Coligação admite ter provocado 883 mortes de civis no Iraque e na Síria

PorExpresso das Ilhas, Lusa,27 abr 2018 7:32

A coligação militar internacional liderada pelos EUA na Síria e no Iraque reconheceu na quinta-feira ter causado a morte a mais 28 civis durante ataques aéreos, num total mínimo, em três anos de meio, de 883.

A coligação especificou em comunicado ter concluído em Março o exame a 49 sinalizações de ocorrências com potenciais vítimas civis, das quais 46 foram consideradas não credíveis.

Mas as outras três, relativas a bombardeamentos a alvos no Iraque e na Síria, feitos entre 27 de Abril e 25 de maio de 2017, foram consideradas credíveis e fizeram 28 vítimas civis. 

"O inquérito concluiu que, se bem que tenham sido tomadas todas as precauções possíveis e que a decisão de atacar tenha sido conforme à lei sobre os conflitos armados, houve vítimas civis mortas involuntariamente", segundo o comunicado da coligação. 

Dois destes ataques foram particularmente mortíferos: em 27 de Abril de 2917, em Raqa, a dita capital do grupo que se designa por Estado Islâmico, na Síria, 11 civis foram mortos num ataque ao estado-maior do grupo, e em 25 de maio um ataque às instalações do serviço de propaganda do grupo, em Mayadine, na província de Deir Ezzorm provocou outras 15 mortes civis.

O terceiro ataque, realizado em 16 de maio, matou dois civis, que penetraram à última da hora na zona de explosão de um centro de produção de engenhos explosivos, perto de Mossul, no Iraque.

"Hoje, com base na informação disponível, (a coligação) considera provável que pelo menos 883 civis tenham sido mortos involuntariamente por ataques da coligação" desde o início da operação, em Agosto de 2014, avançou-se no comunicado. 

No final de Abril, continuavam em análise 476 relatos de ataques com vítimas civis.  

A coligação realizou em três anos 29.254 ataques contra aquele grupo, que suscitaram a sinalização de 2.135 eventos com potenciais vítimas civis, dos quais apenas 227 foram considerados credíveis.  

A organização não-governamental Airwars, que tinha assinalado aquelas duas operações mais mortíferas no seu relatório mensal, quantifica em pelo menos 6.259 o número de civis mortos pela coligação, número bem superior ao que esta admite. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,27 abr 2018 7:32

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  27 abr 2018 17:23

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