O ministro da Cultura disse que o Governo pretende inovar e promover a cultura cabo-verdiana fazendo-a expandir para o continente africano e gerar emprego, tendo em conta que o mercado do país é pequeno.
Foto: Inforpress
Mário Lúcio Sousa discursava durante a abertura da reunião ministerial de alto nível sobre “Cultura, Educação, Criatividade e Empregabilidade dos Jovens”, que decorre de 28 a 30 de Novembro, na Cidade da Praia.
Segundo o governante, com este encontro pretende-se chegar a um acordo político entre os países participantes com acções concretas que possam promover o papel da cultura no desenvolvimento sustentável, na promoção da educação, e na capacitação técnica e profissional dos jovens em África.
O ministro adianta que deste encontro vão sair as conclusões ou Carta da Praia sobre as economias criativas em África de forma a criar projectos-piloto concretos nos domínios das economias criativas para que nos próximos anos possa haver resultados concretos criando emprego jovem.
“A realização deste encontro vem demonstrar mais uma vez que o continente africano tem soluções para os desafios que a modernidade vem impondo”, declarou Mário Lúcio Sousa, argumentado que as economias criativas é o nascimento de um novo modelo de economia baseada no intangível.
De acordo com o governante, o encontro servirá também para Cabo Verde apresentar e pedir financiamento dos três projectos inovadores, nomeadamente “o Banco da Cultura”, “Projecto Rede Nacional da Distribuição do Artesanato” e o “Atlantic Music Expo”.
“Tendo em conta que o país tem um mercado pequeno e fragmentado, queremos conquistar o mercado internacional, fazendo com que os criadores consigam algum retorno financeiro de forma a viver daquilo que produzem”, acrescentou, sublinhando que no sector musical, o país está bem firme, e no artesanato já começam as dar os primeiros passos.
Segundo Mário Lúcio Sousa, o Governo irá lançar ainda este ano uma marca do país de origem e a marca do produto cultural de Cabo Verde identificando aquilo que é nacional.
No seu entender, a partilha de experiência dos governantes, administradores, técnicos e da sociedade civil vai marcar efectivamente uma nova era na compreensão do valor da cultura no desenvolvimento económico, social e humano.
O ministro realçou também o trabalho feito entre o Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde e o Governo na configuração de uma política consistente e na implementação de um programa viável e prático para as economias criativas.
O evento que irá decorrer de 28 a 30 deste mês, foi promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com a UNESCO e conta com a participação de 10 ministros africanos, especialistas mundiais em cultura e economias criativas, jovens criadores e empresários nacionais e do continente.
Paralela à reunião, está patente uma exposição com produtos artesanais, livros e produtos dos ministérios da Cultura, Educação e Desporto, Ensino Superior Ciência e Inovação e da Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI).
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