O presidente do Governo Regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno detalhou numa declaração à imprensa que a maioria dos feridos foi encaminhada para o Hospital Raínha Sofia de Córdova.
"Amanhã teremos dados mais confiáveis, tanto sobre o número de vítimas quanto sobre o número de feridos", afirmou.
As equipas de emergência deverão continuar a trabalhar durante toda a noite na recuperação de corpos, um trabalho complexo devido ao estado de algumas carruagens.
O Governo de Espanha começou por confirmar a existência de, pelo menos, 21 mortos no acidente ferroviário de domingo à noite no município de Adamuz, Córdova, na região da Andaluzia, no sul do país, mas admitia, já na altura, que o número de vítimas mortais poderia ser maior.
"Há 21 mortos confirmados oficialmente neste momento, mas não podemos dar esse número como definitivo", disse o ministro dos Transportes, Óscar Puente, numa conferência de imprensa em Madrid.
Segundo o ministro, que falava pouco antes da 01h00 da madrugada (23h00 em Cabo Verde) todos os feridos foram já atendidos.
No terreno, as tarefas centram-se agora exclusivamente no "levantamento dos cadáveres", disse Óscar Puente.
O ministro disse não haver ainda uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade e que será necessário esperar pelo resultado da investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.
Óscar Puente qualificou o acidente, "numa reta", como "tremendamente estranho", revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em Maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era "praticamente novo" e tem cerca de quatro anos.
O acidente ocorreu por volta das 19h45, quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.
Sempre segundo o ministro, o choque com os vagões que descarrilaram fez "sair disparadas" da via as duas primeiras carruagens do comboio Alvia, da Renfe, onde seguia a maioria das vítimas mortais.
No comboio da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa, e no da Renfe iam cerca de 200. As duas primeiras carruagens, que saltaram dos carris, levavam 37 pessoas, segundo o ministro.
O governo regional da Andaluzia accionou o plano autonómico de emergências de protecção civil e o executivo central de Espanha enviou para o local 37 militares da Unidade Militar de Emergências (UME), uma estrutura das forças armadas especializada em situações de catástrofe.
A empresa pública Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha, anunciou que os comboios de alta velocidade entre Madrid e Córdova, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva (todas cidades na Andaluzia) estão suspensas e assim se manterão durante todo o dia de segunda-feira, pelo menos.
"Esta noite, permanecerão abertas as estações de Atocha (Madrid), Córdoba e Sevilha, assim como as de Málaga e Huelva (origem e destino dos comboios envolvidos no acidente), onde foram preparados espaços para atender e acolher familiares das vítimas que o possam necessitar", acrescentou a Adif, num comunicado.
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