O mais recente relatório da Polícia do Nepal elevou o número de mortos em 39, enquanto o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido diminuiu ligeiramente face aos anteriores 4.898.
Entre os desaparecidos contam-se pelo menos 606 cidadãos estrangeiros.
As operações, que mantêm cerca de 8.000 agentes mobilizados, permitiram, até ao momento, prestar assistência a 8.962 pessoas.
Os trabalhos prosseguem com a esperança de encontrar mais sobreviventes na zona zero, após na sexta-feira terem sido resgatados dois trabalhadores que passaram 10 dias presos num túnel da central hidroelétrica Trishuli 3A.
Um dos resgatados, Kabir Maharjan, encontra-se em estado crítico e está a receber cuidados intensivos num hospital militar de Katmandu devido a hipotermia grave. O outro trabalhador, Sanjay Sah, mantém-se estável e relatou que, durante o seu confinamento, conseguiu comunicar aos gritos com várias pessoas que se encontravam perto dele.
A identificação das vítimas mortais continua a ser um dos maiores desafios logísticos. As autoridades precisaram que, dos 1.344 corpos recuperados, entre os quais se contam 85 menores, 1.270 continuam por identificar.
Perante esta crise, os médicos legistas continuam a recolher amostras de ADN, tendo já acumulado 2.272 perfis genéticos de falecidos e familiares.
Por seu lado, no Tibete (China), região também atingida pelas inundações de 26 de agosto, as autoridades chinesas dão conta, na sua última atualização, de 31 mortos e 531 pessoas ainda por localizar.
As cheias repentinas de 26 de agosto, descritas pelos observadores locais como um dos piores desastres de que há memória no Nepal, fizeram o nível da água do rio Trishuli subir entre 15 e 18 metros acima do normal, destruindo povoações ao longo de um troço de 72 quilómetros das suas margens.
Causaram também danos significativos em centrais hidroelétricas e outras infraestruturas, além de terem destruído habitações, estradas e pontes em vários distritos.
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