Zuckerberg hoje no Parlamento Europeu para explicar uso de dados pessoais

PorExpresso das Ilhas, Lusa,22 mai 2018 6:59

Mark Zuckerberg
Mark Zuckerberg

​O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, é ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas, sobre a utilização dos dados pessoais de milhões de utilizadores da rede social, depois do escândalo Cambridge Analytica. A audição será transmitida em directo na Internet

O encontro de Zuckerberg com os líderes dos diferentes grupos políticos no Parlamento Europeu, a realizar-se na parte da tarde, tem como propósito perceber o que o fundador do Facebook pretende fazer para "defender os cidadãos europeus" antes das próximas eleições europeias, como sublinhou o presidente do PE, Antonio Tajani. 

"Queremos saber o porquê de o Facebook ter decidido pôr na mesa o nome dos cidadãos europeus e pretendemos perceber o que vão fazer antes das eleições europeias. É um debate muito importante, queremos saber a história e o que querem fazer nos próximos meses para defender os cidadãos europeus", elucidou o presidente do PE. 

O Facebook precisou que a reunião no PE será uma ocasião para "dialogar, escutar os pontos de vista (dos eurodeputados) e mostrar medidas" tomadas pelo gigante da Internet "para melhor proteger a vida das pessoas".  

A sessão seria, inicialmente, à “porta fechada”, mas, depois de várias críticas, Antonio Tajani, o presidente do Parlamento Europeu, anunciou pelo Twitter que vai existir transmissão em directo através do site oficial da instituição.

Depois de Bruxelas, na quarta-feira Mark Zuckerberg será recebido em Paris pelo Presidente da França, Emmanuel Macron, juntamente com cerca de 50 dirigentes de grandes empresas. 

Esta visita à Europa do fundador do Facebook é organizada alguns dias antes da entrada em vigor, a 25 de Maio, do novo regime europeu sobre a protecção de dados, que obriga os operadores a ajustarem os seus termos de utilização para os europeus. 

Em Abril, Zuckerberg foi ouvido no Congresso dos Estados Unidos sobre o caso Cambridge Analytica, que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, usando dados de dezenas de milhões de utilizadores do Facebook. 

Além desta rede social, Twitter e Google também foram acusadas de deixar proliferar interferências russas, visando manipular a opinião pública norte-americana. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,22 mai 2018 6:59

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  17 nov 2018 3:23

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