Joana Benzinho lança segunda edição do Guia Turístico da Guiné-Bissau

PorExpresso das Ilhas,28 jan 2017 11:46

O primeiro e único guia turístico da Guiné-Bissau contemporânea, publicado em 2016, vai ter este ano uma segunda edição actualizada para consolidar o país enquanto destino de viagem, disse à Lusa a autora, Joana Benzinho.

 

"Nos últimos meses tem havido desenvolvimentos na área turística", nomeadamente com o aparecimento de nova oferta hoteleira, o que justifica uma revisão do guia, referiu. 

O trabalho no terreno está em curso e a segunda edição deverá ser publicada a meio do ano, mantendo quatro línguas: português, inglês, francês e espanhol. 

O guia "À descoberta da Guiné-Bissau" contará com uma versão digital gratuita na Internet, acessível em diferentes endereços -- bastando pesquisar pelo título num motor de busca, tal como já acontece com a primeira edição. 

A segunda edição vai ter um novo aspecto gráfico, mais mapas do país e ilustrações de Jorge Mateus a pontuar fotos e textos sobre as nove regiões do país -- incluindo as ilhas Bijagós, uma das pérolas guineenses em que a biodiversidade é o principal trunfo. 

O projecto surge numa altura em que o país continua mergulhado numa crise política, mas Joana Benzinho realçou que "a instabilidade política não interfere de forma nenhuma com o turismo".  

"Nunca tivemos problemas sociais de monta e não temos assaltos ou criminalidade contra estrangeiros na Guiné-Bissau", referiu. 

Joana Benzinho lidera a organização não-governamental portuguesa Afectos com Letras, que desenvolve projectos nas áreas da educação, saúde e alimentação em território guineense. 

O guia surgiu como um projecto paralelo daquela responsável, em articulação com as autoridades guineenses, e é financiado na totalidade pela União Europeia, com 50 mil euros de investimento total nas duas edições. 

"Temos que dar a conhecer a Guiné-Bissau, desconstruir um pouco esse mito" de que o país não é seguro, acrescentou à Lusa, Inês Pestana, gestora de projectos na delegação guineense da União Europeia (UE). 

A primeira edição do guia da Guiné-Bissau já serviu para mostrar o país em certames como a Bolsa de Turismo de Lisboa e noutras iniciativas no Parlamento Europeu -- nomeadamente junto de quem reside noutros países que não têm uma relação histórica com a Guiné. 

Ao mesmo tempo que sugere percursos pelo país, o guia mostra os projectos que a UE tem apoiado ao longo de 40 anos de trabalho na Guiné-Bissau. 

Serve de exemplo o memorial à escravatura, um museu inaugurado em 2016 em Cacheu, cidade no norte do país, ponto de chegada dos portugueses à Guiné no século XV e entreposto da rota de escravos do Atlântico.  

Ou outros trabalhos relacionados com o meio-ambiente e promoção dos saberes tradicionais. 

"Aqui não falamos de um turismo de massas, mas sobretudo de actividades sustentáveis, como eco-turismo", conclui Inês Pestana. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,28 jan 2017 11:46

Editado porExpresso das Ilhas  em  31 dez 1969 23:00

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