"De Gaza, passando pela crise mais ampla no Médio Oriente, até à Ucrânia, ao Sudão e mais além, o nosso mundo precisa de paz", afirmou António Guterres, durante a sua intervenção, citado pela Efe.
A sessão plenária na capital indiana, Nova Deli, a segunda e última da cimeira do bloco, juntou Guterres a líderes como o russo Vladimir Putin, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o príncipe herdeiro de Abu Dabi, Khaled bin Mohamed Al Nahyan.
De acordo com o site Notícias ao Minuto, as palavras de Guterres surgem após os membros terem assinado no sábado uma declaração conjunta com 140 pontos, que dedicou vários capítulos a Gaza, à Palestina e ao Líbano e mencionou expressamente Israel, mas que não incluiu qualquer referência à Ucrânia.
No seu apelo, o português defendeu a liberdade de navegação internacional, o respeito pela integridade territorial e pela independência política dos Estados ao abrigo do direito internacional.
"À medida que avançamos de forma irreversível para um mundo multipolar, os países devem trabalhar para reforçar e salvaguardar um sistema multilateral que responda às necessidades de todos", acrescentou Guterres.
O líder da ONU voltou a exigir uma reforma abrangente do seu Conselho de Segurança e das instituições financeiras internacionais que, no seu entender, já não refletem a realidade do planeta, por terem sido criadas no âmbito de uma ordem hoje obsoleta.
"As realidades económicas, demográficas e geopolíticas de hoje não são as de 1945 (...). Isto exige a reforma das instituições multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU e o sistema de Bretton Woods, para refletir o mundo atual", acrescentou.
A propósito da adoção, este setembro, de um novo mapa-mundo na Assembleia Geral, que corrige as distorções do tradicional mapa de Mercator, Guterres instou as instituições a "fazer o mesmo" perante uma nova realidade de poderes.
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