Segundo a produtora Harmonia, o EP não apenas diálogo com a matriz cabo-verdiana, mas também expande em direcção a territórios sonoros, onde o jazz e a música afro-diaspórica se encontram num abraço cúmplice.
“Briza é uma produção que leva a assinatura de Hernani Almeida, nome incontornável da música contemporânea cabo-verdiana e que já lapidou projectos de figuras como Mayra Andrade e Tito Paris”, sublinha.
A mesma fonte cita que neste EP, Hernani Almeida volta a demonstrar o seu talento para criar ambientes sonoros onde tradição e modernidade se entrelaçam sem perder a organicidade.
“Mas há também um diálogo fluido entre a guitarra cabo-verdiana e os pianos envolventes, entre os sopros que evocam a tradição do latin jazz e harmonias vocais que carregam um lastro afro-atlântico que remete às rotas da diáspora”, acrescenta.
O EP, de acordo com a Harmonia, conta com a colaboração do pianista martinicano Mário Canonge, um dos nomes centrais do jazz caribenho.
Zulu vai apresentar o seu EP, no Kriol Jazz Festival, evento que transformou Cabo Verde num ponto de convergência da música global. “No dia 10 de Abril, a artista dividirá o palco com Canonge, trazendo para o público a experiência viva dessa fusão entre continentes”.
“O lançamento de Briza também carrega a chancela de Djô da Silva, fundador da Harmonia Lda e responsável por impulsionar artistas que levaram Cabo Verde ao mundo, como Cesária Évora”, aponta.
Conforme a mesma fonte, em tempos de digitalização acelerada, a chegada de Zulu ao cenário musical não se limita à territorialidade insular: seu nome já ressoa em plataformas dedicadas à world music, e sua confirmação no Atlantic Music Expo, evento que precede o Kriol Jazz Festival, reforça a aposta da Harmonia na sua ascensão.