COVID-19 prejudicou moderação do conteúdo do Facebook

PorExpresso das Ilhas,14 ago 2020 11:46

O Facebook reconheceu que a sua capacidade de moderar os conteúdos mais problemáticos foi afectada pela pandemia.

Por ser uma plataforma acessível e heterogénea, conteúdos inapropriados acabam por circular no Facebook. Assim sendo, cabe à própria plataforma controlar essa actividade e tratar de eliminar o que vá contra a sua política.

Para estabelecer esse controlo e essa moderação, o Facebook conta com um sistema de Inteligência Artificial e com funcionários humanos. Contudo, com a pandemia, a plataforma foi forçada a trabalhar com menos funcionários e, de Abril a Junho, contou com menos moderadores.

Sob este contexto, na última versão do seu Community Standards Enforcement Report, o Facebook admitiu não ter tido capacidade humana de agir sobre o conteúdo que circulou.

Conteúdo esse que envolvia suicídio, automutilação e exploração infantil. Aliás, a plataforma admitiu também não ter sido capaz de medir a prevalência de conteúdos visualmente violentos e de nudez e actividade sexual adulta.

“Com menos analistas de conteúdo, tomamos medidas sobre menos conteúdos, quer no Facebook, quer no Instagram… Apesar destas reduções, priorizamos e agimos sobre os conteúdos mais nocivos”, esclareceu o Facebook.

De acordo com a empresa, a sua tecnologia, para a moderação e revisão de conteúdos, está a melhorar. Contudo, existem áreas que terão de continuar a depender de pessoas. Isto, porque, além do trabalho específico que desempenham, ainda treina a tecnologia da empresa.

Ainda que tenha estado menos activo no controlo da informação e do conteúdo das suas plataformas, o Facebook revelou que, entre Abril e Junho, removeu cerca de 7 milhões de peças de desinformação, do Facebook e do Instagram, acerca da COVID-19. Ademais, rotulou cerca de 98 milhões de publicações, associadas à infecção, como falsas ou incorrectas. Isto, porque alguns conteúdos(des)informavam sobre medidas preventivas ou curas milagrosas, que os especialistas consideraram perigosas.

Apesar das limitações provocadas pela pandemia, a empresa admite também que o seu sistema de AI permitiu melhorar o controlo de outro tipo de conteúdo, como discurso de ódio, terrorismo, perseguição e assédio.

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Autoria:Expresso das Ilhas,14 ago 2020 11:46

Editado porSara Almeida  em  14 ago 2020 11:46

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