De acordo com as primeiras informações, os corpos foram localizados no sábado pelas autoridades locais na zona costeira de Tébène.
Militares do Exército e do Corpo de Bombeiros foram destacados para a zona para coordenar as operações de recuperação e transporte dos corpos para as instalações forenses, com vista à identificação das vítimas.
Por enquanto, as autoridades ainda não determinaram as causas do sucedido nem o número total de ocupantes que viajavam a bordo da embarcação, embora as investigações indiquem que o incidente se soma à série de tragédias registadas nas rotas de migração irregular por via marítima na costa atlântica do Senegal.
Senegal interceta 142 migrantes ao largo de Dacar com destino a Espanha
Na sexta-feira, a polícia do Senegal intercetou 142 migrantes ao largo de Dacar, incluindo mulheres e crianças, que tentavam chegar a Espanha numa piroga. Entre as pessoas intercetadas estão 40 senegaleses, incluindo quatro mulheres, 93 gambianos, dos quais 17 mulheres, um cidadão da Guiné-Bissau, dois da Guiné-Conacri e dois nigerianos, segundo um comunicado da polícia, citado pela France-Presse (AFP).
A mesma fonte acrescenta que o grupo incluía ainda dois bebés e duas crianças menores, indicando que a operação decorreu à margem do dispositivo de segurança dos Jogos Olímpicos da Juventude de Dacar, o primeiro evento olímpico realizado em solo africano.
Milhares de pessoas, sobretudo jovens da África ocidental, tentam há vários anos chegar clandestinamente à Europa através da rota atlântica, principalmente com destino ao arquipélago espanhol das Canárias, em embarcações sobrelotadas e frequentemente degradadas.
Como consequência, milhares de pessoas morreram ou desapareceram nos últimos anos durante estas travessias.
No final de outubro, a organização não-governamental Ação pelos Direitos Humanos e pela Amizade (ADHA) alertou para a persistência de "partidas perigosas" de migrantes em direção à Europa, referindo que cerca de 1.000 pessoas da África Ocidental chegaram às Canárias nos dias 22 e 23 de outubro.
O reforço recente da vigilância marítima pelo Senegal, pela Mauritânia e por Marrocos deslocou as partidas de pirogas com destino às Canárias mais para sul, para as costas da Gâmbia, da Guiné-Bissau e da Guiné-Conacri, aumentando a duração das travessias e os riscos associados.
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