Polícia Judiciária expõe fotos da investigação Lancha Voadora/Veja as imagens

PorExpresso das Ilhas,10 mai 2013 16:10

Está patente nas instalações da Polícia Judiciaria, na Achada Grande, uma exposição das fotografias feitas durante a investigação do processo Lancha Voadora. A mostra enquadra-se nas comemorações do Vigésimo aniversário da corporação.

No total são cerca de 5 mil fotografias feitas durante toda a investigação, que culminou a 8 de Outubro de 2011 com a apreensão de uma tonelada e meia de cocaína em estado de elevada pureza, milhares de euros e outras moedas, milhões de escudos cabo-verdianos em notas, cinco viaturas topo de gama, três jipes, duas "pick-up", uma "moto-quatro", várias armas, munições e na detenção de 15 arguidos.

A PJ apenas apresentou uma pequena parte das fotos feitas durante a investigação. No entender do director nacional, Carlos Reis, a exposição dará a conhecer os meandros desta operação.

As fotografias apresentadas não correspondem as provas, trata-se da análise do trabalho feito, ou seja a tese da PJ de como funciona a rede, disse Carlos Reis.

"O trabalho foi feito por uma equipa muito pequena, dada a necessidade da compartimentação da informação, mesmo a nível interno da PJ, o que não se aplica somente ao tráfico de drogas. Passado todo este tempo, queremos que os investigadores da PJ consigam perceber as conexões e as relações", frisou.

De acordo com o director nacional, está-se perante um processo delicado, que envolve altas figuras da sociedade e que resultou na apreensão de uma tonelada e meia de cocaína em elevado estado de pureza.

Carlos Reis mostrou que não se sente incomodado pelo facto de muitos arguidos serem de classe social alta, até porque, sublinhou, a PJ prima pela imparcialidade.

Neste processo, são arguidos o antigo presidente da Bolsa de valores de Cabo Verde, Veríssimo Pinto, que assim como Paulo Pereira, Quirino dos Santos, Carlos Gomes Silva, António "Totony" Semedo, Luís Ortet, Ernestina "Nichinha" Pereira e Ivone de Pina Semedo, se encontra sob prisão preventiva na Cadeia de São Martinho, na capital. 

Nilton Jorge, Sandro Spencer, Nerina Rocha, José "Djoy" Gonçalves, Jacinto Mariano, José Teixeira e José Alexandre Oliveira aguardam julgamento em liberdade. 

São também arguidas várias empresas cabo-verdianas ligadas directas ou indirectamente aos acusados: Editur, ImoPraia, AutoCenter, Aurora Internacional e TecnoLage, todas com sede na Cidade da Praia.

 

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Autoria:Expresso das Ilhas,10 mai 2013 16:10

Editado porElsa Vieira  em  11 mai 2013 20:40

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