Durante um discurso no congresso do Partido Trabalhista em Liverpool, na terça-feira, o chefe do governo trabalhista afirmou querer apresentar "diferentes opções" para as relações a longo prazo com a UE por ocasião de uma cimeira prevista até ao final do ano.
Questionado na quarta-feira pela estação pública BBC, sobre as alternativas, disse que o país pode continuar fora da UE, "se as pessoas acharem que é aí que devemos ficar", pode aderir à união aduaneira, ao mercado único, "ou então ir até ao fim", ou seja, reintegrar o bloco europeu.
"Existem, manifestamente, opções a considerar e temos de analisar o que é viável, bem como as vantagens e desvantagens de cada uma delas", acrescentou Burnham.
No entanto, não indicou, nesta fase, qual a opção que preferia.
Andy Burnham, que fez campanha contra o Brexit em 2016, considerou na terça-feira que a saída da UE "trouxe mais malefícios do que benefícios" ao Reino Unido, em particular a nível económico.
No início de junho, confiou "esperar: que o Reino Unido regresse à UE "enquanto (ele) ainda estiver vivo".
O Partido Trabalhista chegou ao poder em 2024 com um programa que defendia a reaproximação à UE, mas com três linhas vermelhas: continuar fora da união aduaneira, do mercado único e da livre circulação de pessoas.
A cimeira entre a UE e o Reino Unido estava inicialmente prevista para julho, mas teve de ser adiada devido à demissão do anterior primeiro-ministro, Keir Starmer, a quem Andy Burnham sucedeu à frente do Partido Trabalhista e do governo.
Uma primeira cimeira UE/Reino Unido foi organizada em Londres, em maio de 2025, por Keir Starmer, no âmbito da sua estratégia de aproximação aos 27.
Um dos temas difíceis da próxima cimeira será a política europeia denominada 'Made in Europe', que visa privilegiar as empresas e os produtos europeus em determinados setores.
O Reino Unido deseja que as suas empresas possam beneficiar do mesmo tratamento.
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