Bill Gates apresenta vaso sanitário que não precisa de água ou ligação à rede

PorExpresso das Ilhas,26 nov 2018 6:37

​Bill Gates apresentou um vaso sanitário que não precisa de água ou ligação a sistemas de saneamento, transformando os dejectos em fertilizante, uma solução que poderia reduzir a mortalidade infantil nos países mais pobres e gerar uma economia de cerca de 235 bilhões de dólares.

O produto é resultado de uma pesquisa financiadas pelaFundação Bill e Melinda Gates, a maior organização filantrópica particular do mundo. Para que isso acontecesse foi desenvolvida uma tecnologia que transforma os dejectos humanos em fertilizante. “Eles (os vasos sanitários inteligentes) recebem os dejectos líquidos e sólidos e fazem um trabalho químico, o que inclui ‘queimá-los’ na maioria dos casos”, disse Gates, sem entrar em detalhes, durante entrevista à agência de notícias Reuters.

Durante a apresentação do vaso sanitário, numa feira realizada na China há duas semanas, o fundador da Microsoft destacou o papel social e ambiental de sua nova proposta. “O vaso sanitário de hoje simplesmente manda os dejectos embora na água, enquanto estes vasos sanitários inteligentes sequer têm esgoto”, disse.

Bill Gatesacha que os vasos sanitários são um negócio sério e está apostando que uma reinvenção desse conforto essencial pode salvar meio milhão de vidas e gerar uma economia de cerca de 235 bilhões de dólares.

Sem alternativas rentáveis aos esgotos e instalações de tratamento de resíduos, a urbanização e o crescimento da população vão agravar a situação.

Em algumas cidades, mais da metade do volume de dejetos humanos vaza para o ambiente sem tratamento. Cada dólar investido em saneamento rende cerca de 5,50 dólares em ganhos económicos globais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

O reinventado mercado do vaso sanitário, que atraiu empresas como a japonesa LIXIL Group do Japão, poderia gerar 6 bilhões de dólares por ano em todo o mundo por volta de 2030, segundo Gates.

Gates descreveu a mudança das privadas tradicionais para os modelos sem água como um passo importante para a sociedade, semelhante ao desenvolvimento da computação, na década de 70, época em que o executivo ajudou afundar a Microsoft ao lado de Paul Allen.

Texto originalmente publicado na edição impressa do expresso das ilhas nº 886 de 21 de novembro de 2018.

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Autoria:Expresso das Ilhas,26 nov 2018 6:37

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  26 nov 2018 6:37

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