Pelo menos 39 mortos após colisão de comboios em Espanha

PorExpresso das Ilhas, Lusa,19 jan 2026 8:18

Segundo a última actualização, 39 pessoas morreram e 75 foram hospitalizadas, 15 em estado grave, na sequência de um acidente ferroviário este domingo em Córdova, Espanha.

O presidente do Governo Regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno detalhou numa declaração à imprensa que a maioria dos feridos foi encaminhada para o Hospital Raínha Sofia de Córdova.

"Amanhã teremos dados mais confiáveis, tanto sobre o número de vítimas quanto sobre o número de feridos", afirmou.

As equipas de emergência deverão continuar a trabalhar durante toda a noite na recuperação de corpos, um trabalho complexo devido ao estado de algumas carruagens.

O Governo de Espanha começou por confirmar a existência de, pelo menos, 21 mortos no acidente ferroviário de domingo à noite no município de Adamuz, Córdova, na região da Andaluzia, no sul do país, mas admitia, já na altura, que o número de vítimas mortais poderia ser maior.

"Há 21 mortos confirmados oficialmente neste momento, mas não podemos dar esse número como definitivo", disse o ministro dos Transportes, Óscar Puente, numa conferência de imprensa em Madrid.

Segundo o ministro, que falava pouco antes da 01h00 da madrugada (23h00 em Cabo Verde) todos os feridos foram já atendidos.

No terreno, as tarefas centram-se agora exclusivamente no "levantamento dos cadáveres", disse Óscar Puente.

O ministro disse não haver ainda uma explicação para o acidente, que envolveu dois comboios de alta velocidade e que será necessário esperar pelo resultado da investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos.

Óscar Puente qualificou o acidente, "numa reta", como "tremendamente estranho", revelando que a via foi totalmente renovada recentemente, em trabalhos que terminaram em Maio passado, e que também o comboio que descarrilou inicialmente era "praticamente novo" e tem cerca de quatro anos.

O acidente ocorreu por volta das 19h45, quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.

Sempre segundo o ministro, o choque com os vagões que descarrilaram fez "sair disparadas" da via as duas primeiras carruagens do comboio Alvia, da Renfe, onde seguia a maioria das vítimas mortais.

No comboio da Iryo viajavam 317 pessoas, segundo a empresa, e no da Renfe iam cerca de 200. As duas primeiras carruagens, que saltaram dos carris, levavam 37 pessoas, segundo o ministro.

O governo regional da Andaluzia accionou o plano autonómico de emergências de protecção civil e o executivo central de Espanha enviou para o local 37 militares da Unidade Militar de Emergências (UME), uma estrutura das forças armadas especializada em situações de catástrofe.

A empresa pública Adif, que gere as infraestruturas ferroviárias em Espanha, anunciou que os comboios de alta velocidade entre Madrid e Córdova, Sevilha, Málaga, Granada e Huelva (todas cidades na Andaluzia) estão suspensas e assim se manterão durante todo o dia de segunda-feira, pelo menos.

"Esta noite, permanecerão abertas as estações de Atocha (Madrid), Córdoba e Sevilha, assim como as de Málaga e Huelva (origem e destino dos comboios envolvidos no acidente), onde foram preparados espaços para atender e acolher familiares das vítimas que o possam necessitar", acrescentou a Adif, num comunicado.

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,19 jan 2026 8:18

Editado porAndre Amaral  em  19 jan 2026 10:22

pub.
pub
pub.

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.