O naufrágio ocorreu na terça-feira à tarde e envolveu uma embarcação da Agência de Desenvolvimento de Infraestruturas Rurais (RIDA) que viajava entre as localidades de Chalala e Kariba.
Embora as primeiras informações indicassem que transportava 120 pessoas, as investigações policiais apontaram para a possibilidade de haver mais pessoas a bordo, apesar de a capacidade máxima autorizada da embarcação ser de 90 pessoas, segundo informou a ZRP na passada quarta-feira.
Na sexta-feira, números oficias, confirmavam 46 mortos, entre estes, 18 menores, números hoje atualizados pela ZRP para 68, depois de recuperados hoje mais corpos.
A ZRP "informou os zimbabueanos e as partes envolvidas que o número de mortos no acidente com o barco da RIDA em Kariba subiu para 68, após a recuperação de 22 corpos" hoje, disseram.
O Presidente do Zimbabue, Emmerson Mnangagwa, declarou o estado de catástrofe nacional para mobilizar recursos do Exército, mergulhadores de resgate e aeronaves.
O chefe de Estado reconheceu publicamente que o incidente revelou graves deficiências nos sistemas de inspeção e segurança marítima do país.
O lago Kariba, o maior reservatório artificial do mundo em volume, com uma capacidade de cerca de 180 quilómetros cúbicos, foi criado na sequência da construção da barragem com o mesmo nome, erguida entre 1956 e 1959 por engenheiros italianos sobre o rio Zambeze, na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia.
Além de abastecer a Central Hidroelétrica de Kariba, esta massa de água constitui uma via de transporte fundamental na região.
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