O Tribunal Constitucional do Kosovo tinha concedido ao Parlamento um prazo até à meia-noite de 06 para 07 de outubro para eleger o chefe de Estado; caso contrário, teriam de ser convocadas novas eleições, as quartas em menos de dois anos.
A votação a favor de Shiroka Pula, por 81 dos 120 deputados da Câmara, ocorreu poucos minutos após o termo do prazo, o que pôde ser verificado através da transmissão em direto da sessão no portal do Parlamento kosovar na internet.
A Constituição do Kosovo exige que a eleição do chefe de Estado seja aprovada por, pelo menos, dois terços dos 120 deputados do Parlamento.
Economista e sem filiação política, a nova Presidente liderava desde 2025 a Academia de Ciências e Artes do Kosovo e sucede no cargo a Vjosa Osmani, cujo mandato de cinco anos terminou em abril de 2026.
"O Kosovo precisa de fortalecer as suas instituições e de prosseguir a sua orientação euro-atlântica", afirmou a nova Presidente num discurso perante os deputados.
Após o termo do mandato de Osmani, os partidos políticos da antiga província sérvia não conseguiram chegar a acordo quanto a um sucessor, o que levou à dissolução do Parlamento e à convocação de eleições antecipadas em junho.
Shiroka Pula foi proposta pelo partido no poder, o Movimento de Autodeterminação (LVV), do primeiro-ministro Albin Kurti, ao abrigo de um acordo alcançado à última hora com o Partido Democrático do Kosovo (PDK), da oposição.
O Kosovo, que declarou a independência da Sérvia em 2008, continua a não ser reconhecido por Belgrado nem por vários países da União Europeia (UE), designadamente Chipre, Eslováquia, Espanha, Grécia e Roménia.
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