O Ministério da Energia e Minas cubano informou nas redes sociais sobre o novo incidente: “Ocorreu um desligamento total do Sistema Eléctrico Nacional. Já estão a ser aplicados os protocolos para a reposição do abastecimento de energia”.
Até agora, não foram apontadas possíveis causas para o desligamento. Ao contrário do que aconteceu em ocasiões anteriores, os motivos do apagão nacional de segunda-feira e do primeiro desta semana não foram explicados.
Cuba encontra-se mergulhada numa profunda crise energética desde meados de 2014, uma situação com causas estruturais que se agravou nos últimos três meses com o embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos, que elevou os cortes de energia eléctrica a níveis recorde.
Nas últimas duas semanas, registaram-se dois apagões nacionais e um corte de abastecimento em grande escala, que deixou dois terços da ilha sem electricidade.
Mesmo sem imprevistos, a situação já é crítica: os cortes em Havana são de cerca de 15 horas por dia, e algumas regiões já estiveram dois dias consecutivos sem energia.
Com base em experiências prévias, a reposição do funcionamento do Sistema Eléctrico Nacional (SEN) é um processo lento e trabalhoso que pode demorar dias: implica começar a produzir energia a partir de fontes de arranque simples (solar, hidroeléctrica, geradores), para fornecer electricidade a pequenas áreas que são depois interligadas.
O objectivo é fornecer, quanto antes, energia suficiente às centrais termoeléctricas do país, o pilar da produção eléctrica em Cuba, para que estas possam novamente arrancar e produzir energia em grandes quantidades, de forma a satisfazer a procura.
Foto: depositphotos
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