Hacker sequestra grupo de Facebook Mulheres Contra Bolsonaro

PorExpresso das Ilhas,17 set 2018 10:21

#eleNão é o lema das Mulheres Contra Bolsonaro
#eleNão é o lema das Mulheres Contra Bolsonaro(AMMA)

Grupo que já reunia mais de 2 milhões de mulheres foi hackeado e as administradoras bloqueadas. Entretanto, as promotoras já criaram um novo grupo que em poucas horas já recuperou milhares dos membros.

A campanha eleitoral no Brasil segue a tendência mundial em que as redes sociais jogam um papel importantíssimo. Cientes disso, mulheres brasileiras criaram um grupo no Facebook a que deram o nome de Mulheres Unidas Contra Bolsonaro onde faziam campanha contra o candidato presidencial da extrema-direita por entender que com este na presidência a situação do país, e das mulheres em particular, irá piorar.

Em pouco tempo o grupo conseguiu reunir 2,4 milhões de mulheres e seguia aumentando a sua popularidade até que, na quinta-feira (13), hackers invadiram o grupo e expulsaram as administradoras.

Ainda antes de sequestrar o grupo os invasores chegaram a estipular um prazo para que esse fosse extinto. Os atacantes então expuseram informações pessoais de uma das administradoras, cuja conta do Facebook hackearam, e ameaçaram a outra de que o mesmo lhe aconteceria se não eliminassem o grupo.

Através do perfil hackeado de uma das administradoras do grupo os hackers postaram ofensas aos membros do grupo: “Esquerdistas de merda” foi um dos insultos dirigidos às mulheres do grupo que, entretanto, é aberto a mulheres de diferentes posicionamentos políticos, e não apenas da esquerda.

Também o nome do grupo foi aletrado para Mulheres Com Bolsonaro e vários homens foram adicionados ao grupo, com alguns a comemorar a acção dos hackers: “hackers desse meu Brasil! Amo vocês! O grupo Mulheres contra Bolsonaro, agora se chama, Mulheres COM Bolsonaro”, festejou um dos homens integrados ao grupo.

O site Catraca Livre, que reportou o incidente, contactou a administração do Facebook que informou estar a tomar providências contra os hackers que invadiram o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” tendo prometido restabelecer a página.

“O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras”.

Estas, entretanto, criaram um novo grupo. Mulheres Contra Bolsonaro (reserva) está desde ontem a tentar recuperar os membros ao mesmo tempo que continua a sua acção de campanha contra Jair Bolsonaro sempre acompanhando os posts das hashtags #eleNão e #eleNunca.

“Num universo de 147,3 milhões de eleitores, nós somos 52,5%. Somos a maior frente de resistência contra a candidatura que expressa claramente as propostas e ações contra mulheres, índios, negros, homossexuais, contra as liberdades democráticas, a Educação e Saúde Públicas, os direitos trabalhistas, a demarcação de terras indígenas e quilombolas e, pior, se autoproclamam homens de bem e profissionais da violência, só pra dar alguns poucos exemplos”, escreve uma das administradoras no novo grupo que em poucas horas chegou aos 35 mil membros, esperando-se que em alguns dias recupere os 2 milhões de mulheres que já tinha.

Contudo, as moderadoras do grupo esclarecem que as discussões “devem ocorrer de forma respeitosa, e não são permitidos discursos de ódio, questionários sobre intenção de votos e a exposição de publicações feitas dentro da comunidade”. Além disso, não é aceita propaganda para nenhum candidato.

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Autoria:Expresso das Ilhas,17 set 2018 10:21

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  17 set 2018 10:22

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