Crónica de uma tragédia grega. 74 mortos confirmados

PorExpresso das Ilhas, Lusa,25 jul 2018 7:15

Incêndios na Grécia
Incêndios na Grécia

​Centenas de pessoas fugiram de barco de Mati para o porto de Rafina, escapando ao incêndio que provocou a morte de, pelo menos, 74 pessoas e feriu outras 187 na segunda-feira, nos arredores de Atenas.

Cerca de 170 clientes do hotel Ramada Atica Riviera, mais uma centena de habitantes locais, procuraram refúgio no estabelecimento e foram resgatados com o auxílio de embarcações que vieram de vila de Rafina, a sede do concelho, para ajudar nas operações de socorro. 

"Eu estava no porto de Rafina a recebê-los. O incêndio foi muito rápido", contou Giorgos, responsável pela manutenção do hotel, que já está adiantado na limpeza do espaço exterior que já está pronto a abrir. 

"Só precisamos de saber se vamos ter electricidade, porque agora estamos a usar um gerador, e água para o serviço normal", acrescentou. 

O hotel é um dos poucos edifícios sem marcas do incêndio que lavrou na segunda-feira nesta região costeira nos arredores de Atenas que provocou, pelo menos, 74 mortos e 187 feridos, vários dos quais em estado muito grave, segundo fontes oficiais. 

Mais de 1.500 casas foram afectadas e mais de 300 viaturas completamente destruídas pelas chamas, sobretudo em Mati, um dos bairros periféricos a norte de Rafina, onde muitos habitantes da capital têm segunda casa e onde passam férias de verão. 

Os feridos em pior estado foram assistidos nos hospitais mais próximos e os desalojados colocados em hotéis ou em casa de familiares ou amigos, disse à Lusa na terça-feira à noite presidente da autoridade municipal de Rafina-Pikermi, Valeis Bournous. 

O bairro de Rafina estava esta manhã quase deserto, sendo visível o cenário de destruição de casas, carros e árvores queimadas, postes de electricidade derrubados pelo fogo. 

Um agente da polícia grega que não se identificou estacionou o carro para impedir a circulação de automóveis pela rua Leof Posidonus e afirmou à Lusa que vão ser iniciados os trabalhos de limpeza dos destroços e detritos das ruas. 

Para a região foram mobilizados elementos da polícia, bombeiros e exército para ajudar nos esforços das autoridades gregas, que continuam à procura de eventuais vítimas do incêndio, em terra ou no mar. 

O Governo de Alexis Tsipras decretou três dias de luto e pediu ajuda internacional na noite de segunda-feira, tendo já alguns países respondido com meios de apoio. 

O executivo grego já desbloqueou uma verba de 20 milhões de euros, procedente do Programa de Investimento Público, destinada à ajuda imediata e a cobrir as necessidades das zonas mais afetadas. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,25 jul 2018 7:15

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  12 nov 2018 3:23

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