​Djinho Barbosa lança álbum “1Son+Son”

PorDulcina Mendes,6 fev 2025 14:11

O musico cabo-verdiano, Djinho Barbosa acaba de lançar o seu mais novo álbum intitulado “1Son+Son”. Lugares como Assomada, onde nasceu, e Luanda, onde viveu por quase três anos, recebem tributo neste trabalho discográfico.

Segundo uma nota enviada, o álbum que chega ao público ao mesmo tempo que o seu manifesto sobre a língua cabo-verdiana, no qual o músico natural da cidade de Assomada defende que não é possível imaginar Cabo Verde e os cabo-verdianos sem o peso, o valor e a história da língua criada pelos próprios cabo-verdianos.

Os três primeiros temas foram apresentados no início de janeiro e contam com três convidados especiais, parceiros nesta aventura sonora, que muito enriquecem o álbum. 

"O guitarrista Carlos Mendes, colega dos tempos de Abel Djassi, participa com uma ousada improvisação na guitarra em “Infinitu pa Kaká Barboza”, tema dedicado ao irmão de Djinho Barbosa, Kaká Barboza (1947-2020), no qual o próprio aparece com a sua voz a declamar um finason. Lúcia Cardoso surge a interpretar “Manhan Más Manhan”, um tributo ao seu pai, Renato Cardoso, com letra de Kaká Barboza e música de Djinho. Paulino Vieira recria um solo de harmónica em “Son di Santiagu”, um tributo ao amigo Paulino, este grande maestro da produção musical", indica. 

A mesma fonte sublinha que cada um dos temas do álbum é um tributo a determinados personagens da cultura cabo-verdiana Dulce Almada, Pedro Rodrigues. Zezé e Zeca di Nha di Reinalda e Norberto Tavares e a outras pessoas, como Michelle Obama, que tem uma composição cujo título é o seu nome, Bob Marley & The Wailers e David Gilmour, guitarrista dos Pink Floyd.

A maioria das composições são de Djinho Barbosa, em alguns casos em parceria com os irmãos Kaká Barboza e Adriano Barbosa. O projecto conta com a inclusão da música "Nha Funku", de Kaká Barboza e Betinho Barbosa, e ainda com o tema "Misãu Kumpride", da autoria de Lenine Barbosa, filho de Kaká. Há ainda uma parceria com o compositor Pedro Rodrigues.

A família do multi-instrumentista e compositor tem uma forte presença neste álbum. Comparecem nas faixas do álbum os irmãos Betinho Barbosa (voz), Amílcar Barbosa (sax) e Adriano Barbosa (baixo); a esposa Magda Barbosa Vicente (voz); os filhos Miriam Barbosa (voz), Andy Barbosa (guitarra) e Bryan Barbosa (baixo); e sobrinhos como Xiomara Barbosa, Ellah Barbosa e Lenine Barbosa, que cantam em alguns temas.

Djinho Barbosa interpreta ele mesmo alguns temas e toca todos os instrumentos, com exceção da bateria. Tal como no seu álbum anterior, “Trás di Son” (2006), há um vasto grupo de músicos que participam nas gravações: antigos colegas do Abel Djassi, como Albertino Évora (voz), Victor Bettencourt (percussão) e Zé Mário (percussão); e outros músicos que fizeram parte o percurso de Djinho, como Paló Figueiredo (baixo), antigo colega no grupo Finaçon, Duka Barbosa Vicente (órgão), Ndu Carlos (bateria e percussão), Alex Figueiredo (bateria), Patrick Simard (bateria e percussão), Humberto Ramos (piano), Carlos Matos (piano) e Desiree Fernandes (voz).

A mesma fonte sublinha que neste trabalho discográfico, não podia faltar a presença dos membros de Terreru, Jacinto Fernandes (produção), Calu di Guida (guitarra e voz), Maruka Tavares (voz) e Djoy Amado (voz) aproveitando toda a amizade e sinergia que o grupo tem criado.

O trabalho de mixagem e masterização do álbum esteve nas mãos do engenheiro de som Dave Darlington (New York), reconhecido com quatro Grammy, que já trabalhou com Terreru, no projecto TestaSon, e é responsável pelo som de discos de, por exemplo, Sting e outros grandes nomes da música mundial.

“Cleu Cardoso, engenheiro de som, participou na mixagem de “Infinitu pa Kaká Barboza” e Clark Germain (Califórnia) , também reconhecido com um Grammy, fez a masterização”, cita.

No seu percurso musical, Djinho Barbosa passou pelos grupos Pó di Terra, Abel Djassi, Finason e o efémero Quarteto em Si, com seu parceiro e amigo Nhelas Spencer. Nos anos 1980, enquanto estudante em São Paulo, Brasil, o contacto com a sonoridade dos discos da MPB e do Clube da Esquina, grupo de artistas de Minas Gerais que então se destacava, assim como a oportunidade de assistir a concertos de música clássica da Orquestra Jovem Municipal de São Paulo foram marcantes na sua formação musical.

Djinho Barbosa reside há cerca de uma década nos Estados Unidos, onde dirige o Instituto para estudos cabo-verdianos na Bridgewater State University. 

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Autoria:Dulcina Mendes,6 fev 2025 14:11

Editado porDulcina Mendes  em  7 fev 2025 9:42

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