Park é o quinto alto funcionário a ser detido desde a polémica medida decretada pelo Presidente Yoon Suk-yeol, revogada após algumas horas, que justificou com uma alegada aproximação da oposição a posições "semelhantes às da Coreia do Norte".
Já tinham sido detidos o ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, o chefe dos serviços secretos, Yeo In-Hyung, o chefe do Comando de Guerra Especial, Kwak Jong-keun, e o chefe do Comando de Defesa da Capital, Lee Jin-woo.
O parlamento votou no sábado a destituição do Presidente, que foi hoje intimado pelo gabinete do procurador-geral para depor no âmbito da investigação de rebelião de que é alvo, mas o seu gabinete rejeitou a carta.
Trata-se da segunda convocatória enviada a Yoon, de acordo com os meios de comunicação social sul-coreanos citados pela agência espanhola Europa Press.
O procurador marcou o testemunho de Yoon para as 10h00 locais de quarta-feira.
Já no domingo, o Presidente evitou depor, alegando que ainda não dispunha de uma equipa jurídica adequada.
"O Presidente não vê as acusações de rebelião como uma questão jurídica, mas como uma questão política", afirmaram os seus advogados sobre o processo de destituição.
O processo está agora nas mãos do Tribunal Constitucional, que terá agora de se pronunciar sobre a questão.
Os advogados de Yoon disseram que vão contestar em tribunal as acusações de rebelião contra o Presidente.
Um dos advogados, Seok Dong-hyeon, considerou que a tentativa de imposição da lei marcial "não se qualifica como rebelião".
Yoon, um antigo procurador de 63 anos, pode ser condenado a prisão perpétua e teoricamente até à pena de morte, se for condenado por rebelião.
O ainda Presidente está proibido de sair do país.