As tendências que moldam a industria da moda na Africa

PorExpresso das Ilhas,13 mar 2014 9:35

 

12 de março de 2014 : O recente relatório de DHL em Fashion Unleashed  revela que no mundo com grandes desafios da moda, torna-se crucial para os vendedores e os fabricantes repensarem as suas redes de abastecimento devido à dinámica, às exigências e às esperas da clientela.

 

O relatório sublinha três tendências que moldam atualmente o setor da moda no plano mundial. Trata-se dos consumidores que utilizam os meios eletrônicos , a multiplicação dos vendedores perturbadores que têm a capacidade de lançar rapidamente novos produtos e a emergência da classe média mundial.

Segundo Sumesh Rahavendra, Diretor Marketing de DHL Express SSA,  o crescimento do número de consumidores utilizando os recursos eletrônicos está mudando rapidamente a escolha dos vendedores e a utilização dos canais de distribuição. Isso está cada vez mais apoiado pelo mais recente inquérito mundial relativo às compras via internet com MasterCard  que revelou que as compras on-line continuam apresentando um crescimento elevado na África do Sul e confirmou que 58% dos usuários ativos fizeram as suas compras via internet em 2012. O que representava um crescimento de  44% em 2009.

«A venda on-line oferece uma possibilidade atrativa com menor gastos e pouco rico de testar as exigências da clientela para certos produtos.  Os avanços registados na área da monética na África também abriram caminho para as oportunidades comércio eletrônico. Para superar os desafios tradicionais de infraestrutura, os pagamentos eletrônicos se tornaram a norma de pagamento nos principais mercados tais como os da África do Sul,  Nigéria e Kenya», acrescenta Rahavendra.

Uma outra tendência no relatório é o rápido crescimento dos vendedores perturbadores. « Num mundo com produtos, há um fenômeno chamado perturbadores do big bang ’ que conduz aos produtos que podem criar ou destruir redes inteiras de produtos e inclusive mercados inteiros de um dia para outro. Ter a capacidade  de lançar rapidamente  novos produtos (que se trate de moda ou de tecnologia),  reabastecer e vender sem desconto ou atrair um grande número de clientes para uma loja, fí́́sica ou virtual, torna-se cada vez mais importante no setor da venda. Se abastecer no mercado ou a partir de países vizinhos permite um reabastecimento rápido sem taxas alfandegárias  suplementares para os produtos téxteis e a roupa»,  explica Rahavendra.

Os investidores internacionais aproveitam também as oportunidades de fabricação oferecidas no continente africano.   Segundo o Banco Africano de Desenvolvimento, um dos maiores exportadores de calçados da China implantou uma fábrica na Etiópia no quadro de um plano de investmento de 2 bilhões de dólares americanos por um período de 10 anos  no desenvolvimento de clusters de manufaturas destinadas à exportação. Também, empresas téxteis sul africanas e taïwanesas se dirigiram ao Lesotho para evitar a subida dos preços da matéria prima e da mão de obra local. Esse interés voltado para o  Lesotho como fazendo parte integrante da área da moda levou a uma contribuição de  17% do setor da roupa no PIB do Lesotho.

Segundo Deloitte, a classe média africana triplicou nos últimos 30 anos, e a tendência atual indica que a classe média africana passará a 1.1 bilhão em 2060. «Essa classe média mundial crescente constitui uma onda de consumismo para qualquer tipo de produtos, desde os telefones celulares e os televisores até os produtos de moda.  Ao pensar na expansão, importa saber que cada país africano e único. As empresas cometem às vezes o erro de vir para a África com uma abordagem padrão em mente. Segundo a agência de informação de mercado WARC, os cidadãos oeste-africanos têm uma perspectiva estreitamente similar à dos Estados Unidos da América ao passo que os da África do Leste tendem a achar as tendências asiáticas mais atrativas. É então importante compreender as diferentes culturas e as preferências de marcas quando se quer adotar uma estratégias de expansão de venda», acrescenta Rahavendra.

« Para maximizar as oportunidades oferecidas aos vendedores de produtos de moda, os fornecedores devem saber como reabastecer os mercados, dispor de uma rede de abastecimento bastante rápida para responder com diligência às mudanças bruscas e inesperadas, bastante flexível para personalizar os produtos e bastante eficiente para proteger as margens»,” conclui  Rahavendra.

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Autoria:Expresso das Ilhas,13 mar 2014 9:35

Editado porRendy Santos  em  13 ago 2026 0:29

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