Somália anuncia morte de 18 extremistas em operação apoiada pelos EUA

PorExpresso das Ilhas, Lusa,9 jan 2026 14:44

Um total de 18 membros do grupo extremista somali Al-Shebab morreram num ataque aéreo do Exército da Somália coordenado com os Estados Unidos, anunciou hoje o Ministério da Defesa do país africano.

As forças somalis, "em coordenação com os seus parceiros internacionais, em particular os Estados Unidos, realizaram esta noite uma operação planeada no distrito de Saakow", indicou o Ministério da Defesa num comunicado emitido esta madrugada.

Segundo a mesma fonte, a operação teve como alvo uma fábrica utilizada pelo Al-Shebab para a produção e preparação de artefactos explosivos, "a maior instalação de explosivos operada pelo grupo".

A instalação foi "completamente destruída" durante a operação, precisou o ministério, sublinhando que o ataque resultou na "eliminação de 18 militantes do Al-Shebab, incluindo engenheiros envolvidos no fabrico de explosivos e em atividades destinadas a prejudicar o povo somali".

O Ministério da Defesa acrescentou que estas operações demonstram a "estreita cooperação" entre as Forças Armadas somalis e os aliados internacionais no "esforço contínuo para derrotar o Al-Shebab".

A Somália intensificou as operações militares contra o grupo extremista desde que o Presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou em Agosto de 2022 uma "guerra total" contra os terroristas.

Desde então, o Exército, apoiado por sucessivas missões da União Africana (UA), tem realizado múltiplas ofensivas contra o grupo, por vezes com a colaboração militar dos EUA e da Turquia em bombardeamentos aéreos.

O Al-Shebab, grupo afiliado desde 2012 à rede terrorista Al-Qaida, comete frequentes atentados para derrubar o Governo central, apoiado pela comunidade internacional, e instaurar um Estado islâmico ultraconservador.

O grupo controla zonas rurais do centro e do sul da Somália e também ataca países vizinhos como o Quénia e a Etiópia.

A Somália vive em estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias islâmicas e "senhores da guerra".

Foto: depositphotos

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,9 jan 2026 14:44

Editado porSara Almeida  em  10 jan 2026 5:19

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