PN entra em acção com o plano Natal e Fim de Ano em Segurança

PorElsa Vieira,19 dez 2013 9:50

Sob o lema Natal e Fim de Ano em Segurança, o Comando Regional da Praia deu início na sexta-feira, 13, ao seu plano operacional para que a quadra festiva ocorra com a tranquilidade desejada. A operação de grande vulto realiza-se esta sexta-feira, 20, pelas 19h30, em todos os bairros da capital em simultâneo.

Na época festiva, os marginais e os delinquentes estão mais aptos e predispostos a realizar assaltos.

Neste período do ano, a população por vezes necessita de “quatro-olhos”, para não ser surpreendida pelas costas. Ao sair à rua seja de dia ou de noite, usa-se a mesma manobra do trânsito. É desviar os olhos para a esquerda, para a direita e por vezes “torcer” o pescoço e ver quem vem atrás.

Nas esquinas, à porta da residência e os mais ousados até dentro do lar, os delinquentes tiram o sossego, assaltam e levam o que lhes passar pelas mãos. Numa época em que muitos desejam ter muita paz, calma e tranquilidade, os poucos que se consideram acima da lei acabam por estragar as suas festas.

 

Técnica canina é a novidade para este ano

 

Conhecedor da causa, dos actores da marginalidade, o Comando Regional da Praia (CRP) entra em acção para pôr cobro à situação e mostrar que ninguém está acima da lei e ainda que a liberdade de um termina aonde começa a do outro.

Como manda a tradição, o plano do CRP contempla um conjunto de acções, tanto em matéria de ordem pública como de trânsito, com o único propósito de proporcionar aos cidadãos segurança efectiva nesta quadra natalícia, no que diz respeito à protecção da sua pessoa e dos seus bens.

A chamada Operação Natal e Fim de Ano em Segurança entrou em curso no dia 13, tem término a 06 de Janeiro e vai envolver 472 efectivos, entre subchefes, agentes e oficiais.

Durante esses dias, vão sendo realizadas operações de grande e pequena envergadura para revistas ao nível de ordem pública. A operação de grande vulto realiza-se no dia 20, durante três horas, em todos os bairros da capital.

Para ajudar no combate à marginalidade, nestes dias, em termos materiais, vão ser envolvidas 26 viaturas e 20 motos e o Comando Regional vai contar com o contributo do comando das unidades especiais, técnica canina, ordem pública, atiradores em moto e ainda com o grupo de acção táctica.

 

Ataque e contra ataque

 

Neste momento não há zonas vip´s e pobres quanto à insegurança, daí que todos devem permanecer alerta e como disse Casimiro Teixeira “jovas gressives paah e todo o cuidado é pouco”.

Os prevaricadores são espertinhos e quando a polícia se concentra num bairro que num determinado momento tido como crítico, mudam de rumo, num jogo de gato e rato, e quem for mais esperto leva a melhor.

O porta-voz do CRP disse que com os meios disponíveis está prevista uma cobertura aceitável em todos os bairros da capital. Para cada operação são necessários cerca de 200 a 250 homens.

A operação começou na sexta-feira 13, com o reforço de policiamento e foi uma sexta-feira 13 de azar para os prevaricadores e de muita sorte para a PN que conseguiu recuperar várias armas e consequentemente desarmar certos marginais.

A época não permite grande exibição. O CRP recomenda que no sentido de evitar criar oportunidades para os amigos do alheio, as pessoas não devem transportar grandes valores de forma desnecessária e quando necessário fazê-lo sob algumas medidas de segurança, quando de regresso à casa, evitar parar junto à porta procurando a chave, não deixar a casa totalmente abandonada, não abrir portas a estranhos, não reagir no caso de assaltos, comunicar todas as ocorrências policiais, entre outras.

A nível do trânsito é solicitado que os condutores evitem sempre o uso de telemóveis ao volante, condução sob efeito do álcool e cumpram rigorosamente as regras da estrada.

 

Detidos no Brasil

 

Entretanto, a comunicação social brasileira revelou a detenção de dois cidadãos cabo-verdianos envolvidos, segundo a polícia, num esquema de burla.

As autoridades brasileiras revelaram que os dois homens usavam um esquema simples para enganar mediadores imobiliários. “Eles entregavam o que diziam ser notas de dólar pintadas de preto”, disse à Globo o delegado Wagner Dorta. No entanto, segundo aquele agente da polícia civil, tudo não passava de “papel pintado, que eles diziam ser notas de dólar pintadas de preto para não chamar a atenção”.

O esquema era depois posto em prática. Segundo Wagner Dorta, os dois homens aplicavam um solvente para retirar a tinta de uma das notas, que era afinal a única nota válida. “Depois pediam às pessoas dinheiro para comprarem o solvente necessário para tirar a tinta das outras notas”, que na realidade não passavam de pedaços de papel pintados de preto.

Agora os dois homens, entretanto detidos pela polícia civil de João Pessoa, enfrentam uma pena que pode chegar aos dez anos de cadeia.

 

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Autoria:Elsa Vieira,19 dez 2013 9:50

Editado porRendy Santos  em  19 dez 2013 13:09

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