabo Verde. Felizmente, 15 anos depois foi instaurada a democracia a 13 de janeiro de 1991, passando o país a viver em plena liberdade e democracia.
Independência não significa Liberdade!
No ano em que o nosso país celebra os seus cinquenta anos de independência, tornou-se relevante debater não essa classificação jurídica entre nações, mas a liberdade, um conceito mais filosófico e que encontra, muitas vezes nas leis, um entrave para ser plena. Um dos maiores lutadores pela liberdade em África no século XX foi Nelson Mandela, que sobre isso escreveu: “Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros”.
Filha de Amílcar Cabral subscreve manifesto pela liberdade na Guiné-Bissau
Dezenas de pessoas, entre as quais Iva Cabral, filha mais velha de Amílcar Cabral, "pai" da nacionalidade guineense, subscrevem um manifesto pela liberdade, democracia e direitos humanos na Guiné-Bissau, em que se denuncia "os riscos que o país enfrenta".
Cultura democrática é essencial para a estabilidade
A propósito da organização de uma conferência sobre “Liberdade, Democracia e Boa Governança: Um olhar a Partir de Cabo Verde” não se perdeu a oportunidade de mais uma vez os partidos se digladiarem em público com acusações de aproveitamento por parte do governo.
Conferência "posicionou Cabo Verde na arena internacional" - PM
Em jeito de balanço da Conferência Internacional “Liberdade, Democracia e Boa Governança: Um olhar a partir de Cabo Verde”, o Primeiro-Ministro mostrou-se hoje satisfeito com o impacto positivo do evento, que ocorreu nos dias 8 e 9 de Abril, no Sal, na promoção dos valores democráticos e na reputação internacional de Cabo Verde.
“A Liberdade e a Democracia não são abstracções” – PM
Quando falamos da liberdade e democracia, “falamos de direitos civis, direitos políticos, sociais, económicos e culturais, que são essenciais ao desenvolvimento humano. Por isso, falamos de pessoas”, destacou o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, na abertura da Conferência Internacional “Liberdade, Democracia e Boa Governança: Um olhar a partir de Cabo Verde”, que ocorre entre hoje e amanhã, na ilha do Sal.
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