O Governo sírio anunciou no sábado o prolongamento por mais 15 dias do cessar-fogo com as forças curdas para facilitar a transferência pelos Estados Unidos de detidos do grupo extremista Estado Islâmico para o Iraque.
No início desta semana, habitantes de Kobané disseram à AFP que faltava comida, água e eletricidade e que a cidade estava inundada de pessoas que fugiram do avanço do Exército sírio.
Em comunicado, o Exército indicou que vai abrir dois corredores, um para Kobané e outro na província vizinha de Hassaké, a fim de permitir "a entrada de ajuda".
"Graças à cooperação do governo sírio (...) um comboio de 24 camiões transportando alimentos essenciais, artigos de emergência e gasóleo" partiu para Kobané, "para fornecer ajuda vital aos civis afetados pelas hostilidades e pelo clima invernal", declarou Gonzalo Vargas Llosa, representante da agência das Nações Unidas para os refugiados na Síria, citado pela AFP.
As Forças Democráticas Sírias, milícia curdo-árabe que atua como Exército da região autónoma do nordeste da Síria, perderam vastas regiões para as forças governamentais e encontram-se confinadas às regiões de maioria curda no nordeste e em Kobané.
A cidade, que fica a cerca de 200 quilómetros do bastião curdo no extremo nordeste da Síria, está cercada pelas forças governamentais e faz fronteira com a Turquia ao norte.
Kobané, cidade que as forças curdas libertaram de um longo cerco do grupo Estado Islâmico em 2015, tornou-se um símbolo como a primeira grande vitória contra os jihadistas.
Em março passado, o Governo interino da Síria assinou um acordo com as Forças Democráticas Sírias para a transferência de território e a eventual integração dos seus combatentes no Exército.
No início de janeiro, uma nova ronda de negociações não obteve avanços em relação à integração, levando à retoma dos confrontos.
Uma nova versão do acordo foi assinada há uma semana, tendo sido declarado um cessar-fogo de quatro dias na terça-feira.
Parte do novo acordo prevê que os membros das Forças Democráticas Sírias sejam integrados no Exército e na polícia individualmente.
Esta semana, os militares norte-americanos indicaram que cerca de 7.000 membros do Estado Islâmico, a maioria detidos em prisões controladas pelas forças curdas, serão transferidos para centros de detenção no Iraque.
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