​Provinho 2025 destaca singularidade do vinho do Fogo e reforça ambição da ilha no enoturismo nacional

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,29 nov 2025 7:35

A primeira edição do Salão Internacional do Vinho, Bebidas e Produtos Agropecuários, Provinho, marca um momento decisivo para o enoturismo cabo-verdiano, especialmente para a ilha do Fogo, defenderam os promotores da iniciativa.

Idealizado desde 2022 pelo CEO da Infoplus, Carlos Morgado, o Provinho consolida em 2025 a visão de transformar o vinho do Fogo num produto turístico, cultural e económico de excelência.

Carlos Morgado sublinhou, na cerimónia de abertura, que o vinho “é muito mais do que uma bebida”, recordando o seu papel milenar nas civilizações e a sua ligação à cultura, à fertilidade e à celebração.

“O vinho é um produto de excelência e podemos orgulhar-nos de termos um produto que já ganhou várias medalhas em concursos internacionais promovidos para promover os vinhos cultivados em terroirs específicos”, disse.

Segundo o mesmo, é possível produzir vinho em todas as ilhas de Cabo Verde, mas nunca seriam iguais aos do Fogo por causa do terroir e das condições incomparáveis da ilha, como a combinação de solo vulcânico, microclima, altitude e práticas humanas ancestrais.

Esse terroir confere ao vinho “um carácter único e uma identidade distinta”, permitindo sonhar com a sua afirmação internacional.

O projecto do Provinho, segundo o CEO, tem como meta elevar a qualidade, profissionalizar o sector e posicionar o vinho do Fogo como referência global no enoturismo.

A administradora do Instituto do Turismo de Cabo Verde, Vânia Rodrigues, reforçou que o evento está alinhado com a estratégia nacional de diversificação turística do país.

Entre 2016 e 2024, a ilha do Fogo demonstrou crescimento consistente: os quartos disponíveis passaram de 277 para 495, o pessoal do sector duplicou de 110 para 204 e o número de turistas subiu de 9.386 para 12.854.

Esses indicadores confirmam que o Fogo está a consolidar-se como destino emergente, especialmente para o turismo rural, de natureza e de nicho.

Vânia Rodrigues ressaltou que os vinhos do Fogo representam “a máxima expressão da singularidade da ilha”, combinando autenticidade, paisagem e cultura.

O Provinho 2025 pretende projectar internacionalmente essa identidade, posicionando o Fogo como marca cabo-verdiana num segmento competitivo e sustentável.

O enoturismo e o ecoturismo, afirmou, não apenas valorizam o produto local, mas reduzem a sazonalidade, fortalecem as empresas e ampliam as oportunidades de emprego e rendimento.

Com o Provinho 2025, Cabo Verde dá um passo firme para se tornar um destino mais competitivo e diferenciado, celebrando o vinho como símbolo de história, identidade e potencial económico, e fazendo da ilha do Fogo um protagonista incontornável no turismo de excelência, referiu.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,29 nov 2025 7:35

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  29 nov 2025 16:55

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