Num comunicado divulgado após o anúncio do falecimento, o Milan afirmou que "a história do Milan está em lágrimas pela morte de Franco Baresi", acrescentando que o seu exemplo e legado permanecerão "parte integrante e fundamental do ADN do clube". Segundo a Reuters e o próprio clube, Baresi continuava a desempenhar funções como vice-presidente honorário do Milan.
A notícia surge apenas dois dias depois de o clube italiano ter desmentido rumores sobre a morte do antigo internacional, esclarecendo que Baresi atravessava um período de saúde delicado e apelando ao respeito pela privacidade da família. Na altura, o Milan confirmou apenas que o antigo capitão enfrentava problemas de saúde, na sequência de uma cirurgia realizada em 2025 para remover um nódulo pulmonar.
Franco Baresi dedicou toda a carreira profissional ao Milan, onde atuou durante duas décadas, entre 1977 e 1997. Capitão durante 15 temporadas, tornou-se o rosto de uma das equipas mais dominantes da história do futebol europeu, conquistando seis campeonatos italianos, três Taças dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões), duas Taças Intercontinentais e vários outros títulos nacionais e internacionais. Após a retirada, o Milan aposentou a camisola número 6, uma distinção reservada aos maiores ídolos da instituição.
Pela seleção italiana, Baresi somou 81 internacionalizações e integrou a equipa campeã do mundo em 1982, em Espanha. Doze anos mais tarde, foi capitão da Itália no Mundial de 1994, disputando a final frente ao Brasil poucas semanas depois de recuperar de uma cirurgia ao joelho, numa das demonstrações de resistência física e liderança mais recordadas da história dos Campeonatos do Mundo.
Reconhecido pela inteligência tática, elegância na saída de bola e capacidade de liderança, Baresi é amplamente considerado um dos melhores defesas de sempre. A sua parceria com Paolo Maldini, Alessandro Costacurta e Mauro Tassotti marcou uma era dourada do futebol italiano e ajudou a transformar o Milan numa referência mundial durante as décadas de 1980 e 1990.
As reações multiplicaram-se nas horas seguintes ao anúncio da morte. Segundo a Reuters, clubes rivais, dirigentes, antigos companheiros e figuras do futebol internacional prestaram homenagem ao antigo capitão. Paolo Maldini recordou-o como um mentor, enquanto a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou a dedicação e os valores que Baresi representou ao longo da carreira.
Com a morte de Franco Baresi desaparece um dos últimos grandes símbolos de fidelidade absoluta a um clube e uma referência incontornável para gerações de defesas. O seu nome permanecerá ligado não apenas à história do Milan e da seleção italiana, mas também à evolução do futebol moderno, onde continua a ser apontado como um dos maiores jogadores de sempre na sua posição.
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